Mais um fim de semana e nada de Babel. Pensei em apelar e ir depois do trabalho em um dia de semana. Depois pensei no tipo de servidão que leva uma pessoa a achar que cinema só rola no fim de semana.
Por fim, pensei nos dois anos sem férias e no sono que insiste em me pegar pela manhã, me fazendo refém da cama mais aconchegante do mundo.
Agora penso na síndrome de Estocolmo.
Sunday, March 04, 2007
Wednesday, February 28, 2007
Eu me encantei pela descrição de Bentinho parado timidamente. Assim, num trecho de livro escolar. Somente 9 anos.
Acho que já postei isso em algum momento mas ao ler um trecho de Machado no qual Capitu e Bentinho se descobriam diante de um rabisco de amor feito em um muro velho, me apaixonei pelo tímido Bentinho.
Ao sair da escola mal podia conter minha ansiedade para pedir o presente a meu pai: Dom Casmurro.
Saí da infância e entrei na adolescência assim, me apaixonando pelos tímidos Bentinhos com quem cruzei.
Capitu só veio a mim na fase adulta!
Acho que já postei isso em algum momento mas ao ler um trecho de Machado no qual Capitu e Bentinho se descobriam diante de um rabisco de amor feito em um muro velho, me apaixonei pelo tímido Bentinho.
Ao sair da escola mal podia conter minha ansiedade para pedir o presente a meu pai: Dom Casmurro.
Saí da infância e entrei na adolescência assim, me apaixonando pelos tímidos Bentinhos com quem cruzei.
Capitu só veio a mim na fase adulta!
Tuesday, February 27, 2007
Na onda das coisas que chegam ou que voltam, entrei no MSN enquanto aguardava o restabelecimento do servidor do Blogger. Em menos de um mês, me comunico pela segunda vez e por mais de uma hora com um velho diabinho dinamarquês.
Morando em Nova York, já com 25 anos, estudando psicologia depois de ter largado a administração e apaixonada por um homem de 39 anos. É nessa hora que ela lembra aquele ar sacana de outros tempos, dizendo que desde que me conheceu sabia que seu destino seria uma pessoa mais experiente do que ela. Claro que ela escreve isso com um daqueles ícones de piscadinha.
A conversa com uma pitadinha de pimenta me deixa levemente sorridente. A chance de constatar como o tempo é maravilhoso para aqueles que não o deixam passar em vão me deixa radiante.
Morando em Nova York, já com 25 anos, estudando psicologia depois de ter largado a administração e apaixonada por um homem de 39 anos. É nessa hora que ela lembra aquele ar sacana de outros tempos, dizendo que desde que me conheceu sabia que seu destino seria uma pessoa mais experiente do que ela. Claro que ela escreve isso com um daqueles ícones de piscadinha.
A conversa com uma pitadinha de pimenta me deixa levemente sorridente. A chance de constatar como o tempo é maravilhoso para aqueles que não o deixam passar em vão me deixa radiante.
Nada de Oscar, Big Brother, Semana do Tubarão ou coisas da tv. Não é com esforço algum que eu realmente não tenho assistido televisão.
E as pessoas, interessantes ou não, vêm chegando ou vêm voltando de algum lugar. Parece uma estranha conjunção ou até mesmo a retirada de uma espécie de película que estava revestindo os meus sentidos e que agora me deixa sentir de novo.
E as pessoas, interessantes ou não, vêm chegando ou vêm voltando de algum lugar. Parece uma estranha conjunção ou até mesmo a retirada de uma espécie de película que estava revestindo os meus sentidos e que agora me deixa sentir de novo.
Saturday, February 24, 2007
MOMENTO DESCONTROL
Toda pessoa que morre merece um ritual de passagem. Na verdade, nem sempre a pessoa que morre merece um ritual, mas o que fica, sim.
Existe a presença da pessoa. A existência que se embaralha na existência do outro. E de repente, essa existência acaba e aquele emaranhado de coisas fica murcho e sem sentido. Sem sentido racional mesmo.
É a forma como o homem trabalha o luto, trata da sua dor e tenta seguir em frente depois de fazer algum ritual de rompimento. Velório, enterro, cremação, entrega de flores ou comidas em datas especiais e significativas.
Dia vinte e cinco de fevereiro de dois mil e sete. Três e quinze da manhã já sem o horário de verão.
Acabei de chegar da balada que estava indo muito bem e que terminou com o funeral de um ente querido. Como em todo ritual desse tipo, sobrou sentimentos estranhos, revoltas, descontroles e dor pela morte indubitável.
A morte é assim. Definitiva e dolorosa.
E quem morreu?
