Thursday, February 08, 2007

Hoje, qualquer um que viva ou que esteja de passagem por São Paulo há de falar da chuva, do trânsito e do caos.
Eu não sou diferente.

Wednesday, February 07, 2007

Terra, terra. Descartes.
O primeiro impulso - sim, um impulso - foi pegar um papel e tentar escrever o que sentia. Logo percebeu que aquilo era um bilhete de suicício. Não havia tempo para aquilo.
Rasgou e começou de novo.
Agora sim. Uma lista com duas colunas: os prós e os contras. Letra legível, espaçamento adequado e uma indisfarçável assimetria entre as colunas.
Amassou e fez nova tentativa.
Racionalizar as coisas que lhe passavam na mente. Todas. Em voz alta, num monólogo metido a diálogo sem fim.
Calou-se. Respirou profundamente e deixou o corpo cair na cama.
A &*@@# da alergia voltou e não me dá tréguas. Essa noite, tive que lavar as narinas com soro duas vezes e ainda tive que apelar para o Polaramine.
Umas nuvens com um efeito levemente esfumaçado mas que não atrapalhavam a luminosidade da lua. A noite estava super estrelada na saída e permanecia linda na volta.

Tuesday, February 06, 2007

Ontem eu lí uma frase numa dessas revistas com nome de mulher... "assim como você usa um espelho para saber se o cabelo e a roupa estão bons, você precisa de um terapeuta ou amigo para lhe mostrar como seu interior está".
Nunca tinha pensado no papel do amigo ou do terapeuta dessa maneira.

Monday, February 05, 2007

O mundo vem girando muito rápido. Será que isso tem a ver com o Judas do momento, o tal aquecimento global? Não que eu tenha familiaridade com as ciências exatas além dos meus dois anos sofridos de engenharia mas acho que rola uma história de átomos mais agitados, calor e velocidade.

Besteira! Só estou exercitando a técnica de jogar a responsabilidade pelas coisas em outras pessoas, objetos, situações e fenômenos naturais. Mesmo que isso soe estúpido e impossível, parece funcionar bem em alguns casos.

Dois mil e seis acabou. Janeiro acabou e o Carnaval já está quase aí (e eu sem destino certo). Isso deve ter relação direta com a minha idade mas de fato a velocidade do tempo anda assustadora.

O problema é que eu passo as minhas horas numa grande caixa resfriada artificialmente. Por esse motivo, mesmo com o tempo voando lá fora e com os dias e meses terminando tão rapidamente, o expediente não acaba aqui dentro. Por que os arquitetos removeram as janelas dos escritórios, condenando-nos ao ar condicionado central e a lentidão das horas?
Lazanha com brócolis e filé prá lá de solado.
Pelamordedeus.
O período de férias acabou mesmo. Trânsito pela manhã. Fumaça. Alergia. Fila no restaurante. Comida horrível.
Preciso criar um material de apoio para a comemoração dos meus 10 Anos de Sapateado pelo mundo.

Já temos três eventos confirmados e vem mais por aí.

Mantenham as suas sapatilhas por perto e caprichem nos alongamentos.
O sol voltou.
O trânsito voltou mesmo.
A vista da Paulista com aquela nuvem que parece poluição pura também voltou.
Tudo volta ao seu devido lugar.

Sunday, February 04, 2007

Caminho aberto e bela paisagem.

Saturday, February 03, 2007

A Fernanda Young estava na baladinha de ontem e mais do que depressa eu pensei "não gosto dessa mulher".
No caminho de casa acabei me questionando sobre o porquê de julgamentos tão rápidos e tão vazios. Sou PhD nesse tipo de coisa. Mestre do preto e branco.
Acho que vou pintar o apartamento. Depois, quem sabe, o cabelo. Com a prática, talvez meu cérebro se acostume e eu consiga evoluir para as nuances, texturas e delicadezas que costumavam deixar a vida mais interessante.
O remédio da tampa azul está chegando ao fim e foi uma experiência maravilhosa passar o mês de janeiro sem dores generalizadas.
Que máquina estranha essa que se levanta da cama todos os dias junto comigo! De onde vem, ou no meu caso, onde foram parar essas substâncias que sempre afetaram meu temperamento e o pior, meu corpo? Sim, porque pelo histórico familiar a questão do temperamento já era sabida mas as tais dores pelo corpo não.

