Saturday, March 22, 2008

Fazer parte da ficção parece um sonho bom. Manter-se concentrada na visão maniqueísta ajudaria a resolver os meus conflitos pessoais.
O que mais uma situação pode significar além da minha primeira impressão? O exercício cognitivo me pede para responder essa questão e eu tento mas há momentos que me canso e prefiro pensar da forma mais simplista possível: uma coisa é ou não é.
Um pouco de mim mesma. O quanto de verdade queremos saber? O quando de verdade conseguimos perceber? O que é possível suportar?

Tuesday, March 11, 2008

Tulipa. Não a flor e sim o copo fino na parte de baixo e largo na parte de cima onde se costuma servir chopp.
Assim era o rapaz de bermuda amarela e camiseta branca. Faltaram as gotas de "suor" no colarinho. Aquelas pernas finas com o tronco hiper desenvolvido, sabe-se lá com quantos pesos e quantos anabolizantes.
ONDE É QUE VAMOS ANDAR PORQUE PARADOS JÁ ESTAMOS II

Estimular a carona, diminuir o fluxo de pessoas em algumas estações de Metro liberando a integração gratuita em mais estações, sincronização de faróis, diminuir o valor da bandeira de táxi.
Tenho certeza que se um concurso entre estudantes de arquitetura e engenharia fosse promovido, uma série de iniciativas viáveis de curto e médio prazo seriam levantadas só que nada disso é feito. Pelo contrário, de acordo com a CET, o paulistano terá que se conformar com mais tempo gasto no trânsito.
Faça isso. Conforme-se com esse absurdo ou exija respeito do serviço público. Cobre um projeto de melhoria detalhado dos candidatos a prefeito dessa cidade. Use esse momento para deixar bem claro que você está farto de perder tanto tempo, paciência e saúde no trânsito dessa cidade cada vez mais infernal.
ONDE É QUE VAMOS ANDAR PORQUE PARADOS JÁ ESTAMOS


Nas duas últimas semanas meu caminho não ficou mais longo. Ficou mais demorado. Muito mais.
A primeira vez foi por causa de um tal acidente na marginal. No dia seguinte foi um apagão que pegou parte da zona sul apagando faróis até a Paulista. Depois foi uma chuva e as desculpas começaram a ser repetidas. Hoje foi um furto que deixou os faróis da Augusta apagados.
A questão é mais simples do que essa quantidade enorme de justificativas furadas. Um pouco de aritmética e um pouco de física: dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo.
O número de carros novos nas ruas de São Paulo só cresce. Novas linhas de Metro não saem do papel. O paulistano típico é o maior filho da puta egoísta de que se tem notícia e não dá carona para ninguém. A CET não é um empresa de engenharia e sim uma fonte de arrecadação
O drive do cabo de transmissão de dados não ajudou. A &@**a do mac address do pc host não pode ser clonado para o notebook. A merda do roteador ficou piscando sobre a mesa mas a rede wi-fi que estou usando continua com um olho de vidro e uma perna de pau.
A dor e a delícia da tecnologia.

Tuesday, March 04, 2008

Assisto ao jogo do início ao fim.
Começo com esperança e pensamento positivo. Metade do jogo, placar favorável mas o pensamento positivo foi substituído por uma irritação inimaginável. Displicência, erros dos menos experientes, erros dos mais experientes e meus ombros doem de tanta tensão.
O jogo termina e o Santos vence. Resultado desejado mas não me divertí nem metade do que merecia. Na verdade, me divertí por dois minutos contando o gol e um lance mais bonito.
Existe alguma razão que explique essa paixão?
Idéias ou coisas nas quais acreditamos sem questionar porque elas simplesmente são. Mais uma vez o tema das crenças.
Uma vida de causalidades. Consequências interligadas.
E se as coisas não forem assim? Se não houver qualidades comparáveis para se avaliar pessoas ou coisas?

