Restless
E a bolacha recheada de limão.
Acabei de voltar do cinema onde assisti Inquietos do original Restless.
Pra muita gente o filme deve ser sobre a morte, para outros deve ser sobre amor, mas para mim ele fala daquilo que se passa dentro da cabeça das pessoas que vivem no limite ou que passam um pouco dele.
O jovem casal protagonista é composto por Enoch e Annabel. Ele expressa sua tristeza num comportamento quase esquizofrênico, frequentando funerais de desconhecidos, depositando sua amizade num fantasma japonês e guardando um oceano de raiva dentro de sí. Ela expressa sua emoção pela morte iminente num comportamento surreal que consegue conversar com as alucinações de Enoch. Eles se encontram na loucura escapista. E se aceitam. E se completam.
Tudo isso me fez lembrar de bolacha recheada sabor limão. Acho que elas não existem mais, mas eu bem sei que já existiram. Esse tipo de biscoito é uma das quatro coisas que me lembro a respeito de uma instituição psiquiátrica de Santos: gritos numa recepção toda de vidro, muitas plantas, pingue-pongue, um homem com feições muito tristes balançando as pernas e bolachas recheadas com sabor de limão.
Sunday, November 27, 2011
Saturday, November 26, 2011
Parece que perdi a mão, o jeito. Saio, abro os olhos, mas não consigo capturar os detalhes que antes me enchiam a imaginação. Passo por flores, plantas, meninas, meninos, velhos, crianças, cachorros e nada daquela beleza em palavras nascida nos acontecimentos que ninguém vê. Eu não vejo poesia e nem prosa quando ando na rua.
Só os ouvidos tem tocado minha alma. Bendito sejam eles.
Só os ouvidos tem tocado minha alma. Bendito sejam eles.
Tuesday, November 22, 2011
Acabo de falar, ou melhor, escrever para uma pessoa algo emocional que não faria tempos atrás. Guardo meus sentimentos, principalmente a decepção e a mágoa, muito no fundo de mim. Sempre foi o meu jeito de lidar com as coisas ruins, como se ao evitá-las ou negá-las elas deixassem de existir. Elas nunca deixam, não é mesmo? Elas formam uma bolinha que entala na garganta e fica lá por algum tempo. Depois ela desce e fica no estômago, dificultando a digestão, acabando com o apetite, deixando aquele desconforto com o qual você se acostuma. Sei lá o que mais essa bolinha pode virar.
De qualquer forma, essa bolinha específica eu tirei da garganta sem estardalhaço. Eu somente disse pra ela: não te quero aqui e dentro de mim você não fica mais.
A vida me ensinando na marra aquilo que eu custo a aprender numa boa.
De qualquer forma, essa bolinha específica eu tirei da garganta sem estardalhaço. Eu somente disse pra ela: não te quero aqui e dentro de mim você não fica mais.
A vida me ensinando na marra aquilo que eu custo a aprender numa boa.
Eu e você
Você e eu
Segui a rotina de respirações e exercícios de quase todas as noites. Tive vontade de voar e diferente de todas as outras vezes, não queria voar baixo, perto do mar. Voei alto, no meio de nuvens brancas e densas, sem receio algum de cair.
Quando coloquei meus pés no chão minha memória foi inundada por coisas antigas.
Dentre tantas e tantas idas a praia, me lembrei de um dia de ressaca, cinza e chuvoso. Até a camiseta que usava veio na minha memória: amarelo bem forte da Town & Country. Não tinha mais do que 15 anos. Como um dia tão impróprio para praia e mar ficou marcado em mim? Simples, foi um dia maravilhoso. Carreguei meu bodyboard na garoa, cheguei em frente ao posto 5 e as ondas batiam perto do calçadão. Olhei para a direita e não tinha ninguém. Olhei para a esquerda e não tinha uma alma viva. O posto 5 conhecido por suas marolas de merreca tinha ondas e era só meu. Fiz tudo que me deu vontade: sentei na pequena faixa de areia pra tomar chuva no rosto, alonguei, surfei, brinquei, gritei alto dentro do mar e por fim saí exausta. Exausta e extremamente feliz por ter me encontrado comigo.
De volta ao meu quarto lembrei rapidamente do meu período em Berkeley e da felicidade fácil que senti naquela fase. Eu estava de novo comigo. Um eu concentrado em mim e sem amarras.
Acho que entendi uma coisa. Não sou reclusa e solitária. Gosto de companhia, melhor dizendo, gosto de boa companhia e, definitivamente, eu sou uma ótima companhia.
Você e eu
Segui a rotina de respirações e exercícios de quase todas as noites. Tive vontade de voar e diferente de todas as outras vezes, não queria voar baixo, perto do mar. Voei alto, no meio de nuvens brancas e densas, sem receio algum de cair.
Quando coloquei meus pés no chão minha memória foi inundada por coisas antigas.
Dentre tantas e tantas idas a praia, me lembrei de um dia de ressaca, cinza e chuvoso. Até a camiseta que usava veio na minha memória: amarelo bem forte da Town & Country. Não tinha mais do que 15 anos. Como um dia tão impróprio para praia e mar ficou marcado em mim? Simples, foi um dia maravilhoso. Carreguei meu bodyboard na garoa, cheguei em frente ao posto 5 e as ondas batiam perto do calçadão. Olhei para a direita e não tinha ninguém. Olhei para a esquerda e não tinha uma alma viva. O posto 5 conhecido por suas marolas de merreca tinha ondas e era só meu. Fiz tudo que me deu vontade: sentei na pequena faixa de areia pra tomar chuva no rosto, alonguei, surfei, brinquei, gritei alto dentro do mar e por fim saí exausta. Exausta e extremamente feliz por ter me encontrado comigo.
De volta ao meu quarto lembrei rapidamente do meu período em Berkeley e da felicidade fácil que senti naquela fase. Eu estava de novo comigo. Um eu concentrado em mim e sem amarras.
Acho que entendi uma coisa. Não sou reclusa e solitária. Gosto de companhia, melhor dizendo, gosto de boa companhia e, definitivamente, eu sou uma ótima companhia.
Monday, November 21, 2011
Saturday, November 19, 2011
Do nunca mais
19 /NOV/2011
Hoje ela vai passar por um ritual tão indesejável quanto inevitável. Vai enterrar um dos seus. Não qualquer um dos seus, mas aquela que lhe protegeu e nutriu desde os primeiros minutos de algo que poderia ser chamado de vida.
Não importa o tipo de ritual ou religião. Velórios, enterros, cremações...são gestos e nomes diferentes para lidar com uma coisa comum: essa profunda saudade de alguém que mal disse adeus. A dor que não encontra forma de ser expressada ou de ser esquecida. O sentimento de quem entende das coisas do nunca mais.
Nunca mais é a morte. E tantas coisas viram nunca mais.
