Wednesday, March 28, 2007

Flores. Faltam flores em casa. E falta um quadro.
Fotos. Momentos de alguma forma meus. Mesmo que não seja eu.
Talvez cores na parede. Cores com certeza.
Maria Eduarda. Ainda não tenho certeza mas talvez falte a alvinegra Duda.
Meu pai. Minha mãe. Meu irmão. Meu time. Meu gosto.
Eu. Falto eu.
Mente estranha. Corpo esquisito.

Tuesday, March 27, 2007

Tenho queda por nariz. Não qualquer tipo de nariz. Gosto daqueles com o osso nasal reto, bem angular. E que nariz era aquele?!!
Pet Shop Boys (re)visitado. Peaches cancelada. Keane no radar.
Música sertaneja na Choperia da Liberdade (!!!!). Chopp na Dida. Chá no Glória.
Muita informação. Distração. Diversão.
Prática de Tao. Exercícios da terapia. Remédios para dor.
Apesar da ação e das novidades, durmo do lado esquerdo da cama queen size. Ainda existe uma divisão imaginária e meu corpo não se acostumou a invadir aquele espaço.
Questão de tempo.
Concordo que exagerei. Meu corpo inteiro diz que eu exagerei.
Alguns erros são tão estúpidos e tão genuínos que não podem ser cometidos apenas uma vez. Tenho certeza que essa não será a última.

Thursday, March 22, 2007

Estranho
do Lat. extraneu
adj.,
desconhecido;
que não é usual;
curioso, singular;
extraordinário;
anormal;
descomunal;
admirável;
censurável;
repreensível;
impróprio;
livre;
isento;
arredio;
esquivo;
s. m.,
estrangeiro;
que é de fora.

Tenho amigos estranhos e sou uma estranha no meio de meus amigos.
A estranheza provoca questionamentos e mudanças. Estimula a tolerância.
Mulher organizada.
Espírito criativo.
Lealdade.
Porraloquice.
Segurança.
Arrojo.
Sensibilidade.
Tranquilidade.
Vaidade.
Cada um é um. Não vale listar os empregos, os caminhos, os descaminhos, as manias, os signos, os times, as vitórias, as derrotas ou os vícios. Seria mais bizarro.
São tão estranhos. Tão diferentes entre sí.
E comuns nessa amizade. Agregados chegam. Outros se vão. E os estranhos permanecem.
Não chegamos a sete do sete de dois mil e sete e nem precisamos mais desse pretexto.
Os estranhos continuam juntos. Cada vez mais diferentes. Sempre mais interessantes.
E os amigos continuam estranhamente amigos.
Toda segunda-feira uma pista nova. Na sequência, um exercício novo. E a complexidade aumenta a cada semana.
Mesmo assim, adoro as tardes de terça e vibro com cada idéia de mudança. Mesmo as complexas.
Meu reino por um cavalo!
Depois de tanta agitação, meu horóscopo e meu corpo pediam por um pouco de casa. Sofá. Cama. Pão com manteiga e televisão ligada.
E cá estou eu de banho tomado, pijama no corpo e gloriosamente de pés descalços.
Meus pés são os primeiros a pedir por liberdade e conforto. Coisas de quem nasceu em cidade praiana. Só falta uma massagem nos dois pobres mas isso logo se arranja.
Alergia em ritmo acelerado.
O inverno chegou dentro da minha caixa.
Todos com suas malhas e casacos. E o infeliz do sistema de refrigeração não vemajustar a temperatura.
Sono. Muito sono. Sono demais.
Bolacha de chocolate, Coca-Cola, fone de ouvido e disposição para manter as pálpebras abertas.
Os números não estão me fazendo bem. Preciso de um pouco mais de ação.
Parto para os contatos e interações que trarão algum dado. Transformar o dado só amanhã.
Me concentro nos barulhos ao meu redor. Duas conferências em viva-voz. Um grupoque ri alto. A assistente que briga com o cara do Help Desk. Passos de um salto nervoso no piso de carpete.
Todo detalhe é importante e pode me ajudar a permanecer acordada.

Monday, March 19, 2007

Ritmo acima do normal na sexta, sábado e domingo. Hoje fui agarrada na cama e não conseguia me desvencilhar.
Sentí a água do chuveiro por volta das 10h. Depois dos movimentos mecânicos para me vestir, rumei para a Paulista com tanto atraso que não valia a pena correr.
Acordei de fato na subida da Rebouças. O asfalto estava molhado, o dia cinzento e o ar um pouco fresco.
Me alegrei com o ar melancólico da manhã. Um pouco de calma depois de tanta agitação. Lembrei que minha estação favorita vem aí. O outono com seus dias ensolarados e frios.
Sobre mentiras e amor.

A mentira.
O começo já deveria ser plural.
A pessoa diz ser agente do serviço secreto de Israel. E que ama. E que precisa de dinheiro. E que usa disfarces.
Diante da inevitável e inquestionável verdade, confessa que tudo mais era mentira, menos o grande amor e a devoção.
Combinam um suicídio de mentira.
Sendo o ser saudável, mentira é como respiração. Repete-se o gesto zilhões de vezes durante a vida e em alguns momentos o movimento se torna até involuntário.
É impossível um sujeito se matar prendendo a respiração. Assim é a natureza.
Mentir porque é mais fácil. Porque a verdade é menos bonita ou prática. Porque se é mais esperto ou se tem menos caráter. Sim, existem tantas justificativas para as mentiras. Inclusive essa, a falta de caráter.
Aceitar isso é como aceitar a natureza. Corre-se o risco do cinismo.
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O amor.
O começo deveria ser plural.
Existe aquele que ama quase tantas vezes quanto respira. E como mente.
O risco do cinismo.
Não gosto de me perceber naturalmente mais cínica.
Histórias simples de amores descomplicados. Nada de James Bond. Nada de grandes movimentos e enredos mirabolantes.
Nove anos de simplicidade. Amor.
E assim respiro um pouco menos cínica.

