Morfética.
Não sei de onde veio. Só sei que veio. Assim, no meio do nada, sentada na minha sala que tem as janelas fechadas e cobertas por persianas ridículas.
Lacrada.
Essa eu sei. Das janelas fechadas e da sensação de aquário.
Água.
Minha mesa com as garrafas azuis.
Mar.
Veio do azul. E da minha cabeça que não pára de pensar em praia. E sol.
Thursday, March 09, 2006
De tempos em tempos eu vivo essa sensação. Vontade de que a vida fosse um longo fim de semana. Sem compromissos.
Apesar de que meus fins de semana não são exatamente sem compromissos. Tem sempre uma série de coisas que me forçam a sair de casa próximo do horário do almoço e só me permitem voltar quando a luz natural já se foi.
Cansaço.
Férias de duas semanas não são férias. Especialmente depois do fim de um ano tão atribulado e antes de um novo ano com novo emprego.
Sabido é o urso que hiberna quando não dá mais para segurar.
Apesar de que meus fins de semana não são exatamente sem compromissos. Tem sempre uma série de coisas que me forçam a sair de casa próximo do horário do almoço e só me permitem voltar quando a luz natural já se foi.
Cansaço.
Férias de duas semanas não são férias. Especialmente depois do fim de um ano tão atribulado e antes de um novo ano com novo emprego.
Sabido é o urso que hiberna quando não dá mais para segurar.
Thursday, March 02, 2006
Wednesday, March 01, 2006
Monday, February 20, 2006
Cinco dias por semana. Oito horas por dia. Exceções gerenciáveis.
Tudo muito bom e muito tranqüilo.
Surge o maior talento humano, o de complicar as coisas. Transformar detalhes em picuinhas intermináveis. Contar com a preguiça. Ser mais esperto que todos.
Cinco dias que duram um ano. Oito horas que parecem meses.
Assim eu ganho a vida e perco o meu tempo.
Tudo muito bom e muito tranqüilo.
Surge o maior talento humano, o de complicar as coisas. Transformar detalhes em picuinhas intermináveis. Contar com a preguiça. Ser mais esperto que todos.
Cinco dias que duram um ano. Oito horas que parecem meses.
Assim eu ganho a vida e perco o meu tempo.
Wednesday, February 15, 2006
Monday, February 13, 2006
Thursday, February 09, 2006
Wednesday, February 08, 2006
Thursday, November 10, 2005
Tuesday, November 08, 2005
Talvez a mediocriade dos dias venha me causando um enjôo progressivo.
A mesma cara cinzenta de todos os dias. As mesmas novidades no jornal e na tv. O mesmo bloco, andar e mesa. A mesma programação mega-modernete na balada.
Acho que vou vomitar.
Será que ninguém pode se referir ao cara da moda só com um ou dois econômicos adjetivos? Bacana e fedido?
Eu quero pular no mar e ter um simples e comum, comum mesmo, dia de sol. Escutar um palavrão espontâneo. Qualquer coisa menos escova progressiva e mais xixí nas calças.
A mesma cara cinzenta de todos os dias. As mesmas novidades no jornal e na tv. O mesmo bloco, andar e mesa. A mesma programação mega-modernete na balada.
Acho que vou vomitar.
Será que ninguém pode se referir ao cara da moda só com um ou dois econômicos adjetivos? Bacana e fedido?
Eu quero pular no mar e ter um simples e comum, comum mesmo, dia de sol. Escutar um palavrão espontâneo. Qualquer coisa menos escova progressiva e mais xixí nas calças.
Monday, September 19, 2005
Wednesday, September 14, 2005
Friday, August 19, 2005
Wednesday, May 18, 2005
Mesa enconstada na parede de vidro. Persiana que insisto em deixar aberta. Mesmo que todas as outras estejam fechadas. Mesmo que o sol insista em bater na minha cara. Na verdade, principalmente por esses motivos ela permance aberta.
O sol me lembra que existe vida. Muita vida. Ela dá poucos sinais dentro desse aquário mas ainda assim existe.
Gosto de peixes. No meu prato ou com snorkel. Preciso do meu snorkel. Preciso respirar um pouco.
O sol me lembra que existe vida. Muita vida. Ela dá poucos sinais dentro desse aquário mas ainda assim existe.
Gosto de peixes. No meu prato ou com snorkel. Preciso do meu snorkel. Preciso respirar um pouco.