Um dia a saudade doerá menos, mas ela não entrará no reino do nunca mais.
Por mais que eu goste dessa amiga, não há o que fazer. Ninguém pode substituí-la nesses próximos dias. Não há atalhos.
Friday, November 18, 2011
Restrospectiva 2011
Janeiro
Dois eventos impecáveis de janeiro:
127 Horas: o filme praticamente aconteceu nos poucos metros quadrados onde o James Franco ficou preso. Se já não bastasse o ator, a história baseada em fatos verídicos também era muito boa. Eu adorei conhecer esse calculista que ponderou todas as possibilidades de salvação até arrancar o próprio braço. Racional e estúpido o bastante para acreditar que dava para prever e controlar tudo.
Cisne Negro: eu achei o filme tocante e dramático, apesar dos meus conhecidos o acharem um filme de suspense. O que me pegou foi a batalha que acontece na cabeça da personagem principal. E eu realmente acredito que uma vida completamente diferente daquele que vemos pode acontecer na cabeça de uma pessoa. Natalie Portman, Mila Kunis na famosa cena de pegação entre as duas e a minha ironia particular, Wynona Rider.
Janeiro
Dois eventos impecáveis de janeiro:
127 Horas: o filme praticamente aconteceu nos poucos metros quadrados onde o James Franco ficou preso. Se já não bastasse o ator, a história baseada em fatos verídicos também era muito boa. Eu adorei conhecer esse calculista que ponderou todas as possibilidades de salvação até arrancar o próprio braço. Racional e estúpido o bastante para acreditar que dava para prever e controlar tudo.
Cisne Negro: eu achei o filme tocante e dramático, apesar dos meus conhecidos o acharem um filme de suspense. O que me pegou foi a batalha que acontece na cabeça da personagem principal. E eu realmente acredito que uma vida completamente diferente daquele que vemos pode acontecer na cabeça de uma pessoa. Natalie Portman, Mila Kunis na famosa cena de pegação entre as duas e a minha ironia particular, Wynona Rider.
Thursday, November 17, 2011
Wednesday, November 16, 2011
Tuesday, November 15, 2011
Retrospectiva 2011
Janeiro
Acabou a comida, acabou a bebida, acabou a canja.
Sobrou pra mim um sistema de som ridículo e estourado, uma ex-quase-diva bêbada que não conseguia cantar e sobrou a Janelle Monae matando a pau sem um som a sua altura.
O Summer Soul Festival foi um lixo. Cedo ainda já não era possível pegar cerveja porque ela tinha acabado. Depois não tinha mais refrigerante e por último não tinha mais água mineral em pleno verão. O som estourou e tinha que rolar um esforço para aproveitar algum músico. A Amy conseguiu fazer um cover decente, além de cantar Valerie apropriadamente. De resto, ela foi uma caricatura do que é permitido a um artista junkie.
Saturday, November 12, 2011
Retrospectiva 2011
Janeiro
Fui assistir ao primeiro jogo da temporada que o Santos fez no Pacaembú. Era meu reencontro com Elano.
O dia estava ensolarado e voei do escritório para casa. No Metrô me deparei com filas e mais filas de santistas sorrindo e cantando, preparando-se para o mesmo programa que eu faria em poucos minutos.
O jogo foi bom, o Santos fez 4 ou 5 gols numa jornada inspirada de Zé Love e Maikon Leite. Surpreendente?
Supresa mesmo eu teria ao chegar em casa. Sem arrombamento e sem nenhum sinal de bagunça, minha casa tinha sido furtada. Dois computadores, um Wii com controles completos e jogos, mochila, celular, joias, tudo levado na maior cara de pau.
A alegria do jogo foi substituída por um sentimento enorme de abuso e de revolta, principalmente porque a Brisa estava em casa quando a pessoa entrou e ela correu um risco grande.
Delegacia, portaria, síndico que nunca se dignou a conversar conosco. Chateação aos montes, inclusive com insinuações sem nenhuma lógica de que teria sido um amigo meu. Até sugerir que um pessoa entrou e saiu pela janela do quinto andar carregando mochila e sacola com produtos roubados teve. Nenhuma solução para o problema, mesmo que eu tenha certeza de quem cometeu tal crime.
Duas decepções: a polícia civil não teve interesse nenhum em fazer seu trabalho com um mínimo de dedicação já que nem intimar todos os funcionários ele intimaram. Para evitar gastos com o desligamento de funcionários, os condôminos preferem mesmo acreditar em absurdos como o assalto do homem aranha. As pessoas só se sensibilizam quando acontece algo com elas.
Friday, November 11, 2011
Espírito natalino
A Paulista já mostra sua cara natalina com a tradicional iluminação e o tradicional trânsito provocado por quem nunca viu luz na vida.
Ví as luzes e o espírito natalino brotou em mim. Pensei nas festas, confraternizações e na propaganda anual da Coca-Cola. É, o Natal sem aqueles ursinhos branquinhos e fofos não é a mesma coisa.
A Paulista já mostra sua cara natalina com a tradicional iluminação e o tradicional trânsito provocado por quem nunca viu luz na vida.
Ví as luzes e o espírito natalino brotou em mim. Pensei nas festas, confraternizações e na propaganda anual da Coca-Cola. É, o Natal sem aqueles ursinhos branquinhos e fofos não é a mesma coisa.
Wednesday, November 09, 2011
Tuesday, November 08, 2011
Filosofia de internet
Hoje eu li algo no Facebook que me pareceu tão sábio quanto óbvio. O tipo de impressão que tenho quando ouço alguma música muito boa ou leio um texto tocante que me sensibiliza. Aquele sopro que diz baixinho como eu não pensei nisso antes.
O parágrafo era enorme, mas a parte que me marcou era mais ou menos assim: quem faz uma vez não obrigatoriamente faz a segunda. Porém, quem faz dez vezes certamente fará a décima primeira.
Espero nunca mais me esquecer disso em nenhum campo da minha vida.
Amigo que te vira as costas em momentos difíceis pode ter justificativa. Na segunda vez que isso acontece fica claro que a justificativa é inquestionável: o cara nunca foi seu amigo e você nunca deveria dar a ele o privilégio de andar por perto de você.
Em um caso esse ensinamento chegou tarde demais, mas no outro ainda dá tempo. Bora continuar tirando o que não presta da nossa vida.
Hoje eu li algo no Facebook que me pareceu tão sábio quanto óbvio. O tipo de impressão que tenho quando ouço alguma música muito boa ou leio um texto tocante que me sensibiliza. Aquele sopro que diz baixinho como eu não pensei nisso antes.
O parágrafo era enorme, mas a parte que me marcou era mais ou menos assim: quem faz uma vez não obrigatoriamente faz a segunda. Porém, quem faz dez vezes certamente fará a décima primeira.
Espero nunca mais me esquecer disso em nenhum campo da minha vida.