Wednesday, March 14, 2007

Vinte e duas horas. Dez da noite.
Venho da rua e abro a porta. As cartas no corredor.
Chuveiro aberto. Todas as luzes acesas.
Scissor Sisters no aparelho. Corinthians na tv.
Terapia que não sai da cabeça. Lixo reciclável separado.
Prazer imediato. Significado obscuro.
Ansiedade. Sim, ansiedade.
A chuva, os números, o lombo, a música e o pão de cara.
Estou cansada. Realmente cansada mas adoro sentir a minha energia fluindo e as idéias chegando aos montes, capazes de resolver problemas e de encontrar caminhos inovadores no trabalho. Sim, meu ascendente é capricórnio e eu encontro satisfação genuína na minha vida profissional quando ela vai bem.

Monday, March 12, 2007

Meu encontro semanal comigo mesma foi extremamente produtivo. Rico.
Estou falando quase que livremente. Amarras existem mas elas nunca foram tão poucas.
E depois de tantas possibilidades e descobertas, muitos exercícios. E com alto grau de dificuldade. Isso mesmo, ela tem aumentado a dificuldade das barreiras que devo transpor mas não tenho me irritado com isso. E nada de reforço químico.
As próximas semanas exigirão muita prática e esforço. Mal posso esperar.
Cerveja de segunda está virando uma tradição. A cerveja na verdade é o pretexto para um papo despreocupado e alegre.
Tem gente que aparece sem nem ter o que fazer por lá. Só para rir um pouco antes da vida continuar.

Sunday, March 11, 2007

O vizinho novo, de novo.
Bermuda, chinelo e camiseta na mão.
Tatuagem no braço e na "asa".
O silêncio do hall finalmente quebrado.
Animação estampada no rosto. Show do Chiclete com Banana.
Gostoso constatar a alegria alheia diante de uma coisa tão diferente das minhas coisas.
A vida vale muito a pena e eu não experimentei quase nada diante da grandeza de opções.
O encontro de ontem foi muito bom.
Risos fáceis. Carinhos de amigos. Filosofia barata sobre relacionamentos possíveis e impossíveis. Mais risos. Viagem sem destino.
Quem inventou de tentar montar o roteiro do Reveillon no meio de amigos tão queridos e tão diferentes?
Toro, claro.
Primeiro o óbvio. Paris. Depois as justificativas de frio e as tentativas que passaram por Fernando de Noronha e chegaram ao nível de Praia Grande.
Algumas idéias boas. Israel e Berlim.
Voltamos ao briefing.
Solteiras. Reveillon. Party time.
Pequim foi a dica mais peculiar. Vinda do meu companheiro de pés descalços.
Gosto de histórias de superação. Não sei de onde isso vem mas talvez seja da minha natureza competitiva. Também não sei de onde vem essa queda pela disputa mas ela existe enquanto eu não consigo entendê-la e domá-la.
Delícia ver alguém em situação desvantajosa meter um EU SOU FODA e dar a volta por cima.
A festa de aniversário era do síndico mas os convidados ganharam presentes.
Um charmoso mimo de um doce amigo. Caricaturas.
Cada convidado tinha a sua pendurada na parede. E ao final, era só pegar o seu presente junto com um saquinho de pipoca doce.
Eu adorei a minha.
Diz a lenda que os taurinos são muito sensoriais.
Eu sou taurina e meus sentidos estão exacerbados. Posso sentir o mundo na ponta dos dedos.
O mundo é macio em alguns pontos. Liso em outros. E tem pequenas agulhas pontiagudas em outras partes.

Thursday, March 08, 2007

Pra não dizer que não falei do Bush.
Dizer que a Paulista virou uma bagunça no meio da tarde seria chover no molhado. A Paulista é uma bagunça. Exceção feita às noites de sábado e aos dias de domingo quando ela parece querer seu charme de volta.
Nada de carros na pista no sentido Paraíso-Consolação. Isso sim é estranho num dia normal de trabalho.
Logo o carro de som que levava os funcionários do imperialismo a janela. Sim, eu confesso. Trabalho para uma multinacional de origem americana e não é a primeira. Outro crime. Adoro Coca Cola.
Gosto de pensar que talvez eu tenha salvação. Não tolero o Bushcefalo. Outro atenuante. Sempre torcí para a União Soviética.
Voltemos a visão curiosa de minha mesa.
A persiana que adoro suspensa. Mais de trinta funcionários encostados no vidro, olhando para baixo. Eu pensando: pula, pula, pula.
Ninguém pulou.
E a noite parece que é mesmo dos tumultos.
Eu, depois de tanto brigar na central de atendimento da Ticket Alimentação, desisto dos sobressaltos. Nada vai mudar e a gentil Tamaris não vai fazer compras para mim. Aceito o envio de nova senha que levará 7 dias para chegar as minhas mãos. Desejo boa noite e bom trabalho. Assim, resignada.
Parto para a alcatra Bassi que me resta. Vou assalá com sal grosso e degustá-la com cebola assada coberta de azeite extra virgem.
Acho que a vizinha foi traída pelo marido. A briga é intensa e seus gritos são altos. Ela grita um nome feminino, Marcia, e parece querer matá-lo pelos tímpanos.
O socorro chegou. Filhos.
Não se ouve a voz do homem. O marido.
Silêncio.
Gritos repentinos e porta batida.
Estranho tanta intimidade. Não sei dos vizinhos o rosto ou o nome.
Mas já ouví falar de Marcia.
"Quando se bate cabeça e pede-se por justiça, pede-se por justiça e não pela minha justiça."
Fui criada pelo tipo de pessoa que diz uma frase dessas e que sempre recomendou o caminho de não fazer ao outro aquilo que não se quer receber de ninguém.
No meu estágio, impossível ser assim mas é um tremendo incentivo ter um modelo desses.
Putaquepariu.
Estou há dias tentando usar a merda do Ticket Alimentação e não consigo. Toda hora surge um problema diferente. A última é que a minha senha estava bloqueada mesmo depois de eu ter feito compras pela Internet. Reset de senha e 24 horas depois eu poderia fazer compras. Pego fila no Pão de Açúcar e sou obrigada a pagar no débito sendo que tem um monte de crédito na porra do cartão.
Liga e ninguém atende. Central de atendimento parece uma praga criada pelo demo em pessoa.

