Hoje, qualquer um que viva ou que esteja de passagem por São Paulo há de falar da chuva, do trânsito e do caos.
Eu não sou diferente.
Thursday, February 08, 2007
Wednesday, February 07, 2007
Terra, terra. Descartes.
O primeiro impulso - sim, um impulso - foi pegar um papel e tentar escrever o que sentia. Logo percebeu que aquilo era um bilhete de suicício. Não havia tempo para aquilo.
Rasgou e começou de novo.
Agora sim. Uma lista com duas colunas: os prós e os contras. Letra legível, espaçamento adequado e uma indisfarçável assimetria entre as colunas.
Amassou e fez nova tentativa.
Racionalizar as coisas que lhe passavam na mente. Todas. Em voz alta, num monólogo metido a diálogo sem fim.
Calou-se. Respirou profundamente e deixou o corpo cair na cama.
O primeiro impulso - sim, um impulso - foi pegar um papel e tentar escrever o que sentia. Logo percebeu que aquilo era um bilhete de suicício. Não havia tempo para aquilo.
Rasgou e começou de novo.
Agora sim. Uma lista com duas colunas: os prós e os contras. Letra legível, espaçamento adequado e uma indisfarçável assimetria entre as colunas.
Amassou e fez nova tentativa.
Racionalizar as coisas que lhe passavam na mente. Todas. Em voz alta, num monólogo metido a diálogo sem fim.
Calou-se. Respirou profundamente e deixou o corpo cair na cama.
Tuesday, February 06, 2007
Monday, February 05, 2007
O mundo vem girando muito rápido. Será que isso tem a ver com o Judas do momento, o tal aquecimento global? Não que eu tenha familiaridade com as ciências exatas além dos meus dois anos sofridos de engenharia mas acho que rola uma história de átomos mais agitados, calor e velocidade.
Besteira! Só estou exercitando a técnica de jogar a responsabilidade pelas coisas em outras pessoas, objetos, situações e fenômenos naturais. Mesmo que isso soe estúpido e impossível, parece funcionar bem em alguns casos.
Dois mil e seis acabou. Janeiro acabou e o Carnaval já está quase aí (e eu sem destino certo). Isso deve ter relação direta com a minha idade mas de fato a velocidade do tempo anda assustadora.
O problema é que eu passo as minhas horas numa grande caixa resfriada artificialmente. Por esse motivo, mesmo com o tempo voando lá fora e com os dias e meses terminando tão rapidamente, o expediente não acaba aqui dentro. Por que os arquitetos removeram as janelas dos escritórios, condenando-nos ao ar condicionado central e a lentidão das horas?
Besteira! Só estou exercitando a técnica de jogar a responsabilidade pelas coisas em outras pessoas, objetos, situações e fenômenos naturais. Mesmo que isso soe estúpido e impossível, parece funcionar bem em alguns casos.
Dois mil e seis acabou. Janeiro acabou e o Carnaval já está quase aí (e eu sem destino certo). Isso deve ter relação direta com a minha idade mas de fato a velocidade do tempo anda assustadora.
O problema é que eu passo as minhas horas numa grande caixa resfriada artificialmente. Por esse motivo, mesmo com o tempo voando lá fora e com os dias e meses terminando tão rapidamente, o expediente não acaba aqui dentro. Por que os arquitetos removeram as janelas dos escritórios, condenando-nos ao ar condicionado central e a lentidão das horas?
Sunday, February 04, 2007
Saturday, February 03, 2007
A Fernanda Young estava na baladinha de ontem e mais do que depressa eu pensei "não gosto dessa mulher".
No caminho de casa acabei me questionando sobre o porquê de julgamentos tão rápidos e tão vazios. Sou PhD nesse tipo de coisa. Mestre do preto e branco.
Acho que vou pintar o apartamento. Depois, quem sabe, o cabelo. Com a prática, talvez meu cérebro se acostume e eu consiga evoluir para as nuances, texturas e delicadezas que costumavam deixar a vida mais interessante.
No caminho de casa acabei me questionando sobre o porquê de julgamentos tão rápidos e tão vazios. Sou PhD nesse tipo de coisa. Mestre do preto e branco.
Acho que vou pintar o apartamento. Depois, quem sabe, o cabelo. Com a prática, talvez meu cérebro se acostume e eu consiga evoluir para as nuances, texturas e delicadezas que costumavam deixar a vida mais interessante.
