Sunday, March 04, 2007

O conforto ao lado da família é inigualável. Eu sempre me sinto bem por lá, mesmo quando me sinto mal.
E por que as coisas ficaram tão difíceis por um tempo?
Não sei.
Hoje é domingo pé de cachimbo.
E apesar de ser domingo, estou pregada!

Thursday, March 01, 2007

De vez em quando vem um afago de uns lugares inesperados. Gostinho bom.
Adorei o Auster de capa azul. A capa me fez querer lê-lo.

Wednesday, February 28, 2007

Eu me encantei pela descrição de Bentinho parado timidamente. Assim, num trecho de livro escolar. Somente 9 anos.
Acho que já postei isso em algum momento mas ao ler um trecho de Machado no qual Capitu e Bentinho se descobriam diante de um rabisco de amor feito em um muro velho, me apaixonei pelo tímido Bentinho.
Ao sair da escola mal podia conter minha ansiedade para pedir o presente a meu pai: Dom Casmurro.
Saí da infância e entrei na adolescência assim, me apaixonando pelos tímidos Bentinhos com quem cruzei.
Capitu só veio a mim na fase adulta!
Avenida Paulista. 16h37.Afasto a persiana horrível e vejo a repetição dos últimos dias.
Nuvens escuras e pessoas apressadas.
NYC. Duas horas antes de mim. Alguém repete meu gesto.
O que será que ela vê?
A Alameda Santos depois das 9h sempre pede uma marcha lenta. Na faixa mais a direita uma Kombi batida que um dia deve ter sido branca. Adesivo comum em veículos desse tipo.
Como estou dirigindo? Mal? FODA-SE, o carro é meu.
Senso de humor.

Tuesday, February 27, 2007

Antigos amigos combinando com novas pessoas.
Gostei da noite e da salada de gorgonzola com passas. Ressalva para a rúcula que era desnecessária.
Na onda das coisas que chegam ou que voltam, entrei no MSN enquanto aguardava o restabelecimento do servidor do Blogger. Em menos de um mês, me comunico pela segunda vez e por mais de uma hora com um velho diabinho dinamarquês.
Morando em Nova York, já com 25 anos, estudando psicologia depois de ter largado a administração e apaixonada por um homem de 39 anos. É nessa hora que ela lembra aquele ar sacana de outros tempos, dizendo que desde que me conheceu sabia que seu destino seria uma pessoa mais experiente do que ela. Claro que ela escreve isso com um daqueles ícones de piscadinha.
A conversa com uma pitadinha de pimenta me deixa levemente sorridente. A chance de constatar como o tempo é maravilhoso para aqueles que não o deixam passar em vão me deixa radiante.
Nada de Oscar, Big Brother, Semana do Tubarão ou coisas da tv. Não é com esforço algum que eu realmente não tenho assistido televisão.
E as pessoas, interessantes ou não, vêm chegando ou vêm voltando de algum lugar. Parece uma estranha conjunção ou até mesmo a retirada de uma espécie de película que estava revestindo os meus sentidos e que agora me deixa sentir de novo.