Wednesday, March 07, 2007

Três primeiros beijos mas só o terceiro conta.
Sim.
O primeiro foi com cinco. Meu irmão me segurou e o Marcelo, filho de amigos dos meus pais, me roubou o beijo. Inocente e sem validade.
O segundo foi com dez. Matinê de Carnaval e depois de dar algumas voltas no salão com o Paulo, aos nos separarmos, ele me roubou um beijo. Inocente e sem validade apesar do rubor que causou na época.
O terceiro foi com onze e também nasceu na mesma matinê de Carnaval. Dei algumas voltas no salão com aquele menino de olhos tão verdes. Fiquei tão encantada e feliz de ter dançado com ele mais de uma música. O Carnaval acabou e a vida seguiu sem eu nem saber o nome dele. Só que uma semana depois eu iria descobrir que ele seria da minha sala de aula. O fim do mundo para alguém tão tímida. As aulas seguiram, a turma era quase toda conhecida, fiz onze anos e a fase dos bailinhos com dança da vassoura começou. E foi num baile desses que eu dei de fato o meu primeiro beijo. O segundo, o terceiro e sei lá mais quantos também! O nome dele era Marcello e estudamos juntos por muito tempo.
A mania de Carnaval durou um bom tempo.
Escute aí e me diga se você também tem alguma história com uma dessas músicas de fundo.
Tempo livre faz isso com a gente. Procuramos por bobagens que deixem a osciosidade um pouco mais divertida.
Hoje eu transpirei muito por causa da febre mas me divertí procurando pelas músicas da minha adolescência, quando eu já acreditava que era adulta.
E a vontade foi de achar toda a minha turminha de matinê na Zoom e de baladinha no Sírio. Ah, Santos e meus ótimos momentos!
Desde o primeiro beijo às primeiras vontades de sexo, tudo bem acompanhado pela trilha sonora desse playlist.
Música tem esse poder. O de marcar.

Deveria ter desligado o flash mas não desliguei.

Quando suspendo a horrível persiana azul, é isso que vejo.


Tenho um hábito estranho. Na verdade tenho vários mas quero falar de um em particular.
Associações. Isso mesmo. Atribuo um significado para quase tudo e isso é bastante limitante.
Deixando de lado a parte limitante, existem coisas que são inevitáveis.
Flores. Sim, eu gosto muito de dar flores e de recebê-las também. E, querendo ou não, crio toda uma simbologia para isso, além é claro, da simbologia do próprio gesto de dar flores.
O tipo de flor, a data e a cor.
Por exemplo, as rosas vermelhas de minha mãe. Meu pai dava rosas vermelhas para a minha toda quinta-feira. Invariavelmente.
Desde que ele se foi já dei flores para ela mas nunca rosas vermelhas. Nem sei se ela prefere as rosas vermelhas mas para mim aquilo é muito próprio do meu pai e prefiro as flores claras.
Falando nele, sempre achei meu pai um homem de orquídeas e essas eram as flores dedicadas à ele. Sempre em datas comemorativas.
Amores e amigos. Esses recebem flores diversas em datas importantes e em datas de nenhuma importância.
Um amor recente merecia as gérberas e os girassóis.
Um amor mais antigo merecia lírios e copos de leite. Minha flor favorita disputando pau a pau com a tulipa minimalista.
Sou muito ligada nos sonhos. Claro, influência de meu pai que era um homem mais do que conectado com as coisas não tão físicas.
Quem convive um pouco comigo sabe pelo menos uma das mil histórias mega bizarras e premonitórias que ele tinha.
Eram sempre sonhos desconexos para mim mas com sentido claro para ele. Tudo registrado em cadernos e mais cadernos e, depois do meu presente de dia dos pais, em fitas e mais fitas.
Vez ou outra, desde a minha infância, tenho sonhos que são estranhos e que mesmo durante o próprio sonho me despertam a sensação de que devo prestar atenção naquilo.
Quando a conexão se perde, e isso tem sido frequente, fico um pouco cismada como se a minha conexão com o divino estivesse ruim. Na verdade, a sensação que tenho é que preciso cuidar mais da minha vida espiritual.

Tuesday, March 06, 2007

Eu sempre gostei do ditado cobra que não se arrasta não engole sapo. Só que essas cobras se superaram.

