Ontem eu decidí abrir uma porta e falar com meu passado. Afinal, ele foi tão bacana.
Alguns hábitos iguais. Outros diferentes. Aparentemente, pelo menos.
Cuidado extremo com as palavras.
Tudo resumido em um grande estranhamento que talvez passe com o tempo.
E fechamento com chave de ouro já que conseguí vislumbrar coisas boas nesse rápido presente que justificam tudo que foi feito no passado. Isso tem valor. Muito.
O mais importante é que decidí falar com meu passado e acabei falando com um rápido presente. Meu passado ficou para trás e não há como falar com algo que não existe mais. Não existe e eu não quero recriá-lo.
Eu só quero o que o futuro me reserva. E o futuro começa em um minuto. Tô atrasada!
Wednesday, May 16, 2007
Tuesday, May 15, 2007
Desde sábado eu carrego uma coisa meio estranha. Não é melancolia porque eu nem deixo que vire.
É um vaziozinho. Ou não.
Talvez seja o contrário de um certo calorzinho que já sentí. Uma coisinha estranha e talvez um pouco dolorida.
No diminutivo não porque seja insignificante mas sim porque é delicado.
É um vaziozinho. Ou não.
Talvez seja o contrário de um certo calorzinho que já sentí. Uma coisinha estranha e talvez um pouco dolorida.
No diminutivo não porque seja insignificante mas sim porque é delicado.
Monday, May 14, 2007
Friday, May 11, 2007
Pode ser o primeiro.
Pode ser o último.
A beleza e a tristeza residem nessa incerteza.
Estava procurando um email relacionado ao trabalho de hoje. Apertei a seta que me levou para a última página. E lá estava ele.
No dia 11 de maio de 2006 eu recebí um email que já tinha sido enviado antes. Na verdade ele foi re-enviado para ser arquivado e continha uma recomendação do tipo para guardar para sempre.
Curioso. Hoje é dia 11 de maio de 2007. Guardei até hoje e ainda não tenho intenção de apagá-lo.
Pode ser o último.
A beleza e a tristeza residem nessa incerteza.
Estava procurando um email relacionado ao trabalho de hoje. Apertei a seta que me levou para a última página. E lá estava ele.
No dia 11 de maio de 2006 eu recebí um email que já tinha sido enviado antes. Na verdade ele foi re-enviado para ser arquivado e continha uma recomendação do tipo para guardar para sempre.
Curioso. Hoje é dia 11 de maio de 2007. Guardei até hoje e ainda não tenho intenção de apagá-lo.
NOTAS DE UMA MENTE COM LEMBRANÇAS - As matinês de domingo
Bom passar a infância e a adolescência numa cidade menor.
Os quarteirões entre o Gonzaga e o Boqueirão foram meu cenário principal. E num desses quarteirões eu comecei a frequentar as deliciosas matinês de domingo.
A turma da escola. Os conhecidos da natação. Frequentadores do Posto 5. O universo mínimo que parecia infinito se encontrava quase em frente a praça Independência.
Por volta das 14h30 a fila já era grande. Exatamente às 15h a brincadeira tinha início.
O lugar era grande e possuía vários ambientes e pistas em níveis diferentes. Telões, gelo seco, luzes e muito barulho. A inocência era tanta que o convite de entrada dava direito a um refrigerante.
Por volta das 17h30 a bagunça dava lugar a uma grande calmaria. As luzes cessavam e a música diminuía o ritmo. Hora das músicas lentas. Hora de Dire Straits em Your Latest Trick.
Quando ouço o saxofone dessa melodia sempre me recordo daquelas tardes. Me recordo das pistas vazias e dos corredores cheios de crianças tímidas e amedrontadas.
Todos queriam dançar mas ninguém tinha coragem de ser o primeiro. Imagino o peso para os meninos. Depois de quase um ano a pista começou a ser ocupada na sessão dois prá lá dois prá cá.
Bom passar a infância e a adolescência numa cidade menor.
Os quarteirões entre o Gonzaga e o Boqueirão foram meu cenário principal. E num desses quarteirões eu comecei a frequentar as deliciosas matinês de domingo.
A turma da escola. Os conhecidos da natação. Frequentadores do Posto 5. O universo mínimo que parecia infinito se encontrava quase em frente a praça Independência.
Por volta das 14h30 a fila já era grande. Exatamente às 15h a brincadeira tinha início.
O lugar era grande e possuía vários ambientes e pistas em níveis diferentes. Telões, gelo seco, luzes e muito barulho. A inocência era tanta que o convite de entrada dava direito a um refrigerante.
Por volta das 17h30 a bagunça dava lugar a uma grande calmaria. As luzes cessavam e a música diminuía o ritmo. Hora das músicas lentas. Hora de Dire Straits em Your Latest Trick.
Quando ouço o saxofone dessa melodia sempre me recordo daquelas tardes. Me recordo das pistas vazias e dos corredores cheios de crianças tímidas e amedrontadas.
Todos queriam dançar mas ninguém tinha coragem de ser o primeiro. Imagino o peso para os meninos. Depois de quase um ano a pista começou a ser ocupada na sessão dois prá lá dois prá cá.
Thursday, May 10, 2007
Confesso que para algumas coisas eu pareço criança. Acho que nesse caso específico a culpa é do meu pai.
Gosto dos carinhos e afagos de aniversário. E esse ano a celebração foi longa, tendo fim na segunda-feira.
Quarta-feira eu ganhei mais presentes. E gostei.
Quinta-feira eu fui informada por Chiclete Chiclete que ganharei mais presente. Só não conseguí saber o quê! De novo a coisa da criança e a vontade de saber logo do que se trata.
Tenho certeza que gostarei porque a simbologia tem mais importância do que o objeto.
Gosto dos carinhos e afagos de aniversário. E esse ano a celebração foi longa, tendo fim na segunda-feira.
Quarta-feira eu ganhei mais presentes. E gostei.
Quinta-feira eu fui informada por Chiclete Chiclete que ganharei mais presente. Só não conseguí saber o quê! De novo a coisa da criança e a vontade de saber logo do que se trata.
Tenho certeza que gostarei porque a simbologia tem mais importância do que o objeto.