Friday, February 29, 2008

Na cena ideal eu daria um soco no rosto dela e pediria aos berros para que ela engolisse aquele sorriso falso de boa samaritana. Diria o quanto detesto gente falsa e sonsa. Por fim, pediria para ela pensar três vezes antes de tentar levar vantagem sobre mim no mundo profissional.
Na cena possível, sorrio diante das dissimulações mais suaves e me nego a presenciar as cenas mais cínicas.
Se considerarmos apenas a bíblia, a expressão é quase nunca. Se pensarmos em Darwin, nunca estivemos sozinhos.
Mesmo assim, milênios de convivência, não conseguimos viver uns com os outros tranquilamente. De uma forma ou de outra, num ambiente ou em outro, sempre se cria uma tensão que deixa a convivência frágil.

Tuesday, February 26, 2008

Não tenho pensamentos interessantes. Me sinto emburrecendo com uma vida pastosa e entediante.
Preciso voltar a estudar. Dedicar meu tempo livre e aumentar meu repertório enferrujado.

Friday, February 22, 2008

Passei o dia com essa estranha oscilação. Uma certa vontade de chorar em alguns momentos. TPM.
Seria se minha menstruação não tivesse acabado há três dias.
E continuo com um bolo no estômago. Uma mistura de raiva, alegria e sensibilidade.
Sinto que tem alguma coisa estranha mas não sei o que é.
O sofá chegará amanhã. Minha mãe está bem. O telefona toca. Não sei quem é. O telefone toca. Sei quem é. Não quero atender. Mensagem de texto. Não consigo prestar atenção no Hiro. O telefone toca. Outra pessoa. Continuo não atendendo. Bons novos filmes estão em cartaz. Mais mutantes. Quero ir na Vila Belmiro. O jogo é tarde. Quero ir para a praia. O sofá chegará amanhã.
[Ontem a noite]
Alegria! Alegria! Alegria!
Me surpreendí com a minha alegria genuína diante das traquinagens dos palhaços e dos meus sorrisos satisfeitos depois das acrobacias audaciosas.
Gostei do Cirque e do final de noite na padaria.

[Hoje a noite]
Minha vontade era mandar aquele babaca que parece um pregador da montanha pra puta que o pariu. Infelizmente não pude ser autêntica como ontem.

Thursday, February 14, 2008

Nosce te ipsum.
São tantas séries policiais. E cada vez mais sofisticadas ficam as técnicas investigativas.
Acho que gostamos de pensar que somos inteligentes e que resolvemos o caso antes dos investigadores. Deve ser o exercício mental de muita gente.

Wednesday, February 06, 2008

Feliz ano novo!
Hoje começou o tal ano do rato. Sugestivo.

Monday, January 28, 2008

Ponderar o imponderável. Lidar com a natureza das pessoas.
O dia transcorreu sem sobressaltos. Entregas burocráticas num dia de robô.
O céu não contribuiu e se mostrou tão irrelevante quanto a minha rotina de cartório. Garoa e frio.
Uma vantagem na minha sequência de linha de produção. Silêncio. Não de meus vizinhos mas o meu. Minha sensação de descanso parece claramente influenciada por este tal silêncio.
Ao meu redor alguns barulhos. Retalhos de diálogos bizarros. Amizades impossíveis entre homens e mulheres, sapatos que não combinam e disputas mercantilistas.
Universo paralelo.
Esta é Boipeba

Depois de tanto tempo eu finalmente tive férias. Merecidas e bem aproveitadas.
As praias visitadas me ajudaram a recarregar a bateria por completo. E parece que eu vou precisar dessa bateria bem carregada mesmo. Afinal, o ano de 2008 promete ser cheio planos que precisam virar realidade.
Veremos em 11 meses.
Os comentários se foram e eu não estou com energia para procurá-los. Optei pelo simples, pelo menos até eu ter paciência para ver o que se passa com o Enetation. Não porque existam milhares de visitantes com comentários a fazer e sim porque os comentários retratavam coisas doces do passado.
Enfim, uma hora eu tento resolver essa questão.

Thursday, December 20, 2007

Reunião de condomínio. O presidente da mesa alerta que a pauta tem tema único: sorteio de vagas da garagem.
Trinta minutos depois as pessoas discutem a reforma do playground e o valor de aluguel do salão de festas.
Minhas pernas não param de sacudir e diminuo o volume do ipod. Minha paciência se esgota e assim como os outros eu levanto o braço e peço a palavra. Depois de duas tagarelas chega a minha vez. Educadamente, solicito que o presidente da mesa me lembre qual seria o tema único da pauta. Entre o zum zum zum que se segue, surge a voz de um vizinho gritando, isso mesmo, vamos sortear as vagas.
Assim que escolhí a minha vaga deixei a balbúrdia para trás. Não pude evitar de me questionar de onde viria essa minha intolerância e de onde viria essa falta de objetividade do ser humano.
Os comentários se foram novamente. Vou trocar o serviço quando a preguiça passar.

