Wednesday, April 30, 2008

Auge de meu inferno astral. Não é dos piores mas na véspera de um feriado prolongado com noite fria, garoa fina e perspectivas nebulosas, não há como escapar desse estado de vazio.
Trabalhei bastante. Escapei da academia por conta do imposto de renda. Resolví meus problemas e vaguei pela internet. Mortes, travestís e banalidades econômicas.
Tédio absoluto!
Depois de me deparar com esse sentimento várias vezes e de escrever sobre essa anti-matéria seguidamente, terei que tomar uma atitude.
Nesse feriado vou escolher alguma tranqueira de pós e vou me matricular. A falta de exercício mental me mata aos poucos.

Tuesday, April 22, 2008

O tempo tem passado na medida das notícias da tv e da internet.
Covardia com ares de filme de quinta categoria, ousadia religiosa com cara de pastelão e as CPIs saíram da agenda por um intervalo ainda desconhecido.
Fernanda Takai para quebrar o ritmo e ditar o nosso próprio tempo. Assim vamos nós pela realidade paralela.

Wednesday, April 16, 2008

Deixei o escritório por volta das 14h30. Sair no meio da tarde dá uma pequena sensação de liberdade mesmo que ela seja falsa, já que estava me locomovendo de um escritório para outro.
O motorista pegou o caminho pela Bela Vista. Gosto desse caminho. É lento e quase ouço as estórias que correm por alí.
Fiquei distraída, a música quase não chegava aos meus ouvidos e tudo que me vinha eram as frases e sorrisos das ruas. Se eu ficasse por lá mais um pouco eu poderia contar vários causos.
Gosto de imaginar.

Thursday, April 03, 2008

Queria conhecer um bom contador de estórias. Poderia até ser um bom professor de história.
Tenho esse gosto por ouvir. Muito mais do que falar.
O problema é esse talento que não me parece muito comum, Contar boas estórias.
Frente fria se aproximando rapidamente. Inferno astral a caminho.
Pode ser muito cedo mas apesar da previsão eu me sinto forte. Forte e confiante.
Acho que é o meu lado capricorniano feliz com o momento profissional.

Saturday, March 22, 2008

O feriado chegou e não fui viajar.
Semanas se foram e não incluí novas pessoas no meu círculo de convivência.
Nada de imagens novas. Nem pensamentos frescos.
Isso é ser conservadora. Ou inerte porque no fundo dá na mesma.
Sinto inveja da menina com botas curtas e meias longas. E ela sabe disso.
22 de março de 2008.
Ainda na cama, tentei lembrar o que fiz nesse mesmo dia de 2007. Os pensamentos ficaram confusos. Eventos marcantes que fixam algumas datas. Só que minha mente falha.
Dois mil e seis. Pior. Dois mil e cinco. Nada, mesmo com esforço. Lembro de sábados de Aleluia e de beijos fortuitos. Adolescência e infância mas nada do calendário fixo na minha cabeça.
O que me vem a cabeça são memórias ligadas às datas comemorativas e lembro dos sentimentos nessas datas.
O calendário não significa muito e nesse caso acho que a ampulheta se prestaria a melhor papel. A areia que se foi e a areia que ainda vai. Já o tempo do calendário, esse parece só existir para nos afligir mostrando o tempo que se esgotou sem que nada se alterasse.
Fazer parte da ficção parece um sonho bom. Manter-se concentrada na visão maniqueísta ajudaria a resolver os meus conflitos pessoais.
O que mais uma situação pode significar além da minha primeira impressão? O exercício cognitivo me pede para responder essa questão e eu tento mas há momentos que me canso e prefiro pensar da forma mais simplista possível: uma coisa é ou não é.
Um pouco de mim mesma. O quanto de verdade queremos saber? O quando de verdade conseguimos perceber? O que é possível suportar?

Tuesday, March 11, 2008

Tulipa. Não a flor e sim o copo fino na parte de baixo e largo na parte de cima onde se costuma servir chopp.
Assim era o rapaz de bermuda amarela e camiseta branca. Faltaram as gotas de "suor" no colarinho. Aquelas pernas finas com o tronco hiper desenvolvido, sabe-se lá com quantos pesos e quantos anabolizantes.
ONDE É QUE VAMOS ANDAR PORQUE PARADOS JÁ ESTAMOS II