Uma pessoa especial que conhecí há quatro anos atrás. De fato, essa pessoa vinha morrendo aos poucos. Tantos acontecimentos, tantos desrespeitos que aquela pessoa especial foi se esvaindo e deixando no seu lugar uma caveira horrorosa. Me custava aceitar isso. Como uma energia tão boa podia ir se acabando e se transformando em tanta falta de caráter e de consideração?
Essas perguntas não vem mais ao caso porque hoje participei do funeral e como disse no início, a morte é inquestionável.
O funeral teve todas as pompas que uma ocasião como essa merece. Choro, revolta, violência, descontrole. Finalmente, pude me descontrolar e deixar fluir toda a raiva. Toda não. Mas foi um pouco e o resto que sobrou vai ser eliminado durante o luto.
E aqui jaz.
Toda pessoa que morre merece um ritual de passagem. Na verdade, nem sempre a pessoa que morre merece um ritual, mas o que fica, sim.
Existe a presença da pessoa. A existência que se embaralha na existência do outro. E de repente, essa existência acaba e aquele emaranhado de coisas fica murcho e sem sentido. Sem sentido racional mesmo.
É a forma como o homem trabalha o luto, trata da sua dor e tenta seguir em frente depois de fazer algum ritual de rompimento. Velório, enterro, cremação, entrega de flores ou comidas em datas especiais e significativas.
Dia vinte e cinco de fevereiro de dois mil e sete. Três e quinze da manhã já sem o horário de verão.
Acabei de chegar da balada que estava indo muito bem e que terminou com o funeral de um ente querido. Como em todo ritual desse tipo, sobrou sentimentos estranhos, revoltas, descontroles e dor pela morte indubitável.
A morte é assim. Definitiva e dolorosa.
E quem morreu?
Uma pessoa especial que conhecí há quatro anos atrás. De fato, essa pessoa vinha morrendo aos poucos. Tantos acontecimentos, tantos desrespeitos que aquela pessoa especial foi se esvaindo e deixando no seu lugar uma caveira horrorosa. Me custava aceitar isso. Como uma energia tão boa podia ir se acabando e se transformando em tanta falta de caráter e de consideração?
Essas perguntas não vem mais ao caso porque hoje participei do funeral e como disse no início, a morte é inquestionável.
O funeral teve todas as pompas que uma ocasião como essa merece. Choro, revolta, violência, descontrole. Finalmente, pude me descontrolar e deixar fluir toda a raiva. Toda não. Mas foi um pouco e o resto que sobrou vai ser eliminado durante o luto.
E aqui jaz.
Esse blog começou com três e nunca teve pretensões políticas apesar do nome. Nós votamos sempre foi a expressão usada para afirmar o gosto por alguma coisa ou por alguém.
Eu continuo escrevendo aqui esporadicamente mas deixei de votar em coisas da vida por um bom tempo. Por que será?
Bem, a resposta dessa pergunta faz parte de outro fórum de debates que rola uma vez por semana com a minha terapeuta.
O importante é que o voto tem voltado aos poucos e sem ajuda química!
E eu voto nas amigas da amiga da amiga. As duas de ontem mereceram voto e referências. Só pelo prazer de votar.
E voto na balada de hoje.
Eu continuo escrevendo aqui esporadicamente mas deixei de votar em coisas da vida por um bom tempo. Por que será?
Bem, a resposta dessa pergunta faz parte de outro fórum de debates que rola uma vez por semana com a minha terapeuta.
O importante é que o voto tem voltado aos poucos e sem ajuda química!
E eu voto nas amigas da amiga da amiga. As duas de ontem mereceram voto e referências. Só pelo prazer de votar.
E voto na balada de hoje.
A vida é muito superficial. Tudo parece um tanto quanto raso (menos o buraco do Metrô).
Cinco dias de trabalho intenso separados por horas necessárias de sono, alimentação, locomoção e atividades domésticas. Claro, a espera de dois dias de intervalo ou de feriados e suas emendas.
Falo com dezenas de pessoas ao longo de minhas várias horas no escritório. Convivo com elas diariamente. E não sei nada sobre ninguém porque eu nunca quis saber.
___________________________________________________________________
A mulher que se senta duas mesas ao lado da minha já sofreu quatro abortos e é louca para ter filhos mas não consegue. Fiquei sabendo disso ontem e é claro que não foi através dela. Nunca pensei que ela tivesse passado por esse tipo de sofrimento. Na verdade, nunca pensei que ela fosse humana e tivesse sentimentos.
___________________________________________________________________
O cara que faz parte da minha equipe e que se senta frente a frente comigo parece sem energia. Loiro e um pouco sem vida. Como se tivesse problemas sérios de tireóide ou de anemia profunda. Falo com ele o dia inteiro mas também não me lembro se ele é humano. Não sei do que ele gosta, para qual time torce, se ama ou se odeia alguém.