Wednesday, November 07, 2007

O mundo amanheceu girando mais rápido. Bem mais rápido.
Acho que vou vomitar.

Tuesday, November 06, 2007

Tava lá no Terra: qual herói você quer na sua vida?
Mentalmente, respondí de bate-pronto: Wolverine, claro. Dois segundos depois: Lara Tomb Raider Croft. Dez segundos depois eu já não quero herói nenhum!
Quero um copo grande de leite da Fazenda mas acabou.
Estranha essa vontade. Especialmente, porque sou eu que a tenho.
Assim como minha mãe teve desejo de tomar muita Coca Cola durante a gestação de meu irmão, ando com vontade de ouvir pessoas não muito próximas contando suas estórias comuns ou mesmo suas histórias cotidianas.
Minha mãe detesta qualquer tipo de refrigerante. Sempre detestou.
BOPE. Copa. Lula. Fase dissilábica e chata ao quadrado.
Nada longo.
Frescor discreto.
O ventinho quase frio e os pingos raros me deram uma sensação conhecida. A música que não me lembro reforçou a sensação.

Monday, October 08, 2007

A lancha bateu num banco de areia.
O email bateu e ficou.
A represa está rasa.
O mundo não é fundo e se eu mergulhasse nas pessoas provavelmente bateria a cabeça antes de chegar ao tronco.
- Acho que você apagou. Você se desligou, né?
- É.

(Quem dera fosse tão fácil desligar a fonte dessas palavras que viram pensamentos)

- Prontinho.
- Obrigada.

Wednesday, September 19, 2007

Sonhei que chegava no escritório de pijama. Pijama branco e meias verdes.
Sonhei com minha avó mas não consigo me recordar o enredo.
Trabalhei.
Comí.
Mais um pouco de trabalho.
Definitivamente as noites têm sido melhores do que os dias. Mesmo na companhia de Morfeu.

Tuesday, September 18, 2007

Demorei para registrar mas o dia pedia um fechamento desse. Saia de casa e tome vento. A gataria livre. Livre.

Noite de ar fresco e música promissora.
Tudo muito bom se não fossem os dias arrastados. Tão pesados que chegam a deixar um rastro pelo chão.

Thursday, September 06, 2007

O dia de branco terminou cedo para que eu sentisse dor e ficasse em condições de encarar um fim de semana ensolarado.
Há tempos não via um fim de tarde tão bonito. Faz tempo que não vejo um final de tarde mas isso não vem ao caso.

Monday, August 27, 2007

Nada de manchetes.
Passagens de uma vida por ora tranquila e um pouco cansada.
Sonhos de verão.

Monday, August 20, 2007

Uma bela corrida dentro do retangulo branco sempre me faz liberar a quantidade de endorfina de que preciso.
O suor misturado com o gol e com os sorrisos me deixa bem. Muito bem.
E é sempre bom conhecer gente nova. Mesmo que seja só para completar algum time na próxima partida.
Noite leve e divertida. Sono tranquilo.
Manhã clara e atribulada. Rotina sufocante.
Nada de Jornal Nacional. Um pouco de Internet.
A memória do meu futuro, a tal preocupação, tomou de assalto os pensamentos mais involuntários.
Misturo azul, o Tao, os momentos de prazer e a tranqueira cognitiva. Bato no liquidificador.
Estou pronta para vomitar.
Dia de sol.
Ar ligeiramente gelado.
Ruas carregadas de carro.
Olho para o lado. Um mulher escovando seus dentes dentro de um Fit. Ela me lembra que não tenho visto nada de novo.

Wednesday, July 25, 2007

Na entrada que uso existem pensamentos de lugares distantes. Distantes e bonitos.
Um monte de corpos. Cadáveres.
Amargura e dor. Vida e sofrimento.
Shakeaspeare ou Tchecov?
Não importa. Ninguém liga desde que seja na entrada ao lado.