Saturday, February 24, 2007

MOMENTO DESCONTROL

Toda pessoa que morre merece um ritual de passagem. Na verdade, nem sempre a pessoa que morre merece um ritual, mas o que fica, sim.
Existe a presença da pessoa. A existência que se embaralha na existência do outro. E de repente, essa existência acaba e aquele emaranhado de coisas fica murcho e sem sentido. Sem sentido racional mesmo.
É a forma como o homem trabalha o luto, trata da sua dor e tenta seguir em frente depois de fazer algum ritual de rompimento. Velório, enterro, cremação, entrega de flores ou comidas em datas especiais e significativas.
Dia vinte e cinco de fevereiro de dois mil e sete. Três e quinze da manhã já sem o horário de verão.
Acabei de chegar da balada que estava indo muito bem e que terminou com o funeral de um ente querido. Como em todo ritual desse tipo, sobrou sentimentos estranhos, revoltas, descontroles e dor pela morte indubitável.
A morte é assim. Definitiva e dolorosa.
E quem morreu?
Uma pessoa especial que conhecí há quatro anos atrás. De fato, essa pessoa vinha morrendo aos poucos. Tantos acontecimentos, tantos desrespeitos que aquela pessoa especial foi se esvaindo e deixando no seu lugar uma caveira horrorosa. Me custava aceitar isso. Como uma energia tão boa podia ir se acabando e se transformando em tanta falta de caráter e de consideração?
Essas perguntas não vem mais ao caso porque hoje participei do funeral e como disse no início, a morte é inquestionável.
O funeral teve todas as pompas que uma ocasião como essa merece. Choro, revolta, violência, descontrole. Finalmente, pude me descontrolar e deixar fluir toda a raiva. Toda não. Mas foi um pouco e o resto que sobrou vai ser eliminado durante o luto.
E aqui jaz.
Esse blog começou com três e nunca teve pretensões políticas apesar do nome. Nós votamos sempre foi a expressão usada para afirmar o gosto por alguma coisa ou por alguém.
Eu continuo escrevendo aqui esporadicamente mas deixei de votar em coisas da vida por um bom tempo. Por que será?
Bem, a resposta dessa pergunta faz parte de outro fórum de debates que rola uma vez por semana com a minha terapeuta.
O importante é que o voto tem voltado aos poucos e sem ajuda química!
E eu voto nas amigas da amiga da amiga. As duas de ontem mereceram voto e referências. Só pelo prazer de votar.
E voto na balada de hoje.
A vida é muito superficial. Tudo parece um tanto quanto raso (menos o buraco do Metrô).
Cinco dias de trabalho intenso separados por horas necessárias de sono, alimentação, locomoção e atividades domésticas. Claro, a espera de dois dias de intervalo ou de feriados e suas emendas.
Falo com dezenas de pessoas ao longo de minhas várias horas no escritório. Convivo com elas diariamente. E não sei nada sobre ninguém porque eu nunca quis saber.
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A mulher que se senta duas mesas ao lado da minha já sofreu quatro abortos e é louca para ter filhos mas não consegue. Fiquei sabendo disso ontem e é claro que não foi através dela. Nunca pensei que ela tivesse passado por esse tipo de sofrimento. Na verdade, nunca pensei que ela fosse humana e tivesse sentimentos.
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O cara que faz parte da minha equipe e que se senta frente a frente comigo parece sem energia. Loiro e um pouco sem vida. Como se tivesse problemas sérios de tireóide ou de anemia profunda. Falo com ele o dia inteiro mas também não me lembro se ele é humano. Não sei do que ele gosta, para qual time torce, se ama ou se odeia alguém.
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Faço massagem três dias por semana. Fico praticamente nua e deixo que alguém cuide do meu corpo e da minha energia. A recepcionista do lugar usa um óculos de aro bem fino e vive com o cabelo castanho preso num rabo de cavalo. Tem um sorriso sempre doce. Essa semana, através da massagista, fiquei sabendo que ela perdeu um filho de dois anos, morto com câncer.
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Ontem eu fui para a rua.
Noite quente e estrelada. Cerveja ao ar livre. Amigos e não-amigos. Gente. Muita gente e muita distração para os cinco sentidos.
Pessoas bebendo e sorrindo ao meu redor. E, tirando as duas amigas de longa data, nada de pessoas de verdade. Parecia tudo um longo comercial de Bud. Talvez estivesse um pouco mais para Heineken.
Beleza, sorrisos, pequenas discussões de mentirinha, olhares, atitudes diferentes e só uma pessoa que deixou passar uma lasca de algum sentimento. O sentimento parecia ser de confusão mental ou talvez rejeição. Mas era um pouco de verdade sobre alguém. Ou não.

Wednesday, February 21, 2007

Depois de alguns dias sem tv e com prática intensiva dos exercícios de Tao, me sinto quase que como o Daniel Sam.
Vou me preparar para um saldo duplo carpado e quem sabe encontro a serenidade depois de duas décadas de prática.
Como pode caber tanta ansiedade em apenas um metro e sessenta de altura?
E nesse ano, mesmo que tardia, a escolha foi por viajar.
Nada de praia ou de festa. Mato, montanha, cachoeiras, cachorros e fogão à lenha. E o melhor de tudo, com a família de ex mas sem ex.
As caminhadas, os banhos de rio, as brincadeiras com a matilha de pastores e o bolo de chocolate com cobertura de brigadeiro. Esse foi meu Carnaval. Finalmente, o brigadeiro de 2007.
Existem os apaixonados pelo Carnaval e aqueles que o odeiam de forma quase visceral.
Eu, como em vários outros casos, me enquadro na ala dos medíocres que não tem paixão suficiente para amar ou odiar a festa.
Simplesmente gosto do feriado. Seja para viajar ou para aproveitar a cidade deliciosamente vazia.

