ONDE É QUE VAMOS ANDAR PORQUE PARADOS JÁ ESTAMOS
Nas duas últimas semanas meu caminho não ficou mais longo. Ficou mais demorado. Muito mais.
A primeira vez foi por causa de um tal acidente na marginal. No dia seguinte foi um apagão que pegou parte da zona sul apagando faróis até a Paulista. Depois foi uma chuva e as desculpas começaram a ser repetidas. Hoje foi um furto que deixou os faróis da Augusta apagados.
A questão é mais simples do que essa quantidade enorme de justificativas furadas. Um pouco de aritmética e um pouco de física: dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo.
O número de carros novos nas ruas de São Paulo só cresce. Novas linhas de Metro não saem do papel. O paulistano típico é o maior filho da puta egoísta de que se tem notícia e não dá carona para ninguém. A CET não é um empresa de engenharia e sim uma fonte de arrecadação
Tuesday, March 11, 2008
Tuesday, March 04, 2008
Assisto ao jogo do início ao fim.
Começo com esperança e pensamento positivo. Metade do jogo, placar favorável mas o pensamento positivo foi substituído por uma irritação inimaginável. Displicência, erros dos menos experientes, erros dos mais experientes e meus ombros doem de tanta tensão.
O jogo termina e o Santos vence. Resultado desejado mas não me divertí nem metade do que merecia. Na verdade, me divertí por dois minutos contando o gol e um lance mais bonito.
Existe alguma razão que explique essa paixão?
Começo com esperança e pensamento positivo. Metade do jogo, placar favorável mas o pensamento positivo foi substituído por uma irritação inimaginável. Displicência, erros dos menos experientes, erros dos mais experientes e meus ombros doem de tanta tensão.
O jogo termina e o Santos vence. Resultado desejado mas não me divertí nem metade do que merecia. Na verdade, me divertí por dois minutos contando o gol e um lance mais bonito.
Existe alguma razão que explique essa paixão?
Friday, February 29, 2008
Na cena ideal eu daria um soco no rosto dela e pediria aos berros para que ela engolisse aquele sorriso falso de boa samaritana. Diria o quanto detesto gente falsa e sonsa. Por fim, pediria para ela pensar três vezes antes de tentar levar vantagem sobre mim no mundo profissional.
Na cena possível, sorrio diante das dissimulações mais suaves e me nego a presenciar as cenas mais cínicas.
Na cena possível, sorrio diante das dissimulações mais suaves e me nego a presenciar as cenas mais cínicas.
Se considerarmos apenas a bíblia, a expressão é quase nunca. Se pensarmos em Darwin, nunca estivemos sozinhos.
Mesmo assim, milênios de convivência, não conseguimos viver uns com os outros tranquilamente. De uma forma ou de outra, num ambiente ou em outro, sempre se cria uma tensão que deixa a convivência frágil.
Mesmo assim, milênios de convivência, não conseguimos viver uns com os outros tranquilamente. De uma forma ou de outra, num ambiente ou em outro, sempre se cria uma tensão que deixa a convivência frágil.
Tuesday, February 26, 2008
Friday, February 22, 2008
O sofá chegará amanhã. Minha mãe está bem. O telefona toca. Não sei quem é. O telefone toca. Sei quem é. Não quero atender. Mensagem de texto. Não consigo prestar atenção no Hiro. O telefone toca. Outra pessoa. Continuo não atendendo. Bons novos filmes estão em cartaz. Mais mutantes. Quero ir na Vila Belmiro. O jogo é tarde. Quero ir para a praia. O sofá chegará amanhã.
[Ontem a noite]
Alegria! Alegria! Alegria!
Me surpreendí com a minha alegria genuína diante das traquinagens dos palhaços e dos meus sorrisos satisfeitos depois das acrobacias audaciosas.
Gostei do Cirque e do final de noite na padaria.
[Hoje a noite]
Minha vontade era mandar aquele babaca que parece um pregador da montanha pra puta que o pariu. Infelizmente não pude ser autêntica como ontem.
Alegria! Alegria! Alegria!