Tuesday, July 24, 2007

Vontade de um bom vinho com um bom corte de carne.

Thursday, July 12, 2007

MANIA DA VEZ

Gosto de observar.
Paisagens, objetos, cores, coisas e pessoas. Pessoas, principalmente.
E nas pessoas sempre tento ver o que é único pra então determinar se aquilo me toca.
Difícil demais. Parece que todo mundo gasta seu tempo e sua energia em disfarces. Tudo pra ser parte da manada. Assim os melhores detalhes não são conhecidos e as pessoas mais interessantes não existem.
Mirei profundamente aqueles olhos.
Fechei os meus. Precisava encontrar os pensamentos. Aqueles que importam.
Encontrei-os.
A exaustão tem seus efeitos colaterais nocivos. Entretanto, gosto de alguns sintomas não tão desconfortáveis.
O cansaço provoca irritação mas existe um breve estágio que antecede a falta de paciência total. Nesse estágio fico levemente irriquieta e parece que isso faz bem ao meu senso de humor.
A forma desleixada com a qual me jogo na cadeira e me encosto na parede. A velocidade para responder perguntas mais aceleradamente do que o normal. O estado de alerta vai embora e fico mais leve.
Claro, tudo isso antes da parte tenebrosa que chega quando estou profundamente cansada.
Dia cinzento e úmido.
Músculos e fibras doloridos. Meus braços parecem ter agulhas embutidas.
Imagem interessante! Quase um Wolverine. Será que ele também tem fibromialgia?

Tuesday, July 10, 2007

Penso que isso não é um problema de auto-estima mas com frequência me sinto boba. Simplesmente boba.
E para meu consolo posso roubar um momento FLIP por Paulo José: "O bobo tem tempo para ver, ouvir e olhar o mundo. Vê coisas que os espertos não vêem... E aqui somos todos bobos".

Friday, July 06, 2007

Um brinde ao tato.

Thursday, July 05, 2007

Sou taurina e meus sentidos precisam de um afago.
Sabor levemente apimentado molhado por outro um pouco frutado.
Cores, cabelos e risos distintos.
Perfumes misturados.
Uma tangueira para encher meus ouvidos e meus olhos. Puro charme.

Wednesday, July 04, 2007

Os estranhos amigos se reuniram novamente.
A graça nunca passa. E é simples.
Acho mesmo que as asas da minha depressão foram cortadas.
Manhã de quarta.
O sono parece não querer me deixar.
Noites da semana.
A lua clara e as estrelas visíveis insistem em aparecer para dar um charme maior ao frio escuro.

Monday, June 25, 2007

Amanhã serão 4 anos.
Amanhã farei diferente.
Será uma saudade celebrada!
Os sonhos continuam me perseguindo...
Tem umas coisas cinzentas no céu que parecem ser nuvens. Muito estranho já que para mim o dia está ensolarado.

Saturday, June 23, 2007

Noite clara e estrelada. Linda.
Um pouco de frio.
Um pouco de dúvida.

Manhã clara e ensolarada. Linda.
Um pouco de frio.
Um restinho de dúvida.

Friday, June 22, 2007

Documentário sobre mpb, pão italiano, bom vinho argentino e sardela da Basilicatta. Tudo já ia bem.
Tango eletrônico e companhia analógica. Na verdade a companhia era bem digital.
Sonho?

Tuesday, June 19, 2007

Por onde andaria o barroco?
Barroco que eu ouviria e olharia...
Quase três da manhã.
Três anjos.
Dois cantavam e eu os ouvía.
O outro sorria e eu o olhava. E olhava.

Thursday, June 14, 2007

Primeiro eu imaginei o encontro de dois rios. Solimões e Rio Negro. Corrente na mesma direção.
Depois, pensando bem, me pareceu mais com a pororoca. Duas forças em sentido contrário.
E o que será desse volume de água? O que será de mim?
Apesar da alegria oriunda do momento perfeito, acordei com o amor na garganta.
Os comentários sumiram. Desde a viagem que eu não os vejo mais.
Droga de Enetation.
Quem sabe me sobra algum tempo e eu arrumo isso amanhã.

Wednesday, June 13, 2007

Treino é jogo e jogo é guerra.