Amigo que te vira as costas em momentos difíceis pode ter justificativa. Na segunda vez que isso acontece fica claro que a justificativa é inquestionável: o cara nunca foi seu amigo e você nunca deveria dar a ele o privilégio de andar por perto de você.
Em um caso esse ensinamento chegou tarde demais, mas no outro ainda dá tempo. Bora continuar tirando o que não presta da nossa vida.
Sunday, November 06, 2011
Saturday, November 05, 2011
Peter, Bjorn, John & Otis Redding
Não tenho a menor ideia do motivo para gostar tanto de covers, mas eu os a-do-ro.
Esse aqui é especial porque trata-se de uma música que arrepia executada por uma banda que me agrada muito. Nunca imaginei a música assim e gostei do resultado.
Peter Bjorn And John cover "Try A Little Tenderness" by Otis Redding
Não tenho a menor ideia do motivo para gostar tanto de covers, mas eu os a-do-ro.
Esse aqui é especial porque trata-se de uma música que arrepia executada por uma banda que me agrada muito. Nunca imaginei a música assim e gostei do resultado.
Peter Bjorn And John cover "Try A Little Tenderness" by Otis Redding
Friday, November 04, 2011
Existe gentileza no mundo.
Na internet, acabei de trocar umas ideias com uma menina que nem conheço e tudo em troca só da gentileza de compartilhar informações.
Eu gosto do mundo leve e torço para que mais pessoas possam sentí-lo assim. Quem sabe a generosidade brota num maior número de pessoas e a Terra se torna um lugar doce para se viver.
Na internet, acabei de trocar umas ideias com uma menina que nem conheço e tudo em troca só da gentileza de compartilhar informações.
Eu gosto do mundo leve e torço para que mais pessoas possam sentí-lo assim. Quem sabe a generosidade brota num maior número de pessoas e a Terra se torna um lugar doce para se viver.
Tuesday, November 01, 2011
Noite passada, antes de dormir, pensei na resposta para uma pergunta que me foi feita: que tipo de imagem me anima em dias de sol, ao invés de imagens para dias cinzentos.
Quanto mais eu pensava no tipo de imagem que eu gostava, mais a foto acima me vinha na memória. As cores e a quietude da foto batiam insistentemente na minha cabeça. A foto é de Fernando de Noronha e foi feita por mim em 2008.
Dei a resposta e fui dormir.
Sonhei a noite inteira com as praias de Noronha. Foi tudo tão gostoso e tão tátil que acordei mais leve.
Benditas sejam as coisas boas e belas que conhecemos na vida.
Sunday, October 30, 2011
Você repete algumas coisas na infância e sem notar elas viram hábitos. Mais algum tempo e logo surgem as crenças que carregamos por tanto tempo. Em alguns casos, carregamos até a morte. Espero que não seja o meu.
Verdade é de ouro. Dizê-la redime o ser humano de seus erros.
Quando o vaso aparece quebrado a coisa certa a ser feita, o ato digno é dar um passo a frente, olhar nos olhos de seu inquisitor e assumir a responsabilidade. Nunca acusar um inocente, nunca negar sua ação. A falha máxima permitida é a covardia de se calar, mas ela pode ser usada poucas vezes como as quedas necessárias para se aprender a andar de bicicleta.
Inúmeras vezes pude notar o orgulho e a admiração tocar a minha face quando fui sincera. Eu quebrei, eu fiz, eu errei, eu comecei, eu bati, eu não fui, eu não quis.
Quem me admirou nesses momentos sempre achou estar fazendo o melhor, tentando criar um ser humano capaz de fazer boas coisas no mundo em que viveria. Só que o mundo não é plano, a vida não é lógica e existe uma mágica chamada percepção. É preciso se adaptar a tudo isso.
Como definir a verdade? O que é real? Para que essas coisas servem?
Penso que é preciso aprender a se mentir em benefício próprio. Tornar essa ação um hábito e depois uma crença. Só assim haverá equilíbrio e depois do equilíbrio, força para adaptar-se a vida. Aí sim existirá um ser humano capaz de extrair coisas boas do mundo.
Saturday, October 29, 2011
Thursday, October 27, 2011
A Arte de Perder
Michael Sledge
Terminei de ler o romance na última madrugada.
Não sei se ele teve acesso a correspondência trocada entre a poeta Elizabeth Bishop e a paisagista Lota de Macedo Soares, mas sua obra é tão envolvente que várias vezes me senti ao lado de Bishop, vendo as mesmas paisagens do antigo Rio ou sofrendo do mesmo tipo de mal de amor.
Livro bom sobra uma estória maravilhosa, apesar de triste.
Michael Sledge
Terminei de ler o romance na última madrugada.
Não sei se ele teve acesso a correspondência trocada entre a poeta Elizabeth Bishop e a paisagista Lota de Macedo Soares, mas sua obra é tão envolvente que várias vezes me senti ao lado de Bishop, vendo as mesmas paisagens do antigo Rio ou sofrendo do mesmo tipo de mal de amor.
Livro bom sobra uma estória maravilhosa, apesar de triste.
Wednesday, October 26, 2011
Tuesday, October 25, 2011
Miss Representation
O documentário fala da mulher e sua representação diminuída na grande indústria de mídia americana. Não sei se o documentário é bom ou não. Na verdade, nem curiosidade de assistí-lo eu tinha.
O que eu gostei mesmo foi da adaptação do velho poster "you can do it".
O documentário fala da mulher e sua representação diminuída na grande indústria de mídia americana. Não sei se o documentário é bom ou não. Na verdade, nem curiosidade de assistí-lo eu tinha.
O que eu gostei mesmo foi da adaptação do velho poster "you can do it".
“The most common way people give up their power
is by thinking they don’t have any.”
is by thinking they don’t have any.”
~ Alice Walker
Monday, October 24, 2011
Sunday, October 23, 2011
Lytro lightfield
Essa é muito boa.
Uma pequena câmera fotográfica de bolso que captura a luz em quatro dimensões. Na prática, o que isso significa?
Significa que você pode fotografar o que quiser, sem se preocupar com o foco. O foco é dado pós fato.
http://www.mobilemag.com/2011/10/20/shoot-first-focus-later-lytro-lightfield-camera-has-“four-dimensions/
Essa é muito boa.
Uma pequena câmera fotográfica de bolso que captura a luz em quatro dimensões. Na prática, o que isso significa?
Significa que você pode fotografar o que quiser, sem se preocupar com o foco. O foco é dado pós fato.
http://www.mobilemag.com/2011/10/20/shoot-first-focus-later-lytro-lightfield-camera-has-“four-dimensions/
Saturday, October 22, 2011
Eu assisti um filme esse fim de semana que poderia se chamar A Vagabunda.
A vagabunda era tão dissimulada quanto essas vilãs de novela das 8. Se fazia de doce, de boazinha, de preocupada, mas era um modelo de ordinária do horário nobre da Globo.