O São Paulo perdeu e confesso que não estava torcendo contra. Tantas pessoas queridas torcendo a favor que não conseguí furar a maré.
E nós duas não estávamos juntas no estádio! Não foi culpa do histórico de pé frio.
Deixando de lado os pensamentos emotivos que sempre me voltam, lí uma frase na torcida do Grêmio que adorei: "treino é jogo e jogo é guerra".
E nós duas não estávamos juntas no estádio! Não foi culpa do histórico de pé frio.
Deixando de lado os pensamentos emotivos que sempre me voltam, lí uma frase na torcida do Grêmio que adorei: "treino é jogo e jogo é guerra".
Tudo começou com o jogo do Santos na tv.
Nada de som para atrapalhar as conversas mas confesso que continuo a mesma de sempre. Não consigo desviar o olhar por muito tempo. Ainda mais com o placar desfavorável.
Entre sorrisos e encontros, vez por outra meu pé chutava uma bola imaginária. Vez por outra eu olhava. Discretamente eu olhava.
Meu time ganhou e eu continuava olhando. Vez por outra eu olhava.
Nada de som para atrapalhar as conversas mas confesso que continuo a mesma de sempre. Não consigo desviar o olhar por muito tempo. Ainda mais com o placar desfavorável.
Entre sorrisos e encontros, vez por outra meu pé chutava uma bola imaginária. Vez por outra eu olhava. Discretamente eu olhava.
Meu time ganhou e eu continuava olhando. Vez por outra eu olhava.
Tuesday, May 08, 2007
Monday, May 07, 2007
O primeiro parabéns do dia foi o mais cuidadoso.
07h30 da manhã.
Bom saber que tinha alguém pensando em mim tão cedo.
O mais surpreendente foi de um colega de serviço. Coisas profundas de uma fonte inesperada.
O que me fez chorar veio no meio da manhã.
Primeiro uma ligação gentil. Depois um email doce e cuidadoso.
Sonhos lindos e impossíveis.
O último veio na minha carona pós pizza.
Pessoa boa. Vibração boa. Mesmo sendo Chiclete, Chiclete.
Foram muitos. Foram especiais.
E depois de 4 dias, só tenho o que agradecer. Tanto carinho, tanta diversão e tanto afago.
07h30 da manhã.
Bom saber que tinha alguém pensando em mim tão cedo.
O mais surpreendente foi de um colega de serviço. Coisas profundas de uma fonte inesperada.
O que me fez chorar veio no meio da manhã.
Primeiro uma ligação gentil. Depois um email doce e cuidadoso.
Sonhos lindos e impossíveis.
O último veio na minha carona pós pizza.
Pessoa boa. Vibração boa. Mesmo sendo Chiclete, Chiclete.
Foram muitos. Foram especiais.
E depois de 4 dias, só tenho o que agradecer. Tanto carinho, tanta diversão e tanto afago.
Sunday, May 06, 2007
Sequência da celebração.
Joguei minha moeda na fonte dos desejos. Não fui a única.
E para terminar ou talvez para começar, voltei ao simples que sempre me agrada.
Pão com manteiga e chocolate gelado. Padaria cheia no fim da madrugada.
Céu azul e laranja. A combinação perfeita que deixa o início da manhã uma ocasião tão bela.
Joguei minha moeda na fonte dos desejos. Não fui a única.
E para terminar ou talvez para começar, voltei ao simples que sempre me agrada.
Pão com manteiga e chocolate gelado. Padaria cheia no fim da madrugada.
Céu azul e laranja. A combinação perfeita que deixa o início da manhã uma ocasião tão bela.
Friday, May 04, 2007
Thursday, May 03, 2007
Wednesday, May 02, 2007
Pela terceira noite consecutiva eu acordei por volta das 03h da madrugada. Motivo?
Não sei.
Só que hoje eu acordei e tudo doía. Atropelamento? Fibromialgia?
Não. Saúde, alegria e muito ácido láctico.
Duas horas de wakeboard ao sol e mais duas horas de fut ao forró (!). Sim, tinha forró que eu detesto mas isso não me atrapalhou.
Churros, pizza e Coca Cola.
Me sinto como uma criança extremamente satisfeita.
Não sei.
Só que hoje eu acordei e tudo doía. Atropelamento? Fibromialgia?
Não. Saúde, alegria e muito ácido láctico.
Duas horas de wakeboard ao sol e mais duas horas de fut ao forró (!). Sim, tinha forró que eu detesto mas isso não me atrapalhou.
Churros, pizza e Coca Cola.
Me sinto como uma criança extremamente satisfeita.
Thursday, April 26, 2007
NOTAS DE UMA MENTE COM LEMBRANÇAS - Dia 26
O dia é que lembra a música e não a música que lembra o dia.
Poderiam ser lembranças de um passado muito distante. Passado nem tão distante.
Tanto faz. Ouví essa música quase que durante toda a minha vida.
Café em família. Brincadeira com cachorro. Livro da semana. Exercícios de concentração.
Lembro da capa do lp. Avermelhada. Lembro da capa do cd. Azul típico de uma coleção de clássicos.
Não tenho o lp. Não tenho o cd.
Nunca mais ví alguém colocar essa música para tocar. 27 de julho de 2003.
Sempre posso ouví-la. Só de memória.
Memórias do dia 26.
Bolero de Ravel.
O dia é que lembra a música e não a música que lembra o dia.
Poderiam ser lembranças de um passado muito distante. Passado nem tão distante.
Tanto faz. Ouví essa música quase que durante toda a minha vida.
Café em família. Brincadeira com cachorro. Livro da semana. Exercícios de concentração.
Lembro da capa do lp. Avermelhada. Lembro da capa do cd. Azul típico de uma coleção de clássicos.
Não tenho o lp. Não tenho o cd.
Nunca mais ví alguém colocar essa música para tocar. 27 de julho de 2003.
Sempre posso ouví-la. Só de memória.
Memórias do dia 26.
Bolero de Ravel.
Tuesday, April 24, 2007
NOTAS DE UMA MENTE COM LEMBRANÇAS - A velha embaixo da cama
Existe um período que eu não sei determinar muito bem quanto durou mas nesse período não houve grandes registros com trilha sonora.