Monday, June 11, 2007

De volta ao país e a cidade.
De volta ao apartamento e ao que parece ter ficado suspenso nos últimos dias.
Alma de tango. Assim me sinto.

Sunday, June 10, 2007

Hoje voltarei.
Voltarei.
Refarei o mesmo caminho.
Os passos do ano. E em algum ponto eu virarei a esquerda justamente para não chegar onde cheguei.
Caminhei sozinha pela bela praça no meio da Recoleta. O frio excessivo e o sol parecem despertar esse prazer pela contemplação solitária.
A manhã mais bela de todas. E fria.

Saturday, June 09, 2007

Quiero emborrachar mi corazón, para apagar un loco amor.
Em noite de tango e charme, só o coração não ficou embriagado. Infelizmente.

Thursday, June 07, 2007

Alegria pela beleza e pelos sabores.
Tristeza pelas bobagens que nos comovem de vez em quando.
Coisas diferentes.
Prédios bonitos.
Mulheres belas com seus cortes de cabelo estilosos.
O Boca venceu e mostrou um pouco da paixão que não é só nossa.
Cores diferentes.
Folhas amarelas. Outras laranjas.
Galhos secos.
O sol lutando para vencer a neblina quase londrina.
Única constante, o frio. Muito frio.

Monday, June 04, 2007

Há coisas que os olhos parecem tatuar na retina.
Imagens que ficam insistentemente gravadas.
Talvez a tatuagem não tenha sido feita exatamente na retina.
É chegada a semana curta.
Semana de Buenos Aires.
Tempo de prazer.
Dr. Arnaldo na direção da Paulista.
Noite clara, lua grande e as antenas como moldura.
Merecia uma foto.
Sei que no primeiro sinal de trânsito eu vou me esquecer disso mas gosto desta cidade.

Thursday, May 31, 2007

A morte sempre me deixa melancólica.
Acho que a constatação do tamanho de nossa existência diante da morte me deixa encolhida.
Eu gostava dele e até a hora do almoço não me parecia que ele iria a lugar algum.
Só que ele foi. Não voltou. E não vai voltar nunca mais.
Uma dessas pessoas de vinte e poucos anos que morre da forma mais inesperada possível.
Ele não existe mais e ao pensar nisso fico profundamente triste. Imagino a mulher dele e o filme que ela pode ter alugado para que eles assistissem juntos hoje a noite.
Sempre escrevo sobre sonhos e isso não é uma forma poética de me referir aos desejos.
Nada poético.
Acho que escrevo pouco sobre o conteúdo deles.
Muita intimidade?
Talvez sim, mesmo que seja para alguém que escreve anonimamente e que não é lida por quase ninguém conhecido.
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Em janeiro eu viví uma crise que durou alguns meses.
No meio da confusão, entre uma crise de choro e outra, eu tive um sonho.
Estava numa pedra. Melhor, num complexo de pedras circulares e altas.
Meu pai, minha mãe, a Camila e a Camilinha estavam juntas.
As pedras tremiam como num terremoto e ao olhar para baixo o que se via era uma grande queda. Por esse motivo, eu fazia de tudo para me equilibrar e evitar que a estrutura de pedra ruísse.
A Camila e a Camilinha foram as primeiras a cair. Fiquei preocupada e pedí para que meu pai e minha mãe ficassem parados sem provocar mais movimentos na pedra instável.
Meu pai olhou para mim e disse com sua forma doce e confiante que eu não deveria ter medo e que eu deveria pular para que tudo chacoalhasse logo. Dito isso ele começou a pular, fazendo um pedaço da pedra ceder e enquanto ele fazia isso, eu pedia para ele tomar cuidado porque a pedra poderia machucar as duas que estavam embaixo. Mais uma vez ele me disse para não me preocupar e pulou até a pedra ceder e cair num filete de água que corria no fundo.
Depois disso o tremor parou. Tudo ficou seguro e minha mãe foi buscar as duas meninas pelas mãos. A Camilinha, mais nova e mais espevitada, vinha de mão dada com a minha mãe e faltava-lhe o braço direito amputado pela pedra. O curioso é que não sangrava e minha mãe me dizia que tudo estava bem e que ela ficaria bem também.