O remédio da tampa azul está chegando ao fim e foi uma experiência maravilhosa passar o mês de janeiro sem dores generalizadas.
Que máquina estranha essa que se levanta da cama todos os dias junto comigo! De onde vem, ou no meu caso, onde foram parar essas substâncias que sempre afetaram meu temperamento e o pior, meu corpo? Sim, porque pelo histórico familiar a questão do temperamento já era sabida mas as tais dores pelo corpo não.
Que máquina estranha essa que se levanta da cama todos os dias junto comigo! De onde vem, ou no meu caso, onde foram parar essas substâncias que sempre afetaram meu temperamento e o pior, meu corpo? Sim, porque pelo histórico familiar a questão do temperamento já era sabida mas as tais dores pelo corpo não.
Thursday, February 01, 2007
Quinta-feira. 21h45.
Acabei de me lembrar que sempre fui uma pessoa muito crítica. Muito. Verdadeiramente, crítica.
Não que eu goste disso. Pelo contrário. Isso faz partes dos tópicos listados na temporada 2007 de Lost - eu, na terapia. Só que fatos são fatos assim como jogo é jogo e treino é treino!
E não é que me peguei toda conciliadora, evitando críticas, julgamentos e palavrões?
Acabei de me lembrar que sempre fui uma pessoa muito crítica. Muito. Verdadeiramente, crítica.
Não que eu goste disso. Pelo contrário. Isso faz partes dos tópicos listados na temporada 2007 de Lost - eu, na terapia. Só que fatos são fatos assim como jogo é jogo e treino é treino!
E não é que me peguei toda conciliadora, evitando críticas, julgamentos e palavrões?
Wednesday, January 31, 2007
São Paulo parece cenário de algum filme apocalíptico e deprimente. Nuvens. Somente nuvens. Todos os dias.
Dá vontade de largar a vida séria, responsável e chata que levo para ir morar em algum lugar ensolarado, com vista para o mar.
Aliás, graças ao bom Deus, 2007 tem sido um ano de mais mar para mim. Sim, porque em 2006 eu passei duas semanas em Florianópolis com poucos mergulhos, já que o mar estava mega gelado e, depois disso, nada. Já em 2007 foram dois dias de mar em Ilhabela mais quatro dias em Floripa e muita perspectiva de nadar bastante e de ver criaturas do mar.
Dá vontade de largar a vida séria, responsável e chata que levo para ir morar em algum lugar ensolarado, com vista para o mar.
Aliás, graças ao bom Deus, 2007 tem sido um ano de mais mar para mim. Sim, porque em 2006 eu passei duas semanas em Florianópolis com poucos mergulhos, já que o mar estava mega gelado e, depois disso, nada. Já em 2007 foram dois dias de mar em Ilhabela mais quatro dias em Floripa e muita perspectiva de nadar bastante e de ver criaturas do mar.
Sunday, January 28, 2007
O ser humano não pára de me surpreender. Nunca.
Já tive um cachorro, muito querido, por sinal. Ele tentou me morder uma vez. Estava há dois dias internado. Soro e uma perspectiva muito forte de sacrifício. Eu fazendo carinho entre uma promessa e outra para São Francisco de Assis e no final do soro, por dor e desconforto, ele tentou morder o que parecia lhe causar o incômodo, eu.
Ele sobreviveu e minhas promessas infantis foram todas cumpridas. A mordida, que não me acertou em cheio, sempre me pareceu justa e cheia de justificativas.
Depois dele, nunca mais tive cachorro em casa.
Talvez esse fosse o motivo de eu não esperar por um cachorrada tão grande. Sem soro e sem dor. Só a mordida traiçoeira.
Já tive um cachorro, muito querido, por sinal. Ele tentou me morder uma vez. Estava há dois dias internado. Soro e uma perspectiva muito forte de sacrifício. Eu fazendo carinho entre uma promessa e outra para São Francisco de Assis e no final do soro, por dor e desconforto, ele tentou morder o que parecia lhe causar o incômodo, eu.
Ele sobreviveu e minhas promessas infantis foram todas cumpridas. A mordida, que não me acertou em cheio, sempre me pareceu justa e cheia de justificativas.
Depois dele, nunca mais tive cachorro em casa.
Talvez esse fosse o motivo de eu não esperar por um cachorrada tão grande. Sem soro e sem dor. Só a mordida traiçoeira.
Tuesday, January 23, 2007
Thursday, January 18, 2007
O sorriso de terça continua na minha cabeça. Nada de obsessão. Uma leve
curiosidade, dessas que você tem para ocupar o tempo.