Talvez as lembranças dessa fase não combinassem com outros sons que não os do silêncio.
Lembro de um lp dos Trapalhões e da música A velha debaixo da cama. Lembro do Balão Mágico e do lp que parecia ter meu irmão na capa (todo mundo achava o Toby idêntico ao meu irmão).
Lembro dos produtos mas não tenho lembranças associadas a nenhuma música dessa fase.
Existe um período que eu não sei determinar muito bem quanto durou mas nesse período não houve grandes registros com trilha sonora.
Talvez as lembranças dessa fase não combinassem com outros sons que não os do silêncio.
Lembro de um lp dos Trapalhões e da música A velha debaixo da cama. Lembro do Balão Mágico e do lp que parecia ter meu irmão na capa (todo mundo achava o Toby idêntico ao meu irmão).
Lembro dos produtos mas não tenho lembranças associadas a nenhuma música dessa fase.
Monday, April 23, 2007
NOTAS DE UMA MENTE COM LEMBRANÇAS - samba, sim
Na casa de meus pais nunca houve um disco de Roberto Carlos. Sempre parecí um e.t. por causa disso.
Havia muito disco nacional mas nenhum do Rei ou de outro membro da Jovem Guarda. Muita mpb e alguns tipinhos marcantes: Paulinho da Viola, Clara Nunes, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Chico Buarque e Beth Carvalho.
Essa última não tinha muito prestígio lá no número 8 mas daí ela gravou uma música que marcou uma época da família. A música tinha uns versos que diziam mais ou menos assim:
Você vale ouro todo o meu tesouro
Tão charmosa da cabeça aos pés
Vou lhe amando lhe adorando
Agradeço a Deus porque lhe fez
O coisinha tão bonitinha do pai
Meu pai que era um homem tímido cantava essa música em alto e bom som para mim. Até minha vó que vivia em São Paulo sabia das serenatas do seu Mozart.
Essa música sempre me faz lembrar de manhãs muito sorridentes. Um samba na família quase sem molejo (quase por causa da minha mãe).
Na casa de meus pais nunca houve um disco de Roberto Carlos. Sempre parecí um e.t. por causa disso.
Havia muito disco nacional mas nenhum do Rei ou de outro membro da Jovem Guarda. Muita mpb e alguns tipinhos marcantes: Paulinho da Viola, Clara Nunes, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Chico Buarque e Beth Carvalho.
Essa última não tinha muito prestígio lá no número 8 mas daí ela gravou uma música que marcou uma época da família. A música tinha uns versos que diziam mais ou menos assim:
Você vale ouro todo o meu tesouro
Tão charmosa da cabeça aos pés
Vou lhe amando lhe adorando
Agradeço a Deus porque lhe fez
O coisinha tão bonitinha do pai
Meu pai que era um homem tímido cantava essa música em alto e bom som para mim. Até minha vó que vivia em São Paulo sabia das serenatas do seu Mozart.
Essa música sempre me faz lembrar de manhãs muito sorridentes. Um samba na família quase sem molejo (quase por causa da minha mãe).
Sunday, April 22, 2007
NOTAS DE UMA MENTE COM LEMBRANÇAS - A primeira
Não sei quantos anos eu tinha mas sei que eram poucos pela altura entre a mesa do escritório do meu pai e minha cabeça.
Anos antes meu pai dera uma vitrola vermelha para minha mãe. Daquelas com rotações diferentes. Junto ele comprou um long play - LP - da trilha sonora internacional de Escalada.
Tenho a impressão de que minha mãe não gostava do disco. Ela nunca gostou de música em inglês e por isso nunca o ouvia.
Já eu adorava aquelas músicas. E essa é a primeira lembrança que tenho ligada à melodia.
Eu fechava a porta do escritório. Com o cuidado de não raspar a agulha da vitrola, colocava o LP para tocar. Sentava-me à mesa e rabiscava desenhos por horas até que meu pai fosse me resgatar para o jantar.
As músicas eram várias mas a favorita que povoa essas lembranças era Only You do The Platters.
Na mesma época e no mesmo escritório como cenário, eu ouvia outra música. Só que essa não era escolhida por mim e até hoje não me traz boas sensações. "Pra não dizer que não falei das flores" com Geraldo Vandré.
Meu pai ouvia essa música com uma frequência enorme. Sim, meu pai foi um homem com aquilo que à época se chamava de pensamentos de esquerda.
Normalmente, nos dias de Geraldo Vandré, era ele quem precisava ser resgatado daquele pequeno escritório. Não fazia desenhos mas escrevia muito.
Não garanto que Geraldo Vandré não tenha sido minha primeira lembrança musical mas como os sentimentos despertados por essa música nunca foram bons, preferí acreditar que ela é a segunda, depois de The Platters.
Não sei quantos anos eu tinha mas sei que eram poucos pela altura entre a mesa do escritório do meu pai e minha cabeça.
Anos antes meu pai dera uma vitrola vermelha para minha mãe. Daquelas com rotações diferentes. Junto ele comprou um long play - LP - da trilha sonora internacional de Escalada.
Tenho a impressão de que minha mãe não gostava do disco. Ela nunca gostou de música em inglês e por isso nunca o ouvia.
Já eu adorava aquelas músicas. E essa é a primeira lembrança que tenho ligada à melodia.
Eu fechava a porta do escritório. Com o cuidado de não raspar a agulha da vitrola, colocava o LP para tocar. Sentava-me à mesa e rabiscava desenhos por horas até que meu pai fosse me resgatar para o jantar.
As músicas eram várias mas a favorita que povoa essas lembranças era Only You do The Platters.
Na mesma época e no mesmo escritório como cenário, eu ouvia outra música. Só que essa não era escolhida por mim e até hoje não me traz boas sensações. "Pra não dizer que não falei das flores" com Geraldo Vandré.
Meu pai ouvia essa música com uma frequência enorme. Sim, meu pai foi um homem com aquilo que à época se chamava de pensamentos de esquerda.
Normalmente, nos dias de Geraldo Vandré, era ele quem precisava ser resgatado daquele pequeno escritório. Não fazia desenhos mas escrevia muito.