Thursday, February 15, 2007

Há dias não assisto TV. Não sei das novelas ou das manchetes do Jornal Nacional.
Contra a completa alienação, Internet.
E a retina que era preenchida com imagens de duas dimensões volta a ser exercitada. Meus olhos se abrem mais rápido pela manhã. O sono não termina mas o velho hábito de enxergar a vida nos pequenos detalhes e de criar as estórias de encontros casuais na calçada vem de mansinho.
Almoço como nos velhos tempos. As "crianças" almoçando juntas em dia de semana.
Claro que ao olhar para a criança maior, pude perceber os cabelos já grisalhos como os de seu pai. Mesmo assim ainda somos "as crianças" e ele ainda paga o meu almoço como bom irmão mais velho.
Nos tais velhos tempos não tínhamos a mais vaga idéia dos caminhos e das separações que viriam. Seríamos eternamente a dupla de frescobol no final da tarde e de Zé das Batidas nos momentos de descontração. Voltaríamos sempre para o mesmo endereço e para as mesmas companhias protetoras.
Ele comeu tudo e bebeu suco natural. Eu brinquei com a comida e tomei Coca. Ele foi fazer um exame de retina e eu voltei para o escritório com cores antigas na cabeça.

Tuesday, February 13, 2007

Comprei Betânia e Mutantes.
Já que vou refazer meu acervo de CDs, decidí começar em alto estilo.
Eu saí disposta a cumprir uma das três tarefas da semana mas a noite não ajudou.

Monday, February 12, 2007

Sou bem café com leite.
A primeira vez que tomei meio "e" estava bem acompanhada e tive sensações estranhas. No começo um certo medo e depois uma grande ternura, de um tamanho que não cabia em mim e que me fez chorar diante do objeto de tanto sentimento. Até hoje eu guardo essa sensação maravilhosa.
No sábado, depois de muito respirar e de praticar exercícios para deixar fluir a minha energia, de olhos fechados, encostei minhas mãos nas mãos de dois desconhecidos. Sentí algo muito próximo. Uma ternura estranha e comovente.
Tanto conhecimento.
Definitivamente, depois de meu brevíssimo contato com o Tao e com algumas informações sobre a medicina chinesa, concluí que o oriente deve ter muitas coisas capazes de me surpreender.

Thursday, February 08, 2007

Desliguei a tv e chorei. Dessa vez por uma boa razão.
Comendo meu pão de cará e terminando a leitura de um conto erótico, erguí a cabeça e ouví o apresentador descrever a morte de um menino de 6 anos. Arrastado por mais de 7 km numa fuga de carro.
Meu almoço de hoje rolou as 16h. Apesar da hora, foi bom. Com direito a restaurante vazio, onion rings e uma bela chuva na volta.

Depois de mais algumas horas de trabalho, o retorno. Junto com outras almas penadas que fazem parte do mesmo rebanho, parei na porta do prédio. Burburinho, cigarros e algumas corridas. Foi quando me dei conta da tolice de estar alí, me protengendo de nada que pudésse me fazer mal. Caminhei lentamente e fiz questão de levantar o rosto para sentir a chuva cair. Depois de um quarteirão, entrei sorridente no táxi.
Hoje, qualquer um que viva ou que esteja de passagem por São Paulo há de falar da chuva, do trânsito e do caos.
Eu não sou diferente.

Wednesday, February 07, 2007

Terra, terra. Descartes.
O primeiro impulso - sim, um impulso - foi pegar um papel e tentar escrever o que sentia. Logo percebeu que aquilo era um bilhete de suicício. Não havia tempo para aquilo.
Rasgou e começou de novo.
Agora sim. Uma lista com duas colunas: os prós e os contras. Letra legível, espaçamento adequado e uma indisfarçável assimetria entre as colunas.
Amassou e fez nova tentativa.
Racionalizar as coisas que lhe passavam na mente. Todas. Em voz alta, num monólogo metido a diálogo sem fim.
Calou-se. Respirou profundamente e deixou o corpo cair na cama.
A &*@@# da alergia voltou e não me dá tréguas. Essa noite, tive que lavar as narinas com soro duas vezes e ainda tive que apelar para o Polaramine.
Umas nuvens com um efeito levemente esfumaçado mas que não atrapalhavam a luminosidade da lua. A noite estava super estrelada na saída e permanecia linda na volta.

