Sunday, November 06, 2011


Putz, esqueci.

Saturday, November 05, 2011

Peter, Bjorn, John & Otis Redding


Não tenho a menor ideia do motivo para gostar tanto de covers, mas eu os a-do-ro.
Esse aqui é especial porque trata-se de uma música que arrepia executada por uma banda que me agrada muito. Nunca imaginei a música assim e gostei do resultado.



Peter Bjorn And John cover "Try A Little Tenderness" by Otis Redding


A imagem é engraçada e num momento de amargura eu poderia generalizar e até concordar com a frase. Só que eu escolho não generalizar acreditando que existe sim gente que merece minhas gentilezas sem o risco de abusarem de mim.

Friday, November 04, 2011

Existe gentileza no mundo.
Na internet, acabei de trocar umas ideias com uma menina que nem conheço e tudo em troca só da gentileza de compartilhar informações.
Eu gosto do mundo leve e torço para que mais pessoas possam sentí-lo assim. Quem sabe a generosidade brota num maior número de pessoas e a Terra se torna um lugar doce para se viver.

Tuesday, November 01, 2011


Noite passada, antes de dormir, pensei na resposta para uma pergunta que me foi feita: que tipo de imagem me anima em dias de sol, ao invés de imagens para dias cinzentos.
Quanto mais eu pensava no tipo de imagem que eu gostava, mais a foto acima me vinha na memória. As cores e a quietude da foto batiam insistentemente na minha cabeça. A foto é de Fernando de Noronha e foi feita por mim em 2008.
Dei a resposta e fui dormir.
Sonhei a noite inteira com as praias de Noronha. Foi tudo tão gostoso e tão tátil que acordei mais leve.
Benditas sejam as coisas boas e belas que conhecemos na vida.

Sunday, October 30, 2011

Você repete algumas coisas na infância e sem notar elas viram hábitos. Mais algum tempo e logo surgem as crenças que carregamos por tanto tempo. Em alguns casos, carregamos até a morte. Espero que não seja o meu.
Verdade é de ouro. Dizê-la redime o ser humano de seus erros. 
Quando o vaso aparece quebrado a coisa certa a ser feita, o ato digno é dar um passo a frente, olhar nos olhos de seu inquisitor e assumir a responsabilidade.  Nunca acusar um inocente, nunca negar sua ação. A falha máxima permitida é a covardia de se calar, mas ela pode ser usada poucas vezes como as quedas necessárias para se aprender a andar de bicicleta.
Inúmeras vezes pude notar o orgulho e a admiração tocar a minha face quando fui sincera. Eu quebrei, eu fiz, eu errei, eu comecei, eu bati, eu não fui, eu não quis. 
Quem me admirou nesses momentos sempre achou estar fazendo o melhor, tentando criar um ser humano capaz de fazer boas coisas no mundo em que viveria. Só que o mundo não é plano, a vida não é lógica e existe uma mágica chamada percepção. É preciso se adaptar a tudo isso.
Como definir a verdade? O que é real? Para que essas coisas servem?
Penso que é preciso aprender a se mentir em benefício próprio. Tornar essa ação um hábito e depois uma crença. Só assim haverá equilíbrio e depois do equilíbrio, força para adaptar-se a vida. Aí sim existirá um ser humano capaz de extrair coisas boas do mundo.

Saturday, October 29, 2011

"...O dar-vos quanto tenho e quanto posso.
Que quanto mais vos pago, mais vos devo".

Um trecho de Camões que só conheci por causa de Elizabeth Bishop.

Thursday, October 27, 2011

A simplicidade é tão bonita.
E claro que devo estar enganada, mas é um caso de percepção. Coisas simples me parecem puras, tocadas pela graça.
Simplesmente, fiquei emocionada pela combinação de melodia, letra e imagem. Chorei.

A Arte de Perder
Michael Sledge


Terminei de ler o romance na última madrugada.
Não sei se ele teve acesso a correspondência trocada entre a poeta Elizabeth Bishop e a paisagista Lota de Macedo Soares, mas sua obra é tão envolvente que várias vezes me senti ao lado de Bishop, vendo as mesmas paisagens do antigo Rio ou sofrendo do mesmo tipo de mal de amor.
Livro bom sobra uma estória maravilhosa, apesar de triste.

Wednesday, October 26, 2011

The Black Keys
Lonely Boy


Que dançarino!

Tuesday, October 25, 2011

Wake up
Arcade Fire & David Bowie






Miss Representation


O documentário fala da mulher e sua representação diminuída na grande indústria de mídia americana. Não sei se o documentário é bom ou não. Na verdade, nem curiosidade de assistí-lo eu tinha.
O que eu gostei mesmo foi da adaptação do velho poster "you can do it".


“The most common way people give up their power
is by thinking they don’t have any.”
~ Alice Walker


Monday, October 24, 2011

O Maroto de segunda teve um ritmo bom e transpirei até os meus pensamentos. Sensação boa essa de ter o corpo prazerosamente cansado.