"Parece coisa de videogame. Uma cobra armazena toxinas ao morder um sapo venenoso e usa o veneno como defesa contra falcões e outros predadores. É exatamente isso, entretanto, que pesquisadores dizem que faz a cobra asiática Rhabdophis tigrinus, com base em estudos sobre o fluido glandular de cobras filhotes e adultas de duas ilhas japonesas."

Essa tal Rhabdophis tigrinus combina mais com o que não mata engorda ou ainda, aquilo que não te mata, fortalece.
Cada vez que eu leio alguma coisa. Cada vez que eu escrevo alguma coisa.
Minha cabeça está em outro lugar.
Cidade, estado ou país.
O sincronismo das coisas, também chamado de coincidência, me leva o tempo todo para alguma coisa que está fora daqui. Se eu escrevesse a esmo sairia algo como Florianópolis, Milão, Portugal, Estocolmo, Alemanha, Inglaterra, Salvador, Buenos Aires, Santiago, Dinamarca, Nova York.
Tudo sem muito sentido.
Lazer, estudo, amigos.
Muito sem sentido.
Tenho vontades de mar e alguns pequenos sonhos que deveriam virar desejos.
Já tive um caiaque em parceria com meu irmão. Parceria mesmo porque além de ter sido um presente dividido entre os dois, sempre foi mais fácil cruzar o quarteirão que nos separava do mar dividindo o peso da peça vermelha. Tive minhas pranchinhas de body boarding e essas eu carregava sozinha, junto com a mochila e o pão de cará. Tive e tenho minha máscara com snorkel e pé-de-pato. Silêncio azul.
Os pequenos sonhos.
Surfar de pé. Eu bem que tentei com os namoradinhos da adolescência mas nunca fui bem sucedida. Aproveitar o vento numa prancha de windsurf colorida. Liberdade no mar num modesto barco a motor.
Vou transformar esses sonhos em desejos e quem sabe satisfaço meus desejos.
Minha mãe trouxe as fotos do cruzeiro de Carnaval. Colares havaianos e bailes com dança até altas horas. Paradas e passeios em Forianópolis.
E ele insistiu que as fotos da tal cachoeira foram tiradas perto da Joaquina. Tem cachoeira para os lados da Joaquina?
As fotos e o céu azul que vejo da minha janela me dão vontade de Florianópolis. O mar.
Alguém aí sabe o que é uma crença?

do Lat. credentia
s. f.,
fé, lei religiosa;
convicção;
pendor para certa pessoa, desejo amoroso;
credencial, crédito diplomático;
pop.,
desconfiança, birra.


Ontem, na sessão de Lost - eu na terapia, descobrí que esse negócio é sério e que minhas crenças são poderosas.
Parada obrigatória.
Parece uma intoxicação alimentar já que nada pára no estômago.
Particularmente, acho que meu corpo está pedindo férias.
Vou voltar no dr. Fred e pedirei mais um daqueles complexos vitamínicos já que férias, no mínimo, só em 4 meses.

Monday, March 05, 2007

Um Ipod esquecido na bolsa.
Karma's gonna visit you too.
As dores voltaram. Nada ainda tão forte mas o desconforto é claro. Ombros, região lombar, braços e as vezes a região do joelho esquerdo. E claro, meu pé esquerdo.
Essa tal fibromialgia incomoda mas estou tentando entender meu corpo.
Em momentos de stress, cansaço e ansiedade o problema com a tal serotonina se agrava e as dores também.
E tenho que confessar que depois de dois anos sem férias somados a recente vida de solteira, me sinto muito cansada.
Pausa para respiração e para o Tao.
Calor na cidade sem mar.
Eu fechando compra de supermercado pela Internet, antes que até a água de casa acabe. Gastei com temperos e me deu vontade de cozinhar spaghetti com brócolis.

Sunday, March 04, 2007

Mais um fim de semana e nada de Babel. Pensei em apelar e ir depois do trabalho em um dia de semana. Depois pensei no tipo de servidão que leva uma pessoa a achar que cinema só rola no fim de semana.
Por fim, pensei nos dois anos sem férias e no sono que insiste em me pegar pela manhã, me fazendo refém da cama mais aconchegante do mundo.
Agora penso na síndrome de Estocolmo.
Mais uma noite estrelada em São Paulo. Outras surpresas interessantes.
Temaki de salmão completo. Temaki de shimeji com molho tarê.
De onde esses desejos têm vindo?
O conforto ao lado da família é inigualável. Eu sempre me sinto bem por lá, mesmo quando me sinto mal.
E por que as coisas ficaram tão difíceis por um tempo?
Não sei.
Hoje é domingo pé de cachimbo.
E apesar de ser domingo, estou pregada!

Thursday, March 01, 2007

De vez em quando vem um afago de uns lugares inesperados. Gostinho bom.
Adorei o Auster de capa azul. A capa me fez querer lê-lo.

Wednesday, February 28, 2007

Eu me encantei pela descrição de Bentinho parado timidamente. Assim, num trecho de livro escolar. Somente 9 anos.
Acho que já postei isso em algum momento mas ao ler um trecho de Machado no qual Capitu e Bentinho se descobriam diante de um rabisco de amor feito em um muro velho, me apaixonei pelo tímido Bentinho.
Ao sair da escola mal podia conter minha ansiedade para pedir o presente a meu pai: Dom Casmurro.
Saí da infância e entrei na adolescência assim, me apaixonando pelos tímidos Bentinhos com quem cruzei.
Capitu só veio a mim na fase adulta!
Avenida Paulista. 16h37.Afasto a persiana horrível e vejo a repetição dos últimos dias.
Nuvens escuras e pessoas apressadas.
NYC. Duas horas antes de mim. Alguém repete meu gesto.
O que será que ela vê?
A Alameda Santos depois das 9h sempre pede uma marcha lenta. Na faixa mais a direita uma Kombi batida que um dia deve ter sido branca. Adesivo comum em veículos desse tipo.
Como estou dirigindo? Mal? FODA-SE, o carro é meu.
Senso de humor.