___________________________________________________________________
Faço massagem três dias por semana. Fico praticamente nua e deixo que alguém cuide do meu corpo e da minha energia. A recepcionista do lugar usa um óculos de aro bem fino e vive com o cabelo castanho preso num rabo de cavalo. Tem um sorriso sempre doce. Essa semana, através da massagista, fiquei sabendo que ela perdeu um filho de dois anos, morto com câncer.
___________________________________________________________________
Ontem eu fui para a rua.
Noite quente e estrelada. Cerveja ao ar livre. Amigos e não-amigos. Gente. Muita gente e muita distração para os cinco sentidos.
Pessoas bebendo e sorrindo ao meu redor. E, tirando as duas amigas de longa data, nada de pessoas de verdade. Parecia tudo um longo comercial de Bud. Talvez estivesse um pouco mais para Heineken.
Beleza, sorrisos, pequenas discussões de mentirinha, olhares, atitudes diferentes e só uma pessoa que deixou passar uma lasca de algum sentimento. O sentimento parecia ser de confusão mental ou talvez rejeição. Mas era um pouco de verdade sobre alguém. Ou não.
Cinco dias de trabalho intenso separados por horas necessárias de sono, alimentação, locomoção e atividades domésticas. Claro, a espera de dois dias de intervalo ou de feriados e suas emendas.
Falo com dezenas de pessoas ao longo de minhas várias horas no escritório. Convivo com elas diariamente. E não sei nada sobre ninguém porque eu nunca quis saber.
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A mulher que se senta duas mesas ao lado da minha já sofreu quatro abortos e é louca para ter filhos mas não consegue. Fiquei sabendo disso ontem e é claro que não foi através dela. Nunca pensei que ela tivesse passado por esse tipo de sofrimento. Na verdade, nunca pensei que ela fosse humana e tivesse sentimentos.
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O cara que faz parte da minha equipe e que se senta frente a frente comigo parece sem energia. Loiro e um pouco sem vida. Como se tivesse problemas sérios de tireóide ou de anemia profunda. Falo com ele o dia inteiro mas também não me lembro se ele é humano. Não sei do que ele gosta, para qual time torce, se ama ou se odeia alguém.
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Faço massagem três dias por semana. Fico praticamente nua e deixo que alguém cuide do meu corpo e da minha energia. A recepcionista do lugar usa um óculos de aro bem fino e vive com o cabelo castanho preso num rabo de cavalo. Tem um sorriso sempre doce. Essa semana, através da massagista, fiquei sabendo que ela perdeu um filho de dois anos, morto com câncer.
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Ontem eu fui para a rua.
Noite quente e estrelada. Cerveja ao ar livre. Amigos e não-amigos. Gente. Muita gente e muita distração para os cinco sentidos.
Pessoas bebendo e sorrindo ao meu redor. E, tirando as duas amigas de longa data, nada de pessoas de verdade. Parecia tudo um longo comercial de Bud. Talvez estivesse um pouco mais para Heineken.
Beleza, sorrisos, pequenas discussões de mentirinha, olhares, atitudes diferentes e só uma pessoa que deixou passar uma lasca de algum sentimento. O sentimento parecia ser de confusão mental ou talvez rejeição. Mas era um pouco de verdade sobre alguém. Ou não.
Wednesday, February 21, 2007
E nesse ano, mesmo que tardia, a escolha foi por viajar.
Nada de praia ou de festa. Mato, montanha, cachoeiras, cachorros e fogão à lenha. E o melhor de tudo, com a família de ex mas sem ex.
As caminhadas, os banhos de rio, as brincadeiras com a matilha de pastores e o bolo de chocolate com cobertura de brigadeiro. Esse foi meu Carnaval. Finalmente, o brigadeiro de 2007.
Nada de praia ou de festa. Mato, montanha, cachoeiras, cachorros e fogão à lenha. E o melhor de tudo, com a família de ex mas sem ex.
As caminhadas, os banhos de rio, as brincadeiras com a matilha de pastores e o bolo de chocolate com cobertura de brigadeiro. Esse foi meu Carnaval. Finalmente, o brigadeiro de 2007.
Existem os apaixonados pelo Carnaval e aqueles que o odeiam de forma quase visceral.
Eu, como em vários outros casos, me enquadro na ala dos medíocres que não tem paixão suficiente para amar ou odiar a festa.
Simplesmente gosto do feriado. Seja para viajar ou para aproveitar a cidade deliciosamente vazia.
Eu, como em vários outros casos, me enquadro na ala dos medíocres que não tem paixão suficiente para amar ou odiar a festa.
Simplesmente gosto do feriado. Seja para viajar ou para aproveitar a cidade deliciosamente vazia.
Thursday, February 15, 2007
Há dias não assisto TV. Não sei das novelas ou das manchetes do Jornal Nacional.
Contra a completa alienação, Internet.
