E vamos a última sexta-feira com essa idade. De encontro ao final do meu inferno astral.
Inferno este que me foi muito generoso. Até ganhei presente. Presente!
Friday, May 04, 2007
Thursday, May 03, 2007
Wednesday, May 02, 2007
Pela terceira noite consecutiva eu acordei por volta das 03h da madrugada. Motivo?
Não sei.
Só que hoje eu acordei e tudo doía. Atropelamento? Fibromialgia?
Não. Saúde, alegria e muito ácido láctico.
Duas horas de wakeboard ao sol e mais duas horas de fut ao forró (!). Sim, tinha forró que eu detesto mas isso não me atrapalhou.
Churros, pizza e Coca Cola.
Me sinto como uma criança extremamente satisfeita.
Não sei.
Só que hoje eu acordei e tudo doía. Atropelamento? Fibromialgia?
Não. Saúde, alegria e muito ácido láctico.
Duas horas de wakeboard ao sol e mais duas horas de fut ao forró (!). Sim, tinha forró que eu detesto mas isso não me atrapalhou.
Churros, pizza e Coca Cola.
Me sinto como uma criança extremamente satisfeita.
Thursday, April 26, 2007
NOTAS DE UMA MENTE COM LEMBRANÇAS - Dia 26
O dia é que lembra a música e não a música que lembra o dia.
Poderiam ser lembranças de um passado muito distante. Passado nem tão distante.
Tanto faz. Ouví essa música quase que durante toda a minha vida.
Café em família. Brincadeira com cachorro. Livro da semana. Exercícios de concentração.
Lembro da capa do lp. Avermelhada. Lembro da capa do cd. Azul típico de uma coleção de clássicos.
Não tenho o lp. Não tenho o cd.
Nunca mais ví alguém colocar essa música para tocar. 27 de julho de 2003.
Sempre posso ouví-la. Só de memória.
Memórias do dia 26.
Bolero de Ravel.
O dia é que lembra a música e não a música que lembra o dia.
Poderiam ser lembranças de um passado muito distante. Passado nem tão distante.
Tanto faz. Ouví essa música quase que durante toda a minha vida.
Café em família. Brincadeira com cachorro. Livro da semana. Exercícios de concentração.
Lembro da capa do lp. Avermelhada. Lembro da capa do cd. Azul típico de uma coleção de clássicos.
Não tenho o lp. Não tenho o cd.
Nunca mais ví alguém colocar essa música para tocar. 27 de julho de 2003.
Sempre posso ouví-la. Só de memória.
Memórias do dia 26.
Bolero de Ravel.
Tuesday, April 24, 2007
NOTAS DE UMA MENTE COM LEMBRANÇAS - A velha embaixo da cama
Existe um período que eu não sei determinar muito bem quanto durou mas nesse período não houve grandes registros com trilha sonora.
Talvez as lembranças dessa fase não combinassem com outros sons que não os do silêncio.
Lembro de um lp dos Trapalhões e da música A velha debaixo da cama. Lembro do Balão Mágico e do lp que parecia ter meu irmão na capa (todo mundo achava o Toby idêntico ao meu irmão).
Lembro dos produtos mas não tenho lembranças associadas a nenhuma música dessa fase.
Existe um período que eu não sei determinar muito bem quanto durou mas nesse período não houve grandes registros com trilha sonora.
Talvez as lembranças dessa fase não combinassem com outros sons que não os do silêncio.
Lembro de um lp dos Trapalhões e da música A velha debaixo da cama. Lembro do Balão Mágico e do lp que parecia ter meu irmão na capa (todo mundo achava o Toby idêntico ao meu irmão).
Lembro dos produtos mas não tenho lembranças associadas a nenhuma música dessa fase.
Monday, April 23, 2007
NOTAS DE UMA MENTE COM LEMBRANÇAS - samba, sim
Na casa de meus pais nunca houve um disco de Roberto Carlos. Sempre parecí um e.t. por causa disso.
Havia muito disco nacional mas nenhum do Rei ou de outro membro da Jovem Guarda. Muita mpb e alguns tipinhos marcantes: Paulinho da Viola, Clara Nunes, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Chico Buarque e Beth Carvalho.
Essa última não tinha muito prestígio lá no número 8 mas daí ela gravou uma música que marcou uma época da família. A música tinha uns versos que diziam mais ou menos assim:
Você vale ouro todo o meu tesouro
Tão charmosa da cabeça aos pés
Vou lhe amando lhe adorando
Agradeço a Deus porque lhe fez
O coisinha tão bonitinha do pai
Meu pai que era um homem tímido cantava essa música em alto e bom som para mim. Até minha vó que vivia em São Paulo sabia das serenatas do seu Mozart.
Essa música sempre me faz lembrar de manhãs muito sorridentes. Um samba na família quase sem molejo (quase por causa da minha mãe).
Na casa de meus pais nunca houve um disco de Roberto Carlos. Sempre parecí um e.t. por causa disso.
Havia muito disco nacional mas nenhum do Rei ou de outro membro da Jovem Guarda. Muita mpb e alguns tipinhos marcantes: Paulinho da Viola, Clara Nunes, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Chico Buarque e Beth Carvalho.
Essa última não tinha muito prestígio lá no número 8 mas daí ela gravou uma música que marcou uma época da família. A música tinha uns versos que diziam mais ou menos assim:
Você vale ouro todo o meu tesouro
Tão charmosa da cabeça aos pés
Vou lhe amando lhe adorando
Agradeço a Deus porque lhe fez
O coisinha tão bonitinha do pai
Meu pai que era um homem tímido cantava essa música em alto e bom som para mim. Até minha vó que vivia em São Paulo sabia das serenatas do seu Mozart.
Essa música sempre me faz lembrar de manhãs muito sorridentes. Um samba na família quase sem molejo (quase por causa da minha mãe).
Sunday, April 22, 2007
NOTAS DE UMA MENTE COM LEMBRANÇAS - A primeira
Não sei quantos anos eu tinha mas sei que eram poucos pela altura entre a mesa do escritório do meu pai e minha cabeça.
Anos antes meu pai dera uma vitrola vermelha para minha mãe. Daquelas com rotações diferentes. Junto ele comprou um long play - LP - da trilha sonora internacional de Escalada.
Tenho a impressão de que minha mãe não gostava do disco. Ela nunca gostou de música em inglês e por isso nunca o ouvia.
Já eu adorava aquelas músicas. E essa é a primeira lembrança que tenho ligada à melodia.
Eu fechava a porta do escritório. Com o cuidado de não raspar a agulha da vitrola, colocava o LP para tocar. Sentava-me à mesa e rabiscava desenhos por horas até que meu pai fosse me resgatar para o jantar.
As músicas eram várias mas a favorita que povoa essas lembranças era Only You do The Platters.