Não garanto que Geraldo Vandré não tenha sido minha primeira lembrança musical mas como os sentimentos despertados por essa música nunca foram bons, preferí acreditar que ela é a segunda, depois de The Platters.
Saturday, April 21, 2007
Wednesday, April 18, 2007
Duas e cinquenta. Ainda falta um banho para acabar com o cigarro que grudou no meu corpo.
Sanduíche de brie com geléia de damasco e presunto crú. Fora a demora, foi uma boa pedida.
Festa fechada. Casa cheia. Cenas hilárias e outras nem tanto.
Fauna monotemática. Sapas.
Variações interessantes sobre o mesmo tema. Diferenças evolucionistas.
Resumo da ópera. Meu astral continua bom. Até melhor que o pós-show cheio de energia.
Deus conserve assim e que algum anjo passe na net e diga amém.
Sanduíche de brie com geléia de damasco e presunto crú. Fora a demora, foi uma boa pedida.
Festa fechada. Casa cheia. Cenas hilárias e outras nem tanto.
Fauna monotemática. Sapas.
Variações interessantes sobre o mesmo tema. Diferenças evolucionistas.
Resumo da ópera. Meu astral continua bom. Até melhor que o pós-show cheio de energia.
Deus conserve assim e que algum anjo passe na net e diga amém.
Tuesday, April 17, 2007
Não são "moderninhos". Não são cult.
Só que eu adoro aquela voz chorosa e aquelas melodias doces.
Adorei o show do Keane e estou numa espécie de estado de graça. Não questionem porque foram só algumas cervejas.
Eles são britânicos como os últimos: Pet Shop Boys e New Order. Só que o som estava ótimo. A voz era ótima. O astral era maravilhoso.
Só que eu adoro aquela voz chorosa e aquelas melodias doces.
Adorei o show do Keane e estou numa espécie de estado de graça. Não questionem porque foram só algumas cervejas.
Eles são britânicos como os últimos: Pet Shop Boys e New Order. Só que o som estava ótimo. A voz era ótima. O astral era maravilhoso.
Monday, April 16, 2007
Sunday, April 15, 2007
Wednesday, April 11, 2007
Ele fazia grande esforço. Não saía do lugar.
Ouvia uma voz do além que punha em xeque o seu preparo físico. Duvidava da sua capacidade.
Fazia grande esforço. Nada.
Ouviu um barulho estranho. Sentiu seu corpo ser lançado para frente.
Teve medo. E chorou.
Nada de esforço. Grandes movimentos. Leveza.
Nunca olhou para o lado. Nem notou que a voz do além saía de uma boca parecida com a sua.
Carregava um peso enorme. Sua força não tinha se acabado.
Não carrega mais. Parece um atleta que dança suavemente.
E não se cansa.
Ouvia uma voz do além que punha em xeque o seu preparo físico. Duvidava da sua capacidade.
Fazia grande esforço. Nada.
Ouviu um barulho estranho. Sentiu seu corpo ser lançado para frente.
Teve medo. E chorou.
Nada de esforço. Grandes movimentos. Leveza.
Nunca olhou para o lado. Nem notou que a voz do além saía de uma boca parecida com a sua.
Carregava um peso enorme. Sua força não tinha se acabado.
Não carrega mais. Parece um atleta que dança suavemente.
E não se cansa.
Tuesday, April 10, 2007
Menina com chapéu. Menina com cachecol. Menina com malha e menina com moleton.
Variações sobre o mesmo tema quando o frio começa a dar o ar de sua graça na antiga Cidade da Garoa.
E hoje - num tributo a Lost, eu na terapia - meus olhos estavam menos atentos e meus ouvidos mais dedicados. Tudo isso para me mover para fora. O que capturo com os olhos fica invariavelmente reverberando lá (ou aqui) dentro. O que ouço corre o risco, mesmo que por pura educação, de provocar uma palavra. E assim, mostro um pouco de mim.
Variações sobre o mesmo tema quando o frio começa a dar o ar de sua graça na antiga Cidade da Garoa.
E hoje - num tributo a Lost, eu na terapia - meus olhos estavam menos atentos e meus ouvidos mais dedicados. Tudo isso para me mover para fora. O que capturo com os olhos fica invariavelmente reverberando lá (ou aqui) dentro. O que ouço corre o risco, mesmo que por pura educação, de provocar uma palavra. E assim, mostro um pouco de mim.
Monday, April 09, 2007
Sonhei com chuva.
Acordei com o lençol todo enroscado no pescoço. O cobertor cobria o corpo. As meias do lado direito da cama.
Minha mãe nunca gostou de dormir comigo. Os chutes.
Minha vó dizia que eu era agitada. As pernas não paravam.
Meu pai dizia que ficaria acordado até eu dormir. Provavelmente ficava acordado até eu acordar. Sempre as pernas.
Minha amiga de infância dizia que eu falava durante o sono. Nunca entendia o que era dito.
Já chorei dormindo. O sonho do menino-menina que usava gorro e que "matava o amor da minha vida". Meu irmão me acordou preocupado com o choro.
Para onde será que vou quando durmo? O que tem nesse lugar? Qual o significado do que trago de lá?
Acordei com o lençol todo enroscado no pescoço. O cobertor cobria o corpo. As meias do lado direito da cama.
Minha mãe nunca gostou de dormir comigo. Os chutes.
Minha vó dizia que eu era agitada. As pernas não paravam.
Meu pai dizia que ficaria acordado até eu dormir. Provavelmente ficava acordado até eu acordar. Sempre as pernas.
Minha amiga de infância dizia que eu falava durante o sono. Nunca entendia o que era dito.
Já chorei dormindo. O sonho do menino-menina que usava gorro e que "matava o amor da minha vida". Meu irmão me acordou preocupado com o choro.
Para onde será que vou quando durmo? O que tem nesse lugar? Qual o significado do que trago de lá?
Sunday, April 08, 2007
Thursday, April 05, 2007
Wednesday, April 04, 2007
Não falar sobre algumas coisas parece eliminar a existência delas. Pelo menos por algum tempo. Só parecem.