Thursday, February 01, 2007

Quinta-feira. 21h45.
Acabei de me lembrar que sempre fui uma pessoa muito crítica. Muito. Verdadeiramente, crítica.
Não que eu goste disso. Pelo contrário. Isso faz partes dos tópicos listados na temporada 2007 de Lost - eu, na terapia. Só que fatos são fatos assim como jogo é jogo e treino é treino!
E não é que me peguei toda conciliadora, evitando críticas, julgamentos e palavrões?

Wednesday, January 31, 2007

São Paulo parece cenário de algum filme apocalíptico e deprimente. Nuvens. Somente nuvens. Todos os dias.
Dá vontade de largar a vida séria, responsável e chata que levo para ir morar em algum lugar ensolarado, com vista para o mar.
Aliás, graças ao bom Deus, 2007 tem sido um ano de mais mar para mim. Sim, porque em 2006 eu passei duas semanas em Florianópolis com poucos mergulhos, já que o mar estava mega gelado e, depois disso, nada. Já em 2007 foram dois dias de mar em Ilhabela mais quatro dias em Floripa e muita perspectiva de nadar bastante e de ver criaturas do mar.
Hoje, por força maior, fiz uns exames desconfortáveis mas necessários. Vou ficar de molho o resto do dia e aproveitar para por a leitura em dia.
Ontem foi dia de sair a noite e olhar o mundo com bons olhos.
Caipirinha de carambola com saquê e hortelã. Muito bom adquirir novos hábitos e deixar o morango ou a uva de lado.

Sunday, January 28, 2007

Depois de Ilhabela, Floripa. Meu destino de feriado.
Muito sol, mar delicioso e algum choro. Tudo muito importante e por isso registrado em fotos. Dessas que você deve olhar diariamente, até passar a mágoa maior.
O ser humano não pára de me surpreender. Nunca.
Já tive um cachorro, muito querido, por sinal. Ele tentou me morder uma vez. Estava há dois dias internado. Soro e uma perspectiva muito forte de sacrifício. Eu fazendo carinho entre uma promessa e outra para São Francisco de Assis e no final do soro, por dor e desconforto, ele tentou morder o que parecia lhe causar o incômodo, eu.
Ele sobreviveu e minhas promessas infantis foram todas cumpridas. A mordida, que não me acertou em cheio, sempre me pareceu justa e cheia de justificativas.
Depois dele, nunca mais tive cachorro em casa.
Talvez esse fosse o motivo de eu não esperar por um cachorrada tão grande. Sem soro e sem dor. Só a mordida traiçoeira.

Tuesday, January 23, 2007

Parece que tomei algum estimulante. Dois dias dessa forma agitada. Não é ruim. Pelo contrário, é muito bom.
Uma força estranha. Uma alegria genuína.
Cheguei em casa, tomei uma ducha e resolví ficar na piscina. Estranhamente, a água fria não me incomodou.
Agora, música alegre e malas para Floripa!!!

Thursday, January 18, 2007

O sorriso de terça continua na minha cabeça. Nada de obsessão. Uma leve
curiosidade, dessas que você tem para ocupar o tempo.
Meu pai juntava cacarecos para criar coisas que nem sempre tinham utilidade ou
que às vezes já estavam acessíveis na loja mais próxima. Puro passa-tempo. É
claro que obtinha grande prazer nessas atividades. Todo o ato de planejar, de
executar, de ver falhar e depois de ver funcionar lhe proporcionavam grande
satisfação.
O dia amanheceu cinza. Parece que houve chuva na madrugada.
Meus olhos ainda não estão bem abertos. Não é o sono. Olhos sem treino, diria.
Perdi o hábito de apreender o mundo todos os dias pela manhã.
Em momentos curtos, me pego sem conseguir pensar em nada. O silêncio fica no ar
e, na verdade, nem consigo me esforçar para buscar palavras ou pensamentos
soltos. Trata-se de um silêncio mental.
Nada de tristeza ou melancolia. A impressão de falta de hábito permanece.