E a retina que era preenchida com imagens de duas dimensões volta a ser exercitada. Meus olhos se abrem mais rápido pela manhã. O sono não termina mas o velho hábito de enxergar a vida nos pequenos detalhes e de criar as estórias de encontros casuais na calçada vem de mansinho.
Contra a completa alienação, Internet.
E a retina que era preenchida com imagens de duas dimensões volta a ser exercitada. Meus olhos se abrem mais rápido pela manhã. O sono não termina mas o velho hábito de enxergar a vida nos pequenos detalhes e de criar as estórias de encontros casuais na calçada vem de mansinho.
Almoço como nos velhos tempos. As "crianças" almoçando juntas em dia de semana.
Claro que ao olhar para a criança maior, pude perceber os cabelos já grisalhos como os de seu pai. Mesmo assim ainda somos "as crianças" e ele ainda paga o meu almoço como bom irmão mais velho.
Nos tais velhos tempos não tínhamos a mais vaga idéia dos caminhos e das separações que viriam. Seríamos eternamente a dupla de frescobol no final da tarde e de Zé das Batidas nos momentos de descontração. Voltaríamos sempre para o mesmo endereço e para as mesmas companhias protetoras.
Ele comeu tudo e bebeu suco natural. Eu brinquei com a comida e tomei Coca. Ele foi fazer um exame de retina e eu voltei para o escritório com cores antigas na cabeça.
Claro que ao olhar para a criança maior, pude perceber os cabelos já grisalhos como os de seu pai. Mesmo assim ainda somos "as crianças" e ele ainda paga o meu almoço como bom irmão mais velho.
Nos tais velhos tempos não tínhamos a mais vaga idéia dos caminhos e das separações que viriam. Seríamos eternamente a dupla de frescobol no final da tarde e de Zé das Batidas nos momentos de descontração. Voltaríamos sempre para o mesmo endereço e para as mesmas companhias protetoras.
Ele comeu tudo e bebeu suco natural. Eu brinquei com a comida e tomei Coca. Ele foi fazer um exame de retina e eu voltei para o escritório com cores antigas na cabeça.
Tuesday, February 13, 2007
Monday, February 12, 2007
Sou bem café com leite.
A primeira vez que tomei meio "e" estava bem acompanhada e tive sensações estranhas. No começo um certo medo e depois uma grande ternura, de um tamanho que não cabia em mim e que me fez chorar diante do objeto de tanto sentimento. Até hoje eu guardo essa sensação maravilhosa.
No sábado, depois de muito respirar e de praticar exercícios para deixar fluir a minha energia, de olhos fechados, encostei minhas mãos nas mãos de dois desconhecidos. Sentí algo muito próximo. Uma ternura estranha e comovente.
A primeira vez que tomei meio "e" estava bem acompanhada e tive sensações estranhas. No começo um certo medo e depois uma grande ternura, de um tamanho que não cabia em mim e que me fez chorar diante do objeto de tanto sentimento. Até hoje eu guardo essa sensação maravilhosa.
No sábado, depois de muito respirar e de praticar exercícios para deixar fluir a minha energia, de olhos fechados, encostei minhas mãos nas mãos de dois desconhecidos. Sentí algo muito próximo. Uma ternura estranha e comovente.
Thursday, February 08, 2007
Meu almoço de hoje rolou as 16h. Apesar da hora, foi bom. Com direito a restaurante vazio, onion rings e uma bela chuva na volta.
Depois de mais algumas horas de trabalho, o retorno. Junto com outras almas penadas que fazem parte do mesmo rebanho, parei na porta do prédio. Burburinho, cigarros e algumas corridas. Foi quando me dei conta da tolice de estar alí, me protengendo de nada que pudésse me fazer mal. Caminhei lentamente e fiz questão de levantar o rosto para sentir a chuva cair. Depois de um quarteirão, entrei sorridente no táxi.
Depois de mais algumas horas de trabalho, o retorno. Junto com outras almas penadas que fazem parte do mesmo rebanho, parei na porta do prédio. Burburinho, cigarros e algumas corridas. Foi quando me dei conta da tolice de estar alí, me protengendo de nada que pudésse me fazer mal. Caminhei lentamente e fiz questão de levantar o rosto para sentir a chuva cair. Depois de um quarteirão, entrei sorridente no táxi.
Wednesday, February 07, 2007
Terra, terra. Descartes.
O primeiro impulso - sim, um impulso - foi pegar um papel e tentar escrever o que sentia. Logo percebeu que aquilo era um bilhete de suicício. Não havia tempo para aquilo.
Rasgou e começou de novo.
Agora sim. Uma lista com duas colunas: os prós e os contras. Letra legível, espaçamento adequado e uma indisfarçável assimetria entre as colunas.
Amassou e fez nova tentativa.
Racionalizar as coisas que lhe passavam na mente. Todas. Em voz alta, num monólogo metido a diálogo sem fim.