Meu pai juntava cacarecos para criar coisas que nem sempre tinham utilidade ou
que às vezes já estavam acessíveis na loja mais próxima. Puro passa-tempo. É
claro que obtinha grande prazer nessas atividades. Todo o ato de planejar, de
executar, de ver falhar e depois de ver funcionar lhe proporcionavam grande
satisfação.
curiosidade, dessas que você tem para ocupar o tempo.
Meu pai juntava cacarecos para criar coisas que nem sempre tinham utilidade ou
que às vezes já estavam acessíveis na loja mais próxima. Puro passa-tempo. É
claro que obtinha grande prazer nessas atividades. Todo o ato de planejar, de
executar, de ver falhar e depois de ver funcionar lhe proporcionavam grande
satisfação.
O dia amanheceu cinza. Parece que houve chuva na madrugada.
Meus olhos ainda não estão bem abertos. Não é o sono. Olhos sem treino, diria.
Perdi o hábito de apreender o mundo todos os dias pela manhã.
Em momentos curtos, me pego sem conseguir pensar em nada. O silêncio fica no ar
e, na verdade, nem consigo me esforçar para buscar palavras ou pensamentos
soltos. Trata-se de um silêncio mental.
Nada de tristeza ou melancolia. A impressão de falta de hábito permanece.
Meus olhos ainda não estão bem abertos. Não é o sono. Olhos sem treino, diria.
Perdi o hábito de apreender o mundo todos os dias pela manhã.
Em momentos curtos, me pego sem conseguir pensar em nada. O silêncio fica no ar
e, na verdade, nem consigo me esforçar para buscar palavras ou pensamentos
soltos. Trata-se de um silêncio mental.
Nada de tristeza ou melancolia. A impressão de falta de hábito permanece.
Tuesday, January 16, 2007
Monday, January 15, 2007
Tuesday, January 09, 2007
Monday, January 08, 2007
Como diria minha mãe, não há mal que sempre dure e bla bla bla que nunca acabe. Pois é, o bla bla bla não acabou mas eu me inspirei no corra, lola, corra e fugí do bla bla bla cinzento e molhado de São Paulo.
Sol ou mormaço ao lado do mar frio e convidativo de Ilhabela. Pulei as 7 ondas, fiz meus pedidos e oficialmente dei início ao ano de 2007. Os trabalhos vão começar...
Sol ou mormaço ao lado do mar frio e convidativo de Ilhabela. Pulei as 7 ondas, fiz meus pedidos e oficialmente dei início ao ano de 2007. Os trabalhos vão começar...
Thursday, January 04, 2007
Friday, December 22, 2006
Thursday, December 21, 2006
Wednesday, December 20, 2006
Monday, October 23, 2006
Sunday, October 15, 2006
Friday, October 13, 2006
Thursday, March 16, 2006
Tuesday, March 14, 2006
Thursday, March 09, 2006
No meio do dia. Pulo o almoço e o troco por uma janela no tempo.
Tudo favorece um certo estranhamento.
Exposição ao sol por mais de 5 minutos num dia útil. Barulho de risadas e piadas adolescentes. Rostos e corpos com juventude em excesso.
Um pouco de deboche no papel com o pretexto de criatividade.
Uma hora e meia depois, eu e as persianas azuis.
Tudo favorece um certo estranhamento.
Exposição ao sol por mais de 5 minutos num dia útil. Barulho de risadas e piadas adolescentes. Rostos e corpos com juventude em excesso.
Um pouco de deboche no papel com o pretexto de criatividade.
Uma hora e meia depois, eu e as persianas azuis.
Morfética.
Não sei de onde veio. Só sei que veio. Assim, no meio do nada, sentada na minha sala que tem as janelas fechadas e cobertas por persianas ridículas.
Lacrada.
Essa eu sei. Das janelas fechadas e da sensação de aquário.
Água.
Minha mesa com as garrafas azuis.
Mar.
Veio do azul. E da minha cabeça que não pára de pensar em praia. E sol.
Não sei de onde veio. Só sei que veio. Assim, no meio do nada, sentada na minha sala que tem as janelas fechadas e cobertas por persianas ridículas.
Lacrada.
Essa eu sei. Das janelas fechadas e da sensação de aquário.
Água.
Minha mesa com as garrafas azuis.
Mar.
Veio do azul. E da minha cabeça que não pára de pensar em praia. E sol.
