Thursday, October 20, 2011

Estou tão perdida que acordei na madrugada passada sem saber onde estava. Tive que tocar a parede com as mãos para me sentir em algum lugar sólido, com proteção.
Hoje o meu Mestre dos Magos disse que quando sentimos medo de um cachorro, por mais que tentemos disfarçar, ele percebe. Percebendo, seu instinto de sobrevivência solta um alerta para que ele decida rapidamente se a pessoa com medo vai fugir ou vai lutar. Então, na maioria das vezes, o cão ataca.
Quero contrariar a socialização da minha natureza. Não quero mais ser gentil, protetora, tolerante com os erros de quem amo, acho que nem quero mais amar ninguém além da minha mãe e da minha cachorra. Não quero mais andar com o rabo no meio das pernas até que meu respeito próprio se esvaia e eu não tenha brios nem para lutar.
Quero minha força de volta, mesmo que ela venha com toneladas de raiva. Quero que a dor que eu sinto seja sentida em dobro por qualquer um que me machuque. Sem poupar ninguém porque essa ideia de poupar alguns é pura covardia disfarçada de afeto. Medo de não ser merecedora. Merecedora do quê? A única coisa que eu garanto que não sou merecedora é dessa merda que jogaram em mim.
Chega. Meu limite foi ultrapassado e quando não há nada a se perder, não é preciso sentir medo de perder nada. Que a raiva venha e expulse qualquer fraqueza de mim.

Wednesday, October 19, 2011

Contrariando todas as minhas expectativas, não passei no exame médico e não tenho mais perspectiva de começar em um novo emprego.
O motivo? A médica que mal me olhou na cara e que não se sentia confortável sem um parecer de um ortopedista disse que talvez eu tivésse LER. O engraçado é que essa médica pertence a mesma empresa que fez meu exame periódico e meu demissional algumas semanas atrás. Naquela ocasião, o médico também não olhou na minha cara, mas disse que eu estava apta para o trabalho e apta para o desligamento.
Como eu estou? Frustrada, com raiva, me questionando o motivo de coisas tão desagradáveis estarem acontecendo comigo quase que uma atrás da outra.
Acho que das três sensações, a que vale a pena eu me apegar é com a raiva. Estou de saco cheio da vida, das pessoas que me fazem sofrer e dessa atitude imbecil de monge budista que fica esperando pacientemente por uma compreensão maior das coisas. Eu não sou monja, não sou budista e provavelmente meu melhor lado seja o meu pior lado. O lado da guerra, da força, da reação.
Cansei. Parece que a vida quer me cutucar e eu quero que ela vá a merda. Quero que ela e todo mundo que me faz sofrer vá se foder nos quintos dos infernos.

Saturday, October 15, 2011

Um constante estado de alerta que dificulta a entrega completa a qualquer atividade, coisa ou pessoa.
Concordei plenamente com essa descrição. Poucos dias depois, com leituras, respirações e gentileza, abracei genuinamente o desejo de me aperfeiçoar para meu próprio prazer e benefício.
Estranho que um conceito tão óbvio não tenha me sensibilizado antes, mas creio que os ensinamentos só são absorvidos quando estamos preparados.
Impossível fazer sonetos antes de ser alfabetizado.

Friday, October 14, 2011

Ontem, próximo do final da tarde, recebi uma notícia boa e revigorante. Farei exames médicos na terça-feira e devo começar a trabalhar na semana seguinte, no dia 26.
Esperei essa notícia com certa ansiedade, depois com receio, para enfim acalmar meus pensamentos e entender que esse ou outro emprego surgiriam na hora correta.
Se eu fosse contratada em julho, sem uma descompressão, carregaria comigo todo o peso de meu antigo emprego e não me apresentaria desarmada. Se a vaga tivesse sido fechado em agosto ou setembro, levaria comigo toda a tensão e depois a tristeza por conta das feridas que meu antigo relacionamento abriu em mim. Nas primeiras semanas de outubro eu ainda chorava e ter tempo livre para ser cuidada pela minha mãe ou para me concentrar na reconstrução da minha auto-estima e da minha força interior com intervenções da fisioterapia, terapia e meditação foi fundamental.
Ansiedade e impaciência são defeitos que reconheço em mim desde a mais tenra infância. Receber, perceber e relatar uma lição como essa que a vida me deu é um estímulo extra para permanecer observando meu comportamento, acreditar na roda da vida e cultivar a paciência.
Dúvidas não são um mal a ser combatido. Elas devem ser vistas como uma dádiva em certos momentos como o atual. Ao invés de lutar contra elas eu devo dedicar tempo analisando aquilo que as provoca.
Aceito a dúvida porque não tenho motivos para ter certeza.

Thursday, October 13, 2011

Meu terapeuta, dr. Dimas, é uma pessoa com um talento enorme para desvendar a alma humana. Tenho ciência da sorte que possuo por tê-lo encontrado nessa fase de coincidências e oportunidades tão boas que a vida vem me apresentando.
Hoje ele falou uma coisa tão simples que chega a ser idiota. Essa coisa óbvia também me encontrou ontem quando lia sobre o Budismo. A vida é feita de amor e de dor, de alegria e de tristeza: dukha. Tentar evitar a tristeza é evitar a vida, a alegria que sempre vem depois.