Tuesday, February 27, 2007

Antigos amigos combinando com novas pessoas.
Gostei da noite e da salada de gorgonzola com passas. Ressalva para a rúcula que era desnecessária.
Na onda das coisas que chegam ou que voltam, entrei no MSN enquanto aguardava o restabelecimento do servidor do Blogger. Em menos de um mês, me comunico pela segunda vez e por mais de uma hora com um velho diabinho dinamarquês.
Morando em Nova York, já com 25 anos, estudando psicologia depois de ter largado a administração e apaixonada por um homem de 39 anos. É nessa hora que ela lembra aquele ar sacana de outros tempos, dizendo que desde que me conheceu sabia que seu destino seria uma pessoa mais experiente do que ela. Claro que ela escreve isso com um daqueles ícones de piscadinha.
A conversa com uma pitadinha de pimenta me deixa levemente sorridente. A chance de constatar como o tempo é maravilhoso para aqueles que não o deixam passar em vão me deixa radiante.
Nada de Oscar, Big Brother, Semana do Tubarão ou coisas da tv. Não é com esforço algum que eu realmente não tenho assistido televisão.
E as pessoas, interessantes ou não, vêm chegando ou vêm voltando de algum lugar. Parece uma estranha conjunção ou até mesmo a retirada de uma espécie de película que estava revestindo os meus sentidos e que agora me deixa sentir de novo.

Saturday, February 24, 2007

MOMENTO DESCONTROL

Toda pessoa que morre merece um ritual de passagem. Na verdade, nem sempre a pessoa que morre merece um ritual, mas o que fica, sim.
Existe a presença da pessoa. A existência que se embaralha na existência do outro. E de repente, essa existência acaba e aquele emaranhado de coisas fica murcho e sem sentido. Sem sentido racional mesmo.
É a forma como o homem trabalha o luto, trata da sua dor e tenta seguir em frente depois de fazer algum ritual de rompimento. Velório, enterro, cremação, entrega de flores ou comidas em datas especiais e significativas.
Dia vinte e cinco de fevereiro de dois mil e sete. Três e quinze da manhã já sem o horário de verão.
Acabei de chegar da balada que estava indo muito bem e que terminou com o funeral de um ente querido. Como em todo ritual desse tipo, sobrou sentimentos estranhos, revoltas, descontroles e dor pela morte indubitável.
A morte é assim. Definitiva e dolorosa.
E quem morreu?
Uma pessoa especial que conhecí há quatro anos atrás. De fato, essa pessoa vinha morrendo aos poucos. Tantos acontecimentos, tantos desrespeitos que aquela pessoa especial foi se esvaindo e deixando no seu lugar uma caveira horrorosa. Me custava aceitar isso. Como uma energia tão boa podia ir se acabando e se transformando em tanta falta de caráter e de consideração?
Essas perguntas não vem mais ao caso porque hoje participei do funeral e como disse no início, a morte é inquestionável.
O funeral teve todas as pompas que uma ocasião como essa merece. Choro, revolta, violência, descontrole. Finalmente, pude me descontrolar e deixar fluir toda a raiva. Toda não. Mas foi um pouco e o resto que sobrou vai ser eliminado durante o luto.
E aqui jaz.
Esse blog começou com três e nunca teve pretensões políticas apesar do nome. Nós votamos sempre foi a expressão usada para afirmar o gosto por alguma coisa ou por alguém.
Eu continuo escrevendo aqui esporadicamente mas deixei de votar em coisas da vida por um bom tempo. Por que será?
Bem, a resposta dessa pergunta faz parte de outro fórum de debates que rola uma vez por semana com a minha terapeuta.
O importante é que o voto tem voltado aos poucos e sem ajuda química!
E eu voto nas amigas da amiga da amiga. As duas de ontem mereceram voto e referências. Só pelo prazer de votar.
E voto na balada de hoje.
A vida é muito superficial. Tudo parece um tanto quanto raso (menos o buraco do Metrô).
Cinco dias de trabalho intenso separados por horas necessárias de sono, alimentação, locomoção e atividades domésticas. Claro, a espera de dois dias de intervalo ou de feriados e suas emendas.
Falo com dezenas de pessoas ao longo de minhas várias horas no escritório. Convivo com elas diariamente. E não sei nada sobre ninguém porque eu nunca quis saber.
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A mulher que se senta duas mesas ao lado da minha já sofreu quatro abortos e é louca para ter filhos mas não consegue. Fiquei sabendo disso ontem e é claro que não foi através dela. Nunca pensei que ela tivesse passado por esse tipo de sofrimento. Na verdade, nunca pensei que ela fosse humana e tivesse sentimentos.
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O cara que faz parte da minha equipe e que se senta frente a frente comigo parece sem energia. Loiro e um pouco sem vida. Como se tivesse problemas sérios de tireóide ou de anemia profunda. Falo com ele o dia inteiro mas também não me lembro se ele é humano. Não sei do que ele gosta, para qual time torce, se ama ou se odeia alguém.
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Faço massagem três dias por semana. Fico praticamente nua e deixo que alguém cuide do meu corpo e da minha energia. A recepcionista do lugar usa um óculos de aro bem fino e vive com o cabelo castanho preso num rabo de cavalo. Tem um sorriso sempre doce. Essa semana, através da massagista, fiquei sabendo que ela perdeu um filho de dois anos, morto com câncer.
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Ontem eu fui para a rua.
Noite quente e estrelada. Cerveja ao ar livre. Amigos e não-amigos. Gente. Muita gente e muita distração para os cinco sentidos.
Pessoas bebendo e sorrindo ao meu redor. E, tirando as duas amigas de longa data, nada de pessoas de verdade. Parecia tudo um longo comercial de Bud. Talvez estivesse um pouco mais para Heineken.
Beleza, sorrisos, pequenas discussões de mentirinha, olhares, atitudes diferentes e só uma pessoa que deixou passar uma lasca de algum sentimento. O sentimento parecia ser de confusão mental ou talvez rejeição. Mas era um pouco de verdade sobre alguém. Ou não.