Na mesma época e no mesmo escritório como cenário, eu ouvia outra música. Só que essa não era escolhida por mim e até hoje não me traz boas sensações. "Pra não dizer que não falei das flores" com Geraldo Vandré.
Meu pai ouvia essa música com uma frequência enorme. Sim, meu pai foi um homem com aquilo que à época se chamava de pensamentos de esquerda.
Normalmente, nos dias de Geraldo Vandré, era ele quem precisava ser resgatado daquele pequeno escritório. Não fazia desenhos mas escrevia muito.
Não garanto que Geraldo Vandré não tenha sido minha primeira lembrança musical mas como os sentimentos despertados por essa música nunca foram bons, preferí acreditar que ela é a segunda, depois de The Platters.
Não sei quantos anos eu tinha mas sei que eram poucos pela altura entre a mesa do escritório do meu pai e minha cabeça.
Anos antes meu pai dera uma vitrola vermelha para minha mãe. Daquelas com rotações diferentes. Junto ele comprou um long play - LP - da trilha sonora internacional de Escalada.
Tenho a impressão de que minha mãe não gostava do disco. Ela nunca gostou de música em inglês e por isso nunca o ouvia.
Já eu adorava aquelas músicas. E essa é a primeira lembrança que tenho ligada à melodia.
Eu fechava a porta do escritório. Com o cuidado de não raspar a agulha da vitrola, colocava o LP para tocar. Sentava-me à mesa e rabiscava desenhos por horas até que meu pai fosse me resgatar para o jantar.
As músicas eram várias mas a favorita que povoa essas lembranças era Only You do The Platters.
Na mesma época e no mesmo escritório como cenário, eu ouvia outra música. Só que essa não era escolhida por mim e até hoje não me traz boas sensações. "Pra não dizer que não falei das flores" com Geraldo Vandré.
Meu pai ouvia essa música com uma frequência enorme. Sim, meu pai foi um homem com aquilo que à época se chamava de pensamentos de esquerda.
Normalmente, nos dias de Geraldo Vandré, era ele quem precisava ser resgatado daquele pequeno escritório. Não fazia desenhos mas escrevia muito.
Não garanto que Geraldo Vandré não tenha sido minha primeira lembrança musical mas como os sentimentos despertados por essa música nunca foram bons, preferí acreditar que ela é a segunda, depois de The Platters.
Saturday, April 21, 2007
Wednesday, April 18, 2007
Duas e cinquenta. Ainda falta um banho para acabar com o cigarro que grudou no meu corpo.
Sanduíche de brie com geléia de damasco e presunto crú. Fora a demora, foi uma boa pedida.
Festa fechada. Casa cheia. Cenas hilárias e outras nem tanto.
Fauna monotemática. Sapas.
Variações interessantes sobre o mesmo tema. Diferenças evolucionistas.
Resumo da ópera. Meu astral continua bom. Até melhor que o pós-show cheio de energia.
Deus conserve assim e que algum anjo passe na net e diga amém.
Sanduíche de brie com geléia de damasco e presunto crú. Fora a demora, foi uma boa pedida.
Festa fechada. Casa cheia. Cenas hilárias e outras nem tanto.
Fauna monotemática. Sapas.
Variações interessantes sobre o mesmo tema. Diferenças evolucionistas.
Resumo da ópera. Meu astral continua bom. Até melhor que o pós-show cheio de energia.
Deus conserve assim e que algum anjo passe na net e diga amém.
Tuesday, April 17, 2007
Não são "moderninhos". Não são cult.
Só que eu adoro aquela voz chorosa e aquelas melodias doces.
Adorei o show do Keane e estou numa espécie de estado de graça. Não questionem porque foram só algumas cervejas.
Eles são britânicos como os últimos: Pet Shop Boys e New Order. Só que o som estava ótimo. A voz era ótima. O astral era maravilhoso.
Só que eu adoro aquela voz chorosa e aquelas melodias doces.
Adorei o show do Keane e estou numa espécie de estado de graça. Não questionem porque foram só algumas cervejas.
Eles são britânicos como os últimos: Pet Shop Boys e New Order. Só que o som estava ótimo. A voz era ótima. O astral era maravilhoso.
Monday, April 16, 2007
Sunday, April 15, 2007
Wednesday, April 11, 2007
Ele fazia grande esforço. Não saía do lugar.
Ouvia uma voz do além que punha em xeque o seu preparo físico. Duvidava da sua capacidade.
Fazia grande esforço. Nada.
Ouviu um barulho estranho. Sentiu seu corpo ser lançado para frente.
Teve medo. E chorou.
Nada de esforço. Grandes movimentos. Leveza.
Nunca olhou para o lado. Nem notou que a voz do além saía de uma boca parecida com a sua.
Carregava um peso enorme. Sua força não tinha se acabado.
Não carrega mais. Parece um atleta que dança suavemente.
E não se cansa.
Ouvia uma voz do além que punha em xeque o seu preparo físico. Duvidava da sua capacidade.
Fazia grande esforço. Nada.
Ouviu um barulho estranho. Sentiu seu corpo ser lançado para frente.
Teve medo. E chorou.
Nada de esforço. Grandes movimentos. Leveza.
Nunca olhou para o lado. Nem notou que a voz do além saía de uma boca parecida com a sua.
Carregava um peso enorme. Sua força não tinha se acabado.
Não carrega mais. Parece um atleta que dança suavemente.
E não se cansa.
Tuesday, April 10, 2007
Menina com chapéu. Menina com cachecol. Menina com malha e menina com moleton.
Variações sobre o mesmo tema quando o frio começa a dar o ar de sua graça na antiga Cidade da Garoa.
E hoje - num tributo a Lost, eu na terapia - meus olhos estavam menos atentos e meus ouvidos mais dedicados. Tudo isso para me mover para fora. O que capturo com os olhos fica invariavelmente reverberando lá (ou aqui) dentro. O que ouço corre o risco, mesmo que por pura educação, de provocar uma palavra. E assim, mostro um pouco de mim.
Variações sobre o mesmo tema quando o frio começa a dar o ar de sua graça na antiga Cidade da Garoa.
E hoje - num tributo a Lost, eu na terapia - meus olhos estavam menos atentos e meus ouvidos mais dedicados. Tudo isso para me mover para fora. O que capturo com os olhos fica invariavelmente reverberando lá (ou aqui) dentro. O que ouço corre o risco, mesmo que por pura educação, de provocar uma palavra. E assim, mostro um pouco de mim.
Monday, April 09, 2007
Sonhei com chuva.
Acordei com o lençol todo enroscado no pescoço. O cobertor cobria o corpo. As meias do lado direito da cama.
Minha mãe nunca gostou de dormir comigo. Os chutes.
Minha vó dizia que eu era agitada. As pernas não paravam.
Meu pai dizia que ficaria acordado até eu dormir. Provavelmente ficava acordado até eu acordar. Sempre as pernas.
Minha amiga de infância dizia que eu falava durante o sono. Nunca entendia o que era dito.