Tuesday, January 16, 2007

Sorriso bonito.
Não é isso.
Sorriso gostoso! Desses que a pessoa fecha os olhos enquanto mostra os dentes.
É isso. É o sorriso gostoso.
Ambiente bom. Música agradável. Sorriso gostoso.
Adoro os sorrisos dados com os olhos fechados.

Monday, January 15, 2007

Ontem eu tive uma sensação estranha. Estranha mesmo.
Minha gentileza veio não sei de onde e foi parar num alvo ainda mais inesperado.
Revisão dos 5000 km e tudo certo!
Gostei da sessão de hoje.
Gostei da semana passada.
Boas descobertas. Boas sensações. Boa balada e jogo divertido.
Meu vigor de volta e aquela pequena coceirinha que dá nos segundos antes de algo importante acontecer.

Tuesday, January 09, 2007

Guia comprado. Pizza comida. Exercícios concluídos.

Monday, January 08, 2007

Como diria minha mãe, não há mal que sempre dure e bla bla bla que nunca acabe. Pois é, o bla bla bla não acabou mas eu me inspirei no corra, lola, corra e fugí do bla bla bla cinzento e molhado de São Paulo.
Sol ou mormaço ao lado do mar frio e convidativo de Ilhabela. Pulei as 7 ondas, fiz meus pedidos e oficialmente dei início ao ano de 2007. Os trabalhos vão começar...

Thursday, January 04, 2007

Ontem teve chopp e terapia nova. Não nessa ordem.
A chuva parece não querer dar tréguas. Meus pensamentos insistentes também não.
Natal e Reveillon.
Chegou e se foi.
Havia cheiro de chuva no ar mas eu ignorei a prudência.
Não procurei uma proteção. Não usei guarda-chuva.
Ensopada porque molhada poderia soar bem.
E com o corpo doído de gripe.
Minha alma precisa de uma Aspirina.

Friday, December 22, 2006

Começo do dia 23.
Resto da noite de confraternização.
No meio da minha canseira, vez ou outra, surge a minha profunda indignação com tudo que foi feito, com toda a covardia, com todo o egoísmo. Ainda me surpreendo com o egoísmo das pessoas. Ainda me decepciono com isso.

Thursday, December 21, 2006

Trabalho com o senhor das metáforas e acho que estou contaminada. Sempre preferí a onomatopéia.
Registro de tempestade no diário de bordo. Ventos fortes, trovoadas e alguma nebulosidade no caminho.
Olhos atentos a espera dos pássaros que indicarão que a terra está próxima e que o perigo já se foi.

Wednesday, December 20, 2006

Mudança de área e de ares.
Gente estranha, com hábitos um pouco reptilianos. Um bom motivo para reviver meu lado mais dominador.
Vou levar em consideração o sol em touro e o ascendente em capricórnio. Farei xixi em volta da minha mesa e quero ver quem mija em cima!!
Supresas agradáveis.
Ontem, o Valdolão. Hoje, o bom passado.
Sinal para dar um gás nesse momento fim de festa desanimado!

Monday, October 23, 2006

A caminhada de hoje foi mais longa que a comum escadaria do metrô Trianon no caminho do trabalho. E me fez bem.
Coisa boa essa de andar sozinha por aí, prestando atenção apenas nos seus pensamentos. Me lembrei de Santos e de minhas caminhadas diárias.

Sunday, October 15, 2006

Portal na terça-feira...

Friday, October 13, 2006

Frio entrando pela janela.
Eu sempre sinto frio.
Vozes vindo da sala.
Planos, idéias e nada prático como resultado.
O telefone voltou. Vontade de sorvete.
Feriado prolongado. Sexta-feira 13. Descanso e algum tédio.
Depois do supermercado, spaghetti com brócolis, torradas com alho e coca com gelo. Tudo com acompanhamento.