O roteiro parecia forçado. Eu achei forçado.
O que dizer da moça que sai de casa toda doce e sorridente, deixando seu par com um suave beijo na testa, para jantar com os amigos quando na verdade ela foi transar por aí? Tá bom. Essa parte é bem verossímel.
E a cena da mesma moça cujo mesmo par está viajando enquanto ela leva duas pessoas em casa para fazer sexo a três? A casa era o lar do casal principal. Não é forçado? E se eu falar que o cara broxou e que a aspirante a Bruna Surfistinha não teve vergonha nenhuma (na verdade ela achou muita graça) de contar essa história para a amante que não era uma das pessoas do ménage? Você ainda acha esse roteiro normal?
Acho essa estória muito ruim. A moça foi confrontada pelo seu par. Aí ela abusou com suas expressões faciais, exclamações e indignação latente negando qualquer um desses atos. Canastrice no último!
Em paralelo, a moça também flertava com um personagem com cara de sujo, de porco mesmo. Ficou implícito que a coisa rolava há muito mais tempo. Eles se encontravam numa casa que ficava num bairro longe e que tinha cachoeira. Rolava uma sacanagem.
Daí você deve estar exclamando, é claro que rolava sacanagem há mais tempo! Você foi assistir um filme pornô! É claro que só rolava sacanagem e baixaria.
A sinopse dizia que essa merda de filme era romance.
Bom, em algum momento esse arremedo de romance tinha que me mostrar alguma coisa melhor. Sim, teve o plot point.
O par banana. Esse par era tão ruim quanto a putinha. Convenhamos, passar por tudo isso e ficar choramingando pelos cantos, achando justificativas para a vilã. Nem a Rutinha faria isso.
Pois bem, coube ao par fazer a última parte do romance-pornô-pastelão. No melhor estilo Dogville, o par se vingou de cada um deles. Da amante que sempre fora bem tratada e respeitada, do porco e da mau caráter principal que ficou com o peso de ter sido responsável pela desgraça dos dois envolvidos. O broxa foi poupado, mas não me perguntem o motivo.
Eu recomendo fortemente, não assistam essa porcaria de quinta categoria. Para ajudá-los a manter distância dessa estória foleira eu nem falei o nome do filme.
A vagabunda era tão dissimulada quanto essas vilãs de novela das 8. Se fazia de doce, de boazinha, de preocupada, mas era um modelo de ordinária do horário nobre da Globo.
O roteiro parecia forçado. Eu achei forçado.
O que dizer da moça que sai de casa toda doce e sorridente, deixando seu par com um suave beijo na testa, para jantar com os amigos quando na verdade ela foi transar por aí? Tá bom. Essa parte é bem verossímel.
E a cena da mesma moça cujo mesmo par está viajando enquanto ela leva duas pessoas em casa para fazer sexo a três? A casa era o lar do casal principal. Não é forçado? E se eu falar que o cara broxou e que a aspirante a Bruna Surfistinha não teve vergonha nenhuma (na verdade ela achou muita graça) de contar essa história para a amante que não era uma das pessoas do ménage? Você ainda acha esse roteiro normal?
Acho essa estória muito ruim. A moça foi confrontada pelo seu par. Aí ela abusou com suas expressões faciais, exclamações e indignação latente negando qualquer um desses atos. Canastrice no último!
Em paralelo, a moça também flertava com um personagem com cara de sujo, de porco mesmo. Ficou implícito que a coisa rolava há muito mais tempo. Eles se encontravam numa casa que ficava num bairro longe e que tinha cachoeira. Rolava uma sacanagem.
Daí você deve estar exclamando, é claro que rolava sacanagem há mais tempo! Você foi assistir um filme pornô! É claro que só rolava sacanagem e baixaria.
A sinopse dizia que essa merda de filme era romance.
Bom, em algum momento esse arremedo de romance tinha que me mostrar alguma coisa melhor. Sim, teve o plot point.
O par banana. Esse par era tão ruim quanto a putinha. Convenhamos, passar por tudo isso e ficar choramingando pelos cantos, achando justificativas para a vilã. Nem a Rutinha faria isso.
Pois bem, coube ao par fazer a última parte do romance-pornô-pastelão. No melhor estilo Dogville, o par se vingou de cada um deles. Da amante que sempre fora bem tratada e respeitada, do porco e da mau caráter principal que ficou com o peso de ter sido responsável pela desgraça dos dois envolvidos. O broxa foi poupado, mas não me perguntem o motivo.
Eu recomendo fortemente, não assistam essa porcaria de quinta categoria. Para ajudá-los a manter distância dessa estória foleira eu nem falei o nome do filme.
Thursday, October 20, 2011
Estou tão perdida que acordei na madrugada passada sem saber onde estava. Tive que tocar a parede com as mãos para me sentir em algum lugar sólido, com proteção.
Hoje o meu Mestre dos Magos disse que quando sentimos medo de um cachorro, por mais que tentemos disfarçar, ele percebe. Percebendo, seu instinto de sobrevivência solta um alerta para que ele decida rapidamente se a pessoa com medo vai fugir ou vai lutar. Então, na maioria das vezes, o cão ataca.
Quero contrariar a socialização da minha natureza. Não quero mais ser gentil, protetora, tolerante com os erros de quem amo, acho que nem quero mais amar ninguém além da minha mãe e da minha cachorra. Não quero mais andar com o rabo no meio das pernas até que meu respeito próprio se esvaia e eu não tenha brios nem para lutar.
Quero minha força de volta, mesmo que ela venha com toneladas de raiva. Quero que a dor que eu sinto seja sentida em dobro por qualquer um que me machuque. Sem poupar ninguém porque essa ideia de poupar alguns é pura covardia disfarçada de afeto. Medo de não ser merecedora. Merecedora do quê? A única coisa que eu garanto que não sou merecedora é dessa merda que jogaram em mim.
Chega. Meu limite foi ultrapassado e quando não há nada a se perder, não é preciso sentir medo de perder nada. Que a raiva venha e expulse qualquer fraqueza de mim.
Hoje o meu Mestre dos Magos disse que quando sentimos medo de um cachorro, por mais que tentemos disfarçar, ele percebe. Percebendo, seu instinto de sobrevivência solta um alerta para que ele decida rapidamente se a pessoa com medo vai fugir ou vai lutar. Então, na maioria das vezes, o cão ataca.
Quero contrariar a socialização da minha natureza. Não quero mais ser gentil, protetora, tolerante com os erros de quem amo, acho que nem quero mais amar ninguém além da minha mãe e da minha cachorra. Não quero mais andar com o rabo no meio das pernas até que meu respeito próprio se esvaia e eu não tenha brios nem para lutar.