Já chorei dormindo. O sonho do menino-menina que usava gorro e que "matava o amor da minha vida". Meu irmão me acordou preocupado com o choro.
Para onde será que vou quando durmo? O que tem nesse lugar? Qual o significado do que trago de lá?
Acordei com o lençol todo enroscado no pescoço. O cobertor cobria o corpo. As meias do lado direito da cama.
Minha mãe nunca gostou de dormir comigo. Os chutes.
Minha vó dizia que eu era agitada. As pernas não paravam.
Meu pai dizia que ficaria acordado até eu dormir. Provavelmente ficava acordado até eu acordar. Sempre as pernas.
Minha amiga de infância dizia que eu falava durante o sono. Nunca entendia o que era dito.
Já chorei dormindo. O sonho do menino-menina que usava gorro e que "matava o amor da minha vida". Meu irmão me acordou preocupado com o choro.
Para onde será que vou quando durmo? O que tem nesse lugar? Qual o significado do que trago de lá?
Sunday, April 08, 2007
Thursday, April 05, 2007
Wednesday, April 04, 2007
Não falar sobre algumas coisas parece eliminar a existência delas. Pelo menos por algum tempo. Só parecem.
Uma espécie de vírgula. Uma pausa que ninguém percebe quanto dura e o que se passa durante o intervalo.
E se hoje eu decidisse não usar minhas vírgulas e resolvesse mostrar o que se passa nos intervalos eu falaria de coisas belas e de coisas tristes. As coisas não ditas. Aquelas que parecem não existir.
Uma espécie de vírgula. Uma pausa que ninguém percebe quanto dura e o que se passa durante o intervalo.
E se hoje eu decidisse não usar minhas vírgulas e resolvesse mostrar o que se passa nos intervalos eu falaria de coisas belas e de coisas tristes. As coisas não ditas. Aquelas que parecem não existir.
Tuesday, April 03, 2007
Hoje encontrei com meu amigo pé de coelho.
Na verdade, meu segundo amigo pé de coelho.
Quando fui para Berkeley, antes mesmo de chegar lá, fiz um amigo pé de coelho. Encontrei-o, ou fui encontrada por ele, ainda no aeroporto de Los Angeles, 7 horas antes de nosso embarque atrasado para São Francisco. Ele tirou meu medo do desconhecido. E desconhecido durante a noite.
Depois desse dia ele me salvou várias vezes. A tristeza profunda por estar sozinha e longe de meus amores. O porre profundo depois de 12 doses de tequila. O ligamento do joelho torcido depois de uma barbeiragem de snowboard. Sempre ele, mesmo desequilibrado no meio da neve.
O segundo amigo pé de coelho apareceu anos mais tarde. Seu último palpite me fez chorar mas eu já estava chorando antes mesmo do palpite.
Hoje encontrei com ele. E fui lembrada da sorte que ele me traz.
Ando mesmo precisando de sorte. E de amigos que me dão sorte.
Na verdade, meu segundo amigo pé de coelho.
Quando fui para Berkeley, antes mesmo de chegar lá, fiz um amigo pé de coelho. Encontrei-o, ou fui encontrada por ele, ainda no aeroporto de Los Angeles, 7 horas antes de nosso embarque atrasado para São Francisco. Ele tirou meu medo do desconhecido. E desconhecido durante a noite.
Depois desse dia ele me salvou várias vezes. A tristeza profunda por estar sozinha e longe de meus amores. O porre profundo depois de 12 doses de tequila. O ligamento do joelho torcido depois de uma barbeiragem de snowboard. Sempre ele, mesmo desequilibrado no meio da neve.
O segundo amigo pé de coelho apareceu anos mais tarde. Seu último palpite me fez chorar mas eu já estava chorando antes mesmo do palpite.
Hoje encontrei com ele. E fui lembrada da sorte que ele me traz.
Ando mesmo precisando de sorte. E de amigos que me dão sorte.
Sunday, April 01, 2007
O Selton Melo além de muito fofo é realmente um ótimo ator. O Cheiro do Ralo é esquisito como o próprio nome mas vale muito a pena. Intriga um pouco procurar sentido naquilo tudo.
Agora, o mais intrigante como sempre é o que ocorre nos arredores. Senão, alguém me explique o que leva uma pessoa a escolher ficar grudada em você quando existem pelo menos mais cinquenta poltronas bem posicionadas e livres no cinema.
Agora, o mais intrigante como sempre é o que ocorre nos arredores. Senão, alguém me explique o que leva uma pessoa a escolher ficar grudada em você quando existem pelo menos mais cinquenta poltronas bem posicionadas e livres no cinema.
Hoje optei por permanecer em casa. Nada de almoço na mama.
Café da manhã, biquini, piscina e "Comportamento do Consumidor". Anotações, mergulhos e finalmente a inconveniência da vizinha-mãe-molenga e de seu rebento me cansaram.
Cozinhei para mim. E bem!
Depois da refeição me peguei rosada e contente no espelho.
Café da manhã, biquini, piscina e "Comportamento do Consumidor". Anotações, mergulhos e finalmente a inconveniência da vizinha-mãe-molenga e de seu rebento me cansaram.
Cozinhei para mim. E bem!
Depois da refeição me peguei rosada e contente no espelho.
Semáforos apagados. JK parada. Água e falta de educação em excesso.
Horas. Aventura. Árvore caída.
A vida do paulistano é realmente agitada. Inclusive daqueles que não são paulistanos de fato mas que optaram por adotar essa cidade.
Sim, pois o paralelo desse evento em minha cidade natal seria um pouco diferente.
O parque seria o posto 5. O frescobol com água mineral seria frescobol com mergulho e raspadinha. O receio dos raios seria o mesmo e me espantaria do mar que parece ficar mais quente durante a chuva. O congestionamento seria na faixa de trânsito em frente a Osvaldo Cruz e as horas de aventura seriam minutos pulando nas poças de água que se formam no quarteirão que separa a praia da casa da minha mãe.
Tudo muito mais calmo. Na verdade, calmo demais. Falta enredo.
Horas. Aventura. Árvore caída.
A vida do paulistano é realmente agitada. Inclusive daqueles que não são paulistanos de fato mas que optaram por adotar essa cidade.
Sim, pois o paralelo desse evento em minha cidade natal seria um pouco diferente.
O parque seria o posto 5. O frescobol com água mineral seria frescobol com mergulho e raspadinha. O receio dos raios seria o mesmo e me espantaria do mar que parece ficar mais quente durante a chuva. O congestionamento seria na faixa de trânsito em frente a Osvaldo Cruz e as horas de aventura seriam minutos pulando nas poças de água que se formam no quarteirão que separa a praia da casa da minha mãe.
Tudo muito mais calmo. Na verdade, calmo demais. Falta enredo.
Crianças, atletas de fim de semana, cachorros, estudantes em ensaio de bateria de escola de samba. Tudo no parque.