Tuesday, February 06, 2007

Ontem eu lí uma frase numa dessas revistas com nome de mulher... "assim como você usa um espelho para saber se o cabelo e a roupa estão bons, você precisa de um terapeuta ou amigo para lhe mostrar como seu interior está".
Nunca tinha pensado no papel do amigo ou do terapeuta dessa maneira.

Monday, February 05, 2007

O mundo vem girando muito rápido. Será que isso tem a ver com o Judas do momento, o tal aquecimento global? Não que eu tenha familiaridade com as ciências exatas além dos meus dois anos sofridos de engenharia mas acho que rola uma história de átomos mais agitados, calor e velocidade.

Besteira! Só estou exercitando a técnica de jogar a responsabilidade pelas coisas em outras pessoas, objetos, situações e fenômenos naturais. Mesmo que isso soe estúpido e impossível, parece funcionar bem em alguns casos.

Dois mil e seis acabou. Janeiro acabou e o Carnaval já está quase aí (e eu sem destino certo). Isso deve ter relação direta com a minha idade mas de fato a velocidade do tempo anda assustadora.

O problema é que eu passo as minhas horas numa grande caixa resfriada artificialmente. Por esse motivo, mesmo com o tempo voando lá fora e com os dias e meses terminando tão rapidamente, o expediente não acaba aqui dentro. Por que os arquitetos removeram as janelas dos escritórios, condenando-nos ao ar condicionado central e a lentidão das horas?
Lazanha com brócolis e filé prá lá de solado.
Pelamordedeus.
O período de férias acabou mesmo. Trânsito pela manhã. Fumaça. Alergia. Fila no restaurante. Comida horrível.
Preciso criar um material de apoio para a comemoração dos meus 10 Anos de Sapateado pelo mundo.

Já temos três eventos confirmados e vem mais por aí.

Mantenham as suas sapatilhas por perto e caprichem nos alongamentos.
O sol voltou.
O trânsito voltou mesmo.
A vista da Paulista com aquela nuvem que parece poluição pura também voltou.
Tudo volta ao seu devido lugar.

Sunday, February 04, 2007

Caminho aberto e bela paisagem.

Saturday, February 03, 2007

A Fernanda Young estava na baladinha de ontem e mais do que depressa eu pensei "não gosto dessa mulher".
No caminho de casa acabei me questionando sobre o porquê de julgamentos tão rápidos e tão vazios. Sou PhD nesse tipo de coisa. Mestre do preto e branco.
Acho que vou pintar o apartamento. Depois, quem sabe, o cabelo. Com a prática, talvez meu cérebro se acostume e eu consiga evoluir para as nuances, texturas e delicadezas que costumavam deixar a vida mais interessante.
O remédio da tampa azul está chegando ao fim e foi uma experiência maravilhosa passar o mês de janeiro sem dores generalizadas.
Que máquina estranha essa que se levanta da cama todos os dias junto comigo! De onde vem, ou no meu caso, onde foram parar essas substâncias que sempre afetaram meu temperamento e o pior, meu corpo? Sim, porque pelo histórico familiar a questão do temperamento já era sabida mas as tais dores pelo corpo não.

Thursday, February 01, 2007

Quinta-feira. 21h45.
Acabei de me lembrar que sempre fui uma pessoa muito crítica. Muito. Verdadeiramente, crítica.
Não que eu goste disso. Pelo contrário. Isso faz partes dos tópicos listados na temporada 2007 de Lost - eu, na terapia. Só que fatos são fatos assim como jogo é jogo e treino é treino!
E não é que me peguei toda conciliadora, evitando críticas, julgamentos e palavrões?