Quero minha força de volta, mesmo que ela venha com toneladas de raiva. Quero que a dor que eu sinto seja sentida em dobro por qualquer um que me machuque. Sem poupar ninguém porque essa ideia de poupar alguns é pura covardia disfarçada de afeto. Medo de não ser merecedora. Merecedora do quê? A única coisa que eu garanto que não sou merecedora é dessa merda que jogaram em mim.
Chega. Meu limite foi ultrapassado e quando não há nada a se perder, não é preciso sentir medo de perder nada. Que a raiva venha e expulse qualquer fraqueza de mim.
Wednesday, October 19, 2011
Contrariando todas as minhas expectativas, não passei no exame médico e não tenho mais perspectiva de começar em um novo emprego.
O motivo? A médica que mal me olhou na cara e que não se sentia confortável sem um parecer de um ortopedista disse que talvez eu tivésse LER. O engraçado é que essa médica pertence a mesma empresa que fez meu exame periódico e meu demissional algumas semanas atrás. Naquela ocasião, o médico também não olhou na minha cara, mas disse que eu estava apta para o trabalho e apta para o desligamento.
Como eu estou? Frustrada, com raiva, me questionando o motivo de coisas tão desagradáveis estarem acontecendo comigo quase que uma atrás da outra.
Acho que das três sensações, a que vale a pena eu me apegar é com a raiva. Estou de saco cheio da vida, das pessoas que me fazem sofrer e dessa atitude imbecil de monge budista que fica esperando pacientemente por uma compreensão maior das coisas. Eu não sou monja, não sou budista e provavelmente meu melhor lado seja o meu pior lado. O lado da guerra, da força, da reação.
Cansei. Parece que a vida quer me cutucar e eu quero que ela vá a merda. Quero que ela e todo mundo que me faz sofrer vá se foder nos quintos dos infernos.
O motivo? A médica que mal me olhou na cara e que não se sentia confortável sem um parecer de um ortopedista disse que talvez eu tivésse LER. O engraçado é que essa médica pertence a mesma empresa que fez meu exame periódico e meu demissional algumas semanas atrás. Naquela ocasião, o médico também não olhou na minha cara, mas disse que eu estava apta para o trabalho e apta para o desligamento.
Como eu estou? Frustrada, com raiva, me questionando o motivo de coisas tão desagradáveis estarem acontecendo comigo quase que uma atrás da outra.
Acho que das três sensações, a que vale a pena eu me apegar é com a raiva. Estou de saco cheio da vida, das pessoas que me fazem sofrer e dessa atitude imbecil de monge budista que fica esperando pacientemente por uma compreensão maior das coisas. Eu não sou monja, não sou budista e provavelmente meu melhor lado seja o meu pior lado. O lado da guerra, da força, da reação.
Cansei. Parece que a vida quer me cutucar e eu quero que ela vá a merda. Quero que ela e todo mundo que me faz sofrer vá se foder nos quintos dos infernos.
Saturday, October 15, 2011
Um constante estado de alerta que dificulta a entrega completa a qualquer atividade, coisa ou pessoa.
Concordei plenamente com essa descrição. Poucos dias depois, com leituras, respirações e gentileza, abracei genuinamente o desejo de me aperfeiçoar para meu próprio prazer e benefício.
Estranho que um conceito tão óbvio não tenha me sensibilizado antes, mas creio que os ensinamentos só são absorvidos quando estamos preparados.
Impossível fazer sonetos antes de ser alfabetizado.
Concordei plenamente com essa descrição. Poucos dias depois, com leituras, respirações e gentileza, abracei genuinamente o desejo de me aperfeiçoar para meu próprio prazer e benefício.
Estranho que um conceito tão óbvio não tenha me sensibilizado antes, mas creio que os ensinamentos só são absorvidos quando estamos preparados.
Impossível fazer sonetos antes de ser alfabetizado.
Friday, October 14, 2011
Ontem, próximo do final da tarde, recebi uma notícia boa e revigorante. Farei exames médicos na terça-feira e devo começar a trabalhar na semana seguinte, no dia 26.
Esperei essa notícia com certa ansiedade, depois com receio, para enfim acalmar meus pensamentos e entender que esse ou outro emprego surgiriam na hora correta.
Se eu fosse contratada em julho, sem uma descompressão, carregaria comigo todo o peso de meu antigo emprego e não me apresentaria desarmada. Se a vaga tivesse sido fechado em agosto ou setembro, levaria comigo toda a tensão e depois a tristeza por conta das feridas que meu antigo relacionamento abriu em mim. Nas primeiras semanas de outubro eu ainda chorava e ter tempo livre para ser cuidada pela minha mãe ou para me concentrar na reconstrução da minha auto-estima e da minha força interior com intervenções da fisioterapia, terapia e meditação foi fundamental.
Ansiedade e impaciência são defeitos que reconheço em mim desde a mais tenra infância. Receber, perceber e relatar uma lição como essa que a vida me deu é um estímulo extra para permanecer observando meu comportamento, acreditar na roda da vida e cultivar a paciência.
Esperei essa notícia com certa ansiedade, depois com receio, para enfim acalmar meus pensamentos e entender que esse ou outro emprego surgiriam na hora correta.
Se eu fosse contratada em julho, sem uma descompressão, carregaria comigo todo o peso de meu antigo emprego e não me apresentaria desarmada. Se a vaga tivesse sido fechado em agosto ou setembro, levaria comigo toda a tensão e depois a tristeza por conta das feridas que meu antigo relacionamento abriu em mim. Nas primeiras semanas de outubro eu ainda chorava e ter tempo livre para ser cuidada pela minha mãe ou para me concentrar na reconstrução da minha auto-estima e da minha força interior com intervenções da fisioterapia, terapia e meditação foi fundamental.
Ansiedade e impaciência são defeitos que reconheço em mim desde a mais tenra infância. Receber, perceber e relatar uma lição como essa que a vida me deu é um estímulo extra para permanecer observando meu comportamento, acreditar na roda da vida e cultivar a paciência.
Thursday, October 13, 2011
Meu terapeuta, dr. Dimas, é uma pessoa com um talento enorme para desvendar a alma humana. Tenho ciência da sorte que possuo por tê-lo encontrado nessa fase de coincidências e oportunidades tão boas que a vida vem me apresentando.
Hoje ele falou uma coisa tão simples que chega a ser idiota. Essa coisa óbvia também me encontrou ontem quando lia sobre o Budismo. A vida é feita de amor e de dor, de alegria e de tristeza: dukha. Tentar evitar a tristeza é evitar a vida, a alegria que sempre vem depois.
Hoje ele falou uma coisa tão simples que chega a ser idiota. Essa coisa óbvia também me encontrou ontem quando lia sobre o Budismo. A vida é feita de amor e de dor, de alegria e de tristeza: dukha. Tentar evitar a tristeza é evitar a vida, a alegria que sempre vem depois.