Nós e nosso frescobol na grama.
Um pouco de transpiração e de água mineral. Energia, endorfina e trovões. Muitos trovões e raios para todos os lados.
Depois de correria geral concluímos que nossas cabeças isoladas em um enorme gramado poderiam chamar a atenção da descarga elétrica. Resolvemos ir embora. Alegres e sem correria. Tomando a tempestade no rosto.
Nós e nosso frescobol na grama.
Um pouco de transpiração e de água mineral. Energia, endorfina e trovões. Muitos trovões e raios para todos os lados.
Depois de correria geral concluímos que nossas cabeças isoladas em um enorme gramado poderiam chamar a atenção da descarga elétrica. Resolvemos ir embora. Alegres e sem correria. Tomando a tempestade no rosto.
Sábado de muuuiiiiiito sol e calor. O paulistano que não foi à praia vai ao parque. Eu, que não sou paulistana mas que adoro esse ritmo, não fui à praia.
Ibirapuera escolhido seguimos pelo caminho mais curto entre o almoço tardio e o parque. JK. No momento de cruzar a República do Líbano vem o CET e fecha o cruzamento. Mesmo sem ser de nossa vontade, viramos para a direita para de novo virar a direita e a direita mais uma vez para então passarmos pelo cruzamento. Tudo como mandam as regras de trânsito. Diante do novo cruzamento vem o mesmo CET e tchumba. Cones e cruzamento fechado.
Disparada pela direita numa corrida contra o CET. Velocidade, conversão proibida e finalmente ganhamos o sentido que queríamos.
Ibirapuera escolhido seguimos pelo caminho mais curto entre o almoço tardio e o parque. JK. No momento de cruzar a República do Líbano vem o CET e fecha o cruzamento. Mesmo sem ser de nossa vontade, viramos para a direita para de novo virar a direita e a direita mais uma vez para então passarmos pelo cruzamento. Tudo como mandam as regras de trânsito. Diante do novo cruzamento vem o mesmo CET e tchumba. Cones e cruzamento fechado.
Disparada pela direita numa corrida contra o CET. Velocidade, conversão proibida e finalmente ganhamos o sentido que queríamos.
Thursday, March 29, 2007
O pai da futura quase famosa Analy afirma que a mão da moça repousando na bunda da outra moça era só uma questão de descanso. Descanso de mão.
O segundo na sucessão ao trono inglês também estava descansando a mão no peito da brasileira gentil e prestativa.
Meus amigos sabem que eu estou saindo de uma crise de fibromialgia e que não tiro férias há dois anos. Se eu participar de algum encontro social esse fim de semana tenho álibi e direito de descansar as duas mãos, os dois braços e as duas pernas.
O segundo na sucessão ao trono inglês também estava descansando a mão no peito da brasileira gentil e prestativa.
Meus amigos sabem que eu estou saindo de uma crise de fibromialgia e que não tiro férias há dois anos. Se eu participar de algum encontro social esse fim de semana tenho álibi e direito de descansar as duas mãos, os dois braços e as duas pernas.
Wednesday, March 28, 2007
Hoje, se eu fosse o Romário, eu correria para a geral pedindo silêncio. Se eu fosse o Ronaldo eu balançaria o dedo e logo em seguida eu colocaria as duas mãos em concha atrás das orelhas pedindo vaias mais altas e mais fortes. Se eu fosse a Virna eu gritaria chupa cubana.
Só que eu sou eu e minha redenção fica guardada em um certo sorriso vitorioso que me acompanhou desde o final da tarde. ESF. Mesmo!
Só que eu sou eu e minha redenção fica guardada em um certo sorriso vitorioso que me acompanhou desde o final da tarde. ESF. Mesmo!
Tuesday, March 27, 2007
Pet Shop Boys (re)visitado. Peaches cancelada. Keane no radar.
Música sertaneja na Choperia da Liberdade (!!!!). Chopp na Dida. Chá no Glória.
Muita informação. Distração. Diversão.
Prática de Tao. Exercícios da terapia. Remédios para dor.
Apesar da ação e das novidades, durmo do lado esquerdo da cama queen size. Ainda existe uma divisão imaginária e meu corpo não se acostumou a invadir aquele espaço.
Questão de tempo.
Música sertaneja na Choperia da Liberdade (!!!!). Chopp na Dida. Chá no Glória.
Muita informação. Distração. Diversão.
Prática de Tao. Exercícios da terapia. Remédios para dor.
Apesar da ação e das novidades, durmo do lado esquerdo da cama queen size. Ainda existe uma divisão imaginária e meu corpo não se acostumou a invadir aquele espaço.
Questão de tempo.
Thursday, March 22, 2007
Estranho
do Lat. extraneu
adj.,
desconhecido;
que não é usual;
curioso, singular;
extraordinário;
anormal;
descomunal;
admirável;
censurável;
repreensível;
impróprio;
livre;
isento;
arredio;
esquivo;
s. m.,
estrangeiro;
que é de fora.
do Lat. extraneu
adj.,
desconhecido;
que não é usual;
curioso, singular;
extraordinário;
anormal;
descomunal;
admirável;
censurável;
repreensível;
impróprio;
livre;
isento;
arredio;
esquivo;
s. m.,
estrangeiro;
que é de fora.
Tenho amigos estranhos e sou uma estranha no meio de meus amigos.
A estranheza provoca questionamentos e mudanças. Estimula a tolerância.
Mulher organizada.
Espírito criativo.
Lealdade.
Porraloquice.
Segurança.
Arrojo.
Sensibilidade.
Tranquilidade.
Vaidade.
Cada um é um. Não vale listar os empregos, os caminhos, os descaminhos, as manias, os signos, os times, as vitórias, as derrotas ou os vícios. Seria mais bizarro.
São tão estranhos. Tão diferentes entre sí.
E comuns nessa amizade. Agregados chegam. Outros se vão. E os estranhos permanecem.
Não chegamos a sete do sete de dois mil e sete e nem precisamos mais desse pretexto.
Os estranhos continuam juntos. Cada vez mais diferentes. Sempre mais interessantes.
E os amigos continuam estranhamente amigos.
Meu reino por um cavalo!
Depois de tanta agitação, meu horóscopo e meu corpo pediam por um pouco de casa. Sofá. Cama. Pão com manteiga e televisão ligada.
E cá estou eu de banho tomado, pijama no corpo e gloriosamente de pés descalços.
Meus pés são os primeiros a pedir por liberdade e conforto. Coisas de quem nasceu em cidade praiana. Só falta uma massagem nos dois pobres mas isso logo se arranja.
Depois de tanta agitação, meu horóscopo e meu corpo pediam por um pouco de casa. Sofá. Cama. Pão com manteiga e televisão ligada.
E cá estou eu de banho tomado, pijama no corpo e gloriosamente de pés descalços.