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Duas noites atrás tive outro sonho desses com muitos detalhes e sensações.
Uma certa menina conhecida me beijava bem devagar. Devagar de uma forma que quase dava para ouvir o coração durante o sonho.
Depois do beijo demorado fomos para um jardim lindo com uma espécie de palco esotérico no meio. Nesse palco estavam sentados o Chris e duas meninas lindas que chamavam minha atenção. No sonho eu concluía que as meninas eram lindas e significavam nada. Lembro muito dos dois rostos.
Fugimos da festa atrás de sexo.
O beijo não era mais tão lento. A mão e o quadril ficavam exatamente onde deveriam ficar. E tudo foi bom.
A cena mudou e fomos parar numa sala junto com essa família também conhecida. Todos querendo nossa companhia para sair e mais uma vez fugimos.
Pulamos numa espécie de córrego e eu dizia que a água parecia suja. Ela me dizia que não era e que a água era verde como uma folha escura.
Toques.
Depois nadamos com um destino conhecido mas do qual não me recordo. Em um dado momento a corrente ficou forte e contra a nossa direção.
Ela me disse que a corrente era forte mas que conseguiríamos atravessar para o outro lado. Assim fizemos.
Depois disso ficamos sentadas num gramado, nos olhando.
Vou atrás do Auster de capa azul.
E pretendo subir pelas paredes.
O caminho de volta para casa anunciava uma noite complicada.
Tosse, muita tosse. Falta de ar e um cansaço avassalador.
Reagí e fui atrás de um pouco de conforto.
Banho quente, pantufas e creme de galinha. Desistí do vinho tinto que atrapalharia a segunda parte do meu plano.
Narinas lavadas com soro, xarope e Berotec no inalador.
Não sei se exagerei no Berotec mas a sensação de desconforto foi grande.
Desistí também do jogo porque não precisava passar mais nervoso. Fui para o quarto às 21h30.
Ouví música e fui melhorando.
Recebí cuidado a distância e quando menos esperava eu já estava dormindo tranquilamente.
Foi a melhor noite desde sexta-feira.

Tuesday, May 29, 2007

Não sei como tudo isso cabe dentro de mim.
Cabe.
Não sei onde.

Sunday, May 27, 2007

Do tempo das coisas

Plantei uma pitangueira no canteiro da rua.
Era dia e fazia calor.
Reguei, olhei e esperei.
Nada.
Sofrí muito em uma semana. O crescimento parecia depender de mim, uma criança de 7 anos.
Impaciência. Ansiedade. Já chamaram essa característica por vários termos.
Tudo tem seu tempo natural e desconhecer o tamanho desse tempo me afligia.
Aflige. Continua me incomodando, mesmo não plantando mais pitangueiras.

Sobre problemas e sofrimentos

Lidar com o sofrimento. Meu ou alheio.
Dificuldade. Quase incompetência.
Alguém tão querido com uma dor familiar me comove.
Falo. Tento. Penso. Sugiro.
Queria mesmo é acabar com a dor. Alheia como se fosse a minha.
Ajudar pode ser atrapalhar.
Tudo tem seu tempo natural. Desconheço o tamanho desse tempo.
Curto, espero.
O grande compromisso será segunda mas até lá ainda há o que se fazer.
Deixei as pendências de lado e fui cuidar do que me é caro, mamis de braço quebrado.
Depois de mamis, fui cuidar de mim. Parada no shopping para comprar um inalador próprio, dois frascos de soro e mais remédio.
Agora posso devolver o antigo aparelho para os donos que também me são caros.
Sábado complicado.
Noite mal dormida e inalação às 5 da manhã. O clima de que tanto gosto traz a praga da crise alérgica.
Levantei para o dia ensolarado e fui gastar o que me resta de massa cinzenta. Trabalhamos até as 8 e pouco. Deixei a Pompéia tal qual um trapo.
Convite bacana para o Glória mas não me restava forças. Tosse, falta de ar e olhos ardentes.
Um pouco de amigos e pizza antes dormir.
Allegra, soro e cama.
Show da Céu na sexta-feira.
Uma graça!