Tuesday, October 11, 2011

Gentileza é artigo raro e quase de luxo. O curioso é que fui criada cultivando a gentileza e por isso ela sai de mim naturalmente, além de me fazer falta vez ou outra. Só que na selva onde vivo, a gentileza é quase sempre confundida - babaquice, flerte, interesses diversos.
É muito cansativo viver uma vida em que nossas ações devem ser calculadas para que não sejamos incorretamente julgados. Acho que prefiro o isolamento.

Monday, October 10, 2011

Comecei a ler sobre Budismo e apesar de conhecer muito pouco, o tom sereno dos ensinamentos que li é bom. Parece uma doutrina que não causa ansiedade.
Religião parece ser um tema intrigante na minha vida e isso está no meu mapa astral. Acredito em muitas coisas que aprendi com meu pai e ao mesmo tempo duvido de tudo.
De qualquer forma, quero ter um esteio que me equilibre a cada vez que constato a fragilidade do mundo que chamo de real. Preciso apenas me sentir confortável com esse esteio.
Minha favorita do novo álbum do Wilco.

Saturday, October 08, 2011

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Gosto de cover, gosto da música e adoro a Lykke Li. Quase doeu ouví-la nessa versão.
Sonhar parece corriqueiro e deveria mesmo ser. Eu que tanto sonhei me incomodo com minhas fases sem escapadas noturnas. Normalmente, essas fases são associadas a períodos de desconexão com algo que nem sei o que é. Só sei dizer que algo fica desligado em mim.
Como diria o Herbert, a noite passada eu sonhei com você. Cabelos loiros com cachos leves. Olhos verdes e sorriso aberto. Parecia um domingo do passado em que eu cruzava com você saindo da praia em frente ao Joinville. Quase pude ouvir a sua voz, mas no sonho você só me mostrava os dentes num riso doce.
Acordei feliz. Por ter sonhado. Por ter sonhado com você. Por ter recebido um sorriso tão bonito. 
E, do nada, me lembrei que seu aniversário também é no dia 4 de fevereiro.

Thursday, October 06, 2011

A Brisa tem passado muito tempo com as orelhas para trás. Ela costuma fazer isso quando está feliz e quer ganhar carinho.
A presença de um ser vivo que não seja um adulto cheio de travas faz bem a casa da minha mãe. Ela sorri bastante mesmo quando finge brigar com a vira latas magrela. Prepara frango especialmente para a cachorra e sorri aberto quando a Brisa joga-lhe o bolão no colo.

Tuesday, October 04, 2011

O tempo livre tem servido para os exercícios que talvez eu possa chamar de meditação e para música. Música nova, música velha, música (?) na minha guitarra. Carinho na audição!

Monday, October 03, 2011

Admiro a coragem daqueles que odeiam sem culpas.

Admiro a sabedoria daqueles que perdoam sem esforço.
Entrei na internet e vi duas manchetes: uma falava do temor de um homem gay durante o espancamento que ele e seu namorado sofreram na madrugada de sábado; a outra falava sobre a morte de um homem de 33 anos que discutiu com um segurança de agência bancária.
Alienação ou não, decidi não clicar em nenhuma das duas matérias. Ao invés de buscar os detalhes dos dois casos, preferi refletir sobre o que quer que viesse a minha mente.
Here I am.
Parece mesmo que tudo é dois. Alegria e tristeza, paz e guerra, amor e ódio. Deve ser assim mesmo, mas continuo sofrendo do mal de não aceitar essa condição passivamente. Permaneço procurando um remédio, um antídoto que me permita viver bem num mundo onde tudo é dois, mas que ao mesmo tempo me deixe manter a fé de que podemos criar um mundo onde tudo é um.

Friday, September 30, 2011

Faz tempo que o dia não amanhece tão bonito. Ou que meus olhos não ficam tão abertos.
Só que meus olhos estão abertos e o dia está ensolarado.
Os poucos acordes que dedilho na guitarra soaram como música. O pelo limpo da Brisa está macio e o short velho que peguei no guarda roupas cheira como tranquilidade.
Parece que uma página foi virada no calendário, indicando que minha primavera começou.

Tuesday, September 27, 2011

O ar gelado desperta meus sentidos. Atenção voltada para o corpo e a respiração.

Tuesday, September 13, 2011

Os exercicios de respiracao que tenho aprendido se revelam como praticas extremamente prazerosas nos ultimos dias. Com eles me acalmo e pareco acessar um outro lugar, mesmo que por alguns minutos. Talvez eu esteja comecando a entender a pratica da observacao interior.

Friday, September 09, 2011

No meio do caminho perdi o respeito por mim. Caminhando eu sentia que algo estava diferente, mas não identificava o que. Quase no fim da trilha eu pensei que fosse o amadurecimento que me fazia andar diferente. Quando cheguei ao final da viagem, não estava onde pensei que estaria. Olhei ao meu redor e nada era familiar. Toquei minhas mãos, minhas pernas e meu peito. Eu ainda era eu, mas não era a mesma pessoa e não era alguém que gostaria de ser depois de tanto chão percorrido. Busquei minha bagagem sem encontrar mapa ou bússola. No meio do caminho perdi o respeito por mim.

Thursday, September 08, 2011

Tenho a sensação de que resta só uma dívida: comigo mesma. Ela é grande, assim como a disposição para quitá-la.

Tuesday, September 06, 2011

Saco vazio não para em pé. E de um saco vazio não é possível obter-se nada.
Vazio.

Wednesday, August 31, 2011

O espaco interior parece aumentar a medida que a pressao exterior diminui. Ar fresco batendo no rosto e uma certeza de crescimento.