Wednesday, January 31, 2007

São Paulo parece cenário de algum filme apocalíptico e deprimente. Nuvens. Somente nuvens. Todos os dias.
Dá vontade de largar a vida séria, responsável e chata que levo para ir morar em algum lugar ensolarado, com vista para o mar.
Aliás, graças ao bom Deus, 2007 tem sido um ano de mais mar para mim. Sim, porque em 2006 eu passei duas semanas em Florianópolis com poucos mergulhos, já que o mar estava mega gelado e, depois disso, nada. Já em 2007 foram dois dias de mar em Ilhabela mais quatro dias em Floripa e muita perspectiva de nadar bastante e de ver criaturas do mar.
Hoje, por força maior, fiz uns exames desconfortáveis mas necessários. Vou ficar de molho o resto do dia e aproveitar para por a leitura em dia.
Ontem foi dia de sair a noite e olhar o mundo com bons olhos.
Caipirinha de carambola com saquê e hortelã. Muito bom adquirir novos hábitos e deixar o morango ou a uva de lado.

Sunday, January 28, 2007

Depois de Ilhabela, Floripa. Meu destino de feriado.
Muito sol, mar delicioso e algum choro. Tudo muito importante e por isso registrado em fotos. Dessas que você deve olhar diariamente, até passar a mágoa maior.
O ser humano não pára de me surpreender. Nunca.
Já tive um cachorro, muito querido, por sinal. Ele tentou me morder uma vez. Estava há dois dias internado. Soro e uma perspectiva muito forte de sacrifício. Eu fazendo carinho entre uma promessa e outra para São Francisco de Assis e no final do soro, por dor e desconforto, ele tentou morder o que parecia lhe causar o incômodo, eu.
Ele sobreviveu e minhas promessas infantis foram todas cumpridas. A mordida, que não me acertou em cheio, sempre me pareceu justa e cheia de justificativas.
Depois dele, nunca mais tive cachorro em casa.
Talvez esse fosse o motivo de eu não esperar por um cachorrada tão grande. Sem soro e sem dor. Só a mordida traiçoeira.

Tuesday, January 23, 2007

Parece que tomei algum estimulante. Dois dias dessa forma agitada. Não é ruim. Pelo contrário, é muito bom.
Uma força estranha. Uma alegria genuína.
Cheguei em casa, tomei uma ducha e resolví ficar na piscina. Estranhamente, a água fria não me incomodou.
Agora, música alegre e malas para Floripa!!!

Thursday, January 18, 2007

O sorriso de terça continua na minha cabeça. Nada de obsessão. Uma leve
curiosidade, dessas que você tem para ocupar o tempo.
Meu pai juntava cacarecos para criar coisas que nem sempre tinham utilidade ou
que às vezes já estavam acessíveis na loja mais próxima. Puro passa-tempo. É
claro que obtinha grande prazer nessas atividades. Todo o ato de planejar, de
executar, de ver falhar e depois de ver funcionar lhe proporcionavam grande
satisfação.
O dia amanheceu cinza. Parece que houve chuva na madrugada.
Meus olhos ainda não estão bem abertos. Não é o sono. Olhos sem treino, diria.
Perdi o hábito de apreender o mundo todos os dias pela manhã.
Em momentos curtos, me pego sem conseguir pensar em nada. O silêncio fica no ar
e, na verdade, nem consigo me esforçar para buscar palavras ou pensamentos
soltos. Trata-se de um silêncio mental.
Nada de tristeza ou melancolia. A impressão de falta de hábito permanece.

Tuesday, January 16, 2007

Sorriso bonito.
Não é isso.
Sorriso gostoso! Desses que a pessoa fecha os olhos enquanto mostra os dentes.
É isso. É o sorriso gostoso.
Ambiente bom. Música agradável. Sorriso gostoso.
Adoro os sorrisos dados com os olhos fechados.

Monday, January 15, 2007

Ontem eu tive uma sensação estranha. Estranha mesmo.
Minha gentileza veio não sei de onde e foi parar num alvo ainda mais inesperado.
Revisão dos 5000 km e tudo certo!
Gostei da sessão de hoje.
Gostei da semana passada.
Boas descobertas. Boas sensações. Boa balada e jogo divertido.
Meu vigor de volta e aquela pequena coceirinha que dá nos segundos antes de algo importante acontecer.

Tuesday, January 09, 2007

Guia comprado. Pizza comida. Exercícios concluídos.