Uma espécie de vírgula. Uma pausa que ninguém percebe quanto dura e o que se passa durante o intervalo.
E se hoje eu decidisse não usar minhas vírgulas e resolvesse mostrar o que se passa nos intervalos eu falaria de coisas belas e de coisas tristes. As coisas não ditas. Aquelas que parecem não existir.
Uma espécie de vírgula. Uma pausa que ninguém percebe quanto dura e o que se passa durante o intervalo.
E se hoje eu decidisse não usar minhas vírgulas e resolvesse mostrar o que se passa nos intervalos eu falaria de coisas belas e de coisas tristes. As coisas não ditas. Aquelas que parecem não existir.
Tuesday, April 03, 2007
Hoje encontrei com meu amigo pé de coelho.
Na verdade, meu segundo amigo pé de coelho.
Quando fui para Berkeley, antes mesmo de chegar lá, fiz um amigo pé de coelho. Encontrei-o, ou fui encontrada por ele, ainda no aeroporto de Los Angeles, 7 horas antes de nosso embarque atrasado para São Francisco. Ele tirou meu medo do desconhecido. E desconhecido durante a noite.
Depois desse dia ele me salvou várias vezes. A tristeza profunda por estar sozinha e longe de meus amores. O porre profundo depois de 12 doses de tequila. O ligamento do joelho torcido depois de uma barbeiragem de snowboard. Sempre ele, mesmo desequilibrado no meio da neve.
O segundo amigo pé de coelho apareceu anos mais tarde. Seu último palpite me fez chorar mas eu já estava chorando antes mesmo do palpite.
Hoje encontrei com ele. E fui lembrada da sorte que ele me traz.
Ando mesmo precisando de sorte. E de amigos que me dão sorte.
Na verdade, meu segundo amigo pé de coelho.
Quando fui para Berkeley, antes mesmo de chegar lá, fiz um amigo pé de coelho. Encontrei-o, ou fui encontrada por ele, ainda no aeroporto de Los Angeles, 7 horas antes de nosso embarque atrasado para São Francisco. Ele tirou meu medo do desconhecido. E desconhecido durante a noite.
Depois desse dia ele me salvou várias vezes. A tristeza profunda por estar sozinha e longe de meus amores. O porre profundo depois de 12 doses de tequila. O ligamento do joelho torcido depois de uma barbeiragem de snowboard. Sempre ele, mesmo desequilibrado no meio da neve.
O segundo amigo pé de coelho apareceu anos mais tarde. Seu último palpite me fez chorar mas eu já estava chorando antes mesmo do palpite.
Hoje encontrei com ele. E fui lembrada da sorte que ele me traz.
Ando mesmo precisando de sorte. E de amigos que me dão sorte.
Sunday, April 01, 2007
O Selton Melo além de muito fofo é realmente um ótimo ator. O Cheiro do Ralo é esquisito como o próprio nome mas vale muito a pena. Intriga um pouco procurar sentido naquilo tudo.
Agora, o mais intrigante como sempre é o que ocorre nos arredores. Senão, alguém me explique o que leva uma pessoa a escolher ficar grudada em você quando existem pelo menos mais cinquenta poltronas bem posicionadas e livres no cinema.
Agora, o mais intrigante como sempre é o que ocorre nos arredores. Senão, alguém me explique o que leva uma pessoa a escolher ficar grudada em você quando existem pelo menos mais cinquenta poltronas bem posicionadas e livres no cinema.
Hoje optei por permanecer em casa. Nada de almoço na mama.
Café da manhã, biquini, piscina e "Comportamento do Consumidor". Anotações, mergulhos e finalmente a inconveniência da vizinha-mãe-molenga e de seu rebento me cansaram.
Cozinhei para mim. E bem!
Depois da refeição me peguei rosada e contente no espelho.
Café da manhã, biquini, piscina e "Comportamento do Consumidor". Anotações, mergulhos e finalmente a inconveniência da vizinha-mãe-molenga e de seu rebento me cansaram.
Cozinhei para mim. E bem!
Depois da refeição me peguei rosada e contente no espelho.
Semáforos apagados. JK parada. Água e falta de educação em excesso.
Horas. Aventura. Árvore caída.
A vida do paulistano é realmente agitada. Inclusive daqueles que não são paulistanos de fato mas que optaram por adotar essa cidade.
Sim, pois o paralelo desse evento em minha cidade natal seria um pouco diferente.
O parque seria o posto 5. O frescobol com água mineral seria frescobol com mergulho e raspadinha. O receio dos raios seria o mesmo e me espantaria do mar que parece ficar mais quente durante a chuva. O congestionamento seria na faixa de trânsito em frente a Osvaldo Cruz e as horas de aventura seriam minutos pulando nas poças de água que se formam no quarteirão que separa a praia da casa da minha mãe.
Tudo muito mais calmo. Na verdade, calmo demais. Falta enredo.
Horas. Aventura. Árvore caída.
A vida do paulistano é realmente agitada. Inclusive daqueles que não são paulistanos de fato mas que optaram por adotar essa cidade.
Sim, pois o paralelo desse evento em minha cidade natal seria um pouco diferente.
O parque seria o posto 5. O frescobol com água mineral seria frescobol com mergulho e raspadinha. O receio dos raios seria o mesmo e me espantaria do mar que parece ficar mais quente durante a chuva. O congestionamento seria na faixa de trânsito em frente a Osvaldo Cruz e as horas de aventura seriam minutos pulando nas poças de água que se formam no quarteirão que separa a praia da casa da minha mãe.
Tudo muito mais calmo. Na verdade, calmo demais. Falta enredo.
Crianças, atletas de fim de semana, cachorros, estudantes em ensaio de bateria de escola de samba. Tudo no parque.
Nós e nosso frescobol na grama.
Um pouco de transpiração e de água mineral. Energia, endorfina e trovões. Muitos trovões e raios para todos os lados.
Depois de correria geral concluímos que nossas cabeças isoladas em um enorme gramado poderiam chamar a atenção da descarga elétrica. Resolvemos ir embora. Alegres e sem correria. Tomando a tempestade no rosto.
Nós e nosso frescobol na grama.