Tuesday, August 30, 2011



Desconheco o motivo, mas o dia amanheceu como sábado de Carnaval.

Wednesday, August 24, 2011

Letras que formam palavras que formam versos ou estorias. E nomes.
Nomes que criam identidades que deixam marcas. Nomes que de repente nao param de cruzar nosso caminho.
Historias, caminhos e coincidencias.

Tuesday, August 23, 2011

Magnólia sempre foi um de meus filmes favoritos. Não sou uma expert no assunto e só sei dizer que gosto das pequenas histórias que se cruzam em algum momento. Confesso que os acontecimentos aparentemente absurdos também me encantam. O que dizer da chuva de sapos ou do filho que pula do alto do prédio com intenção de se matar, mas que acaba morto por um tiro de espingarda disparado pela mãe histérica que mais uma vez discute com o pai?
O roteirista parece ser daquelas pessoas que enxergam além da superfície. O tipo que eu não sou, normalmente. Melhor, o tipo que não tenho sido nos últimos anos.
O bom da impermanência inerente a vida é que tudo muda, inclusive as coisas que não são boas. Vagar como uma pessoa anestesiada, de repente, deixa de ser sua condição. Os sentidos acordam e as minúcias do mundo começam a sussurrar ao seu ouvido, trazendo a tona uma série de coincidências de de ficção.


Monday, August 15, 2011

Uma das coisas que mais me agrada no snorkeling é o choque entre a intensa movimentação da vida marinha e o silêncio acalentador das águas. Confesso que sempre gostei do silêncio. E de susurros.
Meus olhos são mais resistentes que meus ouvidos. Observar o vai e vem é meu forte. Ver o rosto, o gesto feito ou contido, a roupa escolhida, o corpo a mostra, tudo isso me vem naturalmente.
A ansiedade atua em mim como snorkeling ao contrário. A vida não se movimenta porque não existe e o mar soa barulhento como ondas de ressaca batendo contra rochas escuras. Nesses dias eu queria que meus pés de pato fossem turbinados e me levassem para terra firme.

Tuesday, August 09, 2011

Hoje levei 20 minutos batendo papo com o quitandeiro. Assunto não nos faltou: os vários tipos e procedências dos pães, regionalismos que alteram hábitos alimentares e expressões idiomáticas. Fomos do pãozinho ao cacetinho, passando pela pamonha de milho e pela outra que andava na rua.
Deixei a quitanda com uma garrafa de leite, três pães franceses, um leve sorriso no rosto e a impressão de que essas coisas pequenas e provincianas despertam minha humanidade.

Friday, August 05, 2011

Cabe em um só a luz e a sombra. Como é difícil aceitar que carregar a sombra não apaga a luz.
A sensibilidade deve ser apurada para se distinguir os momentos de luz e os momentos de sombra, de modo que se possa ganhar a energia do sol nos dias de claridade e se possa acender uma chama nos dias de trevas.

Thursday, August 04, 2011

Pés na grama, rosto ao vento.
O mundo fica tão melhor com menos barulho mental. Meus sentidos retomam seus papeis no mundo: azul é azul, morno é morno, quero-quero pia alto e Lykke Lu sussura aos meus ouvidos.

Tuesday, August 02, 2011

A vento lá fora faz tanto barulho que assusta até minha linda cachorra. A previsão falava de ventanias fortíssimas em Santa Catarina, mas digamos que São Paulo fica bem longe.
Em mim, nada de ventos assustadores a descabelar meu interior.

Monday, August 01, 2011

Um buraco pequeno, pequenino, chiquito, nano. Um lugar que faça eu me sentir maior e que expulse o medo de ser pisoteada sem sequer ser notada.

Friday, July 29, 2011


Mesmo no meio da tristeza há beleza. Essa beleza, mais do importância estética, tem um significado imenso e acalentador. Mostra que o caos está dentro de você e que o mundo continua vibrando de forma equilibrada lá fora. É preciso coragem para olhar e humildade para identificar o belo e reconhecer que a vida continua de portas abertas.
Um ser humano pode morrer de sede no meio do mar. Se ele não morrer desidratado, significa que o desejo foi maior que a lucidez e ele bebeu água salgada. A morte não será de sede, mas não será menos sofrida.
Que seja sede, então. E que eu seja forte para aguentar cada efeito ruim da falta de água doce sem perder a esperança de encontrar paz.

Friday, July 22, 2011

O barulho é tão grande que me impede de distinguir os sons, as letras e palavras. Sei que algo foi dito e provavelmente repetido várias vezes, mas todos os pensamentos do mundo resolveram batucar na minha cabeça, fazendo zunir meus ouvidos.
Nesse ponto me pareço com Schopenhauer. Tenho medo do barulho porque ele me impede de pensar claramente.

Tuesday, July 12, 2011

Por que as pessoas esperam por coisas impossíveis de acontecerem? Deve ser o que alguns chamam de fé e que outros, mais centrados provavelmente, chamam de cegueira, alienação ou negação.
O rio não corre para cima, cachorros não falam e um ser humano não consegue abandonar sua verdadeira natureza.
Falo por mim. Não faço uma coisa simplesmente porque é o certo fazê-lo ou porque é decente realizá-lo. Eu vivo em negação. Se me reconheço assim, por que esperar que um semelhante aja diferente?