Thursday, March 16, 2006

Quinta-feira. Nublada como os dias chatos sempre são.
Vida nublada. Nada de Mega Sena. Sem sobras de tempo.
Vou cortar os excessos. Coca-Cola e cama.
Me fazem muita falta.

Tuesday, March 14, 2006

A rua está cheia de coisas interessantes. Em um caminho de quase 30 minutos se vê de tudo! Briga, Big Brother, moças fazendo a sua toalete na rua, homens limpando o nariz com o dedo, demonstrações de carinho, xingamentos no trânsito...prato cheio para um voyeur camuflado.

Thursday, March 09, 2006

No meio do dia. Pulo o almoço e o troco por uma janela no tempo.
Tudo favorece um certo estranhamento.
Exposição ao sol por mais de 5 minutos num dia útil. Barulho de risadas e piadas adolescentes. Rostos e corpos com juventude em excesso.
Um pouco de deboche no papel com o pretexto de criatividade.
Uma hora e meia depois, eu e as persianas azuis.
Morfética.
Não sei de onde veio. Só sei que veio. Assim, no meio do nada, sentada na minha sala que tem as janelas fechadas e cobertas por persianas ridículas.
Lacrada.
Essa eu sei. Das janelas fechadas e da sensação de aquário.
Água.
Minha mesa com as garrafas azuis.
Mar.
Veio do azul. E da minha cabeça que não pára de pensar em praia. E sol.
De tempos em tempos eu vivo essa sensação. Vontade de que a vida fosse um longo fim de semana. Sem compromissos.
Apesar de que meus fins de semana não são exatamente sem compromissos. Tem sempre uma série de coisas que me forçam a sair de casa próximo do horário do almoço e só me permitem voltar quando a luz natural já se foi.
Cansaço.
Férias de duas semanas não são férias. Especialmente depois do fim de um ano tão atribulado e antes de um novo ano com novo emprego.
Sabido é o urso que hiberna quando não dá mais para segurar.

Thursday, March 02, 2006

Inquietação. De vez em quando sou tomada por esse sentimento.
Normalmente eu vou ao shopping para resolver o problema e isso explica o saldo da minha conta corrente.
Dor de ganganta e mal estar. Depois do sôssego e da boa vida, os inconvenientes da vida moderna, com baixa resistência e alto nível de estresse.

Wednesday, March 01, 2006

Feriado de Carnaval bem tranqüilo. Mato, rio, bichos e muita comida. Tudo muito saudável e familiar.
Sinal dos tempos. Idade da calmaria.

Monday, February 20, 2006

Mato, chuva e comida.
Assim será a minha folia.
Vou acrescentar um pouco de pimenta nessa história.
Cinco dias por semana. Oito horas por dia. Exceções gerenciáveis.
Tudo muito bom e muito tranqüilo.
Surge o maior talento humano, o de complicar as coisas. Transformar detalhes em picuinhas intermináveis. Contar com a preguiça. Ser mais esperto que todos.
Cinco dias que duram um ano. Oito horas que parecem meses.
Assim eu ganho a vida e perco o meu tempo.

Wednesday, February 15, 2006

Existe alguma coisa no mundo mais intrigante e misteriosa do que o ser humano? Como uma mesma pessoa pode ser desprezível em alguns momentos e cativante em outros? Egoísta ou generosa? Matar e conceber.
Que Marte que nada! O desconhecido está bem mais próximo do que imaginamos.

Monday, February 13, 2006

Muito bom ver gente nova. Cria uma certa disposição.
Final de semana despretensioso e cinza.
Agitação tranqüila e quentinha.
Aniversário diferente. Bem diferente.

Friday, February 10, 2006

Dia cinzento, mas é sexta-feira. A vida mediana espera pela sexta-feira.

Thursday, February 09, 2006

O peso de um quilo de algodão.