Um pouco de transpiração e de água mineral. Energia, endorfina e trovões. Muitos trovões e raios para todos os lados.
Depois de correria geral concluímos que nossas cabeças isoladas em um enorme gramado poderiam chamar a atenção da descarga elétrica. Resolvemos ir embora. Alegres e sem correria. Tomando a tempestade no rosto.
Sábado de muuuiiiiiito sol e calor. O paulistano que não foi à praia vai ao parque. Eu, que não sou paulistana mas que adoro esse ritmo, não fui à praia.
Ibirapuera escolhido seguimos pelo caminho mais curto entre o almoço tardio e o parque. JK. No momento de cruzar a República do Líbano vem o CET e fecha o cruzamento. Mesmo sem ser de nossa vontade, viramos para a direita para de novo virar a direita e a direita mais uma vez para então passarmos pelo cruzamento. Tudo como mandam as regras de trânsito. Diante do novo cruzamento vem o mesmo CET e tchumba. Cones e cruzamento fechado.
Disparada pela direita numa corrida contra o CET. Velocidade, conversão proibida e finalmente ganhamos o sentido que queríamos.
Ibirapuera escolhido seguimos pelo caminho mais curto entre o almoço tardio e o parque. JK. No momento de cruzar a República do Líbano vem o CET e fecha o cruzamento. Mesmo sem ser de nossa vontade, viramos para a direita para de novo virar a direita e a direita mais uma vez para então passarmos pelo cruzamento. Tudo como mandam as regras de trânsito. Diante do novo cruzamento vem o mesmo CET e tchumba. Cones e cruzamento fechado.
Disparada pela direita numa corrida contra o CET. Velocidade, conversão proibida e finalmente ganhamos o sentido que queríamos.
Thursday, March 29, 2007
O pai da futura quase famosa Analy afirma que a mão da moça repousando na bunda da outra moça era só uma questão de descanso. Descanso de mão.
O segundo na sucessão ao trono inglês também estava descansando a mão no peito da brasileira gentil e prestativa.
Meus amigos sabem que eu estou saindo de uma crise de fibromialgia e que não tiro férias há dois anos. Se eu participar de algum encontro social esse fim de semana tenho álibi e direito de descansar as duas mãos, os dois braços e as duas pernas.
O segundo na sucessão ao trono inglês também estava descansando a mão no peito da brasileira gentil e prestativa.
Meus amigos sabem que eu estou saindo de uma crise de fibromialgia e que não tiro férias há dois anos. Se eu participar de algum encontro social esse fim de semana tenho álibi e direito de descansar as duas mãos, os dois braços e as duas pernas.
Wednesday, March 28, 2007
Hoje, se eu fosse o Romário, eu correria para a geral pedindo silêncio. Se eu fosse o Ronaldo eu balançaria o dedo e logo em seguida eu colocaria as duas mãos em concha atrás das orelhas pedindo vaias mais altas e mais fortes. Se eu fosse a Virna eu gritaria chupa cubana.
Só que eu sou eu e minha redenção fica guardada em um certo sorriso vitorioso que me acompanhou desde o final da tarde. ESF. Mesmo!
Só que eu sou eu e minha redenção fica guardada em um certo sorriso vitorioso que me acompanhou desde o final da tarde. ESF. Mesmo!
Tuesday, March 27, 2007
Pet Shop Boys (re)visitado. Peaches cancelada. Keane no radar.
Música sertaneja na Choperia da Liberdade (!!!!). Chopp na Dida. Chá no Glória.
Muita informação. Distração. Diversão.
Prática de Tao. Exercícios da terapia. Remédios para dor.
Apesar da ação e das novidades, durmo do lado esquerdo da cama queen size. Ainda existe uma divisão imaginária e meu corpo não se acostumou a invadir aquele espaço.
Questão de tempo.
Música sertaneja na Choperia da Liberdade (!!!!). Chopp na Dida. Chá no Glória.
Muita informação. Distração. Diversão.
Prática de Tao. Exercícios da terapia. Remédios para dor.
Apesar da ação e das novidades, durmo do lado esquerdo da cama queen size. Ainda existe uma divisão imaginária e meu corpo não se acostumou a invadir aquele espaço.
Questão de tempo.
Thursday, March 22, 2007
Estranho
do Lat. extraneu
adj.,
desconhecido;
que não é usual;
curioso, singular;
extraordinário;
anormal;
descomunal;
admirável;
censurável;
repreensível;
impróprio;
livre;
isento;
arredio;
esquivo;
s. m.,
estrangeiro;
que é de fora.
do Lat. extraneu
adj.,
desconhecido;
que não é usual;
curioso, singular;
extraordinário;
anormal;
descomunal;
admirável;
censurável;
repreensível;
impróprio;
livre;
isento;
arredio;
esquivo;
s. m.,
estrangeiro;
que é de fora.
Tenho amigos estranhos e sou uma estranha no meio de meus amigos.
A estranheza provoca questionamentos e mudanças. Estimula a tolerância.
Mulher organizada.
Espírito criativo.
Lealdade.
Porraloquice.
Segurança.
Arrojo.
Sensibilidade.
Tranquilidade.
Vaidade.
Cada um é um. Não vale listar os empregos, os caminhos, os descaminhos, as manias, os signos, os times, as vitórias, as derrotas ou os vícios. Seria mais bizarro.
São tão estranhos. Tão diferentes entre sí.
E comuns nessa amizade. Agregados chegam. Outros se vão. E os estranhos permanecem.
Não chegamos a sete do sete de dois mil e sete e nem precisamos mais desse pretexto.
Os estranhos continuam juntos. Cada vez mais diferentes. Sempre mais interessantes.
E os amigos continuam estranhamente amigos.
Meu reino por um cavalo!
Depois de tanta agitação, meu horóscopo e meu corpo pediam por um pouco de casa. Sofá. Cama. Pão com manteiga e televisão ligada.
E cá estou eu de banho tomado, pijama no corpo e gloriosamente de pés descalços.
Meus pés são os primeiros a pedir por liberdade e conforto. Coisas de quem nasceu em cidade praiana. Só falta uma massagem nos dois pobres mas isso logo se arranja.