Wednesday, February 21, 2007

Depois de alguns dias sem tv e com prática intensiva dos exercícios de Tao, me sinto quase que como o Daniel Sam.
Vou me preparar para um saldo duplo carpado e quem sabe encontro a serenidade depois de duas décadas de prática.
Como pode caber tanta ansiedade em apenas um metro e sessenta de altura?
E nesse ano, mesmo que tardia, a escolha foi por viajar.
Nada de praia ou de festa. Mato, montanha, cachoeiras, cachorros e fogão à lenha. E o melhor de tudo, com a família de ex mas sem ex.
As caminhadas, os banhos de rio, as brincadeiras com a matilha de pastores e o bolo de chocolate com cobertura de brigadeiro. Esse foi meu Carnaval. Finalmente, o brigadeiro de 2007.
Existem os apaixonados pelo Carnaval e aqueles que o odeiam de forma quase visceral.
Eu, como em vários outros casos, me enquadro na ala dos medíocres que não tem paixão suficiente para amar ou odiar a festa.
Simplesmente gosto do feriado. Seja para viajar ou para aproveitar a cidade deliciosamente vazia.

Thursday, February 15, 2007

Há dias não assisto TV. Não sei das novelas ou das manchetes do Jornal Nacional.
Contra a completa alienação, Internet.
E a retina que era preenchida com imagens de duas dimensões volta a ser exercitada. Meus olhos se abrem mais rápido pela manhã. O sono não termina mas o velho hábito de enxergar a vida nos pequenos detalhes e de criar as estórias de encontros casuais na calçada vem de mansinho.
Almoço como nos velhos tempos. As "crianças" almoçando juntas em dia de semana.
Claro que ao olhar para a criança maior, pude perceber os cabelos já grisalhos como os de seu pai. Mesmo assim ainda somos "as crianças" e ele ainda paga o meu almoço como bom irmão mais velho.
Nos tais velhos tempos não tínhamos a mais vaga idéia dos caminhos e das separações que viriam. Seríamos eternamente a dupla de frescobol no final da tarde e de Zé das Batidas nos momentos de descontração. Voltaríamos sempre para o mesmo endereço e para as mesmas companhias protetoras.
Ele comeu tudo e bebeu suco natural. Eu brinquei com a comida e tomei Coca. Ele foi fazer um exame de retina e eu voltei para o escritório com cores antigas na cabeça.

Tuesday, February 13, 2007

Comprei Betânia e Mutantes.
Já que vou refazer meu acervo de CDs, decidí começar em alto estilo.
Eu saí disposta a cumprir uma das três tarefas da semana mas a noite não ajudou.

Monday, February 12, 2007

Sou bem café com leite.
A primeira vez que tomei meio "e" estava bem acompanhada e tive sensações estranhas. No começo um certo medo e depois uma grande ternura, de um tamanho que não cabia em mim e que me fez chorar diante do objeto de tanto sentimento. Até hoje eu guardo essa sensação maravilhosa.
No sábado, depois de muito respirar e de praticar exercícios para deixar fluir a minha energia, de olhos fechados, encostei minhas mãos nas mãos de dois desconhecidos. Sentí algo muito próximo. Uma ternura estranha e comovente.
Tanto conhecimento.
Definitivamente, depois de meu brevíssimo contato com o Tao e com algumas informações sobre a medicina chinesa, concluí que o oriente deve ter muitas coisas capazes de me surpreender.

Thursday, February 08, 2007

Desliguei a tv e chorei. Dessa vez por uma boa razão.
Comendo meu pão de cará e terminando a leitura de um conto erótico, erguí a cabeça e ouví o apresentador descrever a morte de um menino de 6 anos. Arrastado por mais de 7 km numa fuga de carro.
Meu almoço de hoje rolou as 16h. Apesar da hora, foi bom. Com direito a restaurante vazio, onion rings e uma bela chuva na volta.

Depois de mais algumas horas de trabalho, o retorno. Junto com outras almas penadas que fazem parte do mesmo rebanho, parei na porta do prédio. Burburinho, cigarros e algumas corridas. Foi quando me dei conta da tolice de estar alí, me protengendo de nada que pudésse me fazer mal. Caminhei lentamente e fiz questão de levantar o rosto para sentir a chuva cair. Depois de um quarteirão, entrei sorridente no táxi.
Hoje, qualquer um que viva ou que esteja de passagem por São Paulo há de falar da chuva, do trânsito e do caos.
Eu não sou diferente.