De tempos em tempos eu vivo essa sensação. Vontade de que a vida fosse um longo fim de semana. Sem compromissos.
Apesar de que meus fins de semana não são exatamente sem compromissos. Tem sempre uma série de coisas que me forçam a sair de casa próximo do horário do almoço e só me permitem voltar quando a luz natural já se foi.
Cansaço.
Férias de duas semanas não são férias. Especialmente depois do fim de um ano tão atribulado e antes de um novo ano com novo emprego.
Sabido é o urso que hiberna quando não dá mais para segurar.
Apesar de que meus fins de semana não são exatamente sem compromissos. Tem sempre uma série de coisas que me forçam a sair de casa próximo do horário do almoço e só me permitem voltar quando a luz natural já se foi.
Cansaço.
Férias de duas semanas não são férias. Especialmente depois do fim de um ano tão atribulado e antes de um novo ano com novo emprego.
Sabido é o urso que hiberna quando não dá mais para segurar.
Thursday, March 02, 2006
Wednesday, March 01, 2006
Monday, February 20, 2006
Cinco dias por semana. Oito horas por dia. Exceções gerenciáveis.
Tudo muito bom e muito tranqüilo.
Surge o maior talento humano, o de complicar as coisas. Transformar detalhes em picuinhas intermináveis. Contar com a preguiça. Ser mais esperto que todos.
Cinco dias que duram um ano. Oito horas que parecem meses.
Assim eu ganho a vida e perco o meu tempo.
Tudo muito bom e muito tranqüilo.
Surge o maior talento humano, o de complicar as coisas. Transformar detalhes em picuinhas intermináveis. Contar com a preguiça. Ser mais esperto que todos.
Cinco dias que duram um ano. Oito horas que parecem meses.
Assim eu ganho a vida e perco o meu tempo.
Wednesday, February 15, 2006
Monday, February 13, 2006
Thursday, February 09, 2006
Wednesday, February 08, 2006
Thursday, November 10, 2005
Tuesday, November 08, 2005
Talvez a mediocriade dos dias venha me causando um enjôo progressivo.
A mesma cara cinzenta de todos os dias. As mesmas novidades no jornal e na tv. O mesmo bloco, andar e mesa. A mesma programação mega-modernete na balada.
Acho que vou vomitar.
Será que ninguém pode se referir ao cara da moda só com um ou dois econômicos adjetivos? Bacana e fedido?
Eu quero pular no mar e ter um simples e comum, comum mesmo, dia de sol. Escutar um palavrão espontâneo. Qualquer coisa menos escova progressiva e mais xixí nas calças.
A mesma cara cinzenta de todos os dias. As mesmas novidades no jornal e na tv. O mesmo bloco, andar e mesa. A mesma programação mega-modernete na balada.
Acho que vou vomitar.
Será que ninguém pode se referir ao cara da moda só com um ou dois econômicos adjetivos? Bacana e fedido?
Eu quero pular no mar e ter um simples e comum, comum mesmo, dia de sol. Escutar um palavrão espontâneo. Qualquer coisa menos escova progressiva e mais xixí nas calças.
Monday, September 19, 2005
Wednesday, September 14, 2005
Friday, August 19, 2005
Wednesday, May 18, 2005
Mesa enconstada na parede de vidro. Persiana que insisto em deixar aberta. Mesmo que todas as outras estejam fechadas. Mesmo que o sol insista em bater na minha cara. Na verdade, principalmente por esses motivos ela permance aberta.
O sol me lembra que existe vida. Muita vida. Ela dá poucos sinais dentro desse aquário mas ainda assim existe.
Gosto de peixes. No meu prato ou com snorkel. Preciso do meu snorkel. Preciso respirar um pouco.
O sol me lembra que existe vida. Muita vida. Ela dá poucos sinais dentro desse aquário mas ainda assim existe.
Gosto de peixes. No meu prato ou com snorkel. Preciso do meu snorkel. Preciso respirar um pouco.
Tuesday, April 12, 2005
Tuesday, April 05, 2005
Monday, April 04, 2005
Friday, March 18, 2005
Monday, March 14, 2005
Friday, March 11, 2005
Thursday, March 10, 2005
Wednesday, March 02, 2005
As 17h15, depois de muita ação no trabalho, faço um balanço e continuo achando que a raiva pode me matar. Ou a frustração. Ou os dois juntos. Ou um carro...uma bala perdida...um tubarão...pronto. Corte na divagação sobre a causa da minha morte.