Depois de tanta agitação, meu horóscopo e meu corpo pediam por um pouco de casa. Sofá. Cama. Pão com manteiga e televisão ligada.
E cá estou eu de banho tomado, pijama no corpo e gloriosamente de pés descalços.
Meus pés são os primeiros a pedir por liberdade e conforto. Coisas de quem nasceu em cidade praiana. Só falta uma massagem nos dois pobres mas isso logo se arranja.
Sono. Muito sono. Sono demais.
Bolacha de chocolate, Coca-Cola, fone de ouvido e disposição para manter as pálpebras abertas.
Os números não estão me fazendo bem. Preciso de um pouco mais de ação.
Parto para os contatos e interações que trarão algum dado. Transformar o dado só amanhã.
Me concentro nos barulhos ao meu redor. Duas conferências em viva-voz. Um grupoque ri alto. A assistente que briga com o cara do Help Desk. Passos de um salto nervoso no piso de carpete.
Todo detalhe é importante e pode me ajudar a permanecer acordada.
Bolacha de chocolate, Coca-Cola, fone de ouvido e disposição para manter as pálpebras abertas.
Os números não estão me fazendo bem. Preciso de um pouco mais de ação.
Parto para os contatos e interações que trarão algum dado. Transformar o dado só amanhã.
Me concentro nos barulhos ao meu redor. Duas conferências em viva-voz. Um grupoque ri alto. A assistente que briga com o cara do Help Desk. Passos de um salto nervoso no piso de carpete.
Todo detalhe é importante e pode me ajudar a permanecer acordada.
Monday, March 19, 2007
Ritmo acima do normal na sexta, sábado e domingo. Hoje fui agarrada na cama e não conseguia me desvencilhar.
Sentí a água do chuveiro por volta das 10h. Depois dos movimentos mecânicos para me vestir, rumei para a Paulista com tanto atraso que não valia a pena correr.
Acordei de fato na subida da Rebouças. O asfalto estava molhado, o dia cinzento e o ar um pouco fresco.
Me alegrei com o ar melancólico da manhã. Um pouco de calma depois de tanta agitação. Lembrei que minha estação favorita vem aí. O outono com seus dias ensolarados e frios.
Sentí a água do chuveiro por volta das 10h. Depois dos movimentos mecânicos para me vestir, rumei para a Paulista com tanto atraso que não valia a pena correr.
Acordei de fato na subida da Rebouças. O asfalto estava molhado, o dia cinzento e o ar um pouco fresco.
Me alegrei com o ar melancólico da manhã. Um pouco de calma depois de tanta agitação. Lembrei que minha estação favorita vem aí. O outono com seus dias ensolarados e frios.
Sobre mentiras e amor.
A mentira.
O começo já deveria ser plural.
A pessoa diz ser agente do serviço secreto de Israel. E que ama. E que precisa de dinheiro. E que usa disfarces.
Diante da inevitável e inquestionável verdade, confessa que tudo mais era mentira, menos o grande amor e a devoção.
Combinam um suicídio de mentira.
Sendo o ser saudável, mentira é como respiração. Repete-se o gesto zilhões de vezes durante a vida e em alguns momentos o movimento se torna até involuntário.
É impossível um sujeito se matar prendendo a respiração. Assim é a natureza.
Mentir porque é mais fácil. Porque a verdade é menos bonita ou prática. Porque se é mais esperto ou se tem menos caráter. Sim, existem tantas justificativas para as mentiras. Inclusive essa, a falta de caráter.
Aceitar isso é como aceitar a natureza. Corre-se o risco do cinismo.
___________________________________________________________________
O amor.
O começo deveria ser plural.
Existe aquele que ama quase tantas vezes quanto respira. E como mente.
O risco do cinismo.
Não gosto de me perceber naturalmente mais cínica.
Histórias simples de amores descomplicados. Nada de James Bond. Nada de grandes movimentos e enredos mirabolantes.
Nove anos de simplicidade. Amor.
E assim respiro um pouco menos cínica.
A mentira.
O começo já deveria ser plural.
A pessoa diz ser agente do serviço secreto de Israel. E que ama. E que precisa de dinheiro. E que usa disfarces.
Diante da inevitável e inquestionável verdade, confessa que tudo mais era mentira, menos o grande amor e a devoção.
Combinam um suicídio de mentira.
Sendo o ser saudável, mentira é como respiração. Repete-se o gesto zilhões de vezes durante a vida e em alguns momentos o movimento se torna até involuntário.
É impossível um sujeito se matar prendendo a respiração. Assim é a natureza.
Mentir porque é mais fácil. Porque a verdade é menos bonita ou prática. Porque se é mais esperto ou se tem menos caráter. Sim, existem tantas justificativas para as mentiras. Inclusive essa, a falta de caráter.
Aceitar isso é como aceitar a natureza. Corre-se o risco do cinismo.
___________________________________________________________________
O amor.
O começo deveria ser plural.
Existe aquele que ama quase tantas vezes quanto respira. E como mente.
O risco do cinismo.
Não gosto de me perceber naturalmente mais cínica.
Histórias simples de amores descomplicados. Nada de James Bond. Nada de grandes movimentos e enredos mirabolantes.
Nove anos de simplicidade. Amor.
E assim respiro um pouco menos cínica.
Wednesday, March 14, 2007
A chuva, os números, o lombo, a música e o pão de cara.
Estou cansada. Realmente cansada mas adoro sentir a minha energia fluindo e as idéias chegando aos montes, capazes de resolver problemas e de encontrar caminhos inovadores no trabalho. Sim, meu ascendente é capricórnio e eu encontro satisfação genuína na minha vida profissional quando ela vai bem.
Estou cansada. Realmente cansada mas adoro sentir a minha energia fluindo e as idéias chegando aos montes, capazes de resolver problemas e de encontrar caminhos inovadores no trabalho. Sim, meu ascendente é capricórnio e eu encontro satisfação genuína na minha vida profissional quando ela vai bem.
Monday, March 12, 2007
Meu encontro semanal comigo mesma foi extremamente produtivo. Rico.
Estou falando quase que livremente. Amarras existem mas elas nunca foram tão poucas.