Estimular a carona, diminuir o fluxo de pessoas em algumas estações de Metro liberando a integração gratuita em mais estações, sincronização de faróis, diminuir o valor da bandeira de táxi.
Tenho certeza que se um concurso entre estudantes de arquitetura e engenharia fosse promovido, uma série de iniciativas viáveis de curto e médio prazo seriam levantadas só que nada disso é feito. Pelo contrário, de acordo com a CET, o paulistano terá que se conformar com mais tempo gasto no trânsito.
Faça isso. Conforme-se com esse absurdo ou exija respeito do serviço público. Cobre um projeto de melhoria detalhado dos candidatos a prefeito dessa cidade. Use esse momento para deixar bem claro que você está farto de perder tanto tempo, paciência e saúde no trânsito dessa cidade cada vez mais infernal.
ONDE É QUE VAMOS ANDAR PORQUE PARADOS JÁ ESTAMOS


Nas duas últimas semanas meu caminho não ficou mais longo. Ficou mais demorado. Muito mais.
A primeira vez foi por causa de um tal acidente na marginal. No dia seguinte foi um apagão que pegou parte da zona sul apagando faróis até a Paulista. Depois foi uma chuva e as desculpas começaram a ser repetidas. Hoje foi um furto que deixou os faróis da Augusta apagados.
A questão é mais simples do que essa quantidade enorme de justificativas furadas. Um pouco de aritmética e um pouco de física: dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo.
O número de carros novos nas ruas de São Paulo só cresce. Novas linhas de Metro não saem do papel. O paulistano típico é o maior filho da puta egoísta de que se tem notícia e não dá carona para ninguém. A CET não é um empresa de engenharia e sim uma fonte de arrecadação
O drive do cabo de transmissão de dados não ajudou. A &@**a do mac address do pc host não pode ser clonado para o notebook. A merda do roteador ficou piscando sobre a mesa mas a rede wi-fi que estou usando continua com um olho de vidro e uma perna de pau.
A dor e a delícia da tecnologia.

Tuesday, March 04, 2008

Assisto ao jogo do início ao fim.
Começo com esperança e pensamento positivo. Metade do jogo, placar favorável mas o pensamento positivo foi substituído por uma irritação inimaginável. Displicência, erros dos menos experientes, erros dos mais experientes e meus ombros doem de tanta tensão.
O jogo termina e o Santos vence. Resultado desejado mas não me divertí nem metade do que merecia. Na verdade, me divertí por dois minutos contando o gol e um lance mais bonito.
Existe alguma razão que explique essa paixão?
Idéias ou coisas nas quais acreditamos sem questionar porque elas simplesmente são. Mais uma vez o tema das crenças.
Uma vida de causalidades. Consequências interligadas.
E se as coisas não forem assim? Se não houver qualidades comparáveis para se avaliar pessoas ou coisas?

Friday, February 29, 2008

Na cena ideal eu daria um soco no rosto dela e pediria aos berros para que ela engolisse aquele sorriso falso de boa samaritana. Diria o quanto detesto gente falsa e sonsa. Por fim, pediria para ela pensar três vezes antes de tentar levar vantagem sobre mim no mundo profissional.
Na cena possível, sorrio diante das dissimulações mais suaves e me nego a presenciar as cenas mais cínicas.
Se considerarmos apenas a bíblia, a expressão é quase nunca. Se pensarmos em Darwin, nunca estivemos sozinhos.
Mesmo assim, milênios de convivência, não conseguimos viver uns com os outros tranquilamente. De uma forma ou de outra, num ambiente ou em outro, sempre se cria uma tensão que deixa a convivência frágil.

Tuesday, February 26, 2008

Não tenho pensamentos interessantes. Me sinto emburrecendo com uma vida pastosa e entediante.
Preciso voltar a estudar. Dedicar meu tempo livre e aumentar meu repertório enferrujado.

Friday, February 22, 2008

Passei o dia com essa estranha oscilação. Uma certa vontade de chorar em alguns momentos. TPM.
Seria se minha menstruação não tivesse acabado há três dias.
E continuo com um bolo no estômago. Uma mistura de raiva, alegria e sensibilidade.
Sinto que tem alguma coisa estranha mas não sei o que é.
O sofá chegará amanhã. Minha mãe está bem. O telefona toca. Não sei quem é. O telefone toca. Sei quem é. Não quero atender. Mensagem de texto. Não consigo prestar atenção no Hiro. O telefone toca. Outra pessoa. Continuo não atendendo. Bons novos filmes estão em cartaz. Mais mutantes. Quero ir na Vila Belmiro. O jogo é tarde. Quero ir para a praia. O sofá chegará amanhã.