Thursday, May 24, 2007

Mamis com o braço quebrado em três lugares.
Depois do diagnóstico incorreto de luxação, mais um mês com gesso e alívio por ter escapado de uma possível cirurgia.
Essas crianças...
Para quebrar a sensação desconfortável, um pouco de aconchego na noite extremamente fria e um convite para jantar.
Vinho tinto para esquentar, lazanha, Lindt e até sorvete napolitano. Tratamento vip com a gentil carona.
O estranhamento pós filme passou. O frio ficou lá fora e de volta ao lar eu só penso no aquecedor ligado e na cama quentinha.
Deveria ser mais um item na minha lista de entretenimento. Um filminho tranquilo como já é de praxe às quintas-feiras. Alpha Dog.
Só que o roteiro besta tratando de gente besta cometendo crimes bestas me deixou incomodada. Talvez porque seja baseado em fatos mais do que reais.
Na verdade, acho que o incômodo vem dos detalhes. Da impotência ou ignorância diante deles.
Pode ser o primeiro.
Pode ser o último.
As oportunidades de perdição e salvação acontecem a todo instante e nunca temos consciência disso. A palavra que deixamos para depois. A palavra que deveríamos deixar para depois.
Deu no Terra: "cobra explode após engolir crocodilo em pântano".

Já escreví aqui que cobra que não se arrasta não engole sapo. Só que essa notícia antiga mostra o quanto custa ter o olho maior do que a barriga.
Ah mar de Sophia.

"O teu destino deveria ter passado nesse porto
Onde tudo se torna impessoal e livre
Onde tudo é divino como convém ao real"

Wednesday, May 23, 2007

Dia produtivo movido a boa trilha sonora: I am Sam e Céu.

Monday, May 21, 2007

Depois de tanta diversão...refraseando, junto com tanta diversão, os pensamentos responsáveis começam a tomar corpo.
A resposta sobre a pós em Coimbra chegou.
A idéia de trabalhar por uma transferência deixa de ser um pensamento tão vago.
O idioma do próximo semestre está quase escolhido.
Tudo amarrado com o evento do próximo dia 28. Nó quase desfeito.
Hoje trabalhei sem uma nota musical.
Ao chegar, mais de 320 emails na caixa de entrada. Recados. Pedidos. Dúvidas e aflições.
Bem disposta, enfrentei tudo calmamente.

Sunday, May 20, 2007

Despedidas e chegadas.
Coincidências e realizações.
Garoa e sol.
A única constante foi o frio. A alegria também permaneceu.
Noite de domingo.
Muito frio.
Depois de vencer a CET e suas idéias mirabolantes para o pós show do High School, cheguei em casa.
Banho quente, aquecedor ligado e espírito pronto para recolher as armas.

Friday, May 18, 2007

Finalmente uma bola dentro na gestão Kassab com sua neura justificável pelo projeto Cidade Limpa.
Claro que dá medo elogiar tão cedo mas a iniciativa da vez é mais do que necessária.

"Radar vai multar veículos poluentes
Aparelho que usa raio infravermelho fotografará placas quando emissão de fumaça superar padrão internacional."
Fui ao cinema com amigas e quando cheguei em casa a Grande Família estava no fim.
Banho rápido, dentes e sala para ver tv.
O catastrófico Linha Direta estava no ar e peguei o controle para começar a curtíssima viagem pelos canais (é, eu não tenho tv a cabo!).
Antes de conseguir mudar eu ví uma senhora falando. Era negra, um pouco gorda e parecia estar serena. Cara de mãe!
Ela era mãe. Moradora de uma favela no Rio, ela era mãe de uma das vítimas citadas no programa. Negro e jovem, ele foi um dos rapazes exterminado por policiais militares do estado. Não teve direito a se identificar, não teve crime registrado e só lhe restou o espancamento covarde e a morte.
Voltemos a ela que descrevia o filho e a condição na qual ela o encontrou de uma forma perturbadoramente resignada. Demonstrava sentir saudade dele mas não transparecia nem um pingo de revolta ou de ódio pelos algozes do rapaz.
Enojada com a situação e comovida com a bondade daquela mulher, mudei de canal.
Não me lembro o que assistí.
Fiquei pensando na fonte dos ódios humanos.
Antes de me deitar eu fiz alguns exercícios de Tao. Foquei na respiração e na mentalização das cores e elementos.
Deitei.
Dormí.
Sonhei. Sonhei. Sonhei mais.
Imagens desconexas, desejos escondidos e medos disfarçados.
Coloquei o pijama para lavar. Devo ter corrido uma maratona e meia durante a noite porque minha roupa estava completamente molhada.