Tuesday, April 12, 2005
Tuesday, April 05, 2005
Monday, April 04, 2005
Friday, March 18, 2005
Monday, March 14, 2005
Friday, March 11, 2005
Thursday, March 10, 2005
Wednesday, March 02, 2005
As 17h15, depois de muita ação no trabalho, faço um balanço e continuo achando que a raiva pode me matar. Ou a frustração. Ou os dois juntos. Ou um carro...uma bala perdida...um tubarão...pronto. Corte na divagação sobre a causa da minha morte.
O fato é que a minha raiva tem uma das maiores forças com as quais eu já me deparei. Minha raiva e uma bola de salão chutada por uma menina do São Paulo. Duas grandes forças!
A bola descolou parcialmente a minha retina, o que teve cura. Minha raiva já me fez levantar da cama em momentos horríveis, já me fez correr quando eu não tinha fôlego. Normalmente ela me motiva. Muito. Só não sei onde ela ainda pode me levar.
O fato é que a minha raiva tem uma das maiores forças com as quais eu já me deparei. Minha raiva e uma bola de salão chutada por uma menina do São Paulo. Duas grandes forças!
A bola descolou parcialmente a minha retina, o que teve cura. Minha raiva já me fez levantar da cama em momentos horríveis, já me fez correr quando eu não tinha fôlego. Normalmente ela me motiva. Muito. Só não sei onde ela ainda pode me levar.
Wednesday, February 23, 2005
Em dia de Megasena acumulada não se ouve outra coisa a não ser "eu iria viajar", "eu compraria uma casa não sei onde", etc.. Além dos planos, invariavelmente o sonhador pergunta o que o ouvinte gostaria de ganhar e se compromete em satisfazê-lo se for o sortudo da semana.
Comigo não foi diferente. O taxista me falou das motos, dos carros, dos parentes e me prometeu, assim de forma inesperada, um apartamento em Alphaville.
Não tenho a menor idéia de onde ele tirou essa estória de Alphaville. Mas foi isso que ele me ofereceu. Assim como quem reza em voz alta, "papai do céu, faz a mamãe me dar a bicicleta e eu prometo que deixo meu irmãzinho mais novo andar de vez em quando".
Ouví várias preces similares no dia de hoje.
Comigo não foi diferente. O taxista me falou das motos, dos carros, dos parentes e me prometeu, assim de forma inesperada, um apartamento em Alphaville.
Não tenho a menor idéia de onde ele tirou essa estória de Alphaville. Mas foi isso que ele me ofereceu. Assim como quem reza em voz alta, "papai do céu, faz a mamãe me dar a bicicleta e eu prometo que deixo meu irmãzinho mais novo andar de vez em quando".
Ouví várias preces similares no dia de hoje.
Tuesday, February 15, 2005
Thursday, January 27, 2005
Wednesday, January 26, 2005
Friday, December 17, 2004
Realidade faz bem, obrigada. Tem gente que vive num mundo paralelo, dando grande importância a coisas irrelevantes, se achando a peça fundamental para que a engrenagem da vida permaneça rodando.
Idiotice quase tão grande quanto a frase que construí.
E hoje, apesar do meu excelente humor, espalhei um pouco de realidade por aí. E não confunda a realidade que espalhei com amargura ou pessimismo. Foi só realidade. Do tipo você é legal e bacana, mas se morrer amanhã o sol vai continuar nascendo e morrendo todos os dias, a Terra vai continuar girando e a novela das 8 só não vai ao ar se for um domingo ou se tiver jogo da seleção.
Idiotice quase tão grande quanto a frase que construí.
E hoje, apesar do meu excelente humor, espalhei um pouco de realidade por aí. E não confunda a realidade que espalhei com amargura ou pessimismo. Foi só realidade. Do tipo você é legal e bacana, mas se morrer amanhã o sol vai continuar nascendo e morrendo todos os dias, a Terra vai continuar girando e a novela das 8 só não vai ao ar se for um domingo ou se tiver jogo da seleção.
Thursday, December 09, 2004
Wednesday, December 08, 2004
Monday, November 29, 2004
Monday, November 22, 2004
Friday, November 05, 2004
Thursday, October 28, 2004
Eu lí uma vez que, em média, na cidade de São Paulo, morrem três motoboys por dia. Nunca lí nenhuma estatística, mas creio que o número de mortes por problemas cardíacos seja mais alto que isso.