Tuesday, October 11, 2011
Gentileza é artigo raro e quase de luxo. O curioso é que fui criada cultivando a gentileza e por isso ela sai de mim naturalmente, além de me fazer falta vez ou outra. Só que na selva onde vivo, a gentileza é quase sempre confundida - babaquice, flerte, interesses diversos.
É muito cansativo viver uma vida em que nossas ações devem ser calculadas para que não sejamos incorretamente julgados. Acho que prefiro o isolamento.
É muito cansativo viver uma vida em que nossas ações devem ser calculadas para que não sejamos incorretamente julgados. Acho que prefiro o isolamento.
Monday, October 10, 2011
Comecei a ler sobre Budismo e apesar de conhecer muito pouco, o tom sereno dos ensinamentos que li é bom. Parece uma doutrina que não causa ansiedade.
Religião parece ser um tema intrigante na minha vida e isso está no meu mapa astral. Acredito em muitas coisas que aprendi com meu pai e ao mesmo tempo duvido de tudo.
De qualquer forma, quero ter um esteio que me equilibre a cada vez que constato a fragilidade do mundo que chamo de real. Preciso apenas me sentir confortável com esse esteio.
Saturday, October 08, 2011
Sonhar parece corriqueiro e deveria mesmo ser. Eu que tanto sonhei me incomodo com minhas fases sem escapadas noturnas. Normalmente, essas fases são associadas a períodos de desconexão com algo que nem sei o que é. Só sei dizer que algo fica desligado em mim.
Como diria o Herbert, a noite passada eu sonhei com você. Cabelos loiros com cachos leves. Olhos verdes e sorriso aberto. Parecia um domingo do passado em que eu cruzava com você saindo da praia em frente ao Joinville. Quase pude ouvir a sua voz, mas no sonho você só me mostrava os dentes num riso doce.
Acordei feliz. Por ter sonhado. Por ter sonhado com você. Por ter recebido um sorriso tão bonito.
E, do nada, me lembrei que seu aniversário também é no dia 4 de fevereiro.
Thursday, October 06, 2011
A Brisa tem passado muito tempo com as orelhas para trás. Ela costuma fazer isso quando está feliz e quer ganhar carinho.
A presença de um ser vivo que não seja um adulto cheio de travas faz bem a casa da minha mãe. Ela sorri bastante mesmo quando finge brigar com a vira latas magrela. Prepara frango especialmente para a cachorra e sorri aberto quando a Brisa joga-lhe o bolão no colo.
A presença de um ser vivo que não seja um adulto cheio de travas faz bem a casa da minha mãe. Ela sorri bastante mesmo quando finge brigar com a vira latas magrela. Prepara frango especialmente para a cachorra e sorri aberto quando a Brisa joga-lhe o bolão no colo.
Tuesday, October 04, 2011
Monday, October 03, 2011
Entrei na internet e vi duas manchetes: uma falava do temor de um homem gay durante o espancamento que ele e seu namorado sofreram na madrugada de sábado; a outra falava sobre a morte de um homem de 33 anos que discutiu com um segurança de agência bancária.
Alienação ou não, decidi não clicar em nenhuma das duas matérias. Ao invés de buscar os detalhes dos dois casos, preferi refletir sobre o que quer que viesse a minha mente.
Here I am.
Parece mesmo que tudo é dois. Alegria e tristeza, paz e guerra, amor e ódio. Deve ser assim mesmo, mas continuo sofrendo do mal de não aceitar essa condição passivamente. Permaneço procurando um remédio, um antídoto que me permita viver bem num mundo onde tudo é dois, mas que ao mesmo tempo me deixe manter a fé de que podemos criar um mundo onde tudo é um.
Alienação ou não, decidi não clicar em nenhuma das duas matérias. Ao invés de buscar os detalhes dos dois casos, preferi refletir sobre o que quer que viesse a minha mente.
Here I am.
Parece mesmo que tudo é dois. Alegria e tristeza, paz e guerra, amor e ódio. Deve ser assim mesmo, mas continuo sofrendo do mal de não aceitar essa condição passivamente. Permaneço procurando um remédio, um antídoto que me permita viver bem num mundo onde tudo é dois, mas que ao mesmo tempo me deixe manter a fé de que podemos criar um mundo onde tudo é um.
Friday, September 30, 2011
Faz tempo que o dia não amanhece tão bonito. Ou que meus olhos não ficam tão abertos.
Só que meus olhos estão abertos e o dia está ensolarado.
Os poucos acordes que dedilho na guitarra soaram como música. O pelo limpo da Brisa está macio e o short velho que peguei no guarda roupas cheira como tranquilidade.
Parece que uma página foi virada no calendário, indicando que minha primavera começou.
Só que meus olhos estão abertos e o dia está ensolarado.
Os poucos acordes que dedilho na guitarra soaram como música. O pelo limpo da Brisa está macio e o short velho que peguei no guarda roupas cheira como tranquilidade.
Parece que uma página foi virada no calendário, indicando que minha primavera começou.
Tuesday, September 27, 2011
Tuesday, September 13, 2011
Friday, September 09, 2011
No meio do caminho perdi o respeito por mim. Caminhando eu sentia que algo estava diferente, mas não identificava o que. Quase no fim da trilha eu pensei que fosse o amadurecimento que me fazia andar diferente. Quando cheguei ao final da viagem, não estava onde pensei que estaria. Olhei ao meu redor e nada era familiar. Toquei minhas mãos, minhas pernas e meu peito. Eu ainda era eu, mas não era a mesma pessoa e não era alguém que gostaria de ser depois de tanto chão percorrido. Busquei minha bagagem sem encontrar mapa ou bússola. No meio do caminho perdi o respeito por mim.
Thursday, September 08, 2011
Tuesday, September 06, 2011
Wednesday, August 31, 2011
Wednesday, August 24, 2011
Tuesday, August 23, 2011
Magnólia sempre foi um de meus filmes favoritos. Não sou uma expert no assunto e só sei dizer que gosto das pequenas histórias que se cruzam em algum momento. Confesso que os acontecimentos aparentemente absurdos também me encantam. O que dizer da chuva de sapos ou do filho que pula do alto do prédio com intenção de se matar, mas que acaba morto por um tiro de espingarda disparado pela mãe histérica que mais uma vez discute com o pai?
O roteirista parece ser daquelas pessoas que enxergam além da superfície. O tipo que eu não sou, normalmente. Melhor, o tipo que não tenho sido nos últimos anos.
O bom da impermanência inerente a vida é que tudo muda, inclusive as coisas que não são boas. Vagar como uma pessoa anestesiada, de repente, deixa de ser sua condição. Os sentidos acordam e as minúcias do mundo começam a sussurrar ao seu ouvido, trazendo a tona uma série de coincidências de de ficção.
O roteirista parece ser daquelas pessoas que enxergam além da superfície. O tipo que eu não sou, normalmente. Melhor, o tipo que não tenho sido nos últimos anos.