Meus pés são os primeiros a pedir por liberdade e conforto. Coisas de quem nasceu em cidade praiana. Só falta uma massagem nos dois pobres mas isso logo se arranja.
Sono. Muito sono. Sono demais.
Bolacha de chocolate, Coca-Cola, fone de ouvido e disposição para manter as pálpebras abertas.
Os números não estão me fazendo bem. Preciso de um pouco mais de ação.
Parto para os contatos e interações que trarão algum dado. Transformar o dado só amanhã.
Me concentro nos barulhos ao meu redor. Duas conferências em viva-voz. Um grupoque ri alto. A assistente que briga com o cara do Help Desk. Passos de um salto nervoso no piso de carpete.
Todo detalhe é importante e pode me ajudar a permanecer acordada.
Bolacha de chocolate, Coca-Cola, fone de ouvido e disposição para manter as pálpebras abertas.
Os números não estão me fazendo bem. Preciso de um pouco mais de ação.
Parto para os contatos e interações que trarão algum dado. Transformar o dado só amanhã.
Me concentro nos barulhos ao meu redor. Duas conferências em viva-voz. Um grupoque ri alto. A assistente que briga com o cara do Help Desk. Passos de um salto nervoso no piso de carpete.
Todo detalhe é importante e pode me ajudar a permanecer acordada.
Monday, March 19, 2007
Ritmo acima do normal na sexta, sábado e domingo. Hoje fui agarrada na cama e não conseguia me desvencilhar.
Sentí a água do chuveiro por volta das 10h. Depois dos movimentos mecânicos para me vestir, rumei para a Paulista com tanto atraso que não valia a pena correr.
Acordei de fato na subida da Rebouças. O asfalto estava molhado, o dia cinzento e o ar um pouco fresco.
Me alegrei com o ar melancólico da manhã. Um pouco de calma depois de tanta agitação. Lembrei que minha estação favorita vem aí. O outono com seus dias ensolarados e frios.
Sentí a água do chuveiro por volta das 10h. Depois dos movimentos mecânicos para me vestir, rumei para a Paulista com tanto atraso que não valia a pena correr.
Acordei de fato na subida da Rebouças. O asfalto estava molhado, o dia cinzento e o ar um pouco fresco.
Me alegrei com o ar melancólico da manhã. Um pouco de calma depois de tanta agitação. Lembrei que minha estação favorita vem aí. O outono com seus dias ensolarados e frios.
Sobre mentiras e amor.
A mentira.
O começo já deveria ser plural.
A pessoa diz ser agente do serviço secreto de Israel. E que ama. E que precisa de dinheiro. E que usa disfarces.
Diante da inevitável e inquestionável verdade, confessa que tudo mais era mentira, menos o grande amor e a devoção.
Combinam um suicídio de mentira.
Sendo o ser saudável, mentira é como respiração. Repete-se o gesto zilhões de vezes durante a vida e em alguns momentos o movimento se torna até involuntário.
É impossível um sujeito se matar prendendo a respiração. Assim é a natureza.
Mentir porque é mais fácil. Porque a verdade é menos bonita ou prática. Porque se é mais esperto ou se tem menos caráter. Sim, existem tantas justificativas para as mentiras. Inclusive essa, a falta de caráter.
Aceitar isso é como aceitar a natureza. Corre-se o risco do cinismo.
___________________________________________________________________
O amor.
O começo deveria ser plural.
Existe aquele que ama quase tantas vezes quanto respira. E como mente.
O risco do cinismo.
Não gosto de me perceber naturalmente mais cínica.
Histórias simples de amores descomplicados. Nada de James Bond. Nada de grandes movimentos e enredos mirabolantes.
Nove anos de simplicidade. Amor.
E assim respiro um pouco menos cínica.
A mentira.
O começo já deveria ser plural.
A pessoa diz ser agente do serviço secreto de Israel. E que ama. E que precisa de dinheiro. E que usa disfarces.
Diante da inevitável e inquestionável verdade, confessa que tudo mais era mentira, menos o grande amor e a devoção.
Combinam um suicídio de mentira.
Sendo o ser saudável, mentira é como respiração. Repete-se o gesto zilhões de vezes durante a vida e em alguns momentos o movimento se torna até involuntário.
É impossível um sujeito se matar prendendo a respiração. Assim é a natureza.
Mentir porque é mais fácil. Porque a verdade é menos bonita ou prática. Porque se é mais esperto ou se tem menos caráter. Sim, existem tantas justificativas para as mentiras. Inclusive essa, a falta de caráter.
Aceitar isso é como aceitar a natureza. Corre-se o risco do cinismo.
___________________________________________________________________
O amor.
O começo deveria ser plural.
Existe aquele que ama quase tantas vezes quanto respira. E como mente.
O risco do cinismo.
Não gosto de me perceber naturalmente mais cínica.
Histórias simples de amores descomplicados. Nada de James Bond. Nada de grandes movimentos e enredos mirabolantes.
Nove anos de simplicidade. Amor.
E assim respiro um pouco menos cínica.
Wednesday, March 14, 2007
A chuva, os números, o lombo, a música e o pão de cara.
Estou cansada. Realmente cansada mas adoro sentir a minha energia fluindo e as idéias chegando aos montes, capazes de resolver problemas e de encontrar caminhos inovadores no trabalho. Sim, meu ascendente é capricórnio e eu encontro satisfação genuína na minha vida profissional quando ela vai bem.
Estou cansada. Realmente cansada mas adoro sentir a minha energia fluindo e as idéias chegando aos montes, capazes de resolver problemas e de encontrar caminhos inovadores no trabalho. Sim, meu ascendente é capricórnio e eu encontro satisfação genuína na minha vida profissional quando ela vai bem.
Monday, March 12, 2007
Meu encontro semanal comigo mesma foi extremamente produtivo. Rico.
Estou falando quase que livremente. Amarras existem mas elas nunca foram tão poucas.
E depois de tantas possibilidades e descobertas, muitos exercícios. E com alto grau de dificuldade. Isso mesmo, ela tem aumentado a dificuldade das barreiras que devo transpor mas não tenho me irritado com isso. E nada de reforço químico.
As próximas semanas exigirão muita prática e esforço. Mal posso esperar.
Estou falando quase que livremente. Amarras existem mas elas nunca foram tão poucas.
E depois de tantas possibilidades e descobertas, muitos exercícios. E com alto grau de dificuldade. Isso mesmo, ela tem aumentado a dificuldade das barreiras que devo transpor mas não tenho me irritado com isso. E nada de reforço químico.
As próximas semanas exigirão muita prática e esforço. Mal posso esperar.
Sunday, March 11, 2007
O vizinho novo, de novo.
Bermuda, chinelo e camiseta na mão.
Tatuagem no braço e na "asa".
O silêncio do hall finalmente quebrado.
Animação estampada no rosto. Show do Chiclete com Banana.
Gostoso constatar a alegria alheia diante de uma coisa tão diferente das minhas coisas.