Monday, January 08, 2007

Como diria minha mãe, não há mal que sempre dure e bla bla bla que nunca acabe. Pois é, o bla bla bla não acabou mas eu me inspirei no corra, lola, corra e fugí do bla bla bla cinzento e molhado de São Paulo.
Sol ou mormaço ao lado do mar frio e convidativo de Ilhabela. Pulei as 7 ondas, fiz meus pedidos e oficialmente dei início ao ano de 2007. Os trabalhos vão começar...

Thursday, January 04, 2007

Ontem teve chopp e terapia nova. Não nessa ordem.
A chuva parece não querer dar tréguas. Meus pensamentos insistentes também não.
Natal e Reveillon.
Chegou e se foi.
Havia cheiro de chuva no ar mas eu ignorei a prudência.
Não procurei uma proteção. Não usei guarda-chuva.
Ensopada porque molhada poderia soar bem.
E com o corpo doído de gripe.
Minha alma precisa de uma Aspirina.

Friday, December 22, 2006

Começo do dia 23.
Resto da noite de confraternização.
No meio da minha canseira, vez ou outra, surge a minha profunda indignação com tudo que foi feito, com toda a covardia, com todo o egoísmo. Ainda me surpreendo com o egoísmo das pessoas. Ainda me decepciono com isso.

Thursday, December 21, 2006

Trabalho com o senhor das metáforas e acho que estou contaminada. Sempre preferí a onomatopéia.
Registro de tempestade no diário de bordo. Ventos fortes, trovoadas e alguma nebulosidade no caminho.
Olhos atentos a espera dos pássaros que indicarão que a terra está próxima e que o perigo já se foi.

Wednesday, December 20, 2006

Mudança de área e de ares.
Gente estranha, com hábitos um pouco reptilianos. Um bom motivo para reviver meu lado mais dominador.
Vou levar em consideração o sol em touro e o ascendente em capricórnio. Farei xixi em volta da minha mesa e quero ver quem mija em cima!!
Supresas agradáveis.
Ontem, o Valdolão. Hoje, o bom passado.
Sinal para dar um gás nesse momento fim de festa desanimado!

Monday, October 23, 2006

A caminhada de hoje foi mais longa que a comum escadaria do metrô Trianon no caminho do trabalho. E me fez bem.
Coisa boa essa de andar sozinha por aí, prestando atenção apenas nos seus pensamentos. Me lembrei de Santos e de minhas caminhadas diárias.

Sunday, October 15, 2006

Portal na terça-feira...

Friday, October 13, 2006

Frio entrando pela janela.
Eu sempre sinto frio.
Vozes vindo da sala.
Planos, idéias e nada prático como resultado.
O telefone voltou. Vontade de sorvete.
Feriado prolongado. Sexta-feira 13. Descanso e algum tédio.
Depois do supermercado, spaghetti com brócolis, torradas com alho e coca com gelo. Tudo com acompanhamento.

Thursday, March 16, 2006

Quinta-feira. Nublada como os dias chatos sempre são.
Vida nublada. Nada de Mega Sena. Sem sobras de tempo.
Vou cortar os excessos. Coca-Cola e cama.
Me fazem muita falta.

Tuesday, March 14, 2006

A rua está cheia de coisas interessantes. Em um caminho de quase 30 minutos se vê de tudo! Briga, Big Brother, moças fazendo a sua toalete na rua, homens limpando o nariz com o dedo, demonstrações de carinho, xingamentos no trânsito...prato cheio para um voyeur camuflado.

Thursday, March 09, 2006

No meio do dia. Pulo o almoço e o troco por uma janela no tempo.
Tudo favorece um certo estranhamento.
Exposição ao sol por mais de 5 minutos num dia útil. Barulho de risadas e piadas adolescentes. Rostos e corpos com juventude em excesso.
Um pouco de deboche no papel com o pretexto de criatividade.
Uma hora e meia depois, eu e as persianas azuis.
Morfética.
Não sei de onde veio. Só sei que veio. Assim, no meio do nada, sentada na minha sala que tem as janelas fechadas e cobertas por persianas ridículas.
Lacrada.
Essa eu sei. Das janelas fechadas e da sensação de aquário.
Água.
Minha mesa com as garrafas azuis.
Mar.
Veio do azul. E da minha cabeça que não pára de pensar em praia. E sol.
De tempos em tempos eu vivo essa sensação. Vontade de que a vida fosse um longo fim de semana. Sem compromissos.
Apesar de que meus fins de semana não são exatamente sem compromissos. Tem sempre uma série de coisas que me forçam a sair de casa próximo do horário do almoço e só me permitem voltar quando a luz natural já se foi.
Cansaço.
Férias de duas semanas não são férias. Especialmente depois do fim de um ano tão atribulado e antes de um novo ano com novo emprego.
Sabido é o urso que hiberna quando não dá mais para segurar.