Wednesday, February 08, 2006

O cara vai pela faixa de ônibus, cortando os “civis” que esperam sem paciência. Vez ou outra, um ônibus pára no ponto. O cara fica parado, perdendo a vantagem conquistada.
Timing.
Garoa persistente. Trânsito caótico. Buzinas e fumaça na cidade parada.
Sentada. Entrada do cemitério. Uniforme de colégio e capuz na cabeça.
Que tema teria aquele livro? Primeiro dia de aula...não era leitura obrigatória.
Serenidade. Distração.

Thursday, November 10, 2005

Mais um dia cinza.
Amanhã é dia de aeroporto e de ar.

Tuesday, November 08, 2005

Talvez a mediocriade dos dias venha me causando um enjôo progressivo.
A mesma cara cinzenta de todos os dias. As mesmas novidades no jornal e na tv. O mesmo bloco, andar e mesa. A mesma programação mega-modernete na balada.
Acho que vou vomitar.
Será que ninguém pode se referir ao cara da moda só com um ou dois econômicos adjetivos? Bacana e fedido?
Eu quero pular no mar e ter um simples e comum, comum mesmo, dia de sol. Escutar um palavrão espontâneo. Qualquer coisa menos escova progressiva e mais xixí nas calças.

Monday, September 19, 2005

Os dias de ontem não voltarão mas as fotos existem justamente para isso.
Os dias de ontem não voltarão mas memória fraca existe justamente para isso.

Wednesday, September 14, 2005

O frio e a chuva quase me desanimam. Quase

Friday, August 19, 2005

Deu vontade de voltar. Voltei.

Wednesday, May 18, 2005

Mesa enconstada na parede de vidro. Persiana que insisto em deixar aberta. Mesmo que todas as outras estejam fechadas. Mesmo que o sol insista em bater na minha cara. Na verdade, principalmente por esses motivos ela permance aberta.
O sol me lembra que existe vida. Muita vida. Ela dá poucos sinais dentro desse aquário mas ainda assim existe.
Gosto de peixes. No meu prato ou com snorkel. Preciso do meu snorkel. Preciso respirar um pouco.

Tuesday, April 12, 2005

Dois anos.

Tuesday, April 05, 2005

Bolo, brigadeiro e presente. Bexiga e parabéns à você.
Festa, festa e mais festa. Ser o centro das atenções. Ser querido e especial nesse dia.

Monday, April 04, 2005

Cansaço. Excitação. Coisas bonitas. Coisas necessárias. Coisas caras. Coisas não tão caras. Nada barato. Mais cansaço. Irritação. Prazo. Entrega. Cabo coaxial. Mangueira de pressão. Registro. Cento e dez. Duzentos e vinte.
Dores e delícidas de uma nova morada.

Friday, March 18, 2005

Final de tarde e a chuva começa a castigar a cidade.
Yahoo na vinda. Não, não estou falando de conexão remota ao site e sim do falecido grupo musical.

Monday, March 14, 2005

Eu queria tanto entender um pouco mais da natureza humana.
Essas estranhas criaturas com seus rituais de acasalamento bizarros.
Nada como um ótimo fim de semana para que a segunda-feira chuvosa pareça melhor do que ela realmente é.

Friday, March 11, 2005

As paredes parecem mais espessas.

Thursday, March 10, 2005

Constantemente eu sou lançada ao passado por coisas soltas no meu caminho. Ontem foi um cachorro. Na verdade três. Um em sonho e dois reais.
Hoje foi a combinação do calor e de uma certa brisa matinal.
Seriado da Warner ou da Sony. Não sei ao certo. Uma personagem qualquer diz "toda vítima tem as suas próprias vítimas". Clichê mas eu gostei.