Calou-se. Respirou profundamente e deixou o corpo cair na cama.
O primeiro impulso - sim, um impulso - foi pegar um papel e tentar escrever o que sentia. Logo percebeu que aquilo era um bilhete de suicício. Não havia tempo para aquilo.
Rasgou e começou de novo.
Agora sim. Uma lista com duas colunas: os prós e os contras. Letra legível, espaçamento adequado e uma indisfarçável assimetria entre as colunas.
Amassou e fez nova tentativa.
Racionalizar as coisas que lhe passavam na mente. Todas. Em voz alta, num monólogo metido a diálogo sem fim.
Calou-se. Respirou profundamente e deixou o corpo cair na cama.
Tuesday, February 06, 2007
Monday, February 05, 2007
O mundo vem girando muito rápido. Será que isso tem a ver com o Judas do momento, o tal aquecimento global? Não que eu tenha familiaridade com as ciências exatas além dos meus dois anos sofridos de engenharia mas acho que rola uma história de átomos mais agitados, calor e velocidade.
Besteira! Só estou exercitando a técnica de jogar a responsabilidade pelas coisas em outras pessoas, objetos, situações e fenômenos naturais. Mesmo que isso soe estúpido e impossível, parece funcionar bem em alguns casos.
Dois mil e seis acabou. Janeiro acabou e o Carnaval já está quase aí (e eu sem destino certo). Isso deve ter relação direta com a minha idade mas de fato a velocidade do tempo anda assustadora.
O problema é que eu passo as minhas horas numa grande caixa resfriada artificialmente. Por esse motivo, mesmo com o tempo voando lá fora e com os dias e meses terminando tão rapidamente, o expediente não acaba aqui dentro. Por que os arquitetos removeram as janelas dos escritórios, condenando-nos ao ar condicionado central e a lentidão das horas?
Besteira! Só estou exercitando a técnica de jogar a responsabilidade pelas coisas em outras pessoas, objetos, situações e fenômenos naturais. Mesmo que isso soe estúpido e impossível, parece funcionar bem em alguns casos.
Dois mil e seis acabou. Janeiro acabou e o Carnaval já está quase aí (e eu sem destino certo). Isso deve ter relação direta com a minha idade mas de fato a velocidade do tempo anda assustadora.
O problema é que eu passo as minhas horas numa grande caixa resfriada artificialmente. Por esse motivo, mesmo com o tempo voando lá fora e com os dias e meses terminando tão rapidamente, o expediente não acaba aqui dentro. Por que os arquitetos removeram as janelas dos escritórios, condenando-nos ao ar condicionado central e a lentidão das horas?
Sunday, February 04, 2007
Saturday, February 03, 2007
A Fernanda Young estava na baladinha de ontem e mais do que depressa eu pensei "não gosto dessa mulher".
No caminho de casa acabei me questionando sobre o porquê de julgamentos tão rápidos e tão vazios. Sou PhD nesse tipo de coisa. Mestre do preto e branco.
Acho que vou pintar o apartamento. Depois, quem sabe, o cabelo. Com a prática, talvez meu cérebro se acostume e eu consiga evoluir para as nuances, texturas e delicadezas que costumavam deixar a vida mais interessante.
No caminho de casa acabei me questionando sobre o porquê de julgamentos tão rápidos e tão vazios. Sou PhD nesse tipo de coisa. Mestre do preto e branco.
Acho que vou pintar o apartamento. Depois, quem sabe, o cabelo. Com a prática, talvez meu cérebro se acostume e eu consiga evoluir para as nuances, texturas e delicadezas que costumavam deixar a vida mais interessante.
O remédio da tampa azul está chegando ao fim e foi uma experiência maravilhosa passar o mês de janeiro sem dores generalizadas.
Que máquina estranha essa que se levanta da cama todos os dias junto comigo! De onde vem, ou no meu caso, onde foram parar essas substâncias que sempre afetaram meu temperamento e o pior, meu corpo? Sim, porque pelo histórico familiar a questão do temperamento já era sabida mas as tais dores pelo corpo não.
Que máquina estranha essa que se levanta da cama todos os dias junto comigo! De onde vem, ou no meu caso, onde foram parar essas substâncias que sempre afetaram meu temperamento e o pior, meu corpo? Sim, porque pelo histórico familiar a questão do temperamento já era sabida mas as tais dores pelo corpo não.
Thursday, February 01, 2007
Quinta-feira. 21h45.
Acabei de me lembrar que sempre fui uma pessoa muito crítica. Muito. Verdadeiramente, crítica.
Não que eu goste disso. Pelo contrário. Isso faz partes dos tópicos listados na temporada 2007 de Lost - eu, na terapia. Só que fatos são fatos assim como jogo é jogo e treino é treino!
E não é que me peguei toda conciliadora, evitando críticas, julgamentos e palavrões?