A vida vale muito a pena e eu não experimentei quase nada diante da grandeza de opções.
Bermuda, chinelo e camiseta na mão.
Tatuagem no braço e na "asa".
O silêncio do hall finalmente quebrado.
Animação estampada no rosto. Show do Chiclete com Banana.
Gostoso constatar a alegria alheia diante de uma coisa tão diferente das minhas coisas.
A vida vale muito a pena e eu não experimentei quase nada diante da grandeza de opções.
O encontro de ontem foi muito bom.
Risos fáceis. Carinhos de amigos. Filosofia barata sobre relacionamentos possíveis e impossíveis. Mais risos. Viagem sem destino.
Quem inventou de tentar montar o roteiro do Reveillon no meio de amigos tão queridos e tão diferentes?
Toro, claro.
Primeiro o óbvio. Paris. Depois as justificativas de frio e as tentativas que passaram por Fernando de Noronha e chegaram ao nível de Praia Grande.
Algumas idéias boas. Israel e Berlim.
Voltamos ao briefing.
Solteiras. Reveillon. Party time.
Pequim foi a dica mais peculiar. Vinda do meu companheiro de pés descalços.
Risos fáceis. Carinhos de amigos. Filosofia barata sobre relacionamentos possíveis e impossíveis. Mais risos. Viagem sem destino.
Quem inventou de tentar montar o roteiro do Reveillon no meio de amigos tão queridos e tão diferentes?
Toro, claro.
Primeiro o óbvio. Paris. Depois as justificativas de frio e as tentativas que passaram por Fernando de Noronha e chegaram ao nível de Praia Grande.
Algumas idéias boas. Israel e Berlim.
Voltamos ao briefing.
Solteiras. Reveillon. Party time.
Pequim foi a dica mais peculiar. Vinda do meu companheiro de pés descalços.
Gosto de histórias de superação. Não sei de onde isso vem mas talvez seja da minha natureza competitiva. Também não sei de onde vem essa queda pela disputa mas ela existe enquanto eu não consigo entendê-la e domá-la.
Delícia ver alguém em situação desvantajosa meter um EU SOU FODA e dar a volta por cima.
Delícia ver alguém em situação desvantajosa meter um EU SOU FODA e dar a volta por cima.
Thursday, March 08, 2007
Pra não dizer que não falei do Bush.
Dizer que a Paulista virou uma bagunça no meio da tarde seria chover no molhado. A Paulista é uma bagunça. Exceção feita às noites de sábado e aos dias de domingo quando ela parece querer seu charme de volta.
Nada de carros na pista no sentido Paraíso-Consolação. Isso sim é estranho num dia normal de trabalho.
Logo o carro de som que levava os funcionários do imperialismo a janela. Sim, eu confesso. Trabalho para uma multinacional de origem americana e não é a primeira. Outro crime. Adoro Coca Cola.
Gosto de pensar que talvez eu tenha salvação. Não tolero o Bushcefalo. Outro atenuante. Sempre torcí para a União Soviética.
Voltemos a visão curiosa de minha mesa.
A persiana que adoro suspensa. Mais de trinta funcionários encostados no vidro, olhando para baixo. Eu pensando: pula, pula, pula.
Ninguém pulou.
Dizer que a Paulista virou uma bagunça no meio da tarde seria chover no molhado. A Paulista é uma bagunça. Exceção feita às noites de sábado e aos dias de domingo quando ela parece querer seu charme de volta.
Nada de carros na pista no sentido Paraíso-Consolação. Isso sim é estranho num dia normal de trabalho.
Logo o carro de som que levava os funcionários do imperialismo a janela. Sim, eu confesso. Trabalho para uma multinacional de origem americana e não é a primeira. Outro crime. Adoro Coca Cola.
Gosto de pensar que talvez eu tenha salvação. Não tolero o Bushcefalo. Outro atenuante. Sempre torcí para a União Soviética.
Voltemos a visão curiosa de minha mesa.
A persiana que adoro suspensa. Mais de trinta funcionários encostados no vidro, olhando para baixo. Eu pensando: pula, pula, pula.
Ninguém pulou.
E a noite parece que é mesmo dos tumultos.
Eu, depois de tanto brigar na central de atendimento da Ticket Alimentação, desisto dos sobressaltos. Nada vai mudar e a gentil Tamaris não vai fazer compras para mim. Aceito o envio de nova senha que levará 7 dias para chegar as minhas mãos. Desejo boa noite e bom trabalho. Assim, resignada.
Parto para a alcatra Bassi que me resta. Vou assalá com sal grosso e degustá-la com cebola assada coberta de azeite extra virgem.
Eu, depois de tanto brigar na central de atendimento da Ticket Alimentação, desisto dos sobressaltos. Nada vai mudar e a gentil Tamaris não vai fazer compras para mim. Aceito o envio de nova senha que levará 7 dias para chegar as minhas mãos. Desejo boa noite e bom trabalho. Assim, resignada.
Parto para a alcatra Bassi que me resta. Vou assalá com sal grosso e degustá-la com cebola assada coberta de azeite extra virgem.
Acho que a vizinha foi traída pelo marido. A briga é intensa e seus gritos são altos. Ela grita um nome feminino, Marcia, e parece querer matá-lo pelos tímpanos.
O socorro chegou. Filhos.
Não se ouve a voz do homem. O marido.
Silêncio.
Gritos repentinos e porta batida.
Estranho tanta intimidade. Não sei dos vizinhos o rosto ou o nome.
Mas já ouví falar de Marcia.
O socorro chegou. Filhos.
Não se ouve a voz do homem. O marido.
Silêncio.
Gritos repentinos e porta batida.
Estranho tanta intimidade. Não sei dos vizinhos o rosto ou o nome.
Mas já ouví falar de Marcia.
"Quando se bate cabeça e pede-se por justiça, pede-se por justiça e não pela minha justiça."
Fui criada pelo tipo de pessoa que diz uma frase dessas e que sempre recomendou o caminho de não fazer ao outro aquilo que não se quer receber de ninguém.
No meu estágio, impossível ser assim mas é um tremendo incentivo ter um modelo desses.
Fui criada pelo tipo de pessoa que diz uma frase dessas e que sempre recomendou o caminho de não fazer ao outro aquilo que não se quer receber de ninguém.
No meu estágio, impossível ser assim mas é um tremendo incentivo ter um modelo desses.
Putaquepariu.
Estou há dias tentando usar a merda do Ticket Alimentação e não consigo. Toda hora surge um problema diferente. A última é que a minha senha estava bloqueada mesmo depois de eu ter feito compras pela Internet. Reset de senha e 24 horas depois eu poderia fazer compras. Pego fila no Pão de Açúcar e sou obrigada a pagar no débito sendo que tem um monte de crédito na porra do cartão.
Liga e ninguém atende. Central de atendimento parece uma praga criada pelo demo em pessoa.