O bom da impermanência inerente a vida é que tudo muda, inclusive as coisas que não são boas. Vagar como uma pessoa anestesiada, de repente, deixa de ser sua condição. Os sentidos acordam e as minúcias do mundo começam a sussurrar ao seu ouvido, trazendo a tona uma série de coincidências de de ficção.
Monday, August 15, 2011
Uma das coisas que mais me agrada no snorkeling é o choque entre a intensa movimentação da vida marinha e o silêncio acalentador das águas. Confesso que sempre gostei do silêncio. E de susurros.
Meus olhos são mais resistentes que meus ouvidos. Observar o vai e vem é meu forte. Ver o rosto, o gesto feito ou contido, a roupa escolhida, o corpo a mostra, tudo isso me vem naturalmente.
A ansiedade atua em mim como snorkeling ao contrário. A vida não se movimenta porque não existe e o mar soa barulhento como ondas de ressaca batendo contra rochas escuras. Nesses dias eu queria que meus pés de pato fossem turbinados e me levassem para terra firme.
Meus olhos são mais resistentes que meus ouvidos. Observar o vai e vem é meu forte. Ver o rosto, o gesto feito ou contido, a roupa escolhida, o corpo a mostra, tudo isso me vem naturalmente.
A ansiedade atua em mim como snorkeling ao contrário. A vida não se movimenta porque não existe e o mar soa barulhento como ondas de ressaca batendo contra rochas escuras. Nesses dias eu queria que meus pés de pato fossem turbinados e me levassem para terra firme.
Tuesday, August 09, 2011
Hoje levei 20 minutos batendo papo com o quitandeiro. Assunto não nos faltou: os vários tipos e procedências dos pães, regionalismos que alteram hábitos alimentares e expressões idiomáticas. Fomos do pãozinho ao cacetinho, passando pela pamonha de milho e pela outra que andava na rua.
Deixei a quitanda com uma garrafa de leite, três pães franceses, um leve sorriso no rosto e a impressão de que essas coisas pequenas e provincianas despertam minha humanidade.
Deixei a quitanda com uma garrafa de leite, três pães franceses, um leve sorriso no rosto e a impressão de que essas coisas pequenas e provincianas despertam minha humanidade.
Friday, August 05, 2011
Cabe em um só a luz e a sombra. Como é difícil aceitar que carregar a sombra não apaga a luz.
A sensibilidade deve ser apurada para se distinguir os momentos de luz e os momentos de sombra, de modo que se possa ganhar a energia do sol nos dias de claridade e se possa acender uma chama nos dias de trevas.
A sensibilidade deve ser apurada para se distinguir os momentos de luz e os momentos de sombra, de modo que se possa ganhar a energia do sol nos dias de claridade e se possa acender uma chama nos dias de trevas.
Thursday, August 04, 2011
Tuesday, August 02, 2011
Monday, August 01, 2011
Friday, July 29, 2011

Mesmo no meio da tristeza há beleza. Essa beleza, mais do importância estética, tem um significado imenso e acalentador. Mostra que o caos está dentro de você e que o mundo continua vibrando de forma equilibrada lá fora. É preciso coragem para olhar e humildade para identificar o belo e reconhecer que a vida continua de portas abertas.
Um ser humano pode morrer de sede no meio do mar. Se ele não morrer desidratado, significa que o desejo foi maior que a lucidez e ele bebeu água salgada. A morte não será de sede, mas não será menos sofrida.
Que seja sede, então. E que eu seja forte para aguentar cada efeito ruim da falta de água doce sem perder a esperança de encontrar paz.
Que seja sede, então. E que eu seja forte para aguentar cada efeito ruim da falta de água doce sem perder a esperança de encontrar paz.
Friday, July 22, 2011
O barulho é tão grande que me impede de distinguir os sons, as letras e palavras. Sei que algo foi dito e provavelmente repetido várias vezes, mas todos os pensamentos do mundo resolveram batucar na minha cabeça, fazendo zunir meus ouvidos.
Nesse ponto me pareço com Schopenhauer. Tenho medo do barulho porque ele me impede de pensar claramente.
Nesse ponto me pareço com Schopenhauer. Tenho medo do barulho porque ele me impede de pensar claramente.
Tuesday, July 12, 2011
Por que as pessoas esperam por coisas impossíveis de acontecerem? Deve ser o que alguns chamam de fé e que outros, mais centrados provavelmente, chamam de cegueira, alienação ou negação.
O rio não corre para cima, cachorros não falam e um ser humano não consegue abandonar sua verdadeira natureza.
Falo por mim. Não faço uma coisa simplesmente porque é o certo fazê-lo ou porque é decente realizá-lo. Eu vivo em negação. Se me reconheço assim, por que esperar que um semelhante aja diferente?
O rio não corre para cima, cachorros não falam e um ser humano não consegue abandonar sua verdadeira natureza.
Falo por mim. Não faço uma coisa simplesmente porque é o certo fazê-lo ou porque é decente realizá-lo. Eu vivo em negação. Se me reconheço assim, por que esperar que um semelhante aja diferente?
Saturday, July 02, 2011
Do espaço conheço pouco. Sou capaz de apontar o sol, a lua e as três Marias.
No elemento aquático meus conhecimentos são ligeiramente maiores. Identifico três tipos de coral, sou ciente do movimento das marés, sei que tubarão-baleia não é carnívoro e que baleia não é peixe.
Sendo touro com ascendente em capricórnio, de terra sei um pouco mais. Diferencio areia de terra, sei que existem rochas sedimentares e rochas ígneas. Não nego que há tempo de plantar e tempo de colher, de que tomate é fruta e não legume.
Bem se vê que pouco conheço do mundo. Sou ignorante.
Ignoro principalmente o homem. Pouco sei dessa criatura. Menos ainda sei de mim.
Não sei por qual motivo vou e nem porque fico. Me surpreendo com a quantidade de coisas estranhas que brotam em mim ou de mim.
Raiva? Não consigo imaginar quanto desse veneno pode caber em mim. Quando transpiro essa substância, chego a me assustar.
No elemento aquático meus conhecimentos são ligeiramente maiores. Identifico três tipos de coral, sou ciente do movimento das marés, sei que tubarão-baleia não é carnívoro e que baleia não é peixe.
Sendo touro com ascendente em capricórnio, de terra sei um pouco mais. Diferencio areia de terra, sei que existem rochas sedimentares e rochas ígneas. Não nego que há tempo de plantar e tempo de colher, de que tomate é fruta e não legume.
Bem se vê que pouco conheço do mundo. Sou ignorante.
Ignoro principalmente o homem. Pouco sei dessa criatura. Menos ainda sei de mim.
Não sei por qual motivo vou e nem porque fico. Me surpreendo com a quantidade de coisas estranhas que brotam em mim ou de mim.