Saturday, July 02, 2011

Do espaço conheço pouco. Sou capaz de apontar o sol, a lua e as três Marias.
No elemento aquático meus conhecimentos são ligeiramente maiores. Identifico três tipos de coral, sou ciente do movimento das marés, sei que tubarão-baleia não é carnívoro e que baleia não é peixe.
Sendo touro com ascendente em capricórnio, de terra sei um pouco mais. Diferencio areia de terra, sei que existem rochas sedimentares e rochas ígneas. Não nego que há tempo de plantar e tempo de colher, de que tomate é fruta e não legume.
Bem se vê que pouco conheço do mundo. Sou ignorante.
Ignoro principalmente o homem. Pouco sei dessa criatura. Menos ainda sei de mim.
Não sei por qual motivo vou e nem porque fico. Me surpreendo com a quantidade de coisas estranhas que brotam em mim ou de mim.
Raiva? Não consigo imaginar quanto desse veneno pode caber em mim. Quando transpiro essa substância, chego a me assustar.

Wednesday, July 14, 2010

De vez em quando o ar fica parado e as folhas das árvores não se movem. Isso gera suspeita. Em mim, sempre gera suspeita.
Outras vezes corre um vento quente que enfraquece as pessoas e levanta uma poeira difícil de se respirar. Os humores são afetados. Os leões ficam mais agressivos por conta do vento.
Em comum existe a certeza da chuva que virá. Forte, do tipo tempestade com raios e trovões.
Maio e junho foram meses de noroeste, o vento quente que abaixa minha pressão arterial. Ar pesado, areia nos olhos e indisposição.
A chuva forte chegou em julho, junto com o inverno. Relâmpagos assustadores, barulho de trovões e pés molhados.
Existe um ditado sobre tempestades e o que vem depois. Não é preciso descrevê-lo.
O boletim do Climatempo não deu sinais sobre o fim da chuva. Há esperança baseada na fé.
No que se baseia a metereologia?

Sunday, May 30, 2010

Edição de vídeo, argila, guitarra e respiração. Como sair dessa confusão mental?

Sunday, March 14, 2010

Entrei num site de noticias e la estava "garrafa quase tira Axl Rose do palco", "Edilson faz seu primeiro gol pelo Bahia apos 40 dias" e "por onde andam os Lost Boys".
Conclui que a vida na redacao deve estar muito parada sem terremotos ou tsunamis nos ultimos 10 dias. So uma vontade enorme de entreter o leitor justifica essa nostalgia toda. Mais o mais curioso e perceber como uma tragedia entretem bem o estimado publico.

Tuesday, March 09, 2010

Quando a acao resultante de seu pior estado de espirito e motivo de elogio, esteja atento. Se voce nao e a Clarice Lispector, ha algo muito errado. Com voce, com a pessoas que o elogiam ou both.

Wednesday, November 11, 2009

Brisa ao meu lado.
Vento calmo soprando devagar.
Brisa silenciosa.
Fuerzabruta.

Saturday, October 31, 2009

Imagine 116 meninos contra o nascimento de 100 meninas. Isso sendo média real num país como a China. O resultado é que não existem mulheres suficientes para que os jovens chineses se casem.
A dúvida que resta é saber onde eles vão buscar suas noivas. Ocidente ou oriente?

Wednesday, May 27, 2009

Não há liberdade se não houver opção de escolha. Entre o homem e seu fim supremo, se coloca o pecado.
Eu. Perdida no meio de tudo, encostada ao lado de nada.
Minha mente querendo me pregar uma peça. Ou a peça seria criação de outro lugar? O mesmo lugar onde sinto uma coceirinha gostosa.

Friday, January 16, 2009

Último dia útil de férias.
Segunda estarei de volta e já tenho compromisso agendado para às 10h da manhã.
Meu ascendente é capricórnio e deve ser por isso que o trabalho tem ares de importancia na minha vida.
Volto para a pressão e para o dilema. Pressão que deve colocar velocidade na resolução do dilema.
Só que enquanto segunda não chega, vou cuidar das coisas práticas como trocar a mochila do pé de pato e cortar o cabelo.

Saturday, January 10, 2009

Os olhos alcançam um Che pop star. Miró. Marylin. Rancho da Empada, depilação e depilação. Banda Glória.
Granada e um palito. Calendário do Metropolitan Museum of Art. Calendário da academia.
Não existe nenhum lugar onde eu gostaria de estar.
Ansiedade. O ano começou e eu não sei onde foi parar a eudaimonia. Continuo não sabendo.
Olhei no canto da tela. Dez de janeiro de 2009.
Não sei o motivo, mas o ano pareceu começar hoje. Talvez por conta da noite de Reveillon de ontem. Realmente, não sei o real motivo.
De qualquer forma, feliz ano novo.

Friday, January 09, 2009

Pulei as sete ondas. Fiz os pedidos e seguí o ritual de final de ano. Pronto.
Agora que venham as coisas práticas e boas de 2009.
Tenho uma expectativa de que esse ano será de muita produção e de aprendizado. Duas coisas que gosto bastante.
Poderia ser mais limpa. Poderia ser menos cheia. Poderia...
Dias de férias na Ilha Grande.

Wednesday, November 19, 2008

Um coração sangrando num prato. Sangrando num prato e comendo um pedaço de brócolis japonês.
Eu no sofá com os olhos cheios de lágrimas pensando se minha alma ainda tem salvação.