O fato é que a minha raiva tem uma das maiores forças com as quais eu já me deparei. Minha raiva e uma bola de salão chutada por uma menina do São Paulo. Duas grandes forças!
A bola descolou parcialmente a minha retina, o que teve cura. Minha raiva já me fez levantar da cama em momentos horríveis, já me fez correr quando eu não tinha fôlego. Normalmente ela me motiva. Muito. Só não sei onde ela ainda pode me levar.
O fato é que a minha raiva tem uma das maiores forças com as quais eu já me deparei. Minha raiva e uma bola de salão chutada por uma menina do São Paulo. Duas grandes forças!
A bola descolou parcialmente a minha retina, o que teve cura. Minha raiva já me fez levantar da cama em momentos horríveis, já me fez correr quando eu não tinha fôlego. Normalmente ela me motiva. Muito. Só não sei onde ela ainda pode me levar.
Wednesday, February 23, 2005
Em dia de Megasena acumulada não se ouve outra coisa a não ser "eu iria viajar", "eu compraria uma casa não sei onde", etc.. Além dos planos, invariavelmente o sonhador pergunta o que o ouvinte gostaria de ganhar e se compromete em satisfazê-lo se for o sortudo da semana.
Comigo não foi diferente. O taxista me falou das motos, dos carros, dos parentes e me prometeu, assim de forma inesperada, um apartamento em Alphaville.
Não tenho a menor idéia de onde ele tirou essa estória de Alphaville. Mas foi isso que ele me ofereceu. Assim como quem reza em voz alta, "papai do céu, faz a mamãe me dar a bicicleta e eu prometo que deixo meu irmãzinho mais novo andar de vez em quando".
Ouví várias preces similares no dia de hoje.
Comigo não foi diferente. O taxista me falou das motos, dos carros, dos parentes e me prometeu, assim de forma inesperada, um apartamento em Alphaville.
Não tenho a menor idéia de onde ele tirou essa estória de Alphaville. Mas foi isso que ele me ofereceu. Assim como quem reza em voz alta, "papai do céu, faz a mamãe me dar a bicicleta e eu prometo que deixo meu irmãzinho mais novo andar de vez em quando".
Ouví várias preces similares no dia de hoje.
Tuesday, February 15, 2005
Thursday, January 27, 2005
Wednesday, January 26, 2005
Friday, December 17, 2004
Realidade faz bem, obrigada. Tem gente que vive num mundo paralelo, dando grande importância a coisas irrelevantes, se achando a peça fundamental para que a engrenagem da vida permaneça rodando.
Idiotice quase tão grande quanto a frase que construí.
E hoje, apesar do meu excelente humor, espalhei um pouco de realidade por aí. E não confunda a realidade que espalhei com amargura ou pessimismo. Foi só realidade. Do tipo você é legal e bacana, mas se morrer amanhã o sol vai continuar nascendo e morrendo todos os dias, a Terra vai continuar girando e a novela das 8 só não vai ao ar se for um domingo ou se tiver jogo da seleção.
Idiotice quase tão grande quanto a frase que construí.
E hoje, apesar do meu excelente humor, espalhei um pouco de realidade por aí. E não confunda a realidade que espalhei com amargura ou pessimismo. Foi só realidade. Do tipo você é legal e bacana, mas se morrer amanhã o sol vai continuar nascendo e morrendo todos os dias, a Terra vai continuar girando e a novela das 8 só não vai ao ar se for um domingo ou se tiver jogo da seleção.
Thursday, December 09, 2004
Wednesday, December 08, 2004
Monday, November 29, 2004
Monday, November 22, 2004
Friday, November 05, 2004
Thursday, October 28, 2004
Eu lí uma vez que, em média, na cidade de São Paulo, morrem três motoboys por dia. Nunca lí nenhuma estatística, mas creio que o número de mortes por problemas cardíacos seja mais alto que isso.
Ontem caiu uma árvore na Sumaré. Exatamente em cima de um motoboy. Ele morreu. Ainda ontem, um homem morreu do coração. Aos quatorze minutos do segundo tempo de uma partida profissional de futebol ele caiu. Morreu logo depois. Ontem houve um eclipse lunar. Apesar das nuvens presentes durante todo o dia, no momento em que a lua estava quase toda na sombra, o céu clareou.
Me lembrei de Magnolia, o filme.