Estou há dias tentando usar a merda do Ticket Alimentação e não consigo. Toda hora surge um problema diferente. A última é que a minha senha estava bloqueada mesmo depois de eu ter feito compras pela Internet. Reset de senha e 24 horas depois eu poderia fazer compras. Pego fila no Pão de Açúcar e sou obrigada a pagar no débito sendo que tem um monte de crédito na porra do cartão.
Liga e ninguém atende. Central de atendimento parece uma praga criada pelo demo em pessoa.
Wednesday, March 07, 2007
Três primeiros beijos mas só o terceiro conta.
Sim.
O primeiro foi com cinco. Meu irmão me segurou e o Marcelo, filho de amigos dos meus pais, me roubou o beijo. Inocente e sem validade.
O segundo foi com dez. Matinê de Carnaval e depois de dar algumas voltas no salão com o Paulo, aos nos separarmos, ele me roubou um beijo. Inocente e sem validade apesar do rubor que causou na época.
O terceiro foi com onze e também nasceu na mesma matinê de Carnaval. Dei algumas voltas no salão com aquele menino de olhos tão verdes. Fiquei tão encantada e feliz de ter dançado com ele mais de uma música. O Carnaval acabou e a vida seguiu sem eu nem saber o nome dele. Só que uma semana depois eu iria descobrir que ele seria da minha sala de aula. O fim do mundo para alguém tão tímida. As aulas seguiram, a turma era quase toda conhecida, fiz onze anos e a fase dos bailinhos com dança da vassoura começou. E foi num baile desses que eu dei de fato o meu primeiro beijo. O segundo, o terceiro e sei lá mais quantos também! O nome dele era Marcello e estudamos juntos por muito tempo.
A mania de Carnaval durou um bom tempo.
Sim.
O primeiro foi com cinco. Meu irmão me segurou e o Marcelo, filho de amigos dos meus pais, me roubou o beijo. Inocente e sem validade.
O segundo foi com dez. Matinê de Carnaval e depois de dar algumas voltas no salão com o Paulo, aos nos separarmos, ele me roubou um beijo. Inocente e sem validade apesar do rubor que causou na época.
O terceiro foi com onze e também nasceu na mesma matinê de Carnaval. Dei algumas voltas no salão com aquele menino de olhos tão verdes. Fiquei tão encantada e feliz de ter dançado com ele mais de uma música. O Carnaval acabou e a vida seguiu sem eu nem saber o nome dele. Só que uma semana depois eu iria descobrir que ele seria da minha sala de aula. O fim do mundo para alguém tão tímida. As aulas seguiram, a turma era quase toda conhecida, fiz onze anos e a fase dos bailinhos com dança da vassoura começou. E foi num baile desses que eu dei de fato o meu primeiro beijo. O segundo, o terceiro e sei lá mais quantos também! O nome dele era Marcello e estudamos juntos por muito tempo.
A mania de Carnaval durou um bom tempo.
Tempo livre faz isso com a gente. Procuramos por bobagens que deixem a osciosidade um pouco mais divertida.
Hoje eu transpirei muito por causa da febre mas me divertí procurando pelas músicas da minha adolescência, quando eu já acreditava que era adulta.
E a vontade foi de achar toda a minha turminha de matinê na Zoom e de baladinha no Sírio. Ah, Santos e meus ótimos momentos!
Desde o primeiro beijo às primeiras vontades de sexo, tudo bem acompanhado pela trilha sonora desse playlist.
Música tem esse poder. O de marcar.
Hoje eu transpirei muito por causa da febre mas me divertí procurando pelas músicas da minha adolescência, quando eu já acreditava que era adulta.
E a vontade foi de achar toda a minha turminha de matinê na Zoom e de baladinha no Sírio. Ah, Santos e meus ótimos momentos!
Desde o primeiro beijo às primeiras vontades de sexo, tudo bem acompanhado pela trilha sonora desse playlist.
Música tem esse poder. O de marcar.
Tenho um hábito estranho. Na verdade tenho vários mas quero falar de um em particular.
Associações. Isso mesmo. Atribuo um significado para quase tudo e isso é bastante limitante.
Deixando de lado a parte limitante, existem coisas que são inevitáveis.
Flores. Sim, eu gosto muito de dar flores e de recebê-las também. E, querendo ou não, crio toda uma simbologia para isso, além é claro, da simbologia do próprio gesto de dar flores.
O tipo de flor, a data e a cor.
Por exemplo, as rosas vermelhas de minha mãe. Meu pai dava rosas vermelhas para a minha toda quinta-feira. Invariavelmente.
Desde que ele se foi já dei flores para ela mas nunca rosas vermelhas. Nem sei se ela prefere as rosas vermelhas mas para mim aquilo é muito próprio do meu pai e prefiro as flores claras.
Falando nele, sempre achei meu pai um homem de orquídeas e essas eram as flores dedicadas à ele. Sempre em datas comemorativas.
Amores e amigos. Esses recebem flores diversas em datas importantes e em datas de nenhuma importância.
Um amor recente merecia as gérberas e os girassóis.
Um amor mais antigo merecia lírios e copos de leite. Minha flor favorita disputando pau a pau com a tulipa minimalista.
Associações. Isso mesmo. Atribuo um significado para quase tudo e isso é bastante limitante.
Deixando de lado a parte limitante, existem coisas que são inevitáveis.
Flores. Sim, eu gosto muito de dar flores e de recebê-las também. E, querendo ou não, crio toda uma simbologia para isso, além é claro, da simbologia do próprio gesto de dar flores.
O tipo de flor, a data e a cor.
Por exemplo, as rosas vermelhas de minha mãe. Meu pai dava rosas vermelhas para a minha toda quinta-feira. Invariavelmente.
Desde que ele se foi já dei flores para ela mas nunca rosas vermelhas. Nem sei se ela prefere as rosas vermelhas mas para mim aquilo é muito próprio do meu pai e prefiro as flores claras.
Falando nele, sempre achei meu pai um homem de orquídeas e essas eram as flores dedicadas à ele. Sempre em datas comemorativas.
Amores e amigos. Esses recebem flores diversas em datas importantes e em datas de nenhuma importância.
Um amor recente merecia as gérberas e os girassóis.
Um amor mais antigo merecia lírios e copos de leite. Minha flor favorita disputando pau a pau com a tulipa minimalista.
Sou muito ligada nos sonhos. Claro, influência de meu pai que era um homem mais do que conectado com as coisas não tão físicas.
Quem convive um pouco comigo sabe pelo menos uma das mil histórias mega bizarras e premonitórias que ele tinha.
Eram sempre sonhos desconexos para mim mas com sentido claro para ele. Tudo registrado em cadernos e mais cadernos e, depois do meu presente de dia dos pais, em fitas e mais fitas.
Vez ou outra, desde a minha infância, tenho sonhos que são estranhos e que mesmo durante o próprio sonho me despertam a sensação de que devo prestar atenção naquilo.