Monday, November 17, 2008

Há épocas e também há épocas. Estou numa transição entre os dois casos.
Qual é a vida que vale a pena ser vivida?
Os comprimidos são ingeridos diariamente numa rotina que às vezes me escapa. Um gole, um comprimido. Outro e outro.
Tenho pequenos enjôos matinais, mas nada que seja insuportável.
O resultado, bem, o resultado está aparecendo mesmo que seja somente efeito placebo. A energia está voltando aos poucos e a cama com meu travesseiro não me parece mais o melhor lugar do mundo.
O trabalho começaria às 10h com reunião fora do escritório, mas a chuva torrencial me deteve em casa.
Melhor, assim abrí o email em casa mesmo e participei via telefone.

Wednesday, September 24, 2008

O Guma está na praia pagando de médico-surfista! Um monte de gente platinada, forçando o esse e vivendo num paraíso de ondas.
Que porcaria adolescente é essa?
Eita temporada de frio sem pé nem cabeça!! Tremenda primavera e o vento gelado não dá trégua.

Wednesday, September 10, 2008

Algumas questões pessoais soam tolas quando ligo a tv. Depois, penso um pouco e concluo que essas mesmas questões são ainda mais relevantes depois de uma passada pelas notícias do dia.
Não sei se há sentido na vida ou se a vida faz sentido mas, quase tudo que vejo estampado no meu monitor de 15" soa caótico ou vazio.
Cada novo episódio de violência injustificada, de conflito oportunista ou de sucessos dos próximos 15 minutos me deixa mais perdida na tal busca pessoal. E mais insensível também.

Tuesday, September 09, 2008

O escritório está voltando. Com ele vem se firmando, de forma tranquila e sólida, a certeza de que aquela praia não é a minha.
Não se trata de nenhuma crise pós férias. Não curto a empresa e muito menos a atividade e é hora de procurar por algo que me motive novamente.

Monday, September 08, 2008

Voltei.
Quem dera ainda estar lá.
Fernando de Noronha é tudo isso que se diz. Beleza natural singular.
No momento que se chega a ilha, ainda do alto, dentro do avião, tem-se a noção da beleza criada pelos vários tons de azul e verde do mar em contraste com o escuro das rochas vulcânicas e o claro da areia alaranjada. Daí pra frente é só uma sucessão de choques de beleza.

Monday, August 25, 2008

Semana pré férias.
Férias rápidas. Férias em Fernando de Noronha.
Sol, mar e ninguém conhecido. Quase ninguém porque quem importa estará junto.

Friday, August 08, 2008

Subí os degraus até a calçada. A Paulista parecia especialmente escura e úmida.
Fiz como os outros e abri o guarda-chuva.
Catraca, escada, Metrô, escada, catraca e o vento frio me trazendo uma sensação conhecida mas não muito precisa.
The Greatest à la Cat Power. De novo, cogitei fechar o guarda chuva. Where is my love à mesma moda.
De repente, uma buzina tocou e acordei do meu transe. Me lembrei de um dia deliciosamente frio, úmido e solitário que passei em São Francisco.
Frio, úmido e solitário deve soar melancólico. Engano. Tudo era liberdade e força. As luzes de carros e lojas refletiam no chão molhado e eu andava sem me encolher, achando a vida o máximo.
Mania de andar na chuva e me achar livre. Desde sempre.

Tuesday, July 29, 2008

De onde vem a preguiça?

Thursday, July 10, 2008

Ontem eu tive um dia de moleque apesar de ser uma menina doce. Skate longboard no parque e Wii com amigos a noite. Sabe que eu adorei?
Por que será, né?
E por falar em vergonha, depois de 10 rodas do campeonato brasileiro, meu time não foi capaz de marcar mais do que 9 pontos.
Vergonhoso?
Não mais do que dar uma de terrorista, colocar uma falsa bomba em local público e tomar o tempo de uma equipe tática de desarmamento de bombas.
Com tantos assuntos importantes na pauta do cidadão brasileiro - senhor D.D., crianças assassinadas, crianças exploradas, corrupção, miséria e tudo mais - o cidadão se dá ao trabalho de se mobilizar com tanta revolta com um assunto tão banal como o futebol.
Isso sim é vergonhoso.
Daniel Dantas na cadeia.
Seria bom se não fosse provisório. Pior, imagino a agitação entre políticos, juízes e pessoas poderosas de um modo geral. Várias delas no bolso do senhor oportunidade.
Já já a justiça dará a sua contribuição para essa pouca vergonha se completar.

Tuesday, July 08, 2008

Uma certa rebeldia.
Claro que em mim a palavra rebeldia quase não cabe. Sempre contida, cartesiana e precavida, até a minha adolescência transcorreu sem rebeldia. Havia discussão com meu pai mas quase sempre girava sobre posições políticas ou questões universais como religião e capitalismo. Embates apaixonados sabiamente alimentados pelo meu pai. Acho até que ele provocava as discussões e as travava com prazer.
Agora é um pouco diferente.
Não há discussão com ninguém e espero que assim permanceça. O que há é uma vontade escondida e sublimada de transgredir. Transgredir comportamentos que são meus. Uma vontade de sim e uma vontade de não.
O sim é a transgressão. O não é o meu juízo dizendo para fugir das traquinagens do destino. Serão essas traquinagens do destino?
Hoje é véspera de feriado. Uma terça que deu sequência aos últimos dias de escritório: pesada, cansativa e cheia de pequenos conflitos.
Programei uma cerveja com amigas mas o cansaço me derrubou.
Pensei, pensei e pensei. Acho que é disso que estou cansada. Pensar tanto.

Monday, June 30, 2008

Os segundos viram minutos que se tornam horas e quando se vê o tempo acabou.