Thursday, March 02, 2006

Inquietação. De vez em quando sou tomada por esse sentimento.
Normalmente eu vou ao shopping para resolver o problema e isso explica o saldo da minha conta corrente.
Dor de ganganta e mal estar. Depois do sôssego e da boa vida, os inconvenientes da vida moderna, com baixa resistência e alto nível de estresse.

Wednesday, March 01, 2006

Feriado de Carnaval bem tranqüilo. Mato, rio, bichos e muita comida. Tudo muito saudável e familiar.
Sinal dos tempos. Idade da calmaria.

Monday, February 20, 2006

Mato, chuva e comida.
Assim será a minha folia.
Vou acrescentar um pouco de pimenta nessa história.
Cinco dias por semana. Oito horas por dia. Exceções gerenciáveis.
Tudo muito bom e muito tranqüilo.
Surge o maior talento humano, o de complicar as coisas. Transformar detalhes em picuinhas intermináveis. Contar com a preguiça. Ser mais esperto que todos.
Cinco dias que duram um ano. Oito horas que parecem meses.
Assim eu ganho a vida e perco o meu tempo.

Wednesday, February 15, 2006

Existe alguma coisa no mundo mais intrigante e misteriosa do que o ser humano? Como uma mesma pessoa pode ser desprezível em alguns momentos e cativante em outros? Egoísta ou generosa? Matar e conceber.
Que Marte que nada! O desconhecido está bem mais próximo do que imaginamos.

Monday, February 13, 2006

Muito bom ver gente nova. Cria uma certa disposição.
Final de semana despretensioso e cinza.
Agitação tranqüila e quentinha.
Aniversário diferente. Bem diferente.

Friday, February 10, 2006

Dia cinzento, mas é sexta-feira. A vida mediana espera pela sexta-feira.

Thursday, February 09, 2006

O peso de um quilo de algodão.

Wednesday, February 08, 2006

O cara vai pela faixa de ônibus, cortando os “civis” que esperam sem paciência. Vez ou outra, um ônibus pára no ponto. O cara fica parado, perdendo a vantagem conquistada.
Timing.
Garoa persistente. Trânsito caótico. Buzinas e fumaça na cidade parada.
Sentada. Entrada do cemitério. Uniforme de colégio e capuz na cabeça.
Que tema teria aquele livro? Primeiro dia de aula...não era leitura obrigatória.
Serenidade. Distração.

Thursday, November 10, 2005

Mais um dia cinza.
Amanhã é dia de aeroporto e de ar.

Tuesday, November 08, 2005

Talvez a mediocriade dos dias venha me causando um enjôo progressivo.
A mesma cara cinzenta de todos os dias. As mesmas novidades no jornal e na tv. O mesmo bloco, andar e mesa. A mesma programação mega-modernete na balada.
Acho que vou vomitar.
Será que ninguém pode se referir ao cara da moda só com um ou dois econômicos adjetivos? Bacana e fedido?
Eu quero pular no mar e ter um simples e comum, comum mesmo, dia de sol. Escutar um palavrão espontâneo. Qualquer coisa menos escova progressiva e mais xixí nas calças.

Monday, September 19, 2005

Os dias de ontem não voltarão mas as fotos existem justamente para isso.
Os dias de ontem não voltarão mas memória fraca existe justamente para isso.

Wednesday, September 14, 2005

O frio e a chuva quase me desanimam. Quase

Friday, August 19, 2005

Deu vontade de voltar. Voltei.