Quando a conexão se perde, e isso tem sido frequente, fico um pouco cismada como se a minha conexão com o divino estivesse ruim. Na verdade, a sensação que tenho é que preciso cuidar mais da minha vida espiritual.
Quem convive um pouco comigo sabe pelo menos uma das mil histórias mega bizarras e premonitórias que ele tinha.
Eram sempre sonhos desconexos para mim mas com sentido claro para ele. Tudo registrado em cadernos e mais cadernos e, depois do meu presente de dia dos pais, em fitas e mais fitas.
Vez ou outra, desde a minha infância, tenho sonhos que são estranhos e que mesmo durante o próprio sonho me despertam a sensação de que devo prestar atenção naquilo.
Quando a conexão se perde, e isso tem sido frequente, fico um pouco cismada como se a minha conexão com o divino estivesse ruim. Na verdade, a sensação que tenho é que preciso cuidar mais da minha vida espiritual.
Tuesday, March 06, 2007
Eu sempre gostei do ditado cobra que não se arrasta não engole sapo. Só que essas cobras se superaram.
"Parece coisa de videogame. Uma cobra armazena toxinas ao morder um sapo venenoso e usa o veneno como defesa contra falcões e outros predadores. É exatamente isso, entretanto, que pesquisadores dizem que faz a cobra asiática Rhabdophis tigrinus, com base em estudos sobre o fluido glandular de cobras filhotes e adultas de duas ilhas japonesas."
Essa tal Rhabdophis tigrinus combina mais com o que não mata engorda ou ainda, aquilo que não te mata, fortalece.
"Parece coisa de videogame. Uma cobra armazena toxinas ao morder um sapo venenoso e usa o veneno como defesa contra falcões e outros predadores. É exatamente isso, entretanto, que pesquisadores dizem que faz a cobra asiática Rhabdophis tigrinus, com base em estudos sobre o fluido glandular de cobras filhotes e adultas de duas ilhas japonesas."
Essa tal Rhabdophis tigrinus combina mais com o que não mata engorda ou ainda, aquilo que não te mata, fortalece.
Cada vez que eu leio alguma coisa. Cada vez que eu escrevo alguma coisa.
Minha cabeça está em outro lugar.
Cidade, estado ou país.
O sincronismo das coisas, também chamado de coincidência, me leva o tempo todo para alguma coisa que está fora daqui. Se eu escrevesse a esmo sairia algo como Florianópolis, Milão, Portugal, Estocolmo, Alemanha, Inglaterra, Salvador, Buenos Aires, Santiago, Dinamarca, Nova York.
Tudo sem muito sentido.
Lazer, estudo, amigos.
Muito sem sentido.
Minha cabeça está em outro lugar.
Cidade, estado ou país.
O sincronismo das coisas, também chamado de coincidência, me leva o tempo todo para alguma coisa que está fora daqui. Se eu escrevesse a esmo sairia algo como Florianópolis, Milão, Portugal, Estocolmo, Alemanha, Inglaterra, Salvador, Buenos Aires, Santiago, Dinamarca, Nova York.
Tudo sem muito sentido.
Lazer, estudo, amigos.
Muito sem sentido.
Tenho vontades de mar e alguns pequenos sonhos que deveriam virar desejos.
Já tive um caiaque em parceria com meu irmão. Parceria mesmo porque além de ter sido um presente dividido entre os dois, sempre foi mais fácil cruzar o quarteirão que nos separava do mar dividindo o peso da peça vermelha. Tive minhas pranchinhas de body boarding e essas eu carregava sozinha, junto com a mochila e o pão de cará. Tive e tenho minha máscara com snorkel e pé-de-pato. Silêncio azul.
Os pequenos sonhos.
Surfar de pé. Eu bem que tentei com os namoradinhos da adolescência mas nunca fui bem sucedida. Aproveitar o vento numa prancha de windsurf colorida. Liberdade no mar num modesto barco a motor.
Vou transformar esses sonhos em desejos e quem sabe satisfaço meus desejos.
Já tive um caiaque em parceria com meu irmão. Parceria mesmo porque além de ter sido um presente dividido entre os dois, sempre foi mais fácil cruzar o quarteirão que nos separava do mar dividindo o peso da peça vermelha. Tive minhas pranchinhas de body boarding e essas eu carregava sozinha, junto com a mochila e o pão de cará. Tive e tenho minha máscara com snorkel e pé-de-pato. Silêncio azul.
Os pequenos sonhos.
Surfar de pé. Eu bem que tentei com os namoradinhos da adolescência mas nunca fui bem sucedida. Aproveitar o vento numa prancha de windsurf colorida. Liberdade no mar num modesto barco a motor.
Vou transformar esses sonhos em desejos e quem sabe satisfaço meus desejos.
Minha mãe trouxe as fotos do cruzeiro de Carnaval. Colares havaianos e bailes com dança até altas horas. Paradas e passeios em Forianópolis.
E ele insistiu que as fotos da tal cachoeira foram tiradas perto da Joaquina. Tem cachoeira para os lados da Joaquina?
As fotos e o céu azul que vejo da minha janela me dão vontade de Florianópolis. O mar.
E ele insistiu que as fotos da tal cachoeira foram tiradas perto da Joaquina. Tem cachoeira para os lados da Joaquina?
As fotos e o céu azul que vejo da minha janela me dão vontade de Florianópolis. O mar.
Monday, March 05, 2007
As dores voltaram. Nada ainda tão forte mas o desconforto é claro. Ombros, região lombar, braços e as vezes a região do joelho esquerdo. E claro, meu pé esquerdo.
Essa tal fibromialgia incomoda mas estou tentando entender meu corpo.
Em momentos de stress, cansaço e ansiedade o problema com a tal serotonina se agrava e as dores também.
E tenho que confessar que depois de dois anos sem férias somados a recente vida de solteira, me sinto muito cansada.
Pausa para respiração e para o Tao.
Essa tal fibromialgia incomoda mas estou tentando entender meu corpo.
Em momentos de stress, cansaço e ansiedade o problema com a tal serotonina se agrava e as dores também.
E tenho que confessar que depois de dois anos sem férias somados a recente vida de solteira, me sinto muito cansada.
Pausa para respiração e para o Tao.
Sunday, March 04, 2007
Mais um fim de semana e nada de Babel. Pensei em apelar e ir depois do trabalho em um dia de semana. Depois pensei no tipo de servidão que leva uma pessoa a achar que cinema só rola no fim de semana.
Por fim, pensei nos dois anos sem férias e no sono que insiste em me pegar pela manhã, me fazendo refém da cama mais aconchegante do mundo.
Agora penso na síndrome de Estocolmo.
Por fim, pensei nos dois anos sem férias e no sono que insiste em me pegar pela manhã, me fazendo refém da cama mais aconchegante do mundo.
Agora penso na síndrome de Estocolmo.
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