Me surpreendí com a minha alegria genuína diante das traquinagens dos palhaços e dos meus sorrisos satisfeitos depois das acrobacias audaciosas.
Gostei do Cirque e do final de noite na padaria.
[Hoje a noite]
Minha vontade era mandar aquele babaca que parece um pregador da montanha pra puta que o pariu. Infelizmente não pude ser autêntica como ontem.
Thursday, February 14, 2008
Wednesday, February 06, 2008
Monday, January 28, 2008
O dia transcorreu sem sobressaltos. Entregas burocráticas num dia de robô.
O céu não contribuiu e se mostrou tão irrelevante quanto a minha rotina de cartório. Garoa e frio.
Uma vantagem na minha sequência de linha de produção. Silêncio. Não de meus vizinhos mas o meu. Minha sensação de descanso parece claramente influenciada por este tal silêncio.
Ao meu redor alguns barulhos. Retalhos de diálogos bizarros. Amizades impossíveis entre homens e mulheres, sapatos que não combinam e disputas mercantilistas.
Universo paralelo.
O céu não contribuiu e se mostrou tão irrelevante quanto a minha rotina de cartório. Garoa e frio.
Uma vantagem na minha sequência de linha de produção. Silêncio. Não de meus vizinhos mas o meu. Minha sensação de descanso parece claramente influenciada por este tal silêncio.
Ao meu redor alguns barulhos. Retalhos de diálogos bizarros. Amizades impossíveis entre homens e mulheres, sapatos que não combinam e disputas mercantilistas.
Universo paralelo.
Depois de tanto tempo eu finalmente tive férias. Merecidas e bem aproveitadas.
As praias visitadas me ajudaram a recarregar a bateria por completo. E parece que eu vou precisar dessa bateria bem carregada mesmo. Afinal, o ano de 2008 promete ser cheio planos que precisam virar realidade.
Veremos em 11 meses.
As praias visitadas me ajudaram a recarregar a bateria por completo. E parece que eu vou precisar dessa bateria bem carregada mesmo. Afinal, o ano de 2008 promete ser cheio planos que precisam virar realidade.
Veremos em 11 meses.
Os comentários se foram e eu não estou com energia para procurá-los. Optei pelo simples, pelo menos até eu ter paciência para ver o que se passa com o Enetation. Não porque existam milhares de visitantes com comentários a fazer e sim porque os comentários retratavam coisas doces do passado.
Enfim, uma hora eu tento resolver essa questão.
Enfim, uma hora eu tento resolver essa questão.
Thursday, December 20, 2007
Reunião de condomínio. O presidente da mesa alerta que a pauta tem tema único: sorteio de vagas da garagem.
Trinta minutos depois as pessoas discutem a reforma do playground e o valor de aluguel do salão de festas.
Minhas pernas não param de sacudir e diminuo o volume do ipod. Minha paciência se esgota e assim como os outros eu levanto o braço e peço a palavra. Depois de duas tagarelas chega a minha vez. Educadamente, solicito que o presidente da mesa me lembre qual seria o tema único da pauta. Entre o zum zum zum que se segue, surge a voz de um vizinho gritando, isso mesmo, vamos sortear as vagas.
Assim que escolhí a minha vaga deixei a balbúrdia para trás. Não pude evitar de me questionar de onde viria essa minha intolerância e de onde viria essa falta de objetividade do ser humano.
Trinta minutos depois as pessoas discutem a reforma do playground e o valor de aluguel do salão de festas.
Minhas pernas não param de sacudir e diminuo o volume do ipod. Minha paciência se esgota e assim como os outros eu levanto o braço e peço a palavra. Depois de duas tagarelas chega a minha vez. Educadamente, solicito que o presidente da mesa me lembre qual seria o tema único da pauta. Entre o zum zum zum que se segue, surge a voz de um vizinho gritando, isso mesmo, vamos sortear as vagas.
Assim que escolhí a minha vaga deixei a balbúrdia para trás. Não pude evitar de me questionar de onde viria essa minha intolerância e de onde viria essa falta de objetividade do ser humano.
Subscribe to:
Posts (Atom)