Wednesday, June 25, 2008

Abrí alguns sites e ví as notícias da vez. Funeral de ex primeira-dama, global saindo com global, Eurocopa e por aí vai.

Também acessei alguns sites e blogs especializados em esporte. Queria saber um pouco mais sobre a final da Libertadores.

Eu deveria me espantar com a pouca cobertura dada pela imprensa paulista mas já não me espanto. A principal tv aberta do país deixará a final de lado para mostrar um jogo de segunda divisão. O que poderia ser mais parcial do que isso?

Fosse outro o carioca finalista e teríamos a final da Libertadores na tv aberta para todo o país.

Em tempo, não sou do Rio e nem torço para o Fluminense.
O frio está forte e as nuvens não deixam São Paulo.
O fondue de ontem caiu muito bem e as companhias eram ótimas.

Sunday, June 15, 2008

A seleção brasileira vem obedecendo a (nova) regra da FIFA que proíbe seleções pentacampeãs mundiais de fazer cruzamentos da linha de fundo.
Fair play.
FORA DUNGA.

Monday, June 09, 2008

O time para o qual torço só faz com que eu reafirme o desprazer de sentar em frente a tv para assistir uma partida.
E como o futebol se mistura com os outros comportamentos do cidadão brasileiro, é engraçado como a minha vontade é de não saber do time, assim como as vezes finjo não querer saber do cotidiano.
Tanto num quanto noutro, minha insistência sempre prevalece. Acabo me atualizando e sofrendo com o conhecimento adquirido.
O técnico mudou e como pensei, a rotina de derrotas e futebol pífio não foi alterada. A organização do clube foi e é falha. Interesses não-futebolísticos foram priorizados pela direção e o que se vê é lógico. Deficiência, desmotivação e para quebrar o "d", um pouco de falta de vergonha na cara. Sim, porque de alguém que recebe para exercer uma função, o mínimo que se espera é que ele o faça com comprometimento e seriedade.
Da minha forma desconexa, hoje volto ao futebol.
Que período difícil e triste do futebol brasileiro. O campeonato nacional parece várzea, a seleção não se parece com nada e os ídolos se parecem com fotos em livros de história. Sim, porque os ídolos estão ficando antigos. Quase ouso usar a palavra velhos.
Dias de submarino. Pensamentos de maré. Olhos de ressaca. Capitu.
Fecho os olhos. Preciso seguir uma dieta. Meu tronco pesa. Meus membros pesam. Minha alma.
Abro os olhos. Preciso seguir uma dieta. Me falta força. Me falta eu. Minha alma.

Tuesday, May 27, 2008

Deixei o escritório o mais cedo que pude. Tentei me desvencilhar dos pesos. Academia, esteira e um pouco de suor deveriam ajudar.
Deveriam mas o vai e vem de gente e o defeito na minha chave com treinamentos não me deixou baixar a guarda.
Tv e internet. Li um pouco. Escrevi sobre várias coisas e de forma desconexa.
Tentei comer e me vi trancada.
Quase uma crise de ansiedade. Ou de fúria. Desânimo.
Não quero ninguém me dizendo como devo fazer as coisas. Não quero me pegar tentando fazer as coisas corretas. Por que correto? Ninguém é correto e eu quero ser tão incorreta como todo mundo. Eu quero ser muito incorreta.
Essa novela da Record sobre mutantes é a melhor coisa da tv brasileira nos últimos tempos.É tudo tão bizarro que supera qualquer coisa da teledramaturgia fantástica. E o melhor de tudo não são os efeitos especiais ou a trama intrigante. O fino da produção são os diálogos. Uma fala mais surreal que a outra, sempre interpretadas com um talento ímpar.
Me culpo sempre que não sigo a minha intuição e por conta disso caio na cilada mais previsível do mundo.
Aquela coisa que eu não queria fazer mas que fiz, resultando num desprazer desnecessário.
Coincidência. Será?
Ontem escreví sobre as coisas do futebol que não são decididas dentro daquele retângulo verde e veja o destino do técnico Leão.
Chegou ao time na última hora. Formou um arremedo de time com jogadores como Evaldo, Betão e Marcinho Guerreiro. Enfrentou resistência dentro da equipe e seguiu em frente. De quase rebaixado a quase classificado no Paulista. De saco de pancada às quartas de final da Libertadores
Caiu depois de Flamengo e Cruzeiro. Junto com São Paulo. Contando com Betão na lateral.
Perfeito? Não.
Culpado. Também acho que não.
Mais de 170 milhões de receita com a venda de Robinho e companhia viraram mais de 60 milhões em dívidas.
Mais de 24 milhões em dois anos de comissão técnica do antecessor de Leão para dois títulos paulistas. Fora as contratações absurdas que nunca renderam nada.
Leão culpado? Tenho CERTEZA que não.