Thursday, May 17, 2007

NOTAS DE UMA MENTE COM LEMBRANÇAS - Os passeios de moto

Recebí uma mensagem no Gmail e automáticamente me lembrei da música. Daí foi um passo para me lembrar da pessoa e das cenas.

Um certo tipo ariano e provocador costumava me levar na garupa da moto, cantanto bem alto "Alice não me escreva aquela carta de amor". O riso corria solto e feliz.

A cena da moto se repetiu nem sei quantas vezes. Na época, nada de capacetes com a justificativa de que a cidade era litorânea e de que a proteção esquentava muito.

A moto era grande e por prática familiar eu adorava a sensação de liberdade do veículo. Vindo da praia, do restaurante, de alguma passeio. Indo para ilha, pro Guarujá ou para a casa de Jhuqueí.

Sempre as provocações e as gargalhadas.

Algum tempo depois, um acidente quase fatal acabou com a desculpa do capacete e com a liberdade da moto. Foi pretexto para um belo revival em Jhuqueí e para os versos "depois de você, os outros foram os outros e só".

Fomos embalados à Kid Abelha. Faz sentido.

Wednesday, May 16, 2007

Parei por aqui porque precisava.
Já passa das duas da manhã. Subí no elevador com uma rosa que me foi presenteada numa mão e uma garrafa com um quarto de saquê na outra. Parece deprimente mas não é!
Estou chorando. Parece deprimente mas não é. Juro!
O choro é de felicidade. De vida transbordando por todos os meus poros.
Tudo bem, foram 5 garrafas de saquê em um grupo de 7 pessoas. Só que não é isso.
Cantei tanto, sorrí muito. Realizei.
Cada dia que passa eu tomo mais consciência de mim. Tenho uma doença que afetou a vida de meu pai, de minha avó e de minha bisavó. E não tenho mais vergonha ou resignação diante dela. Não sou maldita por isso! Posso reagir, mesmo que seja com remédios. E não tenho precisado deles. Precisando, tomarei sem problemas!
A energia para vencer e para viver está em mim. Eu posso sentí-la. Quero sentí-la!
Pode ser o efeito de muito saquê. Pode ser o resultado de tanta cantoria desafinada. Pode ser a beleza ao meu redor. O fato é que estou amando a vida e querendo que todos sintam o mesmo e possam ser plenamente felizes. Todos.

Presente de um fofo para ilustrar o astral do dia que terminará com cantoria no bairro dos nipônicos.
Semana passada eu disse para Chiclete, Chiclete que eu precisava sarar da "gripe" para começar a namorar.
Sou assim. Há que se terminar uma coisa para que outra comece plena e promissora. Terminar no sentido de esgotar.
Bem, meu corpo não está dolorido, não tenho febre e não espirro. Acho que posso determinar a abertura dos trabalhos.
Ontem eu decidí abrir uma porta e falar com meu passado. Afinal, ele foi tão bacana.
Alguns hábitos iguais. Outros diferentes. Aparentemente, pelo menos.
Cuidado extremo com as palavras.
Tudo resumido em um grande estranhamento que talvez passe com o tempo.
E fechamento com chave de ouro já que conseguí vislumbrar coisas boas nesse rápido presente que justificam tudo que foi feito no passado. Isso tem valor. Muito.
O mais importante é que decidí falar com meu passado e acabei falando com um rápido presente. Meu passado ficou para trás e não há como falar com algo que não existe mais. Não existe e eu não quero recriá-lo.
Eu só quero o que o futuro me reserva. E o futuro começa em um minuto. Tô atrasada!

Tuesday, May 15, 2007

Desde sábado eu carrego uma coisa meio estranha. Não é melancolia porque eu nem deixo que vire.
É um vaziozinho. Ou não.
Talvez seja o contrário de um certo calorzinho que já sentí. Uma coisinha estranha e talvez um pouco dolorida.
No diminutivo não porque seja insignificante mas sim porque é delicado.