Ontem caiu uma árvore na Sumaré. Exatamente em cima de um motoboy. Ele morreu. Ainda ontem, um homem morreu do coração. Aos quatorze minutos do segundo tempo de uma partida profissional de futebol ele caiu. Morreu logo depois. Ontem houve um eclipse lunar. Apesar das nuvens presentes durante todo o dia, no momento em que a lua estava quase toda na sombra, o céu clareou.
Me lembrei de Magnolia, o filme.
Ontem caiu uma árvore na Sumaré. Exatamente em cima de um motoboy. Ele morreu. Ainda ontem, um homem morreu do coração. Aos quatorze minutos do segundo tempo de uma partida profissional de futebol ele caiu. Morreu logo depois. Ontem houve um eclipse lunar. Apesar das nuvens presentes durante todo o dia, no momento em que a lua estava quase toda na sombra, o céu clareou.
Me lembrei de Magnolia, o filme.
Monday, October 25, 2004
Hoje me lembrei de uma dúvida do tempo em que mamãe me dava banho. A dúvida não tem relação com essa tarefa, mas a idade sim. Acho até que já mencionei o ponto aqui.
Quando pequerrucha, ia a praia praticamente todos os dias, sempre ao final da tarde. E sempre entrava no mar com a mesma fascinação e encanto. Invariavelmente, em algum momento no meio da diversão, eu olhava para o "fundo" e via uma longa linha azul, onde vez por outra havia um navio. Um dia me disseram que aquilo era o horizonte e a partir daí eu sempre desejei saber o que tinha depois do horizonte. Antes disso eu sempre quis saber o que tinha depois do fundo. Não tenho a menor idéia de quantas vezes, mentalmente, eu me fiz essa pergunta.
Alguns dias depois da cremação de meu pai eu tive um sonho, onde ele me levava em um passeio numa lancha azul para ver o que tinha depois do fundo. E eram várias casinhas muito coloridas.
Hoje eu me lembrei da pergunta o que tinha depois do fundo e da lancha muito azul e muito veloz passando perto das casinhas coloridas.
Quando pequerrucha, ia a praia praticamente todos os dias, sempre ao final da tarde. E sempre entrava no mar com a mesma fascinação e encanto. Invariavelmente, em algum momento no meio da diversão, eu olhava para o "fundo" e via uma longa linha azul, onde vez por outra havia um navio. Um dia me disseram que aquilo era o horizonte e a partir daí eu sempre desejei saber o que tinha depois do horizonte. Antes disso eu sempre quis saber o que tinha depois do fundo. Não tenho a menor idéia de quantas vezes, mentalmente, eu me fiz essa pergunta.
Alguns dias depois da cremação de meu pai eu tive um sonho, onde ele me levava em um passeio numa lancha azul para ver o que tinha depois do fundo. E eram várias casinhas muito coloridas.
Hoje eu me lembrei da pergunta o que tinha depois do fundo e da lancha muito azul e muito veloz passando perto das casinhas coloridas.
Thursday, October 21, 2004
Por que existe a "mão inglesa"? Óbvio que porque existem ingleses, mas a dúvida é porque o mundo considera como sentido natural a direita e os britânicos e suas ex-colônias consideram a esquerda.
A dúvida me veio a mente poque um sujeito perguntou a um grupo qual a seria o sentido da vida e eu pensei: direita, no sentido da morte. Logo em seguida pensei que os ingleses não seguem nesta direção. Será que a Terra não é o centro do universo?
A dúvida me veio a mente poque um sujeito perguntou a um grupo qual a seria o sentido da vida e eu pensei: direita, no sentido da morte. Logo em seguida pensei que os ingleses não seguem nesta direção. Será que a Terra não é o centro do universo?
Friday, October 15, 2004
Wednesday, October 06, 2004
Friday, September 17, 2004
Não sei se sou eu ou se é o mundo. Talvez os dois.
Como as coisas públicas andam chatas e sem graça. Tudo meio tom pastel. Nem o sangue acaba com essa impressão de mundo bege.
As mesmas notícias, a mesma mediocridade.
Furacões repetidos, terrorismo repetido, lésbicas da novela repetidas mas menos "interessantes", Bush repetido, Marta repetida, Maluf repetido.
As coisas mais interessantes dos últimos dias foram a carola que se masturbava frenéticamente durante suas confissões na igreja e a peroba do PAN.
Como as coisas públicas andam chatas e sem graça. Tudo meio tom pastel. Nem o sangue acaba com essa impressão de mundo bege.
As mesmas notícias, a mesma mediocridade.