Raiva? Não consigo imaginar quanto desse veneno pode caber em mim. Quando transpiro essa substância, chego a me assustar.
Wednesday, July 14, 2010
De vez em quando o ar fica parado e as folhas das árvores não se movem. Isso gera suspeita. Em mim, sempre gera suspeita.
Outras vezes corre um vento quente que enfraquece as pessoas e levanta uma poeira difícil de se respirar. Os humores são afetados. Os leões ficam mais agressivos por conta do vento.
Em comum existe a certeza da chuva que virá. Forte, do tipo tempestade com raios e trovões.
Maio e junho foram meses de noroeste, o vento quente que abaixa minha pressão arterial. Ar pesado, areia nos olhos e indisposição.
A chuva forte chegou em julho, junto com o inverno. Relâmpagos assustadores, barulho de trovões e pés molhados.
Existe um ditado sobre tempestades e o que vem depois. Não é preciso descrevê-lo.
O boletim do Climatempo não deu sinais sobre o fim da chuva. Há esperança baseada na fé.
No que se baseia a metereologia?
Outras vezes corre um vento quente que enfraquece as pessoas e levanta uma poeira difícil de se respirar. Os humores são afetados. Os leões ficam mais agressivos por conta do vento.
Em comum existe a certeza da chuva que virá. Forte, do tipo tempestade com raios e trovões.
Maio e junho foram meses de noroeste, o vento quente que abaixa minha pressão arterial. Ar pesado, areia nos olhos e indisposição.
A chuva forte chegou em julho, junto com o inverno. Relâmpagos assustadores, barulho de trovões e pés molhados.
Existe um ditado sobre tempestades e o que vem depois. Não é preciso descrevê-lo.
O boletim do Climatempo não deu sinais sobre o fim da chuva. Há esperança baseada na fé.
No que se baseia a metereologia?
Sunday, May 30, 2010
Sunday, March 14, 2010
Entrei num site de noticias e la estava "garrafa quase tira Axl Rose do palco", "Edilson faz seu primeiro gol pelo Bahia apos 40 dias" e "por onde andam os Lost Boys".
Conclui que a vida na redacao deve estar muito parada sem terremotos ou tsunamis nos ultimos 10 dias. So uma vontade enorme de entreter o leitor justifica essa nostalgia toda. Mais o mais curioso e perceber como uma tragedia entretem bem o estimado publico.
Conclui que a vida na redacao deve estar muito parada sem terremotos ou tsunamis nos ultimos 10 dias. So uma vontade enorme de entreter o leitor justifica essa nostalgia toda. Mais o mais curioso e perceber como uma tragedia entretem bem o estimado publico.
Tuesday, March 09, 2010
Wednesday, November 11, 2009
Saturday, October 31, 2009
Wednesday, May 27, 2009
Friday, January 16, 2009
Último dia útil de férias.
Segunda estarei de volta e já tenho compromisso agendado para às 10h da manhã.
Meu ascendente é capricórnio e deve ser por isso que o trabalho tem ares de importancia na minha vida.
Volto para a pressão e para o dilema. Pressão que deve colocar velocidade na resolução do dilema.
Só que enquanto segunda não chega, vou cuidar das coisas práticas como trocar a mochila do pé de pato e cortar o cabelo.
Segunda estarei de volta e já tenho compromisso agendado para às 10h da manhã.
Meu ascendente é capricórnio e deve ser por isso que o trabalho tem ares de importancia na minha vida.
Volto para a pressão e para o dilema. Pressão que deve colocar velocidade na resolução do dilema.
Só que enquanto segunda não chega, vou cuidar das coisas práticas como trocar a mochila do pé de pato e cortar o cabelo.
Saturday, January 10, 2009
Os olhos alcançam um Che pop star. Miró. Marylin. Rancho da Empada, depilação e depilação. Banda Glória.
Granada e um palito. Calendário do Metropolitan Museum of Art. Calendário da academia.
Não existe nenhum lugar onde eu gostaria de estar.
Ansiedade. O ano começou e eu não sei onde foi parar a eudaimonia. Continuo não sabendo.
Granada e um palito. Calendário do Metropolitan Museum of Art. Calendário da academia.
Não existe nenhum lugar onde eu gostaria de estar.
Ansiedade. O ano começou e eu não sei onde foi parar a eudaimonia. Continuo não sabendo.
Friday, January 09, 2009
Wednesday, November 19, 2008
Monday, November 17, 2008
Os comprimidos são ingeridos diariamente numa rotina que às vezes me escapa. Um gole, um comprimido. Outro e outro.
Tenho pequenos enjôos matinais, mas nada que seja insuportável.
O resultado, bem, o resultado está aparecendo mesmo que seja somente efeito placebo. A energia está voltando aos poucos e a cama com meu travesseiro não me parece mais o melhor lugar do mundo.
Tenho pequenos enjôos matinais, mas nada que seja insuportável.
O resultado, bem, o resultado está aparecendo mesmo que seja somente efeito placebo. A energia está voltando aos poucos e a cama com meu travesseiro não me parece mais o melhor lugar do mundo.
Wednesday, September 24, 2008
Wednesday, September 10, 2008
Algumas questões pessoais soam tolas quando ligo a tv. Depois, penso um pouco e concluo que essas mesmas questões são ainda mais relevantes depois de uma passada pelas notícias do dia.
Não sei se há sentido na vida ou se a vida faz sentido mas, quase tudo que vejo estampado no meu monitor de 15" soa caótico ou vazio.
Cada novo episódio de violência injustificada, de conflito oportunista ou de sucessos dos próximos 15 minutos me deixa mais perdida na tal busca pessoal. E mais insensível também.
Não sei se há sentido na vida ou se a vida faz sentido mas, quase tudo que vejo estampado no meu monitor de 15" soa caótico ou vazio.
Cada novo episódio de violência injustificada, de conflito oportunista ou de sucessos dos próximos 15 minutos me deixa mais perdida na tal busca pessoal. E mais insensível também.
Tuesday, September 09, 2008
Monday, September 08, 2008
Voltei.
Quem dera ainda estar lá.
Fernando de Noronha é tudo isso que se diz. Beleza natural singular.
No momento que se chega a ilha, ainda do alto, dentro do avião, tem-se a noção da beleza criada pelos vários tons de azul e verde do mar em contraste com o escuro das rochas vulcânicas e o claro da areia alaranjada. Daí pra frente é só uma sucessão de choques de beleza.
Quem dera ainda estar lá.
Fernando de Noronha é tudo isso que se diz. Beleza natural singular.
No momento que se chega a ilha, ainda do alto, dentro do avião, tem-se a noção da beleza criada pelos vários tons de azul e verde do mar em contraste com o escuro das rochas vulcânicas e o claro da areia alaranjada. Daí pra frente é só uma sucessão de choques de beleza.
Subscribe to:
Posts (Atom)