Acabei de me lembrar que sempre fui uma pessoa muito crítica. Muito. Verdadeiramente, crítica.
Não que eu goste disso. Pelo contrário. Isso faz partes dos tópicos listados na temporada 2007 de Lost - eu, na terapia. Só que fatos são fatos assim como jogo é jogo e treino é treino!
E não é que me peguei toda conciliadora, evitando críticas, julgamentos e palavrões?
Wednesday, January 31, 2007
São Paulo parece cenário de algum filme apocalíptico e deprimente. Nuvens. Somente nuvens. Todos os dias.
Dá vontade de largar a vida séria, responsável e chata que levo para ir morar em algum lugar ensolarado, com vista para o mar.
Aliás, graças ao bom Deus, 2007 tem sido um ano de mais mar para mim. Sim, porque em 2006 eu passei duas semanas em Florianópolis com poucos mergulhos, já que o mar estava mega gelado e, depois disso, nada. Já em 2007 foram dois dias de mar em Ilhabela mais quatro dias em Floripa e muita perspectiva de nadar bastante e de ver criaturas do mar.
Dá vontade de largar a vida séria, responsável e chata que levo para ir morar em algum lugar ensolarado, com vista para o mar.
Aliás, graças ao bom Deus, 2007 tem sido um ano de mais mar para mim. Sim, porque em 2006 eu passei duas semanas em Florianópolis com poucos mergulhos, já que o mar estava mega gelado e, depois disso, nada. Já em 2007 foram dois dias de mar em Ilhabela mais quatro dias em Floripa e muita perspectiva de nadar bastante e de ver criaturas do mar.
Sunday, January 28, 2007
O ser humano não pára de me surpreender. Nunca.
Já tive um cachorro, muito querido, por sinal. Ele tentou me morder uma vez. Estava há dois dias internado. Soro e uma perspectiva muito forte de sacrifício. Eu fazendo carinho entre uma promessa e outra para São Francisco de Assis e no final do soro, por dor e desconforto, ele tentou morder o que parecia lhe causar o incômodo, eu.
Ele sobreviveu e minhas promessas infantis foram todas cumpridas. A mordida, que não me acertou em cheio, sempre me pareceu justa e cheia de justificativas.
Depois dele, nunca mais tive cachorro em casa.
Talvez esse fosse o motivo de eu não esperar por um cachorrada tão grande. Sem soro e sem dor. Só a mordida traiçoeira.
Já tive um cachorro, muito querido, por sinal. Ele tentou me morder uma vez. Estava há dois dias internado. Soro e uma perspectiva muito forte de sacrifício. Eu fazendo carinho entre uma promessa e outra para São Francisco de Assis e no final do soro, por dor e desconforto, ele tentou morder o que parecia lhe causar o incômodo, eu.
Ele sobreviveu e minhas promessas infantis foram todas cumpridas. A mordida, que não me acertou em cheio, sempre me pareceu justa e cheia de justificativas.
Depois dele, nunca mais tive cachorro em casa.
Talvez esse fosse o motivo de eu não esperar por um cachorrada tão grande. Sem soro e sem dor. Só a mordida traiçoeira.
Tuesday, January 23, 2007
Thursday, January 18, 2007
O sorriso de terça continua na minha cabeça. Nada de obsessão. Uma leve
curiosidade, dessas que você tem para ocupar o tempo.
Meu pai juntava cacarecos para criar coisas que nem sempre tinham utilidade ou
que às vezes já estavam acessíveis na loja mais próxima. Puro passa-tempo. É
claro que obtinha grande prazer nessas atividades. Todo o ato de planejar, de
executar, de ver falhar e depois de ver funcionar lhe proporcionavam grande
satisfação.
curiosidade, dessas que você tem para ocupar o tempo.
Meu pai juntava cacarecos para criar coisas que nem sempre tinham utilidade ou
que às vezes já estavam acessíveis na loja mais próxima. Puro passa-tempo. É
claro que obtinha grande prazer nessas atividades. Todo o ato de planejar, de
executar, de ver falhar e depois de ver funcionar lhe proporcionavam grande
satisfação.
O dia amanheceu cinza. Parece que houve chuva na madrugada.
Meus olhos ainda não estão bem abertos. Não é o sono. Olhos sem treino, diria.
Perdi o hábito de apreender o mundo todos os dias pela manhã.
Em momentos curtos, me pego sem conseguir pensar em nada. O silêncio fica no ar
e, na verdade, nem consigo me esforçar para buscar palavras ou pensamentos
soltos. Trata-se de um silêncio mental.
Nada de tristeza ou melancolia. A impressão de falta de hábito permanece.
Meus olhos ainda não estão bem abertos. Não é o sono. Olhos sem treino, diria.
Perdi o hábito de apreender o mundo todos os dias pela manhã.