Furacões repetidos, terrorismo repetido, lésbicas da novela repetidas mas menos "interessantes", Bush repetido, Marta repetida, Maluf repetido.
As coisas mais interessantes dos últimos dias foram a carola que se masturbava frenéticamente durante suas confissões na igreja e a peroba do PAN.
Tuesday, September 14, 2004
Thursday, September 09, 2004
Wednesday, September 08, 2004
Friday, September 03, 2004
Monday, August 30, 2004
Chega de jogos olímpicos. Quatro anos de folga, porque mesmo para uma fã de esportes como eu, tanta competição cansa.
Antes porém, não podemos deixar de lado os melhores ou piores momentos olímpicos.
O lance mais bizarro, sem dúvida alguma, foi o demente irlândes parando o maratonista. Pensei no Rubinho e em como ele não prestou nem para atropelar aquele tonto em Silverstone.
Tristeza: Daiane
Raiva: volei feminino
Emoção: futebol feminino
Alegria: volei masculino
O time número 1: hand dinamarquês
Antes porém, não podemos deixar de lado os melhores ou piores momentos olímpicos.
O lance mais bizarro, sem dúvida alguma, foi o demente irlândes parando o maratonista. Pensei no Rubinho e em como ele não prestou nem para atropelar aquele tonto em Silverstone.
Tristeza: Daiane
Raiva: volei feminino
Emoção: futebol feminino
Alegria: volei masculino
O time número 1: hand dinamarquês
Thursday, August 26, 2004
Wednesday, August 18, 2004
Tuesday, August 17, 2004
Tuesday, August 10, 2004
Eu aquí na minha busca frenética pelo imóvel ideal - barato e razoávelmente localizado - fui parar no www.estadao.com.br .
Uma baleia morta, o caso dos Namorados Saltadores de Atenas e uma foto alí, meio que de canto. E fotos podem enganar bastante. Ainda mais aquela: pequena, cabelos caídos na frente do rosto, um pouco de lado. Não sei. O fato é que a foto, que pode muito bem enganar, é de uma DJ famosa. Ou pelo menos aparentemente famosa, já que não sou uma expert no mundo da música eletrônica. Misstress Barbara.
Ao ver a foto me lembrei de uma tal portuguesa de um tal filme com participação do Rodrigo Santoro. Love Actually. Uma portuguesa a la Veridiana.
E todo esse preâmbulo foi só para dizer que naquela foto, EU VOTO.
Uma baleia morta, o caso dos Namorados Saltadores de Atenas e uma foto alí, meio que de canto. E fotos podem enganar bastante. Ainda mais aquela: pequena, cabelos caídos na frente do rosto, um pouco de lado. Não sei. O fato é que a foto, que pode muito bem enganar, é de uma DJ famosa. Ou pelo menos aparentemente famosa, já que não sou uma expert no mundo da música eletrônica. Misstress Barbara.
Ao ver a foto me lembrei de uma tal portuguesa de um tal filme com participação do Rodrigo Santoro. Love Actually. Uma portuguesa a la Veridiana.
E todo esse preâmbulo foi só para dizer que naquela foto, EU VOTO.
Monday, August 09, 2004
Vinte anos separaram duas caminhadas pelo mesmo trecho. Sentidos inversos mostrando como a vida corria em outra direção.
O primeiro era uma subida despreocupada, com paradas para reparar o nada e com saídas do trajeto. Seguia-se uma descida, com um desvio para tomar banho de cachoeira.
O último foi uma descida já não tão despreocupada. Repelente comida bebida casaco direita. Sem desvios da estrada. Sem perder o grupo. Seguiu-se com uma subida de ônibus.
Os acompanhantes não eram os mesmos. A alegria pela companhia, sim.
Alguns trechos do caminho desmoronaram. Foram reconstruídos e alguns caminhos foram até alterados. Os deslizamentos de vinte anos atrás já não são vistos. A mata original também não. Tudo o que se viu foram adaptações feitas durante esses vinte anos. Do homem, da natureza e da vida.
O primeiro era uma subida despreocupada, com paradas para reparar o nada e com saídas do trajeto. Seguia-se uma descida, com um desvio para tomar banho de cachoeira.
O último foi uma descida já não tão despreocupada. Repelente comida bebida casaco direita. Sem desvios da estrada. Sem perder o grupo. Seguiu-se com uma subida de ônibus.
Os acompanhantes não eram os mesmos. A alegria pela companhia, sim.