Monday, May 26, 2008

Infrações similares e penas distintas. Performances iguais e coberturas ou adjetivos diversos.
Campeonato paulista, carioca ou Copa das Confederações.
Muda o cenário, mudam as cores mas parece que não muda o chororô. Será o chororô uma chatice dos derrotados ou aquilo que resta aos injustiçados?
No final das contas, gosto mesmo da aflição que sinto, do êxtase do gol e do alívio ao final da partida. E queria ser como antes, sem pensar nas coincidências e nas razões que existem antes mesmo do jogo começar. Queria isso mas o futebol anda tão feio e os bastidores andam tão em evidência que jogo sim, jogo não, me lembro daquilo que torço para não existir.
Bem, uma das coisas que de vez em quando me questiono é o quanto existe de razão nos meandros da emoção gerada pelo futebol. Acho que isso não ficou muito claro e vou tentar ser mais clara.
Depois de 38 rodadas de um campeonato "x" que declara como vencedor o time "3", o quanto existe de talento, vibração, emoção, sorte e o quanto existe de fatores racionais, financeiros, políticos e afins?
Nunca fui adepta das teorias da conspiração como aquela propagada aos sete ventos após o fiasco da Copa de 98 mas, confesso que depois de escândalo do apito, dos problemas pré 2006 descobertos na Itália e de outros tantos acontecimentos estranhos, já não sou tão fervorosa assim na minha opinião.
Imprensa esportiva, redes de tv, grupos financeiros encabeçados por empresários...são tantos interessados e tantos interesses maiores (?) do que um gol que realmente começo a aceitar o questionamento sobre a legitimidade do time "3", vencedor do campeonato "x".
Dentre tantos esportes conhecidos, e de forma nada inovadora nessa pátria de chuteiras, o meu favorito é o futebol. Sim, senhoras e senhores, o esporte bretão conhecido como futebol.
Além de ter esse gosto tão popular, tenho uma característica não tão comum assim, tampouco incomum o suficiente para ser chamada de rara. Minha memória para fatos e imagens esportivas.
Já pensei em fazer algo de útil com isso mas concluí que preciso fazer algo de inútil para compensar as 9 ou 10 horas gastas num ambiente herméticamente fechado.
Assim sendo, além de fazer as anotações sem disciplina ou roteiro que me chegam de tempos em tempos, vou começar a anotar os meus pensamentos sobre o futebol ou qualquer outro esporte que me desperte paixão em um dado momento do dia.
Não sei se já mencionei isso antes mas gosto muito de esportes. Principalmente, aqueles chamados coletivos. Mas não só os coletivos e nem todos os coletivos.
Quase me arrisco a dizer que gosto mesmo é da competição que alguns esportes nos proporcionam acompanhar.
Os avisos de trânsito astral dão conta de conflitos entre o desejo de diversão e a necessidade de trabalhar. Além disso, falam também de uma certa agressividade acentuada até o dia 28.
Tudo combina com o meu estado de espírito de hoje. Seria depressão pós feriado mas o estado já era esse na quarta passada. E na terça, segunda e...
O melhor nessas fases é tentar se encostar em algo para evitar o conflito que se aproxima. Trabalho com o iPod no ouvido, buscando fazer coisas que não requeiram contato social ou grande esforço. Na hora que a fase passar, voltarei aos grandes planos e aos projetos que exisgem disciplina.

Saturday, May 17, 2008

Meu brinquedo novo é muito divertido. O presente mais legal dos últimos anos.
Skate longboard com mais de um metro. Madeira sem tinta e sem lixa. Classicão. Lindo de morrer.
Hoje me aventurei no Villa Lobos. Tarde de sol e um pouco de frio. Achei uma pista de corrida pouco usada com um leve declive. Foi lá que gastei meu tempo aprendendo a me equilibrar de diversas formas. No final da pista, virando a esquerda, um declive mais acentuado. Criei coragem e repetí a descida umas 7 vezes.
Apesar do cansaço, terminei a tarde satisfeita como uma criança.

Monday, May 12, 2008

O inverno promete. Os dias de outono têm sido frios e chuvosos além da conta.
Talvez por estar numa segunda-feira fria, chuvosa e com intoxicação, sinto uma melancolia ancestral.
Ostras. Ostras e peixe crú.
Gosto dessas opções para uma refeição. Talvez eu goste além da conta.
Podem ter sido as ostras mas o sashimi também não estava descendo tão bem. E na semana anterior eu já tinha passado mal por conta da comida japonesa.
O fato é que o estrago foi grande e a intoxicação me derrubou.

Wednesday, April 30, 2008

Auge de meu inferno astral. Não é dos piores mas na véspera de um feriado prolongado com noite fria, garoa fina e perspectivas nebulosas, não há como escapar desse estado de vazio.
Trabalhei bastante. Escapei da academia por conta do imposto de renda. Resolví meus problemas e vaguei pela internet. Mortes, travestís e banalidades econômicas.
Tédio absoluto!
Depois de me deparar com esse sentimento várias vezes e de escrever sobre essa anti-matéria seguidamente, terei que tomar uma atitude.
Nesse feriado vou escolher alguma tranqueira de pós e vou me matricular. A falta de exercício mental me mata aos poucos.

Tuesday, April 22, 2008

O tempo tem passado na medida das notícias da tv e da internet.
Covardia com ares de filme de quinta categoria, ousadia religiosa com cara de pastelão e as CPIs saíram da agenda por um intervalo ainda desconhecido.
Fernanda Takai para quebrar o ritmo e ditar o nosso próprio tempo. Assim vamos nós pela realidade paralela.

Wednesday, April 16, 2008

Deixei o escritório por volta das 14h30. Sair no meio da tarde dá uma pequena sensação de liberdade mesmo que ela seja falsa, já que estava me locomovendo de um escritório para outro.
O motorista pegou o caminho pela Bela Vista. Gosto desse caminho. É lento e quase ouço as estórias que correm por alí.
Fiquei distraída, a música quase não chegava aos meus ouvidos e tudo que me vinha eram as frases e sorrisos das ruas. Se eu ficasse por lá mais um pouco eu poderia contar vários causos.
Gosto de imaginar.