Em momentos curtos, me pego sem conseguir pensar em nada. O silêncio fica no ar
e, na verdade, nem consigo me esforçar para buscar palavras ou pensamentos
soltos. Trata-se de um silêncio mental.
Nada de tristeza ou melancolia. A impressão de falta de hábito permanece.
Tuesday, January 16, 2007
Monday, January 15, 2007
Tuesday, January 09, 2007
Monday, January 08, 2007
Como diria minha mãe, não há mal que sempre dure e bla bla bla que nunca acabe. Pois é, o bla bla bla não acabou mas eu me inspirei no corra, lola, corra e fugí do bla bla bla cinzento e molhado de São Paulo.
Sol ou mormaço ao lado do mar frio e convidativo de Ilhabela. Pulei as 7 ondas, fiz meus pedidos e oficialmente dei início ao ano de 2007. Os trabalhos vão começar...
Sol ou mormaço ao lado do mar frio e convidativo de Ilhabela. Pulei as 7 ondas, fiz meus pedidos e oficialmente dei início ao ano de 2007. Os trabalhos vão começar...
Thursday, January 04, 2007
Friday, December 22, 2006
Thursday, December 21, 2006
Wednesday, December 20, 2006
Monday, October 23, 2006
Sunday, October 15, 2006
Friday, October 13, 2006
Thursday, March 16, 2006
Tuesday, March 14, 2006
Thursday, March 09, 2006
No meio do dia. Pulo o almoço e o troco por uma janela no tempo.
Tudo favorece um certo estranhamento.
Exposição ao sol por mais de 5 minutos num dia útil. Barulho de risadas e piadas adolescentes. Rostos e corpos com juventude em excesso.
Um pouco de deboche no papel com o pretexto de criatividade.
Uma hora e meia depois, eu e as persianas azuis.
Tudo favorece um certo estranhamento.
Exposição ao sol por mais de 5 minutos num dia útil. Barulho de risadas e piadas adolescentes. Rostos e corpos com juventude em excesso.
Um pouco de deboche no papel com o pretexto de criatividade.
Uma hora e meia depois, eu e as persianas azuis.
Morfética.
Não sei de onde veio. Só sei que veio. Assim, no meio do nada, sentada na minha sala que tem as janelas fechadas e cobertas por persianas ridículas.
Lacrada.
Essa eu sei. Das janelas fechadas e da sensação de aquário.
Água.
Minha mesa com as garrafas azuis.
Mar.
Veio do azul. E da minha cabeça que não pára de pensar em praia. E sol.
Não sei de onde veio. Só sei que veio. Assim, no meio do nada, sentada na minha sala que tem as janelas fechadas e cobertas por persianas ridículas.
Lacrada.
Essa eu sei. Das janelas fechadas e da sensação de aquário.
Água.
Minha mesa com as garrafas azuis.
Mar.
Veio do azul. E da minha cabeça que não pára de pensar em praia. E sol.
De tempos em tempos eu vivo essa sensação. Vontade de que a vida fosse um longo fim de semana. Sem compromissos.
Apesar de que meus fins de semana não são exatamente sem compromissos. Tem sempre uma série de coisas que me forçam a sair de casa próximo do horário do almoço e só me permitem voltar quando a luz natural já se foi.
Cansaço.
Férias de duas semanas não são férias. Especialmente depois do fim de um ano tão atribulado e antes de um novo ano com novo emprego.
Sabido é o urso que hiberna quando não dá mais para segurar.
Apesar de que meus fins de semana não são exatamente sem compromissos. Tem sempre uma série de coisas que me forçam a sair de casa próximo do horário do almoço e só me permitem voltar quando a luz natural já se foi.
Cansaço.
Férias de duas semanas não são férias. Especialmente depois do fim de um ano tão atribulado e antes de um novo ano com novo emprego.
Sabido é o urso que hiberna quando não dá mais para segurar.
Thursday, March 02, 2006
Wednesday, March 01, 2006
Monday, February 20, 2006
Cinco dias por semana. Oito horas por dia. Exceções gerenciáveis.
Tudo muito bom e muito tranqüilo.
Surge o maior talento humano, o de complicar as coisas. Transformar detalhes em picuinhas intermináveis. Contar com a preguiça. Ser mais esperto que todos.
Cinco dias que duram um ano. Oito horas que parecem meses.
Assim eu ganho a vida e perco o meu tempo.
Tudo muito bom e muito tranqüilo.
Surge o maior talento humano, o de complicar as coisas. Transformar detalhes em picuinhas intermináveis. Contar com a preguiça. Ser mais esperto que todos.
Cinco dias que duram um ano. Oito horas que parecem meses.
Assim eu ganho a vida e perco o meu tempo.