Wednesday, May 18, 2005

Mesa enconstada na parede de vidro. Persiana que insisto em deixar aberta. Mesmo que todas as outras estejam fechadas. Mesmo que o sol insista em bater na minha cara. Na verdade, principalmente por esses motivos ela permance aberta.
O sol me lembra que existe vida. Muita vida. Ela dá poucos sinais dentro desse aquário mas ainda assim existe.
Gosto de peixes. No meu prato ou com snorkel. Preciso do meu snorkel. Preciso respirar um pouco.

Tuesday, April 12, 2005

Dois anos.

Tuesday, April 05, 2005

Bolo, brigadeiro e presente. Bexiga e parabéns à você.
Festa, festa e mais festa. Ser o centro das atenções. Ser querido e especial nesse dia.

Monday, April 04, 2005

Cansaço. Excitação. Coisas bonitas. Coisas necessárias. Coisas caras. Coisas não tão caras. Nada barato. Mais cansaço. Irritação. Prazo. Entrega. Cabo coaxial. Mangueira de pressão. Registro. Cento e dez. Duzentos e vinte.
Dores e delícidas de uma nova morada.

Friday, March 18, 2005

Final de tarde e a chuva começa a castigar a cidade.
Yahoo na vinda. Não, não estou falando de conexão remota ao site e sim do falecido grupo musical.

Monday, March 14, 2005

Eu queria tanto entender um pouco mais da natureza humana.
Essas estranhas criaturas com seus rituais de acasalamento bizarros.
Nada como um ótimo fim de semana para que a segunda-feira chuvosa pareça melhor do que ela realmente é.

Friday, March 11, 2005

As paredes parecem mais espessas.

Thursday, March 10, 2005

Constantemente eu sou lançada ao passado por coisas soltas no meu caminho. Ontem foi um cachorro. Na verdade três. Um em sonho e dois reais.
Hoje foi a combinação do calor e de uma certa brisa matinal.
Seriado da Warner ou da Sony. Não sei ao certo. Uma personagem qualquer diz "toda vítima tem as suas próprias vítimas". Clichê mas eu gostei.

Wednesday, March 02, 2005

As 17h15, depois de muita ação no trabalho, faço um balanço e continuo achando que a raiva pode me matar. Ou a frustração. Ou os dois juntos. Ou um carro...uma bala perdida...um tubarão...pronto. Corte na divagação sobre a causa da minha morte.
O fato é que a minha raiva tem uma das maiores forças com as quais eu já me deparei. Minha raiva e uma bola de salão chutada por uma menina do São Paulo. Duas grandes forças!
A bola descolou parcialmente a minha retina, o que teve cura. Minha raiva já me fez levantar da cama em momentos horríveis, já me fez correr quando eu não tinha fôlego. Normalmente ela me motiva. Muito. Só não sei onde ela ainda pode me levar.
Dia produtivo. Cabeça quente. Adrenalina alta. Ingredientes de um colapso a caminho.
Piscina. Cabeça fria. Coração na boca. Antídoto.

Wednesday, February 23, 2005

Em dia de Megasena acumulada não se ouve outra coisa a não ser "eu iria viajar", "eu compraria uma casa não sei onde", etc.. Além dos planos, invariavelmente o sonhador pergunta o que o ouvinte gostaria de ganhar e se compromete em satisfazê-lo se for o sortudo da semana.
Comigo não foi diferente. O taxista me falou das motos, dos carros, dos parentes e me prometeu, assim de forma inesperada, um apartamento em Alphaville.
Não tenho a menor idéia de onde ele tirou essa estória de Alphaville. Mas foi isso que ele me ofereceu. Assim como quem reza em voz alta, "papai do céu, faz a mamãe me dar a bicicleta e eu prometo que deixo meu irmãzinho mais novo andar de vez em quando".
Ouví várias preces similares no dia de hoje.

Tuesday, February 15, 2005

A vida voltou ao normal. Trânsito caótico, muito trabalho, pouco descanso. Noraml.

Thursday, January 27, 2005

O trabalho começa a fluir normalmente e daí eu percebo a mediocridade da minha vida. Trabalhar desesperadamente durante onze longos meses para então me divertir por escassos vinte dias. E a grande coisa é que eu já me conformei e até me acostumei com isso.

Wednesday, January 26, 2005

Quanto tempo!
Depois de Ponta Negra, Canoa Quebrada, Lagoinha e afins, estou de volta.