Wednesday, February 07, 2007

Terra, terra. Descartes.
O primeiro impulso - sim, um impulso - foi pegar um papel e tentar escrever o que sentia. Logo percebeu que aquilo era um bilhete de suicício. Não havia tempo para aquilo.
Rasgou e começou de novo.
Agora sim. Uma lista com duas colunas: os prós e os contras. Letra legível, espaçamento adequado e uma indisfarçável assimetria entre as colunas.
Amassou e fez nova tentativa.
Racionalizar as coisas que lhe passavam na mente. Todas. Em voz alta, num monólogo metido a diálogo sem fim.
Calou-se. Respirou profundamente e deixou o corpo cair na cama.
A &*@@# da alergia voltou e não me dá tréguas. Essa noite, tive que lavar as narinas com soro duas vezes e ainda tive que apelar para o Polaramine.
Umas nuvens com um efeito levemente esfumaçado mas que não atrapalhavam a luminosidade da lua. A noite estava super estrelada na saída e permanecia linda na volta.

Tuesday, February 06, 2007

Ontem eu lí uma frase numa dessas revistas com nome de mulher... "assim como você usa um espelho para saber se o cabelo e a roupa estão bons, você precisa de um terapeuta ou amigo para lhe mostrar como seu interior está".
Nunca tinha pensado no papel do amigo ou do terapeuta dessa maneira.

Monday, February 05, 2007

O mundo vem girando muito rápido. Será que isso tem a ver com o Judas do momento, o tal aquecimento global? Não que eu tenha familiaridade com as ciências exatas além dos meus dois anos sofridos de engenharia mas acho que rola uma história de átomos mais agitados, calor e velocidade.

Besteira! Só estou exercitando a técnica de jogar a responsabilidade pelas coisas em outras pessoas, objetos, situações e fenômenos naturais. Mesmo que isso soe estúpido e impossível, parece funcionar bem em alguns casos.

Dois mil e seis acabou. Janeiro acabou e o Carnaval já está quase aí (e eu sem destino certo). Isso deve ter relação direta com a minha idade mas de fato a velocidade do tempo anda assustadora.

O problema é que eu passo as minhas horas numa grande caixa resfriada artificialmente. Por esse motivo, mesmo com o tempo voando lá fora e com os dias e meses terminando tão rapidamente, o expediente não acaba aqui dentro. Por que os arquitetos removeram as janelas dos escritórios, condenando-nos ao ar condicionado central e a lentidão das horas?
Lazanha com brócolis e filé prá lá de solado.
Pelamordedeus.
O período de férias acabou mesmo. Trânsito pela manhã. Fumaça. Alergia. Fila no restaurante. Comida horrível.
Preciso criar um material de apoio para a comemoração dos meus 10 Anos de Sapateado pelo mundo.

Já temos três eventos confirmados e vem mais por aí.

Mantenham as suas sapatilhas por perto e caprichem nos alongamentos.
O sol voltou.
O trânsito voltou mesmo.
A vista da Paulista com aquela nuvem que parece poluição pura também voltou.
Tudo volta ao seu devido lugar.

Sunday, February 04, 2007

Caminho aberto e bela paisagem.

Saturday, February 03, 2007

A Fernanda Young estava na baladinha de ontem e mais do que depressa eu pensei "não gosto dessa mulher".
No caminho de casa acabei me questionando sobre o porquê de julgamentos tão rápidos e tão vazios. Sou PhD nesse tipo de coisa. Mestre do preto e branco.
Acho que vou pintar o apartamento. Depois, quem sabe, o cabelo. Com a prática, talvez meu cérebro se acostume e eu consiga evoluir para as nuances, texturas e delicadezas que costumavam deixar a vida mais interessante.
O remédio da tampa azul está chegando ao fim e foi uma experiência maravilhosa passar o mês de janeiro sem dores generalizadas.
Que máquina estranha essa que se levanta da cama todos os dias junto comigo! De onde vem, ou no meu caso, onde foram parar essas substâncias que sempre afetaram meu temperamento e o pior, meu corpo? Sim, porque pelo histórico familiar a questão do temperamento já era sabida mas as tais dores pelo corpo não.

Thursday, February 01, 2007

Quinta-feira. 21h45.
Acabei de me lembrar que sempre fui uma pessoa muito crítica. Muito. Verdadeiramente, crítica.
Não que eu goste disso. Pelo contrário. Isso faz partes dos tópicos listados na temporada 2007 de Lost - eu, na terapia. Só que fatos são fatos assim como jogo é jogo e treino é treino!
E não é que me peguei toda conciliadora, evitando críticas, julgamentos e palavrões?

Wednesday, January 31, 2007

São Paulo parece cenário de algum filme apocalíptico e deprimente. Nuvens. Somente nuvens. Todos os dias.
Dá vontade de largar a vida séria, responsável e chata que levo para ir morar em algum lugar ensolarado, com vista para o mar.
Aliás, graças ao bom Deus, 2007 tem sido um ano de mais mar para mim. Sim, porque em 2006 eu passei duas semanas em Florianópolis com poucos mergulhos, já que o mar estava mega gelado e, depois disso, nada. Já em 2007 foram dois dias de mar em Ilhabela mais quatro dias em Floripa e muita perspectiva de nadar bastante e de ver criaturas do mar.
Hoje, por força maior, fiz uns exames desconfortáveis mas necessários. Vou ficar de molho o resto do dia e aproveitar para por a leitura em dia.
Ontem foi dia de sair a noite e olhar o mundo com bons olhos.
Caipirinha de carambola com saquê e hortelã. Muito bom adquirir novos hábitos e deixar o morango ou a uva de lado.