Wednesday, March 02, 2005

As 17h15, depois de muita ação no trabalho, faço um balanço e continuo achando que a raiva pode me matar. Ou a frustração. Ou os dois juntos. Ou um carro...uma bala perdida...um tubarão...pronto. Corte na divagação sobre a causa da minha morte.
O fato é que a minha raiva tem uma das maiores forças com as quais eu já me deparei. Minha raiva e uma bola de salão chutada por uma menina do São Paulo. Duas grandes forças!
A bola descolou parcialmente a minha retina, o que teve cura. Minha raiva já me fez levantar da cama em momentos horríveis, já me fez correr quando eu não tinha fôlego. Normalmente ela me motiva. Muito. Só não sei onde ela ainda pode me levar.
Dia produtivo. Cabeça quente. Adrenalina alta. Ingredientes de um colapso a caminho.
Piscina. Cabeça fria. Coração na boca. Antídoto.

Wednesday, February 23, 2005

Em dia de Megasena acumulada não se ouve outra coisa a não ser "eu iria viajar", "eu compraria uma casa não sei onde", etc.. Além dos planos, invariavelmente o sonhador pergunta o que o ouvinte gostaria de ganhar e se compromete em satisfazê-lo se for o sortudo da semana.
Comigo não foi diferente. O taxista me falou das motos, dos carros, dos parentes e me prometeu, assim de forma inesperada, um apartamento em Alphaville.
Não tenho a menor idéia de onde ele tirou essa estória de Alphaville. Mas foi isso que ele me ofereceu. Assim como quem reza em voz alta, "papai do céu, faz a mamãe me dar a bicicleta e eu prometo que deixo meu irmãzinho mais novo andar de vez em quando".
Ouví várias preces similares no dia de hoje.

Tuesday, February 15, 2005

A vida voltou ao normal. Trânsito caótico, muito trabalho, pouco descanso. Noraml.

Thursday, January 27, 2005

O trabalho começa a fluir normalmente e daí eu percebo a mediocridade da minha vida. Trabalhar desesperadamente durante onze longos meses para então me divertir por escassos vinte dias. E a grande coisa é que eu já me conformei e até me acostumei com isso.

Wednesday, January 26, 2005

Quanto tempo!
Depois de Ponta Negra, Canoa Quebrada, Lagoinha e afins, estou de volta.

Friday, December 17, 2004

Realidade faz bem, obrigada. Tem gente que vive num mundo paralelo, dando grande importância a coisas irrelevantes, se achando a peça fundamental para que a engrenagem da vida permaneça rodando.
Idiotice quase tão grande quanto a frase que construí.
E hoje, apesar do meu excelente humor, espalhei um pouco de realidade por aí. E não confunda a realidade que espalhei com amargura ou pessimismo. Foi só realidade. Do tipo você é legal e bacana, mas se morrer amanhã o sol vai continuar nascendo e morrendo todos os dias, a Terra vai continuar girando e a novela das 8 só não vai ao ar se for um domingo ou se tiver jogo da seleção.
Acho que vou começar a minha contagem regressiva para as férias.

Thursday, December 09, 2004

Preguiça. Muita preguiça. Muita preguiça mesmo!

Wednesday, December 08, 2004

Que dia. Parece que todo mundo resolveu gritar ao lado da minha mesa ou pedir coisas absurdas e não programadas.
Tive que pedir a colaboração do pessoal para baixar o tom do mercado e pedir o bacalhau mais discretamente.

Monday, November 29, 2004

Os livros que não terminei de ler. O tratamento que nunca comecei. O depois eu vejo.
Nessa estranha segunda, nada disso faz muito sentido.

Monday, November 22, 2004

Começo de semana diferente. Nada de dor da alveolite. Noite bem dormida sem os piores momentos da gripe.
Depois de uns 11 dias, finalmente uma noite um pouco mais confortável.

Friday, November 05, 2004

Eu queria tanto ir ao ginecologista e não ter que ficar de pernas abertas.
Eu queria tanto sapatos que não machucassem meus pés.
Eu queria tanto comprar uma calça e não precisar (mandar) fazer a barra.