Thursday, April 03, 2008

Queria conhecer um bom contador de estórias. Poderia até ser um bom professor de história.
Tenho esse gosto por ouvir. Muito mais do que falar.
O problema é esse talento que não me parece muito comum, Contar boas estórias.
Frente fria se aproximando rapidamente. Inferno astral a caminho.
Pode ser muito cedo mas apesar da previsão eu me sinto forte. Forte e confiante.
Acho que é o meu lado capricorniano feliz com o momento profissional.

Saturday, March 22, 2008

O feriado chegou e não fui viajar.
Semanas se foram e não incluí novas pessoas no meu círculo de convivência.
Nada de imagens novas. Nem pensamentos frescos.
Isso é ser conservadora. Ou inerte porque no fundo dá na mesma.
Sinto inveja da menina com botas curtas e meias longas. E ela sabe disso.
22 de março de 2008.
Ainda na cama, tentei lembrar o que fiz nesse mesmo dia de 2007. Os pensamentos ficaram confusos. Eventos marcantes que fixam algumas datas. Só que minha mente falha.
Dois mil e seis. Pior. Dois mil e cinco. Nada, mesmo com esforço. Lembro de sábados de Aleluia e de beijos fortuitos. Adolescência e infância mas nada do calendário fixo na minha cabeça.
O que me vem a cabeça são memórias ligadas às datas comemorativas e lembro dos sentimentos nessas datas.
O calendário não significa muito e nesse caso acho que a ampulheta se prestaria a melhor papel. A areia que se foi e a areia que ainda vai. Já o tempo do calendário, esse parece só existir para nos afligir mostrando o tempo que se esgotou sem que nada se alterasse.
Fazer parte da ficção parece um sonho bom. Manter-se concentrada na visão maniqueísta ajudaria a resolver os meus conflitos pessoais.
O que mais uma situação pode significar além da minha primeira impressão? O exercício cognitivo me pede para responder essa questão e eu tento mas há momentos que me canso e prefiro pensar da forma mais simplista possível: uma coisa é ou não é.
Um pouco de mim mesma. O quanto de verdade queremos saber? O quando de verdade conseguimos perceber? O que é possível suportar?

Tuesday, March 11, 2008

Tulipa. Não a flor e sim o copo fino na parte de baixo e largo na parte de cima onde se costuma servir chopp.
Assim era o rapaz de bermuda amarela e camiseta branca. Faltaram as gotas de "suor" no colarinho. Aquelas pernas finas com o tronco hiper desenvolvido, sabe-se lá com quantos pesos e quantos anabolizantes.
ONDE É QUE VAMOS ANDAR PORQUE PARADOS JÁ ESTAMOS II

Estimular a carona, diminuir o fluxo de pessoas em algumas estações de Metro liberando a integração gratuita em mais estações, sincronização de faróis, diminuir o valor da bandeira de táxi.
Tenho certeza que se um concurso entre estudantes de arquitetura e engenharia fosse promovido, uma série de iniciativas viáveis de curto e médio prazo seriam levantadas só que nada disso é feito. Pelo contrário, de acordo com a CET, o paulistano terá que se conformar com mais tempo gasto no trânsito.
Faça isso. Conforme-se com esse absurdo ou exija respeito do serviço público. Cobre um projeto de melhoria detalhado dos candidatos a prefeito dessa cidade. Use esse momento para deixar bem claro que você está farto de perder tanto tempo, paciência e saúde no trânsito dessa cidade cada vez mais infernal.
ONDE É QUE VAMOS ANDAR PORQUE PARADOS JÁ ESTAMOS


Nas duas últimas semanas meu caminho não ficou mais longo. Ficou mais demorado. Muito mais.
A primeira vez foi por causa de um tal acidente na marginal. No dia seguinte foi um apagão que pegou parte da zona sul apagando faróis até a Paulista. Depois foi uma chuva e as desculpas começaram a ser repetidas. Hoje foi um furto que deixou os faróis da Augusta apagados.
A questão é mais simples do que essa quantidade enorme de justificativas furadas. Um pouco de aritmética e um pouco de física: dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo.
O número de carros novos nas ruas de São Paulo só cresce. Novas linhas de Metro não saem do papel. O paulistano típico é o maior filho da puta egoísta de que se tem notícia e não dá carona para ninguém. A CET não é um empresa de engenharia e sim uma fonte de arrecadação
O drive do cabo de transmissão de dados não ajudou. A &@**a do mac address do pc host não pode ser clonado para o notebook. A merda do roteador ficou piscando sobre a mesa mas a rede wi-fi que estou usando continua com um olho de vidro e uma perna de pau.
A dor e a delícia da tecnologia.

Tuesday, March 04, 2008

Assisto ao jogo do início ao fim.
Começo com esperança e pensamento positivo. Metade do jogo, placar favorável mas o pensamento positivo foi substituído por uma irritação inimaginável. Displicência, erros dos menos experientes, erros dos mais experientes e meus ombros doem de tanta tensão.
O jogo termina e o Santos vence. Resultado desejado mas não me divertí nem metade do que merecia. Na verdade, me divertí por dois minutos contando o gol e um lance mais bonito.
Existe alguma razão que explique essa paixão?
Idéias ou coisas nas quais acreditamos sem questionar porque elas simplesmente são. Mais uma vez o tema das crenças.
Uma vida de causalidades. Consequências interligadas.
E se as coisas não forem assim? Se não houver qualidades comparáveis para se avaliar pessoas ou coisas?