E depois de tantas possibilidades e descobertas, muitos exercícios. E com alto grau de dificuldade. Isso mesmo, ela tem aumentado a dificuldade das barreiras que devo transpor mas não tenho me irritado com isso. E nada de reforço químico.
As próximas semanas exigirão muita prática e esforço. Mal posso esperar.
Estou falando quase que livremente. Amarras existem mas elas nunca foram tão poucas.
E depois de tantas possibilidades e descobertas, muitos exercícios. E com alto grau de dificuldade. Isso mesmo, ela tem aumentado a dificuldade das barreiras que devo transpor mas não tenho me irritado com isso. E nada de reforço químico.
As próximas semanas exigirão muita prática e esforço. Mal posso esperar.
Sunday, March 11, 2007
O vizinho novo, de novo.
Bermuda, chinelo e camiseta na mão.
Tatuagem no braço e na "asa".
O silêncio do hall finalmente quebrado.
Animação estampada no rosto. Show do Chiclete com Banana.
Gostoso constatar a alegria alheia diante de uma coisa tão diferente das minhas coisas.
A vida vale muito a pena e eu não experimentei quase nada diante da grandeza de opções.
Bermuda, chinelo e camiseta na mão.
Tatuagem no braço e na "asa".
O silêncio do hall finalmente quebrado.
Animação estampada no rosto. Show do Chiclete com Banana.
Gostoso constatar a alegria alheia diante de uma coisa tão diferente das minhas coisas.
A vida vale muito a pena e eu não experimentei quase nada diante da grandeza de opções.
O encontro de ontem foi muito bom.
Risos fáceis. Carinhos de amigos. Filosofia barata sobre relacionamentos possíveis e impossíveis. Mais risos. Viagem sem destino.
Quem inventou de tentar montar o roteiro do Reveillon no meio de amigos tão queridos e tão diferentes?
Toro, claro.
Primeiro o óbvio. Paris. Depois as justificativas de frio e as tentativas que passaram por Fernando de Noronha e chegaram ao nível de Praia Grande.
Algumas idéias boas. Israel e Berlim.
Voltamos ao briefing.
Solteiras. Reveillon. Party time.
Pequim foi a dica mais peculiar. Vinda do meu companheiro de pés descalços.
Risos fáceis. Carinhos de amigos. Filosofia barata sobre relacionamentos possíveis e impossíveis. Mais risos. Viagem sem destino.
Quem inventou de tentar montar o roteiro do Reveillon no meio de amigos tão queridos e tão diferentes?
Toro, claro.
Primeiro o óbvio. Paris. Depois as justificativas de frio e as tentativas que passaram por Fernando de Noronha e chegaram ao nível de Praia Grande.
Algumas idéias boas. Israel e Berlim.
Voltamos ao briefing.
Solteiras. Reveillon. Party time.
Pequim foi a dica mais peculiar. Vinda do meu companheiro de pés descalços.
Gosto de histórias de superação. Não sei de onde isso vem mas talvez seja da minha natureza competitiva. Também não sei de onde vem essa queda pela disputa mas ela existe enquanto eu não consigo entendê-la e domá-la.
Delícia ver alguém em situação desvantajosa meter um EU SOU FODA e dar a volta por cima.
Delícia ver alguém em situação desvantajosa meter um EU SOU FODA e dar a volta por cima.
Thursday, March 08, 2007
Pra não dizer que não falei do Bush.
Dizer que a Paulista virou uma bagunça no meio da tarde seria chover no molhado. A Paulista é uma bagunça. Exceção feita às noites de sábado e aos dias de domingo quando ela parece querer seu charme de volta.
Nada de carros na pista no sentido Paraíso-Consolação. Isso sim é estranho num dia normal de trabalho.
Logo o carro de som que levava os funcionários do imperialismo a janela. Sim, eu confesso. Trabalho para uma multinacional de origem americana e não é a primeira. Outro crime. Adoro Coca Cola.
Gosto de pensar que talvez eu tenha salvação. Não tolero o Bushcefalo. Outro atenuante. Sempre torcí para a União Soviética.
Voltemos a visão curiosa de minha mesa.
A persiana que adoro suspensa. Mais de trinta funcionários encostados no vidro, olhando para baixo. Eu pensando: pula, pula, pula.
Ninguém pulou.
Dizer que a Paulista virou uma bagunça no meio da tarde seria chover no molhado. A Paulista é uma bagunça. Exceção feita às noites de sábado e aos dias de domingo quando ela parece querer seu charme de volta.
Nada de carros na pista no sentido Paraíso-Consolação. Isso sim é estranho num dia normal de trabalho.
Logo o carro de som que levava os funcionários do imperialismo a janela. Sim, eu confesso. Trabalho para uma multinacional de origem americana e não é a primeira. Outro crime. Adoro Coca Cola.
Gosto de pensar que talvez eu tenha salvação. Não tolero o Bushcefalo. Outro atenuante. Sempre torcí para a União Soviética.
Voltemos a visão curiosa de minha mesa.
A persiana que adoro suspensa. Mais de trinta funcionários encostados no vidro, olhando para baixo. Eu pensando: pula, pula, pula.
Ninguém pulou.
E a noite parece que é mesmo dos tumultos.
Eu, depois de tanto brigar na central de atendimento da Ticket Alimentação, desisto dos sobressaltos. Nada vai mudar e a gentil Tamaris não vai fazer compras para mim. Aceito o envio de nova senha que levará 7 dias para chegar as minhas mãos. Desejo boa noite e bom trabalho. Assim, resignada.
Parto para a alcatra Bassi que me resta. Vou assalá com sal grosso e degustá-la com cebola assada coberta de azeite extra virgem.
Eu, depois de tanto brigar na central de atendimento da Ticket Alimentação, desisto dos sobressaltos. Nada vai mudar e a gentil Tamaris não vai fazer compras para mim. Aceito o envio de nova senha que levará 7 dias para chegar as minhas mãos. Desejo boa noite e bom trabalho. Assim, resignada.
Parto para a alcatra Bassi que me resta. Vou assalá com sal grosso e degustá-la com cebola assada coberta de azeite extra virgem.
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