Thursday, October 28, 2004

Eu lí uma vez que, em média, na cidade de São Paulo, morrem três motoboys por dia. Nunca lí nenhuma estatística, mas creio que o número de mortes por problemas cardíacos seja mais alto que isso.
Ontem caiu uma árvore na Sumaré. Exatamente em cima de um motoboy. Ele morreu. Ainda ontem, um homem morreu do coração. Aos quatorze minutos do segundo tempo de uma partida profissional de futebol ele caiu. Morreu logo depois. Ontem houve um eclipse lunar. Apesar das nuvens presentes durante todo o dia, no momento em que a lua estava quase toda na sombra, o céu clareou.
Me lembrei de Magnolia, o filme.


Monday, October 25, 2004

Hoje me lembrei de uma dúvida do tempo em que mamãe me dava banho. A dúvida não tem relação com essa tarefa, mas a idade sim. Acho até que já mencionei o ponto aqui.
Quando pequerrucha, ia a praia praticamente todos os dias, sempre ao final da tarde. E sempre entrava no mar com a mesma fascinação e encanto. Invariavelmente, em algum momento no meio da diversão, eu olhava para o "fundo" e via uma longa linha azul, onde vez por outra havia um navio. Um dia me disseram que aquilo era o horizonte e a partir daí eu sempre desejei saber o que tinha depois do horizonte. Antes disso eu sempre quis saber o que tinha depois do fundo. Não tenho a menor idéia de quantas vezes, mentalmente, eu me fiz essa pergunta.
Alguns dias depois da cremação de meu pai eu tive um sonho, onde ele me levava em um passeio numa lancha azul para ver o que tinha depois do fundo. E eram várias casinhas muito coloridas.
Hoje eu me lembrei da pergunta o que tinha depois do fundo e da lancha muito azul e muito veloz passando perto das casinhas coloridas.

Senhores e senhoras gritando Aleluia e uivando ao ar livre. E não era uma sessão de exorcismo da Universal.
Depois do Concerto de Bamberg, meu corpo começou a emitir sinais. Fortes sinais de que algo não ia bem.
Manhã conturbada na senzala. Rede totalmente indisponível até as 10h, o que siginifica nada de acesso as fontes de trabalho. Bom por uma lado, já que meu físico não está ajudando muito.

Thursday, October 21, 2004

Por que existe a "mão inglesa"? Óbvio que porque existem ingleses, mas a dúvida é porque o mundo considera como sentido natural a direita e os britânicos e suas ex-colônias consideram a esquerda.

A dúvida me veio a mente poque um sujeito perguntou a um grupo qual a seria o sentido da vida e eu pensei: direita, no sentido da morte. Logo em seguida pensei que os ingleses não seguem nesta direção. Será que a Terra não é o centro do universo?

Friday, October 15, 2004

A semana mal começou e já está acabando. Ótimo.

Wednesday, October 06, 2004

Preciso de ar. Óbvio, né?!
Na verdade eu preciso de novas impressões em minha retina. A palavra de ordem e de salvação é VIAJAR. Logo.

Friday, September 17, 2004

Não sei se sou eu ou se é o mundo. Talvez os dois.
Como as coisas públicas andam chatas e sem graça. Tudo meio tom pastel. Nem o sangue acaba com essa impressão de mundo bege.
As mesmas notícias, a mesma mediocridade.
Furacões repetidos, terrorismo repetido, lésbicas da novela repetidas mas menos "interessantes", Bush repetido, Marta repetida, Maluf repetido.
As coisas mais interessantes dos últimos dias foram a carola que se masturbava frenéticamente durante suas confissões na igreja e a peroba do PAN.

Tuesday, September 14, 2004

Nunca ouví tanto gerundismo de uma só vez!!!

Thursday, September 09, 2004

Horas e horas ao telefone. Perco a conta de quantas horas por semana eu gasto com reuniões e tele-conferências.
Quase sempre inúteis.
O cinza está no horizonte. Sol, céu azul e muito cinza no horizonte.
A repetição eterna da mesma vida. Foi assim. Será assim.
Aceitável ou desesperador?

Wednesday, September 08, 2004

Os desejos do homem (ou da mulher).
Semana que já começa na metade. Não tem preço.

Friday, September 03, 2004

Estou aqui. A rotina de reunião, trabalho e gripe está me tomando muito tempo e muita energia.