Wednesday, February 15, 2006
Monday, February 13, 2006
Thursday, February 09, 2006
Wednesday, February 08, 2006
Thursday, November 10, 2005
Tuesday, November 08, 2005
Talvez a mediocriade dos dias venha me causando um enjôo progressivo.
A mesma cara cinzenta de todos os dias. As mesmas novidades no jornal e na tv. O mesmo bloco, andar e mesa. A mesma programação mega-modernete na balada.
Acho que vou vomitar.
Será que ninguém pode se referir ao cara da moda só com um ou dois econômicos adjetivos? Bacana e fedido?
Eu quero pular no mar e ter um simples e comum, comum mesmo, dia de sol. Escutar um palavrão espontâneo. Qualquer coisa menos escova progressiva e mais xixí nas calças.
A mesma cara cinzenta de todos os dias. As mesmas novidades no jornal e na tv. O mesmo bloco, andar e mesa. A mesma programação mega-modernete na balada.
Acho que vou vomitar.
Será que ninguém pode se referir ao cara da moda só com um ou dois econômicos adjetivos? Bacana e fedido?
Eu quero pular no mar e ter um simples e comum, comum mesmo, dia de sol. Escutar um palavrão espontâneo. Qualquer coisa menos escova progressiva e mais xixí nas calças.
Monday, September 19, 2005
Wednesday, September 14, 2005
Friday, August 19, 2005
Wednesday, May 18, 2005
Mesa enconstada na parede de vidro. Persiana que insisto em deixar aberta. Mesmo que todas as outras estejam fechadas. Mesmo que o sol insista em bater na minha cara. Na verdade, principalmente por esses motivos ela permance aberta.
O sol me lembra que existe vida. Muita vida. Ela dá poucos sinais dentro desse aquário mas ainda assim existe.
Gosto de peixes. No meu prato ou com snorkel. Preciso do meu snorkel. Preciso respirar um pouco.
O sol me lembra que existe vida. Muita vida. Ela dá poucos sinais dentro desse aquário mas ainda assim existe.
Gosto de peixes. No meu prato ou com snorkel. Preciso do meu snorkel. Preciso respirar um pouco.
Tuesday, April 12, 2005
Tuesday, April 05, 2005
Monday, April 04, 2005
Friday, March 18, 2005
Monday, March 14, 2005
Friday, March 11, 2005
Thursday, March 10, 2005
Wednesday, March 02, 2005
As 17h15, depois de muita ação no trabalho, faço um balanço e continuo achando que a raiva pode me matar. Ou a frustração. Ou os dois juntos. Ou um carro...uma bala perdida...um tubarão...pronto. Corte na divagação sobre a causa da minha morte.
O fato é que a minha raiva tem uma das maiores forças com as quais eu já me deparei. Minha raiva e uma bola de salão chutada por uma menina do São Paulo. Duas grandes forças!
A bola descolou parcialmente a minha retina, o que teve cura. Minha raiva já me fez levantar da cama em momentos horríveis, já me fez correr quando eu não tinha fôlego. Normalmente ela me motiva. Muito. Só não sei onde ela ainda pode me levar.
O fato é que a minha raiva tem uma das maiores forças com as quais eu já me deparei. Minha raiva e uma bola de salão chutada por uma menina do São Paulo. Duas grandes forças!
A bola descolou parcialmente a minha retina, o que teve cura. Minha raiva já me fez levantar da cama em momentos horríveis, já me fez correr quando eu não tinha fôlego. Normalmente ela me motiva. Muito. Só não sei onde ela ainda pode me levar.
Wednesday, February 23, 2005
Em dia de Megasena acumulada não se ouve outra coisa a não ser "eu iria viajar", "eu compraria uma casa não sei onde", etc.. Além dos planos, invariavelmente o sonhador pergunta o que o ouvinte gostaria de ganhar e se compromete em satisfazê-lo se for o sortudo da semana.
Comigo não foi diferente. O taxista me falou das motos, dos carros, dos parentes e me prometeu, assim de forma inesperada, um apartamento em Alphaville.
Não tenho a menor idéia de onde ele tirou essa estória de Alphaville. Mas foi isso que ele me ofereceu. Assim como quem reza em voz alta, "papai do céu, faz a mamãe me dar a bicicleta e eu prometo que deixo meu irmãzinho mais novo andar de vez em quando".
Ouví várias preces similares no dia de hoje.
Comigo não foi diferente. O taxista me falou das motos, dos carros, dos parentes e me prometeu, assim de forma inesperada, um apartamento em Alphaville.
Não tenho a menor idéia de onde ele tirou essa estória de Alphaville. Mas foi isso que ele me ofereceu. Assim como quem reza em voz alta, "papai do céu, faz a mamãe me dar a bicicleta e eu prometo que deixo meu irmãzinho mais novo andar de vez em quando".
Ouví várias preces similares no dia de hoje.
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