Ontem caiu uma árvore na Sumaré. Exatamente em cima de um motoboy. Ele morreu. Ainda ontem, um homem morreu do coração. Aos quatorze minutos do segundo tempo de uma partida profissional de futebol ele caiu. Morreu logo depois. Ontem houve um eclipse lunar. Apesar das nuvens presentes durante todo o dia, no momento em que a lua estava quase toda na sombra, o céu clareou.
Me lembrei de Magnolia, o filme.
Monday, October 25, 2004
Hoje me lembrei de uma dúvida do tempo em que mamãe me dava banho. A dúvida não tem relação com essa tarefa, mas a idade sim. Acho até que já mencionei o ponto aqui.
Quando pequerrucha, ia a praia praticamente todos os dias, sempre ao final da tarde. E sempre entrava no mar com a mesma fascinação e encanto. Invariavelmente, em algum momento no meio da diversão, eu olhava para o "fundo" e via uma longa linha azul, onde vez por outra havia um navio. Um dia me disseram que aquilo era o horizonte e a partir daí eu sempre desejei saber o que tinha depois do horizonte. Antes disso eu sempre quis saber o que tinha depois do fundo. Não tenho a menor idéia de quantas vezes, mentalmente, eu me fiz essa pergunta.
Alguns dias depois da cremação de meu pai eu tive um sonho, onde ele me levava em um passeio numa lancha azul para ver o que tinha depois do fundo. E eram várias casinhas muito coloridas.
Hoje eu me lembrei da pergunta o que tinha depois do fundo e da lancha muito azul e muito veloz passando perto das casinhas coloridas.
Quando pequerrucha, ia a praia praticamente todos os dias, sempre ao final da tarde. E sempre entrava no mar com a mesma fascinação e encanto. Invariavelmente, em algum momento no meio da diversão, eu olhava para o "fundo" e via uma longa linha azul, onde vez por outra havia um navio. Um dia me disseram que aquilo era o horizonte e a partir daí eu sempre desejei saber o que tinha depois do horizonte. Antes disso eu sempre quis saber o que tinha depois do fundo. Não tenho a menor idéia de quantas vezes, mentalmente, eu me fiz essa pergunta.
Alguns dias depois da cremação de meu pai eu tive um sonho, onde ele me levava em um passeio numa lancha azul para ver o que tinha depois do fundo. E eram várias casinhas muito coloridas.
Hoje eu me lembrei da pergunta o que tinha depois do fundo e da lancha muito azul e muito veloz passando perto das casinhas coloridas.
Thursday, October 21, 2004
Por que existe a "mão inglesa"? Óbvio que porque existem ingleses, mas a dúvida é porque o mundo considera como sentido natural a direita e os britânicos e suas ex-colônias consideram a esquerda.
A dúvida me veio a mente poque um sujeito perguntou a um grupo qual a seria o sentido da vida e eu pensei: direita, no sentido da morte. Logo em seguida pensei que os ingleses não seguem nesta direção. Será que a Terra não é o centro do universo?
A dúvida me veio a mente poque um sujeito perguntou a um grupo qual a seria o sentido da vida e eu pensei: direita, no sentido da morte. Logo em seguida pensei que os ingleses não seguem nesta direção. Será que a Terra não é o centro do universo?
Friday, October 15, 2004
Wednesday, October 06, 2004
Friday, September 17, 2004
Não sei se sou eu ou se é o mundo. Talvez os dois.
Como as coisas públicas andam chatas e sem graça. Tudo meio tom pastel. Nem o sangue acaba com essa impressão de mundo bege.
As mesmas notícias, a mesma mediocridade.
Furacões repetidos, terrorismo repetido, lésbicas da novela repetidas mas menos "interessantes", Bush repetido, Marta repetida, Maluf repetido.
As coisas mais interessantes dos últimos dias foram a carola que se masturbava frenéticamente durante suas confissões na igreja e a peroba do PAN.
Como as coisas públicas andam chatas e sem graça. Tudo meio tom pastel. Nem o sangue acaba com essa impressão de mundo bege.
As mesmas notícias, a mesma mediocridade.
Furacões repetidos, terrorismo repetido, lésbicas da novela repetidas mas menos "interessantes", Bush repetido, Marta repetida, Maluf repetido.
As coisas mais interessantes dos últimos dias foram a carola que se masturbava frenéticamente durante suas confissões na igreja e a peroba do PAN.
Tuesday, September 14, 2004
Thursday, September 09, 2004
Wednesday, September 08, 2004
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