Someone Still Loves You Boris Yeltsin


Sunday, October 23, 2011

Falcão é gênio.

Quando todo mundo julga que a pessoa está por baixo é que ela mostra a sua força. Ele está certo. O brilho dele ninguém tira. Respeito.

Lytro lightfield

Essa é muito boa.
Uma pequena câmera fotográfica de bolso que captura a luz em quatro dimensões. Na prática, o que isso significa?
Significa que você pode fotografar o que quiser, sem se preocupar com o foco. O foco é dado pós fato.

http://www.mobilemag.com/2011/10/20/shoot-first-focus-later-lytro-lightfield-camera-has-“four-dimensions/
Liar.

Essa música do Queen é muito rock and roll, mas acho que o vídeo poderia ser diferente. Ele não me passa a intensidade da música.

Saturday, October 22, 2011

Eu assisti um filme esse fim de semana que poderia se chamar A Vagabunda.
A vagabunda era tão dissimulada quanto essas vilãs de novela das 8. Se fazia de doce, de boazinha, de preocupada, mas era um modelo de ordinária do horário nobre da Globo.
O roteiro parecia forçado. Eu achei forçado.
O que dizer da moça que sai de casa toda doce e sorridente, deixando seu par com um suave beijo na testa, para jantar com os amigos quando na verdade ela foi transar por aí? Tá bom. Essa parte é bem verossímel.
E a cena da mesma moça cujo mesmo par está viajando enquanto ela leva duas pessoas em casa para fazer sexo a três? A casa era o lar do casal principal. Não é forçado? E se eu falar que o cara broxou e que a aspirante a Bruna Surfistinha não teve vergonha nenhuma (na verdade ela achou muita graça) de contar essa história para a amante que não era uma das pessoas do ménage? Você ainda acha esse roteiro normal?
Acho essa estória muito ruim. A moça foi confrontada pelo seu par. Aí ela abusou com suas expressões faciais, exclamações e indignação latente negando qualquer um desses atos. Canastrice no último!
Em paralelo, a moça também flertava com um personagem com cara de sujo, de porco mesmo. Ficou implícito que a coisa rolava há muito mais tempo. Eles se encontravam numa casa que ficava num bairro longe e que tinha cachoeira. Rolava uma sacanagem.
Daí você deve estar exclamando, é claro que rolava sacanagem há mais tempo! Você foi assistir um filme pornô! É claro que só rolava sacanagem e baixaria.
A sinopse dizia que essa merda de filme era romance.
Bom, em algum momento esse arremedo de romance tinha que me mostrar alguma coisa melhor. Sim, teve o plot point.
O par banana. Esse par era tão ruim quanto a putinha. Convenhamos, passar por tudo isso e ficar choramingando pelos cantos, achando justificativas para a vilã. Nem a Rutinha faria isso.
Pois bem, coube ao par fazer a última parte do romance-pornô-pastelão. No melhor estilo Dogville, o par se vingou de cada um deles. Da amante que sempre fora bem tratada e respeitada, do porco e da mau caráter principal que ficou com o peso de ter sido responsável pela desgraça dos dois envolvidos. O broxa foi poupado, mas não me perguntem o motivo.
Eu recomendo fortemente, não assistam essa porcaria de quinta categoria. Para ajudá-los a manter distância dessa estória foleira eu nem falei o nome do filme.

Friday, October 21, 2011


By Doriane Favre.
Adorei a idéia do post it relógio.

Thursday, October 20, 2011

Estou tão perdida que acordei na madrugada passada sem saber onde estava. Tive que tocar a parede com as mãos para me sentir em algum lugar sólido, com proteção.
Hoje o meu Mestre dos Magos disse que quando sentimos medo de um cachorro, por mais que tentemos disfarçar, ele percebe. Percebendo, seu instinto de sobrevivência solta um alerta para que ele decida rapidamente se a pessoa com medo vai fugir ou vai lutar. Então, na maioria das vezes, o cão ataca.
Quero contrariar a socialização da minha natureza. Não quero mais ser gentil, protetora, tolerante com os erros de quem amo, acho que nem quero mais amar ninguém além da minha mãe e da minha cachorra. Não quero mais andar com o rabo no meio das pernas até que meu respeito próprio se esvaia e eu não tenha brios nem para lutar.
Quero minha força de volta, mesmo que ela venha com toneladas de raiva. Quero que a dor que eu sinto seja sentida em dobro por qualquer um que me machuque. Sem poupar ninguém porque essa ideia de poupar alguns é pura covardia disfarçada de afeto. Medo de não ser merecedora. Merecedora do quê? A única coisa que eu garanto que não sou merecedora é dessa merda que jogaram em mim.
Chega. Meu limite foi ultrapassado e quando não há nada a se perder, não é preciso sentir medo de perder nada. Que a raiva venha e expulse qualquer fraqueza de mim.