Alguns trechos do caminho desmoronaram. Foram reconstruídos e alguns caminhos foram até alterados. Os deslizamentos de vinte anos atrás já não são vistos. A mata original também não. Tudo o que se viu foram adaptações feitas durante esses vinte anos. Do homem, da natureza e da vida.
Thursday, August 05, 2004
Casal comum.
Cabelos longos, negros e alisados pela chapinha. Casaco que lembrava uma colagem de ramsters. Bijou.
Cabelos curtos, castanhos e engomados pelo excesso de gel. Camisa de manga comprida, estranhamente ajustada ao corpo, deixando transparecer a forma de pilãozinho.
Simpáticos.
Durante minutos a fio, lado a lado, sem um beijo, um carinho, sequer um olhar. Atenções voltadas para o lado oposto ao palco.
Casal incomum. Tecnicamente, incomum.
Cabelos curtos, escuros e desalinhados. Camiseta que lembrava alguma banda de rock. Mochila.
Cabelos curtos, castanho-claros e também desalinhados. Camiseta regata, deixando os braços claros a vista.
Simpáticas. Diria até contentes.
Durante horas, abraçadas, se beijando, sorrindo.
Um casal olhava para o outro. O outro nem sabia da existência do um.
Cabelos longos, negros e alisados pela chapinha. Casaco que lembrava uma colagem de ramsters. Bijou.
Cabelos curtos, castanhos e engomados pelo excesso de gel. Camisa de manga comprida, estranhamente ajustada ao corpo, deixando transparecer a forma de pilãozinho.
Simpáticos.
Durante minutos a fio, lado a lado, sem um beijo, um carinho, sequer um olhar. Atenções voltadas para o lado oposto ao palco.
Casal incomum. Tecnicamente, incomum.
Cabelos curtos, escuros e desalinhados. Camiseta que lembrava alguma banda de rock. Mochila.
Cabelos curtos, castanho-claros e também desalinhados. Camiseta regata, deixando os braços claros a vista.
Simpáticas. Diria até contentes.
Durante horas, abraçadas, se beijando, sorrindo.
Um casal olhava para o outro. O outro nem sabia da existência do um.
Monday, August 02, 2004
Dor no braço, no ombro, na região lombar. Eu voltei novinha em folha, mas com alguns defeitos de desenvolvimento.
Massagem foi a solução encontrada no meio do expediente.
Durante a massagem as palavras e pensamentos foram chegando a minha mente. Algumas imagens também.
De repente a palavra era inquieta e tratava de mim. Pensei um pouco e inquieta não era a palavra final. Impulsiva. Soava melhor, mas não definitiva.
Me lembrei de um contratempo no trânsito paulistano. Me lembrei de uma colega de trabalho. Na verdade penso que todo o resto era pretexto para chegar ao pensamento sobre ela.
Boa pessoa. Bom caráter. Infantil nas relações profissionais. Esgotei meu estoque de deixapralá com ela. Justo hoje, seu aniversário. Justo por uma palavra mínima ou um tom meio atravessado.
Agora não importa. Aquela tal impulsividade se manifestou de novo. Um impulso de me cansar.
Massagem foi a solução encontrada no meio do expediente.
Durante a massagem as palavras e pensamentos foram chegando a minha mente. Algumas imagens também.
De repente a palavra era inquieta e tratava de mim. Pensei um pouco e inquieta não era a palavra final. Impulsiva. Soava melhor, mas não definitiva.
Me lembrei de um contratempo no trânsito paulistano. Me lembrei de uma colega de trabalho. Na verdade penso que todo o resto era pretexto para chegar ao pensamento sobre ela.
Boa pessoa. Bom caráter. Infantil nas relações profissionais. Esgotei meu estoque de deixapralá com ela. Justo hoje, seu aniversário. Justo por uma palavra mínima ou um tom meio atravessado.
Agora não importa. Aquela tal impulsividade se manifestou de novo. Um impulso de me cansar.
Thursday, July 29, 2004
Wednesday, July 14, 2004
Monday, July 12, 2004
Monday, July 05, 2004
Friday, June 18, 2004
Thursday, June 17, 2004
Hoje, depois de um longo tempo, eu voltei a reparar nos detalhes do dia. A São Gualter cheia de folhas no chão, o sol tentando se firmar e a cabeça viajando nos outdoors, carros ao lado, pedestres.