Sunday, January 28, 2007

Depois de Ilhabela, Floripa. Meu destino de feriado.
Muito sol, mar delicioso e algum choro. Tudo muito importante e por isso registrado em fotos. Dessas que você deve olhar diariamente, até passar a mágoa maior.
O ser humano não pára de me surpreender. Nunca.
Já tive um cachorro, muito querido, por sinal. Ele tentou me morder uma vez. Estava há dois dias internado. Soro e uma perspectiva muito forte de sacrifício. Eu fazendo carinho entre uma promessa e outra para São Francisco de Assis e no final do soro, por dor e desconforto, ele tentou morder o que parecia lhe causar o incômodo, eu.
Ele sobreviveu e minhas promessas infantis foram todas cumpridas. A mordida, que não me acertou em cheio, sempre me pareceu justa e cheia de justificativas.
Depois dele, nunca mais tive cachorro em casa.
Talvez esse fosse o motivo de eu não esperar por um cachorrada tão grande. Sem soro e sem dor. Só a mordida traiçoeira.

Tuesday, January 23, 2007

Parece que tomei algum estimulante. Dois dias dessa forma agitada. Não é ruim. Pelo contrário, é muito bom.
Uma força estranha. Uma alegria genuína.
Cheguei em casa, tomei uma ducha e resolví ficar na piscina. Estranhamente, a água fria não me incomodou.
Agora, música alegre e malas para Floripa!!!

Thursday, January 18, 2007

O sorriso de terça continua na minha cabeça. Nada de obsessão. Uma leve
curiosidade, dessas que você tem para ocupar o tempo.
Meu pai juntava cacarecos para criar coisas que nem sempre tinham utilidade ou
que às vezes já estavam acessíveis na loja mais próxima. Puro passa-tempo. É
claro que obtinha grande prazer nessas atividades. Todo o ato de planejar, de
executar, de ver falhar e depois de ver funcionar lhe proporcionavam grande
satisfação.
O dia amanheceu cinza. Parece que houve chuva na madrugada.
Meus olhos ainda não estão bem abertos. Não é o sono. Olhos sem treino, diria.
Perdi o hábito de apreender o mundo todos os dias pela manhã.
Em momentos curtos, me pego sem conseguir pensar em nada. O silêncio fica no ar
e, na verdade, nem consigo me esforçar para buscar palavras ou pensamentos
soltos. Trata-se de um silêncio mental.
Nada de tristeza ou melancolia. A impressão de falta de hábito permanece.

Tuesday, January 16, 2007

Sorriso bonito.
Não é isso.
Sorriso gostoso! Desses que a pessoa fecha os olhos enquanto mostra os dentes.
É isso. É o sorriso gostoso.
Ambiente bom. Música agradável. Sorriso gostoso.
Adoro os sorrisos dados com os olhos fechados.

Monday, January 15, 2007

Ontem eu tive uma sensação estranha. Estranha mesmo.
Minha gentileza veio não sei de onde e foi parar num alvo ainda mais inesperado.
Revisão dos 5000 km e tudo certo!
Gostei da sessão de hoje.
Gostei da semana passada.
Boas descobertas. Boas sensações. Boa balada e jogo divertido.
Meu vigor de volta e aquela pequena coceirinha que dá nos segundos antes de algo importante acontecer.

Tuesday, January 09, 2007

Guia comprado. Pizza comida. Exercícios concluídos.

Monday, January 08, 2007

Como diria minha mãe, não há mal que sempre dure e bla bla bla que nunca acabe. Pois é, o bla bla bla não acabou mas eu me inspirei no corra, lola, corra e fugí do bla bla bla cinzento e molhado de São Paulo.
Sol ou mormaço ao lado do mar frio e convidativo de Ilhabela. Pulei as 7 ondas, fiz meus pedidos e oficialmente dei início ao ano de 2007. Os trabalhos vão começar...

Thursday, January 04, 2007

Ontem teve chopp e terapia nova. Não nessa ordem.
A chuva parece não querer dar tréguas. Meus pensamentos insistentes também não.
Natal e Reveillon.
Chegou e se foi.
Havia cheiro de chuva no ar mas eu ignorei a prudência.
Não procurei uma proteção. Não usei guarda-chuva.
Ensopada porque molhada poderia soar bem.
E com o corpo doído de gripe.
Minha alma precisa de uma Aspirina.

Friday, December 22, 2006

Começo do dia 23.
Resto da noite de confraternização.
No meio da minha canseira, vez ou outra, surge a minha profunda indignação com tudo que foi feito, com toda a covardia, com todo o egoísmo. Ainda me surpreendo com o egoísmo das pessoas. Ainda me decepciono com isso.

Thursday, December 21, 2006

Trabalho com o senhor das metáforas e acho que estou contaminada. Sempre preferí a onomatopéia.
Registro de tempestade no diário de bordo. Ventos fortes, trovoadas e alguma nebulosidade no caminho.
Olhos atentos a espera dos pássaros que indicarão que a terra está próxima e que o perigo já se foi.

Wednesday, December 20, 2006

Mudança de área e de ares.
Gente estranha, com hábitos um pouco reptilianos. Um bom motivo para reviver meu lado mais dominador.
Vou levar em consideração o sol em touro e o ascendente em capricórnio. Farei xixi em volta da minha mesa e quero ver quem mija em cima!!
Supresas agradáveis.
Ontem, o Valdolão. Hoje, o bom passado.
Sinal para dar um gás nesse momento fim de festa desanimado!