Foi aí que me ocorreu que os velhos sempre me parecem distantes, como se eles não experimentassem as coisas comuns a vida. Como se eles não fizessem nada de interessante, não sentissem nada de curioso. Isso deve ter vindo da imagem dos meus pais. A idéia de que a vida deles se resumia ao papel de pais.
E veio um pensamento sobre o aniversário de minha mãe e sobre a data marcante: 60 anos! Muito tempo. Outro mundo. E é óbvio que uma pessoa desta idade deve ter muitas histórias. Foram algumas guerras, muitas modas, diferentes músicas e ídolos. Depois de perder pais,ganhar marido, quase perder o marido, ganhar filhos, perder filha, ganhar cabelos brancos, perder irmãos, ganhar alguns quilos extras, perder marido, ganhar uma filha lésbica (!). Eu fiquei até com medo das histórias que ela deve ter.
Fiquei com medo de fazer 60 anos. E de passar por tanto perde-e-ganha.
Foi aí que me ocorreu que os velhos sempre me parecem distantes, como se eles não experimentassem as coisas comuns a vida. Como se eles não fizessem nada de interessante, não sentissem nada de curioso. Isso deve ter vindo da imagem dos meus pais. A idéia de que a vida deles se resumia ao papel de pais.
E veio um pensamento sobre o aniversário de minha mãe e sobre a data marcante: 60 anos! Muito tempo. Outro mundo. E é óbvio que uma pessoa desta idade deve ter muitas histórias. Foram algumas guerras, muitas modas, diferentes músicas e ídolos. Depois de perder pais,ganhar marido, quase perder o marido, ganhar filhos, perder filha, ganhar cabelos brancos, perder irmãos, ganhar alguns quilos extras, perder marido, ganhar uma filha lésbica (!). Eu fiquei até com medo das histórias que ela deve ter.
Fiquei com medo de fazer 60 anos. E de passar por tanto perde-e-ganha.
Tuesday, June 15, 2004
Monday, June 07, 2004
Wednesday, May 26, 2004
Monday, May 24, 2004
Wednesday, May 12, 2004
Friday, May 07, 2004
Tuesday, April 27, 2004
Monday, April 26, 2004
Sábado fomos em busca do tal pastel de bacalhau M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O do Mercado Municipal.
Trânsito na Nove de Julho, trânsito nas paralelas dos Jardins, um pouco menos de trânsito no Centro.
Estacionamento caro, andar apressado pela calçada cheia de gente mal-encarada e pronto, chegamos lá no MM.
Gente, gente e mais gente. Esbarra de lá, empurra de cá e alcançamos a barraca.
Fila. Fila. Fila e mais fila. Até não se achar a ponta.
Nada de pastel, nada de passeio pitoresco e interessante. E não precisávamos ir até o Centro. Se fôssemos no Extra da Anhanguera daria na mesma.
Trânsito na Nove de Julho, trânsito nas paralelas dos Jardins, um pouco menos de trânsito no Centro.
Estacionamento caro, andar apressado pela calçada cheia de gente mal-encarada e pronto, chegamos lá no MM.
Gente, gente e mais gente. Esbarra de lá, empurra de cá e alcançamos a barraca.
Fila. Fila. Fila e mais fila. Até não se achar a ponta.
Nada de pastel, nada de passeio pitoresco e interessante. E não precisávamos ir até o Centro. Se fôssemos no Extra da Anhanguera daria na mesma.
Thursday, April 22, 2004
Tuesday, April 13, 2004
Monday, April 12, 2004
Ansiedade, alegria, parede, giz, aposta, bilhete. Pernas balancando.
Uma sexta-feira que comecou as 8 da noite e que terminou apos um cafe da manha as 6 do sabado. Na verdade nao terminou. Comecou.
Foram os olhos, foi o sorriso, foi o cheiro. Foi aquela cor vermelha. A voz. O temperamento maroto.
Foi no mes de abril. E foi como Pessoa disse.
Ainda e no mes de abril. Ainda e como Pessoa escreveu
"Quem quer dizer o que sente
Nao sabe o que ha de dizer
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer".
Uma sexta-feira que comecou as 8 da noite e que terminou apos um cafe da manha as 6 do sabado. Na verdade nao terminou. Comecou.
Foram os olhos, foi o sorriso, foi o cheiro. Foi aquela cor vermelha. A voz. O temperamento maroto.
Foi no mes de abril. E foi como Pessoa disse.
Ainda e no mes de abril. Ainda e como Pessoa escreveu
"Quem quer dizer o que sente
Nao sabe o que ha de dizer
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer".
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